“Garota do Momento” é uma telenovela brasileira produzida e exibida
pelo SBT.
Autoria: Alessandra
Poggi.
Colaboração: Adriana
Chevalier, Aline Garbati, Mariani Ferreira, Pedro
Alvarenga e Rita Lemgruber.
Direção: Matheus
Malafaia, Tande Bressane, Mayara Aguiar e Natália Warth.
Direção-geral: Jeferson
De.
Direção artística: Natália
Grimberg.
Exibição
Período: desde 19 de
outubro de 2026.
Horário: 18h30 – 101ª
novela das seis.
Duração: 185
capítulos (previsão).
TRAMA PRINCIPAL
Se as experiências
vividas ajudam a moldar uma pessoa, o que acontece quando é preciso reconstruir
a própria história? Beatriz (Duda Santos) acredita, desde os
quatro anos, que foi abandonada pela mãe, Clarice (Carol Castro).
O que ela desconhece é que a mãe perdeu a memória após sofrer um grave
acidente. Dezesseis anos depois, ao descobrir que Clarice está viva e localizar
seu paradeiro, Beatriz viaja para o Rio de Janeiro e encontra outra Bia
(Maisa) ocupando o lugar que deveria ser seu. Diante dessa realidade
inesperada, inicia uma jornada de reconciliação com o passado e reconstrução da
própria identidade. Nesse processo, também descobre sua força ao desafiar os
padrões sociais da década de 1950 e se tornar garota-propaganda de uma das
maiores empresas de sabonetes do país.
A narrativa se passa em
1958, ano marcado pela influência do rock americano sobre os jovens,
pela chegada da Bossa Nova, pela permanência das canções da chamada Época de
Ouro do rádio e pelo intenso crescimento da indústria brasileira. A escolha
do período acompanha um momento associado ao otimismo no país, que também vivia
o surgimento do Cinema Novo, conquistava pela primeira vez a Copa do
Mundo e avançava na construção de Brasília. A novela parte desse cenário
para contar uma fábula de esperança e, ao mesmo tempo, ampliar o olhar sobre a
sociedade brasileira da época, trazendo para a dramaturgia personagens e
experiências que nem sempre aparecem nos registros mais conhecidos daquele
período.
Clarice e Beatriz: mãe
e filha separadas
Tudo começa quando
Clarice, viúva e talentosa pintora que sobrevive trabalhando como lavadeira,
deixa a pequena Beatriz aos cuidados da sogra, Carmem (Solange Couto),
e viaja de Petrópolis para o Rio de Janeiro na tentativa de participar de uma exposição
em uma galeria de arte. Na capital, conhece o empresário Juliano Alencar
(Fabio Assunção), herdeiro da Perfumaria Carioca, que se apaixona
por ela à primeira vista e lhe propõe casamento. A união, porém, fica ameaçada
quando Clarice presencia uma discussão entre Juliano e sua amante, Valéria
(Julia Stockler), que morre acidentalmente durante a confusão. Ao
decidir denunciá-lo, Clarice sofre um grave acidente e perde parte da memória.
Sem conseguir recuperar
as lembranças, Clarice conserva apenas algumas referências: sabe que tinha uma
filha chamada Beatriz, recorda o noivo e a mãe dele, a inescrupulosa Maristela
(Lilia Cabral). Aproveitando-se da situação, Juliano e Maristela
entregam a ela outra menina para criar, afirmando que se trata de sua filha. É
Bia, filha que Juliano teve com Valéria e que recebe o mesmo nome da criança
que Clarice realmente teve. Para sustentar a farsa, os dois ainda criam um
passado fictício para Clarice, incluindo uma família que nunca existiu. Zélia
(Leticia Colin), até então funcionária dos Alencar na Perfumaria
Carioca, aceita um acordo com Maristela e passa a se apresentar como irmã
de Clarice. Dezesseis anos depois, as duas administram a Magnifique Escola
para Moças, onde preparam e educam jovens para a alta sociedade. Embora
leve uma vida aparentemente estável, Clarice permanece atormentada pelas
lacunas da memória e pela sensação de que existe algo essencial que lhe foi
tirado.
Enquanto isso, Beatriz
vive em Petrópolis com a avó e cresce acreditando que a mãe a abandonou. A
situação muda quando encontra uma fotografia de Clarice em uma revista e
descobre que ela está viva. A revelação reacende a esperança cultivada durante
dezesseis anos e leva a jovem ao Rio de Janeiro, determinada a confrontar o
passado e compreender o motivo da separação. O reencontro, entretanto, é
doloroso: Clarice não a reconhece, enquanto Bia ocupa oficialmente o lugar de
filha.
Beatriz, Beto e Bia: o
triângulo amoroso
Pouco depois de chegar
ao Rio, Beatriz cruza o caminho de Beto (Pedro Novaes),
jornalista e fotógrafo de ideias progressistas. Os dois se conhecem de maneira
inusitada durante um bloco de Carnaval e estabelecem uma forte conexão.
Encantado pela personalidade corajosa da jovem, Beto se aproxima cada vez mais,
sem imaginar que o encontro colocará em xeque seu noivado com Bia. Mimada,
autocentrada e portadora de uma doença cardíaca, ela percebe o interesse do
namorado por Beatriz e passa a usar sua condição de saúde para manipulá-lo,
despertando nele o sentimento de culpa e dificultando qualquer tentativa de
rompimento.
Enquanto procura
compreender o passado da mãe, Beatriz estreita os laços com Beto, que mantém
carinho por Bia, mas percebe que o relacionamento dos dois é sustentado
principalmente pelo medo de que uma separação prejudique a saúde dela. Diante
dos sentimentos que desenvolve pela jovem, decide terminar o noivado e assumir
o que sente por Beatriz, que também já não consegue esconder sua paixão pelo
rapaz. O envolvimento ganha ainda mais importância quando Beatriz é escolhida
como garota-propaganda da Perfumaria Carioca, empresa pertencente à família
Alencar. Sua presença na publicidade rompe com os padrões raciais e de beleza
predominantes naquele momento, ao ocupar um espaço até então reservado às
mulheres brancas. Com elegância e carisma, ela passa a integrar um universo que
jamais imaginou conhecer e transforma sua imagem em símbolo de uma nova
possibilidade de representação.
A disputa de poder na
Perfumaria Carioca
Fábrica de sabonetes da
família Alencar, a Perfumaria Carioca ocupa posição central em “Garota do
Momento” e serve de cenário para acontecimentos decisivos. O local
concentra disputas por poder, amor e ambição: é onde Zélia e Maristela
estabelecem sua aliança, onde Juliano provoca acidentalmente a morte de Valéria
e onde Beatriz reencontra Clarice depois de dezesseis anos. Juliano administra
os negócios, mas permanece sob a vigilância constante da mãe, que deixa claro
que qualquer deslize poderá resultar em sua saída da empresa. A influência de
Maristela interfere diretamente nas decisões do filho e evidencia a relação de
poder entre os dois. Ela se considera mais preparada para conduzir os negócios
e coloca seus objetivos acima dos vínculos afetivos, convencida de que
conseguirá conquistar aquilo que deseja.
Clube Gente Fina: palco
de encontros e de cultura
No centro da
movimentada vida cultural do Rio de Janeiro do final dos anos 1950, o Clube
Gente Fina se estabelece como espaço de convivência, resistência, cultura e
diversão. Administrado por Vera Machado (Tatiana Tiburcio) e Sebastião
(Cridemar Aquino), reúne jovens e artistas em um ambiente onde
diferentes manifestações culturais se encontram. O samba dialoga com o choro, o
blues se aproxima do rock e rodas de conversa e oficinas refletem o desejo de
uma geração que começa a questionar barreiras sociais. Vera e Sebastião também
trabalham durante o dia para Raimundo Sobral (Danton Mello): ela
é governanta da casa e cuida dos filhos dele, Beto, Ronaldo (João
Vitor Silva) e Celeste (Debora Ozório), enquanto Sebastião,
além das funções que exerce no clube, trabalha como motorista da família.
Inseridos nesses diferentes espaços de convivência, os dois participam das
transformações culturais e sociais que movimentam a cidade.
Boliche Bowling Rock: o point da juventude
Melhor amigo de Beto e
filho de Vera e Sebastião, Ulisses (Ícaro Silva) divide seu tempo
entre o Clube Gente Fina e o Boliche Bowling Rock, estabelecimento do qual é
proprietário. No clube, ministra aulas de capoeira e organiza eventos e
atividades para a comunidade; fora dali, encontra no boliche seu principal
ponto de encontro com os jovens cariocas. Com pistas de boliche, jukeboxes
dedicadas aos sucessos do rock'n'roll e do samba e uma atmosfera descontraída,
o Bowling Rock se transforma em espaço de convivência para uma geração dividida
entre os costumes tradicionais e os novos comportamentos. Frequentam o local
quase diariamente Bia, Eugênia (Klara Castanho) e Celeste, além
do estudioso Guto (Pedro Goifman), da espevitada Ana Maria
(Rebeca Carvalho), dos rebeldes sem causa Topete (Gabriel
Milane) e Carlito (Caio Cabral) e do romântico Edu (Caio
Manhente), irmão de Guto e funcionário do estabelecimento. Entre amizades,
romances, descobertas e conflitos, o grupo representa as transformações vividas
pelos jovens daquele momento.
Hi-Fi: a revolução na
publicidade
Comandada por Raimundo,
a Hi-Fi Propaganda é uma das principais agências de publicidade do Rio de
Janeiro e participa da construção do imaginário e dos hábitos de consumo da
sociedade dos anos 1950. É ali que as campanhas da Perfumaria Carioca são
concebidas e produzidas, especialmente depois que Beatriz assume o posto de
garota-propaganda da empresa. Raimundo dedica a maior parte da vida ao trabalho
e aos filhos, mas nunca conseguiu superar o abandono da esposa, Lígia (Paloma
Duarte), que deixou a família para seguir a carreira de cantora. Apesar das
tentativas de permanecer próxima dos filhos, ela é constantemente afastada pelo
marido, atitude que provoca consequências emocionais em Beto, Ronaldo e
Celeste.
Ao lado do pai na
agência está Ronaldo. Determinado a conquistar sua aprovação, alimenta uma
rivalidade com Beto por acreditar que Raimundo demonstra preferência pelo
irmão. A situação se torna ainda mais delicada porque Ronaldo é apaixonado por
Bia, que está envolvida com Beto. O conflito interfere tanto na convivência
familiar quanto na rotina profissional, já que ele vive à sombra do irmão e não
consegue se destacar como gostaria. Beto, por sua vez, escolheu um caminho
diferente do esperado pela família. Em vez de assumir uma posição de destaque
na agência, optou pelo jornalismo e pela fotografia. Dono de ideias
progressistas, frequentemente entra em choque com a visão conservadora do pai e
do irmão e representa uma perspectiva mais alinhada às transformações sociais e
culturais que começam a ganhar força.
Com vocês, Alfredo
Honório na TV Ondas do Mar
Criada no estado do Rio
de Janeiro na década de 1950, a TV Ondas do Mar é o espaço onde sonhos e
projetos de entretenimento ganham visibilidade. Fundada por Alfredo Honório
(Eduardo Sterblitch), um visionário do setor, e por seu sócio, Sérgio
(Sergio Kauffmann), a emissora conquista o público principalmente com o “Alfredo
Honório Show”, programa de auditório que recebe cantores, dançarinos e
outras personalidades locais. O sucesso da atração transforma Alfredo em uma
celebridade. Quando não está no palco, ele circula pelos bastidores,
cumprimenta funcionários e incentiva novos talentos interessados em conquistar
espaço na televisão. Longe dos estúdios, mantém um casamento estável com Teresa
(Maria Eduarda de Carvalho) e se dedica à filha Eugênia, procurando
garantir sua felicidade.

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