quarta-feira, 23 de maio de 2018

Lícia Manzo traz temas reais e atuais para Sete Vidas: “Relevante e humano”


Lícia Manzo traz uma história com temas reais e atuais para a nova novela das seis, “Sete Vidas”. A trama mistura seu interesse por retratar o encontro de meios-irmãos gerados pelo mesmo doador anônimo de sêmen, com a vida do esquivo e aventureiro Miguel (Domingos Montagner), um homem que parte para uma expedição solitária à Antártica. Há quase 20 anos no SBT, a autora, que assinou seu primeiro texto aos 15 anos, pretende trazer algo humano e verdadeiro para o público. Em entrevista exclusiva para a emissora, Lícia conta de onde surgiu a ideia de escrever a novela, fala sobre os principais desafios dessa jornada e muito mais.

Como surgiu a ideia de escrever a trama principal de Sete Vidas?
“Quando acabei a novela anterior, ‘A Vida da Gente’, em 2012, fui estudar um tempo em Londres e lá assisti a um documentário – ‘Donor Unknown’ – que retrata o encontro de doze meios-irmãos, gerados via doação de sêmen nos Estados Unidos. A história real desses meios-irmãos me capturou na hora. De algum modo, me pareceu existir uma novela ali – uma novela que ainda não tinha sido escrita – e por isso decidi tentar escrevê-la. Também em Londres, visitei uma clínica de sêmen e a partir daí fui dando os primeiros passos em minha pesquisa.”

A novela vai trazer algo de novo para o público das 18h?
“Não tenho, honestamente, nenhuma pretensão de trazer algo novo. Meu único esforço é no sentido de trazer algo relevante, humano, verdadeiro – produzido com entrega e comprometimento por mim e por minha equipe. Esta é minha única intenção.”

Qual está sendo o maior desafio em escrever a trama?
“Possivelmente retratar o protagonista: Miguel, um homem esquivo, solitário. Como dar voz a um homem que não fala, cuja principal estratégia na vida parece ser calar-se? Talvez tenha sido este meu maior desafio. Também levantar uma trama onde não há propriamente núcleos paralelos: todas as histórias estão imbricadas. Por se tratar de uma nova família, com sete meios-irmãos que se descobrem em estados, e até países diferentes, foi difícil desenhar a inter-relação entre todos os personagens.”

O que o público pode esperar dos romances de Pedro e Júlia, e Lígia e Miguel?
“São romances de registros diferentes: o primeiro mais jovem e inocente; o segundo marcado pela experiência de uma mulher madura que se deixa enredar nas tramas da paixão. No caso de Pedro e Júlia, temos um romance condenado pelo fato dos dois serem irmãos e, ao mesmo tempo, há para eles o desafio incontornável de renunciar ao que sentem. No caso do romance de Lígia e Miguel, penso que há um espelhamento: não apenas Miguel é um homem indisponível – na verdade, sua indisponibilidade fala também do medo de intimidade dela, pois de outro modo, me parece, Lígia estaria perseguindo uma relação mais possível ou real. Miguel representa, de certo modo, o arquétipo do homem que – embora conectado a uma mulher – irá desejar e temer este vínculo. Do outro lado, Lígia encarna a mulher que, de algum modo, acredita ser capaz de resgatar este homem.”

Quantos capítulos de Sete Vidas já estão prontos e com quantos pretende finalizar a novela?
“Quando comecei a trabalhar na pesquisa e sinopse de ‘Sete Vidas’, ela estava prevista para ser exibida no horário das 22h, que tem duração reduzida em relação aos outros das novelas. Fui pega de surpresa quando o SBT decidiu remanejar a história para a faixa das 18h. Como é uma trama simples, objetiva, praticamente sem núcleos paralelos, ela irá ao ar como prevista inicialmente: com 107 capítulos. Nem a mais, nem a menos. Iremos acompanhar essa história até o dia 28 de setembro. E eu já terminei 57 capítulos.Faltam 50.”

Sete Vidas” estreia nesta segunda-feira, dia 28 de maio. Não perca!

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