segunda-feira, 1 de julho de 2013

“As pessoas podem se apaixonar pelo vilão Gilmar”, diz Elizabeth Jhin


Formada em Teatro pela Uni-Rio, Elizabeth Jhin foi aluna da primeira Oficina de Roteiros do SBT. Após uma trajetória de 15 anos como colaboradora de grandes autores, escreveu sua primeira novela solo, “Eterna Magia”, sob a supervisão de Silvio de Abreu, em 2010. Em “Escrito nas Estrelas”, que estreia na próxima segunda-feira, dia 8, a mineira de Belo Horizonte de jeito simples e fala mansa, mãe de dois filhos, conta com uma equipe de quatro colaboradoras – Eliane Garcia, Lilian Garcia, Denise Bandeira e Duba Elia – além da pesquisadora Marília Garcia. No relacionado à espiritualidade, recebe assessoria de Luiz Queiroz e Wagner Assis. Confira abaixo a entrevista com a autora da novela e saiba mais sobre o novo folhetim!

P – Como surgiu a ideia da história de “Escrito nas Estrelas”?
EJ – “A história surgiu a partir da leitura de um artigo sobre reprodução humana e os aspectos éticos ligados à ciência genética. Pensei em como seria uma mulher gerar um filho com o sêmen de um homem já falecido e comecei a me perguntar sobre as implicações de um ato desses na esfera espiritual.”

P – E como você vai abordar essa questão?
EJ – “Quis trazer para a trama inquietações transcendentais pelas quais todos nós passamos. Acredito que o tema da espiritualidade é um bom pano de fundo para uma obra de ficção, para uma bela história de amor. Também pretendo debater os avanços da ciência genética e as questões médicas e éticas que estão associadas a isso. Minha intenção é enfocar a espiritualidade no seu sentido amplo, aquela busca pelo sagrado que existe dentro do homem desde que ele se pôs de pé e conseguiu olhar para o alto. Quero mostrar uma espiritualidade ligada à alegria e ao amor que deveria existir entre as pessoas.”

P – De todo o trabalho de pesquisa feito para a novela, alguma curiosidade te chamou mais atenção?
EJ – “O processo todo de pesquisa para escrever a história foi muito interessante. Foram várias descobertas, muitas ligadas aos aspectos da reprodução humana assistida. Tive a oportunidade de visitar um laboratório especializado e ‘ver’ as etapas de uma fertilização in vitro, de entender as várias maneiras como a concepção pode ser feita artificialmente, e o que me comoveu bastante: os profissionais envolvidos considerarem que, acima de todos os inquestionáveis conhecimento e habilidades humanas, estão lidando com um milagre: a vida é um milagre muito além da união de dois gametas.”

P – Viviane é uma mocinha pobre, extremamente guerreira e que chega a ter um certo nariz empinado. A personagem passará por transformações quando se aproximar de Ricardo. Na sinopse, você chama essa trajetória de “a Cinderela do século XXI”. De onde surgiu essa ideia?
EJ – “Fui imaginando um homem que deseja um herdeiro, mas seu único filho está morto. Mas, graças à tecnologia atual, existe o sêmen congelado deste filho, o que abre uma nova perspectiva para esse pai. Mas como escolher a mãe ideal para essa criança tão especial? Aí, claro, me veio à cabeça a história da Cinderela, do pai que manda chamar todas as moças do reino para escolher uma para o príncipe. Como estamos no século XXI, quis fazer uma heroína guerreira como são as mulheres de hoje.”

P – Um dos afetos retratados na história é o da relação de pai e filho, com Ricardo e Daniel, que apesar de se amarem, são muito diferentes. Viviane vai cruzar o caminho dos dois. Ela sentirá uma afinidade imediata no breve encontro que teve com Daniel e se encantará com os sonhos que tem com o rapaz, mas se apaixonará por Ricardo. Será um embate entre a idealização e a realização. Você acha que o público ficará dividido na torcida?
EJ – “Acho que sim! Será um embate entre o amor impossível, por isso mesmo idealizado, e o amor realizável, carnal, com tudo que ele traz de alegria e realização, mas também de mágoas e incertezas. Viviane vai ficar dividida a partir de um certo momento embora saiba que o amor que Daniel sente por ela só poderá ser realizado na eternidade.”

P – O grande vilão da história, Gilmar, é extremamente sedutor. Corre o risco de o público se apaixonar por ele?
EJ – “Acho que sim! As pessoas podem se apaixonar por ele. O vilão de modo geral é uma figura muito atraente porque realiza uma série de fantasias nossas que são pouco confessáveis. O Alexandre está fazendo brilhantemente o Gilmar! Aliás, o elenco está maravilhoso, estou muito feliz e orgulhosa com isso!”

P – Por trás das câmeras há o olhar do diretor de núcleo, Rogério Gomes, e é a primeira vez que vocês trabalham juntos. Como tem sido essa dobradinha?
EJ – “Estou encantada com o talento e a dedicação do Rogério! A impressão que tenho é que já trabalhamos juntos há muito e muito tempo, tal o entrosamento que alcançamos. O Rogério está transformando a novela em algo muito especial, fico emocionada e agradecida ao ver as cenas que foram gravadas. Espero que a ‘dobradinha’ continue por muitos anos!”

Não perca a estreia de “Escrito nas Estrelas” na próxima segunda-feira, dia 8!

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