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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

“Maria do Bairro” é a próxima reprise do “Vale a Pena Ver de Novo”


O SBT bateu o martelo: “Maria do Bairro” substitui “O Clone” na sessão “Vale a Pena Ver de Novo” a partir no dia 13 de março, às 15h15. Esta será a segunda reprise do folhetim na faixa de reapresentações.

Novela de Carlos Romero, a trama teve direção de Beatriz Sheridán e produção de Angelli Nesma Medina.

Foi originalmente exibida entre 12 de junho de 2006 e 23 de fevereiro de 2007, em 185 capítulos.

Sua primeira reapresentação foi ao ar entre 27 de fevereiro e 6 de julho de 2012, em 113 capítulos.

Contou com Thalía, Fernando Colunga, Itatí Cantoral, Ricardo Blume, Irán Eory, Ana Patrícia Rojo, Meche Barba, Rebeca Manríquez, Sílvia Caos, Beatriz Moreno, Raúl Padilla, Ludwika Paleta, Osvaldo Benavides, Yuliana Peniche, Ariadna Welter, René Muñoz, Carmen Salinas, Ninón Sevilla, Maurício Aspe e Jéssica Jurado nos papeis principais da história.

“Maria do Bairro” foi considerada um grande sucesso em suas duas exibições: em 2006, fechou com média geral de 36 pontos no horário das 22h. Já em 2012, na faixa das 14h, alcançou incríveis 21 pontos de média geral.

O folhetim está de volta com o objetivo de manter os bons índices alcançados por “O Clone” dentro da sessão.

Maria Hernández Lorráz (Thalía) é uma jovem humilde, sem instrução e sonhadora que vive com sua madrinha Cacilda (Aurora Molina) no bairro João Diego, na periferia da Cidade do México, e trabalha como catadora de material reciclável em um aterro sanitário. No dia em que Maria completa 15 anos, sua madrinha falece; antes, porém, em seu leito de morte, pede ao padre Honório (Tito Guízar) que ele encontre uma residência onde sua afilhada possa ser acolhida e tenha trabalho. A jovem órfã é acolhida pelo empresário Fernando Dela Veja (Ricardo Blume), patriarca da família Dela Vega, uma das mais abastadas e influentes do país. Ele deseja lapidar a garota e torná-la uma mulher refinada, acolhendo-a como um membro da família. Fernando encontra resistência em sua esposa Vitória Montenegro Dela Vega (Irán Eory) que, junto da empregada Carlota (Rebeca Manríquez), despreza Maria desde seu primeiro momento na mansão.

Luís Fernando (Fernando Colunga), o primogênito do casal Dela Vega, foi abandonado pela sua noiva Brenda, o que o transforma em um indivíduo misógino: ele jura que nunca mais se envolverá afetivamente com mulheres, apenas irá brincar com os sentimentos delas. Inicialmente acaba se envolvendo com Maria tendo em vista este objetivo, no entanto acaba apaixonando-se por ela. Já Soraya Montenegro (Itatí Cantoral) é sobrinha de Vitória e, desde a adolescência, almeja conquistar Luís Fernando a qualquer custo. Prepotente e orgulhosa, ela também despreza Maria, a qual se refere sob o adjetivo de “marginal”, “catadora” e “morta de fome”.

Maria vai aos poucos conquistando a amizade e a confiança dos moradores e dos empregados da mansão, entre eles Vitória, que muda sua atitude com a jovem, e Lupe Linhares (Meche Barba) governanta da casa, além de Vanessa (Montserrat Gallosa) e Vladimir (Héctor Soberón), os outros filhos do casal Dela Vega. Soraya aproveita-se de uma das rotineiras embriaguezes de Luís Fernando, leva-o para a cama e forja um exame de gravidez, o que faz com que ele sinta-se obrigado a casar-se com ela, mesmo amando Maria. Esta, a fim de esquecer Luís, por quem também é apaixonada, passa a namorar Vladimir; a jovem também recebe aulas de etiqueta e de alfabetização de Dona Carol (Pituka de Foronda), professora especialmente contratada por Fernando para lecionar Maria. Luís também passa por uma transformação de personalidade: ele amadurece e deixa de ser um rapaz inconsequente e alcoólatra, passando a trabalhar na empresa de seu pai. Ele começa a desconfiar da gravidez de Soraya, e esta forja um acidente, agora dizendo que sofreu um aborto.

Soraya, que passa a morar na mansão dos Dela Vega junto de sua preceptora, empregada e babá Calixta Popoca (Sílvia Caos) (que cuida da vilã com devoção desde que era uma menina), entra constantemente em atrito com Maria, e obstina-se a matá-la. Calixta, que também é curandeira, ajuda a sua protegida colocando ervas venenosas na água que Maria bebe. Esta passa mal e é internada num hospital, onde se descobre a causa da enfermidade. Calixta revela a Soraya que é sua verdadeira mãe; com ódio, Soraya a expulsa da mansão. Osvaldo, o amante de Soraya, descobre o perverso plano e a denuncia. Em uma violenta briga, Soraya tenta matá-lo e acaba caindo da janela de um apartamento, sendo dada como morta. Maria se recupera, Luís Fernando a pede em casamento e ela aceita. Mas este ainda não é o “final feliz” de Maria, que terá que lidar com ainda mais dificuldades.

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Em março um grande sucesso está de volta!
“Maria do Bairro” nas tardes do SBT!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

REPRISE ESPECIAL: “A Usurpadora” está de volta ao SBT


Já esta decidido: “A Usurpadora” será reexibida na sessão “Reprise Especial” a partir do dia 5 de janeiro, às 17h.

Novela de Carlos Romero, produção de Salvador Mejía, direção de Beatriz Sheridan e Nathalie Lartilleux, e direção geral de Beatriz Sheridan.

Exibida no horário das 22 horas entre 6 de agosto e 28 de dezembro de 2007, em 105 capítulos. Foi a última novela a ser exibida na faixa sem interrupção. Obteve média geral de 34 pontos, considerada um sucesso. Contou com Gabriela Spanic, Fernando Colunga, Chantal Andere, Juan Pablo Gamboa, Dominika Paleta, Marcelo Buquet, Jéssica Jurado e Libertad Lamarque nos papeis centrais da história.

Esta será a segunda novela de Carlos Romero a ganhar reprise às 17h, levando em conta que “Marimar”, reapresentada no início deste ano, também é de sua autoria. “A Usurpadora” tem como objetivo levar a faixa para a casa dos 20 pontos.

“A Usurpadora” conta a história de Paulina Martins e Paola Bracho, ambas interpretadas por Gabriela Spanic. Duas mulheres idênticas na aparência, mas com personalidade e padrão de vida completamente opostos.

Duas mulheres idênticas na aparência e distintas em sentimentos e personalidade, acabam se encontrando por casualidade e participam de um terrível engano. Paula Martins (Nuria Bages) é uma mulher pobre e humilde, que tem duas filhas gêmeas, Paola e Paulina, porém, devido a sua situação lastimável de miséria em que vive, abandona Paola, que no futuro é adotada por uma família rica. Já Paulina cresce em presença da mãe, enfrentando grandes dificuldades na vida devido a pobreza em que vivem. Paulina cresce e se torna uma moça humilde e de bom caráter, que namora o ambicioso Osvaldo Resende (Antonio de Carlo), revezando o seu tempo também para com os cuidados a sua mãe enferma, que está prestes a morrer devido a sua doença.

Enquanto isso, sua irmã gêmea, Paola Bracho, viveu de maneira oposta a de Paulina, priorizando a riqueza acima de tudo e de todos, se tornando assim uma mulher ambiciosa, dissimulada, fria e calculista. Paola é casada com Carlos Daniel Bracho (Fernando Colunga), por quem já foi apaixonada, mas devido a ausência do marido, se torna uma esposa infiel. O milionário – quase falido – Carlos Daniel cuida de dois filhos do primeiro casamento: a esperta e encantadora Lisette Bracho (María Soler) e o rebelde e problemático Carlinhos (Sergio Miguel). Ardilosa, Paola também mantém um caso extraconjugal com o cunhado, o inescrupuloso Willy Monteiro (Juan Pablo Gamboa); contribui cruelmente com o vício em álcool de sua sogra, a vovó Piedade (Libertad Lamarque); e despreza seus enteados, que a enxergam como uma mãe. Willy é casado com a atormentada e fanática Estephanie Bracho (Chantal Andere), uma mulher amargurada e ressentida com a vida, que veste-se sempre de preto, como se fosse uma freira.

O destino, no entanto, coloca Paola Bracho e Paulina Martins frente a frente novamente, e Paulina têm sua vida totalmente modificada por Paola.

Paola, frustrada e cansada de viver com uma família a qual detesta e despreza, resolve viajar para se divertir com um de seus amantes, Luciano Alcântara (Mário Cimarro), e nessa viagem acaba encontrando Paulina em um toalete de senhoras. Ela vê na jovem uma oportunidade perfeita de se ver livre de sua família, então planeja uma usurpação – ela propõe a Paulina que se passe por ela durante um ano na mansão da família Bracho. Para obrigar a moça a aceitar esse diabólico e cruel plano, Paola arma-lhe uma armadilha, acusando-a de lhe ter roubado uma joia sua e, se ela não aceitar se tornar Paola Bracho, irá denunciá-la e colocá-la atrás das grades definitivamente.

Paulina, sem alternativa, com medo de ir para a prisão, e com a morte da mãe se tornando um evento recente, aceita se passar por Paola. Durante sua estada na mansão Bracho, Paulina aprende a ser como Paola, se tornando uma mulher fina e elegante. Sem ser reconhecida por sua aparência completamente idêntica à da vilã, ela se vê entre uma família desestruturada pelas mãos de Paola e percebe que há pessoas que precisam de sua grande dedicação naquele lar. Paulina, então, começa a mudar a vida dos Bracho, se tornando um anjo na vida de quem necessite de sua presença e de suas palavras confortadoras, conseguindo contribuir e modificar positivamente o destino de todos os que lhe cruzam o caminho, mas não sem antes sofrer e pagar caro por todos os erros cometidos por Paola no passado, nas mãos de Estephanie, e da atirada Leda Durán (Dominika Paleta).

Quando Paulina finalmente encontra sua felicidade ao lado de Carlos Daniel e de sua família, Paola volta disposta a lutar pelo seu antigo lugar.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

“Marimar” será reprisada a partir de janeiro no SBT


O sucesso de “Rebelde” na sessão “Reprise Especial”, entre 2012 e 2013, foi tamanho que o SBT decidiu levar a faixa adiante. “Marimar” foi a trama escolhida para ocupar o horário das 17h em 2014, a partir do dia 6 de janeiro.

Novela de Carlos Romero, teve produção de Verônica Pimstein e direção de Beatriz Sheridan.

Exibida originalmente no horário das 22 horas entre 8 de março e 1º de outubro de 2004, em 149 capítulos. Foi a novela que reabriu a faixa das 22h, extinta para novelas desde 1991. Obteve média geral de 32 pontos, considerada um sucesso. Contou com Thalía, Eduardo Capetillo, Chantal Andere, Alfonso Iturralde, Miguel Palmer, Guillermo García Cantú, Frances Ondiviela, René Muñoz, Marcelo Buquet, Pituka de Foronda, Amairani, Ricardo Blume, Ada Carrasco, Luis Gatica, Tito Guízar, Raul Izaguirre e Julia Marichal nos papeis principais.

O folhetim está de volta com o objetivo de levar a audiência da faixa das 17h de volta à casa dos 20 pontos. O telebarraco “Casos de Família”, comandado por Christina Rocha e que registra entre 13 e 16 pontos no IBOPE, entra de férias antes do Natal.

Marimar é uma jovem muito humilde que vive no interior do Ceará, mais precisamente em um pequeno povoado de pescadores junto ao mar. Marimar é simples, analfabeta, trabalha o dia todo com atividades relacionadas a pesca, usa roupas simples e é inocente. Ela vê sua vida mudar quando conhece Sérgio Santibanhez, filho de um rico fazendeiro. Sérgio é filho único de uma renomada família de um pequeno povoado ao lado da região onde Marimar reside. Seu único sonho é receber a herança deixada pela sua mãe, a fazenda Santibanhez. A vida desses jovens se cruzam em uma complicada história de amor e vingança.

Ignorante e selvagem, Marimar nunca pôde estudar, mora junto de seus avós e seu fiel cachorro “Pulguento” numa choupana à beira mar. Ela nunca conheceu o pai e sofre por isso. Sua mãe morreu quando ela era bem pequena e a criança não chegou a conhecê-la. Quando Marimar conhece Sérgio, se apaixona perdidamente. Para se vingar do pai, Renato, e da madrasta Angélica, Sérgio passa a seduzir Marimar, que acredita em suas falsas promessas e acaba se casando com ela, apenas para receber a herança, mas não sente realmente nada pela moça. Ele a leva para viver na luxuosa e cara fazenda Santibanhez, e seu pai e madrasta sentem raiva e vergonha da pobre moça, por ela nem saber se sentar à mesa apropriadamente.

Irada, Angélica não poupa maldades para com a jovem recém casada, fazendo-a de empregada e a humilhando de todas as formas, conseguindo passar despercebida. Marimar passa a ser infeliz no casamento e as discussões com o marido são frequentes. Sérgio a abandona e parte para São Paulo para cumprir um contrato como jogador de futebol e curtir a vida como solteiro. Enquanto isso, a vida de Marimar se torna um inferno nas mãos de Angélica.

Tudo muda quando Angélica comete o maior crime e maldade contra Marimar e a moça é forçada a deixar o interior de sua cidade Natal em busca de uma vida melhor em São Paulo. Na Capital paulista, ela vai trabalhar na casa de Gustavo Aldama, um rico empresário dono de um clube na cidade de Santos. O que Marimar não esperava é que seu patrão é na verdade seu pai, que contratou um detetive e está prestes a descobrir o paradeiro da filha.

Com “Marimar”, o SBT pretende exibir uma reprise de novela por ano, a partir de janeiro. Espera-se que a novela cumpra com as expectativas dos diretores da emissora.

domingo, 28 de outubro de 2012

CARLOS ROMERO


Carlos Romero (Espanha, 14 de abril de 1946) é um escritor, dramaturgo e autor de telenovelas espanhol. Ao longo de sua carreira, construiu uma sólida trajetória na teledramaturgia latino-americana, escrevendo novelas para emissoras de diferentes países e consolidando-se como um dos autores de maior destaque da televisão hispânica antes de iniciar sua atuação no Brasil.
 
Em janeiro de 2003, foi contratado pelo SBT após o sucesso de novelas escritas para emissoras estrangeiras. Logo após assinar contrato, recebeu da direção da emissora a missão de reativar a tradicional faixa de novelas das 22h, descontinuada desde 1991, quando “Araponga” encerrou sua exibição. A contratação representava uma importante aposta do SBT na experiência internacional de Romero, que assumiu a responsabilidade de liderar a retomada da dramaturgia inédita em um dos horários mais tradicionais da programação da emissora.
 
A faixa das 22h do SBT foi reativada em março de 2004 com “Marimar”. A história gira em torno de Marimar (Thalía), uma jovem humilde e analfabeta que vive com os avós em um pequeno povoado de pescadores. Sua vida muda ao conhecer Sérgio Santibañez (Eduardo Capetillo), herdeiro de uma rica família de fazendeiros, que decide seduzi-la e se casar com ela por interesse. Após ser humilhada pela madrasta do marido, Angélica (Chantal Andere), sofrer injustiças, perder os avós e ser abandonada por Sérgio, Marimar parte para a capital em busca de um novo começo. Sob a proteção de Gustavo Aldama (Miguel Palmer), descobre sua verdadeira origem, recebe educação refinada e assume a identidade de Bella Aldama, transformando-se em uma mulher rica e influente. Anos depois, retorna decidida a acertar as contas com aqueles que destruíram sua vida, especialmente a família Santibañez, enquanto precisa enfrentar os sentimentos que ainda a ligam ao homem que a traiu.
 
O sucesso de “Marimar” garantiu a continuidade da faixa de novelas das 22h no SBT. Carlos Romero voltou ao horário em 2006 com “Maria do Bairro”, trama que acompanha Maria (Thalía), uma jovem humilde que, após a morte da madrinha, é acolhida pelo empresário Fernando de la Vega (Ricardo Blume), passando a viver na mansão de uma das famílias mais ricas do país. Enquanto tenta se adaptar à nova realidade, ela enfrenta o preconceito de parte dos moradores da casa e se apaixona por Luís Fernando (Fernando Colunga), um homem marcado por frustrações amorosas que inicialmente se aproxima dela por interesse, mas acaba desenvolvendo um sentimento verdadeiro. O relacionamento dos dois é constantemente ameaçado pelas armações da obsessiva Soraya Montenegro (Itatí Cantoral), cuja rivalidade desencadeia uma sucessão de separações, reencontros, perdas e tragédias familiares. Ao longo dos anos, Maria também enfrenta o desaparecimento do filho, crises em seu casamento, injustiças e novas tentativas de destruição promovidas por Soraya, até encontrar o caminho para reconstruir sua família.
 
Em 2007, apenas seis meses após o término de “Maria do Bairro”, Romero voltou a escrever uma novela para a faixa das 22h com “A Usurpadora”. A trama apresenta as irmãs gêmeas Paulina Martins (Gabriela Spanic) e Paola Bracho (Gabriela Spanic), separadas na infância e criadas em realidades completamente distintas. Enquanto Paulina cresce em meio à pobreza, preservando a generosidade e o bom caráter, Paola é criada por uma família rica e se transforma em uma mulher ambiciosa, manipuladora e infiel. Casada com o empresário Carlos Daniel (Fernando Colunga), Paola convence a irmã, por meio de chantagem, a assumir sua identidade na mansão da família Bracho para que possa viajar com seus amantes. Durante esse período, Paulina conquista o carinho dos familiares e transforma a vida daqueles que convivem com ela, reparando os danos provocados pela verdadeira esposa de Carlos Daniel. O retorno inesperado de Paola desencadeia uma disputa marcada por intrigas, falsas acusações e alianças com Willy (Juan Pablo Gamboa) e Leda Durán (Dominika Paleta), colocando Paulina diante de julgamentos, ameaças e novos sacrifícios até que a verdade venha à tona.
 
“A Usurpadora” foi a última novela inédita exibida pelo SBT na faixa das 22h durante a década de 2000. Com o encerramento da produção, a emissora descontinuou novamente o horário destinado às novelas inéditas. O folhetim também marcou o fim da passagem de Carlos Romero pelo SBT, sendo sua última obra escrita para a emissora.
 
TRABALHOS DE CARLOS ROMERO NO SBT
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
08/03/2004
01/10/2004
150
22h30
Autor principal
12/06/2006
23/02/2007
185
22h30
Autor principal
06/08/2007
21/12/2007
100
22h30
Autor principal
 
 
REPRISES
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
27/02/2012
06/07/2012
113
15h15
Autor principal
06/01/2014
02/05/2014
101
17h00
Autor principal
05/01/2015
24/04/2015
95
17h00
Autor principal
13/03/2017
04/08/2017
125
15h15
Autor principal

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

“Maria do Bairro” é a próxima reprise do “Vale a Pena Ver de Novo”


O SBT já decidiu qual novela irá substituir “Chocolate com Pimenta” na sessão de reprises “Vale a Pena Ver de Novo”. Trata-se de “Maria do Bairro”, que está de volta a partir do dia 27 de fevereiro, às 14h15.

Novela de Carlos Romero.
Escrita por Carlos Romero.
Direção de Angelli Nesma Medina.
Produção de Beatriz Sheridan e Valentin Pimstein.

Originalmente exibida no horário das 22h, entre 12 de junho de 2006 e 23 de fevereiro de 2007, em 185 capítulos. Contou com Thalía, Fernando Colunga, Itatí Cantoral, Ricardo Blume, Irán Eory, Ana Patrícia Rojo, Meche Barba, Rebeca Manríquez, Sílvia Caos, Beatriz Moreno, Raúl Padilla, Ludwika Paleta, Osvaldo Benavides, Yuliana Peniche, Ariadna Welter, René Muñoz, Carmen Salinas, Ninón Sevilla, Maurício Aspe e Jéssica Jurado nos papeis principais da história.

“Maria do Bairro” fez sucesso quando apresentada em 2006-2007. A novela obteve média geral de 36 pontos, elevando os índices de audiência da faixa. O folhetim está de volta com o objetivo de manter os índices de “Chocolate com Pimenta”.

Maria Hernández Lorráz (Thalía) é uma jovem humilde, sem instrução e sonhadora que vive com sua madrinha Cacilda (Aurora Molina) no bairro João Diego, na periferia da Cidade do México, e trabalha como catadora de material reciclável em um aterro sanitário. No dia em que Maria completa 15 anos, sua madrinha falece; antes, porém, em seu leito de morte, pede ao padre Honório (Tito Guízar) que ele encontre uma residência onde sua afilhada possa ser acolhida e tenha trabalho. A jovem órfã é acolhida pelo empresário Fernando Dela Veja (Ricardo Blume), patriarca da família Dela Vega, uma das mais abastadas e influentes do país. Ele deseja lapidar a garota e torná-la uma mulher refinada, acolhendo-a como um membro da família. Fernando encontra resistência em sua esposa Vitória Montenegro Dela Vega (Irán Eory) que, junto da empregada Carlota (Rebeca Manríquez), despreza Maria desde seu primeiro momento na mansão.

Luís Fernando (Fernando Colunga), o primogênito do casal Dela Vega, foi abandonado pela sua noiva Brenda, o que o transforma em um indivíduo misógino: ele jura que nunca mais se envolverá afetivamente com mulheres, apenas irá brincar com os sentimentos delas. Inicialmente acaba se envolvendo com Maria tendo em vista este objetivo, no entanto acaba apaixonando-se por ela. Já Soraya Montenegro (Itatí Cantoral) é sobrinha de Vitória e, desde a adolescência, almeja conquistar Luís Fernando a qualquer custo. Prepotente e orgulhosa, ela também despreza Maria, a qual se refere sob o adjetivo de “marginal”, “catadora” e “morta de fome”.

Maria vai aos poucos conquistando a amizade e a confiança dos moradores e dos empregados da mansão, entre eles Vitória, que muda sua atitude com a jovem, e Lupe Linhares (Meche Barba) governanta da casa, além de Vanessa (Montserrat Gallosa) e Vladimir (Héctor Soberón), os outros filhos do casal Dela Vega. Soraya aproveita-se de uma das rotineiras embriaguezes de Luís Fernando, leva-o para a cama e forja um exame de gravidez, o que faz com que ele sinta-se obrigado a casar-se com ela, mesmo amando Maria. Esta, a fim de esquecer Luís, por quem também é apaixonada, passa a namorar Vladimir; a jovem também recebe aulas de etiqueta e de alfabetização de Dona Carol (Pituka de Foronda), professora especialmente contratada por Fernando para lecionar Maria. Luís também passa por uma transformação de personalidade: ele amadurece e deixa de ser um rapaz inconsequente e alcoólatra, passando a trabalhar na empresa de seu pai. Ele começa a desconfiar da gravidez de Soraya, e esta forja um acidente, agora dizendo que sofreu um aborto.

Soraya, que passa a morar na mansão dos Dela Vega junto de sua preceptora, empregada e babá Calixta Popoca (Sílvia Caos) (que cuida da vilã com devoção desde que era uma menina), entra constantemente em atrito com Maria, e obstina-se a matá-la. Calixta, que também é curandeira, ajuda a sua protegida colocando ervas venenosas na água que Maria bebe. Esta passa mal e é internada num hospital, onde se descobre a causa da enfermidade. Calixta revela a Soraya que é sua verdadeira mãe; com ódio, Soraya a expulsa da mansão. Osvaldo, o amante de Soraya, descobre o perverso plano e a denuncia. Em uma violenta briga, Soraya tenta matá-lo e acaba caindo da janela de um apartamento, sendo dada como morta. Maria se recupera, Luís Fernando a pede em casamento e ela aceita.

Estreia: 27 de fevereiro.
Horário: 14h15.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Carlos Romero faz balanço de “A Usurpadora”


Carlos Romero é autor dos sucessos “Maria do Bairro” (2006) e “Marimar” (2004). Por conta dos ótimos índices de audiência de suas tramas, voltou a comandar a faixa das 22h a partir de agosto deste ano com “A Usurpadora”. A trama, que girou em torno de irmãs gêmeas e de uma usurpação por parte da “irmã boa”, começou com promissores 28 pontos no IBOPE e viu seus índices alcançarem os 29 – no entanto, os números foram caindo no decorrer das semanas, a ponto de registrar meros 20 pontos em um sábado: recorde negativo histórico de uma novela do horário.

A trama, que novamente não deu ênfase a temas sociais, assim como as duas novelas anteriores do autor, foi protagonizada por Gabriel Spanic e Fernando Colunga. Spanic deu vida à mocinha e vilã: Paulina Martins e Paola Bracho, respectivamente. Na entrevista abaixo, o novelista comente sobre a trama, audiência e outros pontos. Confira:

Qual é o seu balanço da vida?
“Como sempre, é altamente positivo. Vejo ‘A Usurpadora’ da mesma forma que enxerguei ‘Marimar’: como uma inovação, foi uma novela que apresentou um tema já bastante conhecido e explorado, que é o das irmãs gêmeas separadas quando crianças, mas apresentado de uma maneira bem diferente, que foi a usurpação consentida, recheada de situações folhetinescas. Paola e Paulina são personagens que estavam no meu imaginário há muito tempo, antes mesmo de ‘Marimar’ surgir. E a novela saiu exatamente como eu planejara. Sou grato ao SBT pela liberdade e confiança. Contei o que eu queria contar, e da forma que eu desejei também.”

Existe algum ator da novela que você apontaria como revelação?
“Certamente Gabriela Spanic. E se alguém diz o contrário, só pode ser louco! O papel das gêmeas não foi escrito pra ela, e sim pra Thalía, todo mundo sabe disso. Criei o perfil das personagens pensando na interpretação da Thalía, então quando ela recusou a novela, foi um baque daqueles. Quase entrei em desespero, porque não conseguia pensar em ninguém que pudesse dar o tom que eu achava necessário às duas. Então a Gabi fez o teste e eu fiquei boquiaberto. Aplaudo a intensidade, a força de vontade com a qual ela carregou duas personagens completamente diferentes e pesadas, por mais de seis meses. Também preciso ressaltar Chantal Andere, como Estephanie. Fernando Colunga, Libertad Lamarque, e vários outros. Todo mundo se saiu bem.”

Alguma coisa da novela caiu no gosto do público e você ficou surpreso, por não achar que iria render?
“Coisas que eu não esperava, não aconteceram. Mas tivemos várias discussões na boca do povo. Paola Bracho foi uma vilã que pegou. Recebeu muitas críticas, mas muitos elogios também. Acho que ela cumpriu com seu papel, tanto dentro quanto fora da novela.”

Em sua terceira novela às 22h, você conseguiu identificar agora qual o público deste horário?
“Vou manter a resposta que dei antes. Até agora, não acho que o horário tem um público fixo. Acho que é mais um público ‘vou ver esse programa porque ainda não quero dormir’, vem logo após a novela das 21h, que por sua vez é popular há muitos anos, e isso varia. É como se fosse um horário gancho. Ele pega quem se interessar por ele e vai nessa até o fim. Depende de cada produto e do que o público gosta. As novelas até agora se saíram melhor na audiência do que as séries e minisséries. E isso não quer dizer nada.”

“A Usurpadora” iniciou com índices modestos de audiência, mas acabou caindo bastante. Nas últimas semanas, fechou com médias abaixo dos 25 pontos. Você está satisfeito com os índices?
“Eu sempre vou querer o melhor para minha novela. Acompanhei os índices de audiência, vi que estavam caindo com o passar das semanas, mas se manteve na meta, que é de 25 pontos. Foi, sim, consideravelmente menor que ‘Marimar’, mas eu não mudaria nada. Fiquei satisfeito porque fizemos o melhor que podíamos com essa história e, pra mim, está de bom tamanho.”

E quanto aos seus próximos projetos?
“O SBT já me convidou para escrever uma novela das 22h em 2008. Mas tive que recusar. Praticamente emendei ‘Maria do Bairro’ com ‘A Usurpadora’, tive apenas algumas semanas de descanso entre uma novela e outra, preciso descansar pra ter ideias melhores, que não repitam o que já contei em minhas novelas anteriores. Não sei quem vai assumir o horário agora, alguns autores estão sendo convidados. Mas desejo toda sorte a eles. Quem sabe eu esteja de volta em 2010.”

O último capítulo de “A Usurpadora” vai ao ar hoje, às 22h.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Carlos Romero entrega último capítulo de “A Usurpadora”


O autor Carlos Romero já concluiu o texto da atual novela das 22h do SBT, “A Usurpadora”.

“Mesmo com os resultados abaixo das novelas antecessoras no horário, ‘A Usurpadora’ deixa sua marca. A vilã Paola Bracho conquistou fãs e está na boca do povo. E eu estou muito satisfeito com esse resultado. Além disso, fico feliz por finalmente colocar a palavra ‘fim’ no roteiro da novela, que é uma trama que estava na minha cabeça há anos. Vê-la no ar, e vê-la sendo finalizada, é extremamente gratificante”, comentou.

O último capítulo de “A Usurpadora” vai ao ar no dia 28 de dezembro.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Gabriela Spanic grava cenas secretas de “A Usurpadora”

A produção da novela “A Usurpadora” trabalhou em cenas secretas para os próximos capítulos da trama durante a tarde de hoje (03/12). A atriz Gabriela Spanic, interpretando a maquiavélica Paola Bracho, esteve presente com Azela Robinson, intérprete da enfermeira Elvira, no litoral de São Paulo.

A diretora Beatriz Sheridan e o produtor Salvador Alejandre cortaram as sequências do roteiro recebido pelos outros atores do folhetim. A mesma medida foi realizada com “Marimar” (2004).

“Os outros atores recebendo o capítulo completo, leriam toda a descrição da cena e acabaria com o impacto completo. Obviamente, nas cenas que gravaremos amanhã para o capítulo 98, todos irão saber. Mas só verão como ocorre ao assistirem no SBT”, disse Beatriz.

Já Gabriela Spanic comentou:

“São cenas bem intensas, que nos tomaram a tarde inteira para realizar, praticamente. Precisaram de extremo cuidado e muita preparação. Eu estava muito nervosa, mas felizmente deu tudo certo. Todos vão ficar bem surpresos.”

E o produtor Salvador concluiu:

“O tipo de cena que o Carlos Romero pediu exigia uma atenção dobrada. É um cenário diferente e um trabalho meticuloso, que existe um olhar sobre os detalhes. Há semanas buscamos uma locação adequada. O público vai vibrar com a cena”.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

“O destino de Paola está sendo traçado”, revela Carlos Romero


O autor Carlos Romero utilizou seu microblog na rede social twitter, neste sábado (04/04), para anunciar que já começou a escrever o destino da vilã Paola Bracho na novela “A Usurpadora”. Confira:

“Não vou falar exatamente o que acontece, e lembrem-se que tudo pode acontecer. Terminei o capítulo 97 e o destino de Paola começou a ser traçado aqui. A penúltima semana de ‘A Usurpadora’ basicamente é sobre o desfecho da nossa vilã”, disse ele.

Em seguida, um fã da novela questionou o autor: “Esse desfecho da Paola é traçado 8 capítulos antes da novela acabar? Ela vai morrer”.

Carlos Romero respondeu: “O processo do final da vilã começa no capítulo 97, mais precisamente na última cena. A semana vai ser sobre o fim de Paola, e não quer dizer precisamente que ela morre. Paola cometeu crimes, não vamos esquecer. Ela pode muito bem ser presa. Pode ter matado alguém. Ou eu posso simplesmente começar a traçar agora pra resolver apenas no capítulo final. Com as informações que dei, é uma questão de perspectiva. E é simples: tudo pode acontecer em uma novela. Tudo.”

Ficou curioso? O capítulo 97 de “A Usurpadora” vai ao ar no dia 18 de dezembro.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

“A Usurpadora” termina em Dezembro


O autor Carlos Romero definiu hoje (05/10) a duração de “A Usurpadora”, atual novela das 22h do SBT.

A trama termina com o mesmo número de capítulos que o autor havia previsto na sinopse: 105, e deve ser finalizada no dia 28 de dezembro.

“Realizamos a reunião hoje cedo, acerca da duração da novela. O horário é reduzido e ‘A Usurpadora’ sempre existiu na minha cabeça como uma trama de 100 capítulos. Então definimos 105”, disse o autor.

“Estou satisfeito com o resultado. Mesmo abaixo das antecessoras, ‘A Usurpadora’ segue dentro da meta de 25 pontos estipulada pela emissora e há um retorno gratificante pelas redes sociais.”

Questionado sobre os rumos da trama, o autor adiantou:

“Estou trabalhando no capítulo 64. Não posso adiantar muita coisa, mas a verdadeira Paola já está mais ativa dentro da novela. Os fãs da vilã devem gostar dos planos da megera”, contou.

Por fim, Carlo Romero comentou acerca de sua próxima novela na emissora:

“O SBT me convidou na semana passada para escrever, porque me dei bem no horário. Mas preciso de um descanso. Foi um trabalho longo, desde o início do processo de criação de ‘Marimar’ até onde estou com ‘A Usurpadora’ agora. Mal descansei entre o período entre as três novelas. Preciso me recompor para surgir com novas ideias. Vou passar a caneta para outros autores, se eles quiserem o horário.”

As gravações de “A Usurpadora” seguem em ritmo acelerado, já no capítulo 56.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Carlos Romero adianta surpresas de “A Usurpadora”


O autor Carlos Romero quebrou o silêncio e resolveu adiantar algumas das surpresas que esperam o público nos próximos capítulos de “A Usurpadora”.

“Todos os dias recebo mensagens de pessoas pedindo mais ação para Paola. Perguntam quando ela vai voltar ao lugar dela na mansão, se a novela inteira vai ser sobre a usurpação. É simples: a novela é sobre usurpação, e é sobre Paulina Martins. Mas a vilã tem um espaço insubstituível. Para alegria de todos, já estou escrevendo o capítulo 35 e Paulina está prestes a ser desmascarada: todo mundo já sabe que ela não é Paola. Já a verdadeira sra. Bracho retorna para a mansão no capítulo 36.”

Perguntado sobre a forma como Paulina será desmascarada, o autor respondeu:

“É seguro dizer que a ‘casa cai’ para ela por causa da chantagem do Luciano, que quer dinheiro e acaba por não receber. Já estamos vendo vovó Piedade com suas suspeitas, ela descobre por conta. Mas os outros, descobrem em troca de dinheiro.”

Sobre o futuro de Paulina após ser desmascarada:

“Assim que ela perceber que todos na mansão sabem da verdade, vai fugir sem se despedir de ninguém. Inclusive já escrevi essas cenas. Ela vai ficar desesperada. No entanto, essa fuga desencadeia novos conflitos para a família e para a própria Paola, que volta somente alguns dias após sua ‘contratada’ fugir e acaba caindo em contradições.”

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

“Sempre tive vontade de escrever sobre gêmeas”, diz Carlos Romero


O autor Carlos Romero escreveu para o SBT os sucessos “Marimar” (2004), e “Maria do Bairro” (2006), novelas que foram sucesso de crítica e público. Agora, em 2007, o autor retorna ao mesmo horário com a segunda produção inédita, “A Usurpadora”, que estreia nesta segunda, 6 de agosto.

Romero se diz preparado para encarar o desafio, tão pouco tempo após concluir sua obra anterior. Na entrevista abaixo, ele comenta a expectativa para a estreia:

P – Em novelas envolvendo gêmeas, os autores tem costume de utilizar um recurso envolvendo a troca de identidade por determinado tempo, mas a vilã tomando o lugar da mocinha. Você decidiu mudar e escrever em cima dessa proposta. Como surgiu a ideia?
CR – “Eu sempre tive vontade de escrever uma novela sobre gêmeas. Desde que era criança. Mas não queria apresentar mais do mesmo para o público. Comecei a fazer umas pesquisas, e pensei: por que não fazer o destino juntar as irmãs separadas, e fazer com que uma delas, a má, chantageasse a boa para tomar seu lugar em sua casa, para poder curtir festas e homens ao redor do mundo? Esse recurso de ‘mocinha toma o lugar da vilã’ nós já vimos em ‘Mulheres de Areia’, que funcionou bem. Aqui, a proposta funciona por ter um charme a mais.”

P – Em “Maria do Bairro” e “Marimar”, você não abordou temas sociais. Isso vai mudar com “A Usurpadora”?
CR – “Como todos sabemos, temas sociais não são totalmente necessários em uma novela. A novela é um folhetim, pode funcionar sem esses recursos. Em ‘A Usurpadora’, teremos uma subtrama que pode se chamar de ‘tema social’. No início, a vovó Piedade tem sérios problemas com bebida, não consegue ficar sem tomar ao menos um gole por dia, caso contrário fica nervosa, revoltada, xinga todo mundo... Esse tema está presente mais para definir a personalidade cruel de Paola Bracho, porque a partir disso descobrimos que a vilã dá bebida para a vovó apenas para não ouvir seus gritos e lamentos. Com a chegada da Paulina, a coisa muda: com tratamento, logo a vovó se recupera e encerro essa subtrama aqui. Depois disso, não creio que teremos outros temas considerados sociais.”

P – Até agora, em suas novelas, tivemos protagonistas marcantes. Maria, em “Maria do Bairro”, uma guerreira que nunca abaixou a cabeça. E a Maria do Mar, em “Marimar”, que buscou vingança pela morte dos avós e pelas humilhações que sofreu nas mãos de terceiros. Como vai ser em “A Usurpadora”?
CR – “Acho que a Paulina vai ter mais diferenças das outras protagonistas porque a proposta da novela é diferente. No entanto, ela não é fraca. Seus principais antagonistas serão a família Bracho, a Estephanie, o Carlos Daniel... Ela precisa tomar cuidado para não ser descoberta. Mas é uma pessoa boa, sentimental, e triste. Creio que todos irão gostar dela.”

P – Thalía recusou o papel das gêmeas. Como foi para você, que sempre deixou claro que escrevia especialmente para ela?
CR – “Foi um baque. Ela me procurou e pediu mil desculpas, mas não estava se sentindo com forças para embarcar em outro projeto, cujo o trabalho seria dobrado, por ser dois papeis. Fiquei preocupado porque não sabia se seria possível encontrar uma atriz que desse o tom adequado às duas. Felizmente, surgiu a Gaby Spanic. Ela faz uma Paulina e, especialmente, uma Paola de uma forma positiva e diferente que eu nunca teria imaginado. Foi um acerto e não poderia estar mais satisfeito.”

P – Algumas pessoas reclamam da falta de música em suas novelas.
CR – “Não me incomodo. Eu não quero músicas cantadas, não precisei disso em ‘Do Bairro’ e em ‘Marimar’. Sempre vou pedir apenas músicas instrumentais, que marquem presença, que marquem a novela. E em ‘A Usurpadora’ temos uma porção. Especialmente o tema de Paola.”

P – Sua rotina para escrever a novela continua a mesma? Sem colaboradores?
CR – “Eu não ter colaboradores é um pedido meu. Por se tratar de uma novela curta, com uma duração de 105 capítulos, eu acho melhor trabalhar sozinho. As cenas não são muito compridas e temos só personagens necessários para o desenrolar da história. Minha rotina continua a mesma. Escrevo a novela de segunda a sexta, começando às 08h sem pausa até às 12h, quando almoço e tiro um descanso. Às 14h, volto para o computador e trabalho até às 17h, quando paro para assistir ao capítulo. São 8 horas por dia, dá pra começar e terminar um capítulo.”

P – Existe muita expectativa acerca de Paola Bracho. O que você pode adiantar sobre a novela?
CR – “Paola é uma mulher festeira, diferente de Soraya e Angélica. Elas não são parecidas em nada – exceto, talvez, a crueldade. Aqui temos uma vilã que é casada, madrasta de duas crianças que a enxergam como mãe. Mas ela não liga. Em seu diário, deseja que elas morram. Que seu marido morra. Que não aguenta a vida que leva. Ela trai o marido com muitos homens, tem muitos amantes, alguns perigosos, outros nem tanto. Seu conflito principal na novela é com a família. Ela os despreza profundamente.”

P – Teremos mais algum vilão?
CR – “A Paola é a principal, ela protagoniza praticamente todos os momentos de maldade, com requintes de crueldade. Mas como comentei, a Paulina vai enfrentar outros personagens na novela. Teremos a Estephanie, irmã do Carlos Daniel, que odeia Paola profundamente e não perde a chance de rebaixá-la. Ela não é má, mas a maltrata, acreditando ser Paola. Também teremos Leda, que retorna de viagem disposta a reconquistar Carlos Daniel, seu amor de toda a vida. O marido de Estephanie, Willy, é um dos amantes de Paola, é ambicioso e mesquinho. Outro amante da vilã vai surgir para infernizar Paulina. Luciano também. A jornada dela não vai ser fácil.”

P – Carlos Daniel tem características do Luís Fernando?
CR – “Luís Fernando era mimado, e passou por uma transformação. Carlos Daniel é carente, muitas vezes Paola – e posteriormente Paulina – o despreza com frequência, e ele sente falta desse carinho de mulher. No começo, ele apresenta uma personalidade difícil, acaba traindo ‘Paola’ com Leda, mas também passará por uma transformação.”

P – Planeja escrever novelas para outros horários?
CR – “De forma alguma. E nem tão cedo. Eu preciso de um descanso mais longo. Tenho que passar a caneta para outros autores também.”

P – Qual sua expectativa para a estreia e audiência?
CR – “Sempre existe um nervosismo. Pode ser sua 100ª novela, mas isso não muda nunca. Porém, também me sinto mais tranquilo. É um horário o qual estou familiarizado e espero, mais uma vez, dar conta do recado.”

“A Usurpadora” estreia nesta segunda, às 22h, no SBT!