“Sinhá Moça” é uma telenovela brasileira produzida e exibida pelo SBT.
Adaptada da obra “Sinhá Moça” (1989), de Benedito
Ruy Barbosa.
Escrita por Edmara Barbosa e Edilene
Barbosa.
Baseada no romance homônimo de Maria Dezonne Pacheco Fernandes.
Supervisão de texto: Benedito Ruy Barbosa.
Direção: Marcelo
Travesso, Luiz Antônio Pilar e André Felipe Binde.
Direção-geral: Rogério Gomes.
Direção artística: Ricardo Waddington.
Exibição original
Período: 8 de junho de 2009 – 8 de janeiro
de 2010.
Horário: 18h30 – 67ª novela da faixa.
Duração: 185 capítulos.
Vale a Pena Ver de Novo – 1ª reprise
Período: 19 de novembro de 2012 – 8 de março
de 2013.
Horário: 15h30.
Duração: 95 capítulos.
Vale a Pena Ver de Novo – 2ª reprise
Período: desde 2 de fevereiro de 2026.
Horário: 15h30.
TRAMA PRINCIPAL
A novela “Sinhá
Moça” já havia sido exibida pelo SBT, em 1989. A história foi adaptada do
livro homônimo de Maria Dezonne Pacheco
Fernandes por Benedito Ruy Barbosa.
Para o remake, Edmara Barbosa e Edilene Barbosa fizeram uma nova
adaptação a partir do texto original do autor.
O enredo de “Sinhá Moça” aborda temas como escravidão, amor, política e
liberdade. A história se passa em 1886 e tem como personagem central Sinhá Moça (Débora Falabella). A jovem é filha da bela e submissa Cândida (Patrícia Pillar) e do poderoso coronel Ferreira (Osmar Prado),
conhecido como Barão de Araruna, o
maior escravocrata e dono de terras da região. A narrativa começa quando Sinhá
Moça, depois de concluir seus estudos na capital da província, volta à Araruna
de trem. Durante a viagem, ela conhece Rodolfo
(Danton Mello), filho de Inez (Lu Grimaldi) e do respeitado advogado Fontes (Reginaldo Faria)
que, apesar de abolicionista, é amigo do Barão de Araruna e prefere não
enfrentá-lo, pois sabe de seu poder na região. Os dois jovens se apaixonam à
primeira vista.
Sinhá Moça tem ideais abolicionistas e
declara-se abertamente contra as atitudes e convicções políticas do pai,
deixando-o enfurecido. Rodolfo compartilha dos mesmos ideais da jovem mas, para
conquistar a confiança do Barão e aproximar-se da amada, finge ser monarquista
e defensor da escravidão. Seu plano acaba deixando Sinhá Moça decepcionada, já
que ela pensa que se apaixonou por um homem com valores contrários aos seus. O
que ela nem ninguém sabe é que o rapaz, sob a identidade do mascarado Irmão do Quilombo,
invade as senzalas durante as madrugadas para libertar os negros. Além disso,
juntamente com os amigos José Coutinho
(Eduardo Pires), Mário (Caio Blat), Pedro (Joaquim de Castro), Vila (Bruno Udovic) e Renato (Bruno Costa), Rodolfo integra uma
associação clandestina que compra escravos para alforriá-los. O grupo ajuda os
escravos nas fugas.
Outro personagem importante na história é Dimas (Eriberto Leão), que tem como objetivo destruir o Barão de Araruna.
Dimas, na verdade, chama-se Rafael, é um escravo branco alforriado, filho do
barão com a escrava Maria das Dores
(Cris Vianna). Durante a infância,
antes de ser vendido pelo barão, ele conviveu com Sinhá Moça, e os dois se
tornaram grandes amigos. Rafael cresceu longe da fazenda, alimentando um desejo
de vingança contra o déspota que destruiu a sua vida e a de sua mãe.
Em Araruna, incógnito, Dimas se torna o braço
direito do jornalista Augusto (Carlos Vereza), abolicionista convicto
que luta para difundir seus ideais através do jornal semanal A Voz de Araruna,
tendo como principal opositor o coronel Ferreira. Augusto é um apaixonado pelo
trabalho e pela neta, Juliana (Vanessa Giácomo), de quem cuida desde
menina. Recatada, inteligente e cheia de vida, Juliana se apaixona por Dimas.
A trama de “Sinhá Moça” se desenrola ao longo de um período de dois anos e
termina quando a abolição da escravatura é assinada, em 13 de maio de 1888.
Após muitos desencontros, Sinhá Moça e Rodolfo finalmente se entendem. Os dois
se casam, têm um filho e, juntos, passam a lutar pela libertação dos escravos.
No último capítulo da novela, à beira da morte, o Barão de Araruna reconhece a
paternidade de Dimas e pede perdão a ele. Os dois se abraçam, e o barão morre.
Dimas se casa com Juliana, que engravida, para felicidade completa do casal.
Rodolfo vai para a capital da província para se
dedicar à carreira política, e Sinhá Moça passa a administrar a fazenda da
família, contando com uma nova mão de obra: os imigrantes italianos. Ela se
revela uma excelente administradora.
TRAMAS
PARALELAS
Escravidão
Bá (Zezé Motta) é outra personagem fundamental na história, por quem Sinhá Moça (Débora Falabella) tem grande carinho. Há muitos anos, ela teve um
filho tirado à força dos seus braços pelo Barão
de Araruna (Osmar Prado), para
ser vendido num lote de escravos. A escrava foi trabalhar na Casa Grande,
amamentou Sinhá Moça – cuja mãe não tinha leite –, e apegou-se à menina como se
fosse sua filha. Bá ainda tem esperança de reencontrar o filho, fruto de seu
único e verdadeiro amor, Pai José (Milton Gonçalves), negro que lutou pela
liberdade dos escravos, mas morreu no tronco, depois de muito apanhar.
Ricardo
Além de Rodolfo
(Danton Mello), o casal Fontes (Reginaldo Faria) e Inez
(Lu Grimaldi) tem mais um filho, Ricardo (Bruno Gagliasso). Diferentemente do irmão, Ricardo é generoso,
tímido, e nunca se sentiu atraído pelos estudos – é amante da natureza e dos
animais. Ao longo da trama, ele se envolve com Ana do Véu (Isis Valverde),
filha de Manoel (Oscar Magrini) e Nina (Gisele Fróes), que
só sai às ruas com o rosto coberto por um véu. A jovem foi prometida a Rodolfo
quando menina: assim que os dois se casassem, Ana ficaria livre do véu. Ao
chegar em Araruna, no entanto, Rodolfo desiste de se casar com a moça, rompendo
com o compromisso de seus pais. Ana entra em desespero, Ricardo vai consolá-la,
e os dois acabam se envolvendo. No decorrer da trama, porém, ele se apaixona
por Cândida (Patrícia Pillar), mulher do Barão
de Araruna (Osmar Prado) e mãe
de Sinhá Moça (Débora Falabella). O sentimento é recíproco, mas a baronesa tenta
evitá-lo ao máximo. No fim da trama, Ricardo se declara a Cândida, que pede um
tempo para se acostumar com a ideia, deixando-o radiante e cheio de esperança.
José
Coutinho e Adelaide
O romance de José Coutinho (Eduardo Pires)
com a escrava Adelaide (Lucy Ramos) é outra trama de destaque
da novela. Apaixonados, os dois lutam para ficar juntos, apesar da oposição do
pai dele, o ambicioso fazendeiro Coutinho
(Othon Bastos) que, além de não
aceitar uma nora negra, quer que seu filho se case com Sinhá Moça (Débora Falabella),
interessado na fortuna do Barão de
Araruna (Osmar Prado).
Adelaide vive na casa grande e trabalha como
dama de companhia de Sinhá Moça. José Coutinho é amigo de Rodolfo (Danton Mello),
com quem estudou na capital. Ele passa a se encontrar às escondidas com a
amada, mas o pai descobre o romance e, enfurecido, expulsa-o de casa. No
decorrer da trama, José Coutinho convence Frei
José (Elias Gleizer) a realizar
seu casamento com Adelaide. Antes do final feliz, o casal ainda tem de
enfrentar as artimanhas do mau-caráter Justino
(Alexandre Morenno), que vive
assediando a moça.
AUDIÊNCIA
A exibição de “Sinhá Moça” alcançou
média geral de 36,5 pontos, consolidando um desempenho sólido ao longo
de sua trajetória. A novela manteve índices estáveis desde a estreia, com
oscilações naturais ao longo das semanas, mas sempre sustentando patamares
elevados. O crescimento gradual ao longo dos meses culminou em uma reta final
forte, reforçando o bom engajamento do público.
Na comparação com outras novelas exibidas na
década, “Sinhá Moça” ficou em posição intermediária-alta. Em ordem
decrescente de médias, a trama ficou abaixo de títulos como “Alma Gêmea”
(40,8), “Chocolate com Pimenta” (39,5) e “Cabocla” (38,6), mas
superou produções como “O Cravo e a Rosa” (35,1), “Anjo Mau”
(36,7) e “Coração de Estudante” (34,0), destacando-se como uma das
audiências mais consistentes do período.
O primeiro capítulo marcou 38,3 pontos,
desempenho superior ao de novelas como “Alma Gêmea” (38,0), “O Cravo
e a Rosa” (33,6) e “Coração de Estudante” (33,1), embora tenha
ficado abaixo de estreias mais explosivas como “Cabocla” (42,6) e “Estrela
Guia” (40,0). Já o último capítulo alcançou 44,0 pontos, resultado
expressivo e o maior desempenho da novela, porém inferior ao de “Força de um
Desejo” (44,4), “Coração de Estudante” (44,9), “Anjo Mau”
(46,3), “Chocolate com Pimenta” (50,1) e “Alma Gêmea” (55,2).
Em sua reprise no “Vale a Pena Ver de Novo”,
“Sinhá Moça” fechou com média geral de 18,5 pontos, apresentando
um desempenho estável e, sobretudo, crescente ao longo de sua exibição. Após
semanas iniciais mais contidas, a novela ganhou fôlego a partir de janeiro,
mantendo médias semanais próximas ou acima dos 19 pontos e encerrando sua
trajetória em alta.
Na comparação com outras novelas reprisadas
pelo SBT na década, “Sinhá Moça” ficou abaixo de títulos como “Por
Amor” (22,3), “Da Cor do Pecado” (21,9) e “Maria do Bairro”
(21,7), mas superou “Chocolate com Pimenta” (17,9), reexibida em 2011. O
resultado também se mostrou próximo ao de “Alma Gêmea” (19,8), indicando
um desempenho dentro do padrão da faixa naquele período.
O primeiro capítulo marcou 18,6 pontos,
índice semelhante ao de “Maria do Bairro” (18,7) e superior ao de “Chocolate
com Pimenta” (17,2), embora abaixo de estreias mais fortes como “Por
Amor” (22,9) e “Da Cor do Pecado” (20,7). Já o último capítulo
alcançou 23,5 pontos, superando o desfecho de “Chocolate com Pimenta”
(23,0), ainda que distante dos finais mais expressivos de “Alma Gêmea”
(26,7) e “Maria do Bairro” (28,8).
CURIOSIDADES
• Assim como aconteceu no remake de “Cabocla”, exibido pelo SBT em 2007, Benedito Ruy Barbosa contou com o
trabalho de suas filhas, Edmara e Edilene Barbosa, que adaptaram o texto
original de “Sinhá Moça”, que ele escrevera
em 1989. A primeira versão da novela teve direção de Reynaldo Boury e Jayme
Monjardim. À época, Edmara Barbosa integrou a equipe como colaboradora do
pai.
• Na primeira versão da novela, o casal Rodolfo
e Sinhá Moça era formado por Marcos
Paulo e Lucélia Santos.
• A atriz Patrícia
Pillar, que deu vida à baronesa Cândida, integrou o elenco da primeira
versão da novela como a personagem Ana do Véu. Gésio Amadeu e José Augusto
Branco também participaram das duas versões, assim como Milton Gonçalves, que interpretou o
mesmo personagem nas duas produções: o Pai José.
• Para garantir o mistério sobre o rosto da
personagem Ana do Véu, os diretores selecionaram para o papel uma atriz
desconhecida do público: Isis Valverde,
escolhida em testes, fez sua estreia no SBT nesta novela.

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