O SBT já bateu o martelo: “América” substitui “Senhora do Destino” na faixa “Vale a Pena Ver de Novo” a partir do dia 26 de outubro, às 15h15.
Novela de Glória Perez, teve direção de Marcelo Travesso, Tereza Lampreia, Federico Bonani, Carlo Milani e Luciano Sabino, direção geral de Jayme Monjardim e Marcos Schechtman, e núcleo de Jayme Monjardim e Mário Lúcio Vaz.
Foi originalmente exibida entre 12 de dezembro de 2011 e 3 de agosto de 2012, em um total de 203 capítulos.
Contou com Deborah Secco, Murilo Benício, Caco Ciocler, Gabriela Duarte, Eliane Giardini, Murilo Rosa, Mariana Ximenes, Thiago Lacerda, Edson Celulari, Cléo Pires, Christiane Torloni, Floriano Peixoto, Cissa Guimarães, Paula Burlamaqui, Bruna Marquezine e Camila Morgado nos papeis principais da história.
“América” foi um grande sucesso quando apresentada em 2011-2012, se firmando na segunda posição de maior sucesso da década de 2010 até os dias atuais, perdendo apenas para “Senhora do Destino”, trama a qual coincidentemente também substituiu no horário das 21h. Fechou com uma média geral de 49.21 pontos.
A novela está de volta com o objetivo de elevar ou manter os excelentes índices registrados por “Senhora do Destino”.
Movida pelo desejo de realizar seu grande sonho, uma brasileira atravessa a fronteira do México e chega ilegalmente aos EUA. “América” é uma novela contemporânea que fala da busca e realização dos sonhos através da história de amor de Sol (Deborah Secco) e Tião (Murilo Benício). Sol teve uma infância miserável no Rio de Janeiro e sonha morar nos Estados Unidos, onde acredita que terá uma vida melhor. Tião Higino, criado no interior do Brasil, quer ser um campeão de rodeios e, com o dinheiro, fazer a casa que seu pai sonhava construir para a família.
Sol resolve fazer a travessia ilegal da fronteira do México com os Estados Unidos após ver negado seu visto de entrada no país. Ela viaja a Boiadeiros, no interior do Brasil, para pedir dinheiro emprestado à madrinha, a viúva Neuta (Eliane Giardini), sem contar a verdade sobre o destino do empréstimo. Tampouco revela seu plano aos pais. Lá, conhece Tião, homem honesto, batalhador e cobiçado pelas moças locais. É amor à primeira vista. O casal vive momentos felizes até Sol, já de volta ao Rio, ser comunicada de que está tudo certo para a viagem. Embora apaixonada por Tião, ela opta por seu sonho. Desiludido, o peão se envolve com a narradora de rodeios Gil Madureira (Lúcia Veríssimo).
A obsessão de Sol tem origem no passado. Quando criança, ela e a mãe, Odaléia (Jandira Martini), foram despejadas do barraco onde moravam em uma favela do Rio. A menina viu seus pertences serem atirados na rua e a casa ser destruída, à mesma época em que uma amiga de infância era levada para viver em Miami, nos Estados Unidos, por uma tia que só falava maravilhas do novo país. Sol e sua mãe acabaram sendo acolhidas pelo motorista do trator encarregado de derrubar a casa, o honesto Mariano (Paulo Goulart), que, penalizado, recusou-se a cumprir sua missão e ganhou ordem de prisão. Mariano se casou com Odaléia, assumiu Sol, e a família humilde cresceu com o nascimento de Mari (Camila Rodrigues). Durante anos, Sol cansou de ouvir conselhos da mãe para não se deixar iludir por amor a um homem – Odaléia foi abandonada quando estava grávida dela. Cresceu recebendo fotos e cartas da amiga exaltando Miami, o que a fez viver com a ilusão de que a viagem para os Estados Unidos mudaria a sua vida e a de sua família.
Tião, por sua vez, cresceu valorizando as raízes brasileiras, com um imenso amor pela terra e pelos animais de seu universo. Ainda menino, viu o pai, Acácio (Chico Diaz), partir em busca de um sonho: achar diamantes no garimpo para melhorar a vida dos filhos e da mulher, Mazé (Nívea Maria). Acácio, porém, morreu no desmoronamento de uma gruta. Tião jurou para si mesmo tornar-se um campeão de rodeios para realizar o desejo do pai, que lhe aparece em estranhos sonhos e visões, juntamente com um touro e uma mulher que não consegue identificar. Essas visões dão o toque espiritualista à trama, reforçado com a chegada de Sol à vida de Tião e com a aparição misteriosa de um touro na fazenda de Neuta. Ao longo da novela, Tião descobre que ele e Sol têm uma relação que vem de outras vidas.
Neuta, madrinha de Sol, batiza e inscreve o touro Bandido em competições de rodeio em uma categoria especial. O animal passa a ser desafiado individualmente pelos peões, em meio a uma bolsa de apostas. Como sempre derruba os candidatos, por vezes com graves consequências, Bandido logo se torna o touro mais temido dos rodeios e dá origem a uma série de histórias folclóricas. Uma delas conta que ele é a encarnação do falecido marido de Neuta, que derrubaria os peões por ciúmes da viúva.
Enquanto Tião venera Acácio e luta por seu objetivo com o apoio da mãe e do avô Zé Higino (Francisco Cuoco), seu irmão, Geninho (Marcello Novaes), sonha ir para a cidade grande. Diferentemente de Tião, que cresceu montando em ovelhas e bois, Geninho tem outras ambições. Os dois irmãos se enfrentam porque discordam da venda do sítio da família. É através de um golpe de Geninho que o sítio passa para o nome do inescrupuloso fazendeiro Laerte (Humberto Martins), que há tempos cobiça as terras para ampliar seus negócios. Geninho se redime no final: arrependido de ter feito Mazé assinar a venda do sítio sem saber do que se tratava, conta toda a verdade em juízo, e Tião o perdoa.
Se Tião luta para ter sucesso no país onde nasceu, a determinada Sol não desiste de tentar a sorte em outras terras. Ela embarca para o México através de uma perigosa rede internacional chefiada por Djanira Pimenta (Betty Faria), do qual fazem parte o “atravessador” Alex (Thiago Lacerda) e o “coiote” Ramiro (Luís Melo).
A função de Alex é formar grupos de imigrantes, providenciar para eles passaportes e documentos falsos, passagens aéreas e hospedagem provisória no México; Ramiro auxilia os clandestinos a atravessar a fronteira, acompanhando-os na viagem.
A realidade encontrada por Sol e os demais imigrantes ilegais na viagem é bem pior do que imaginavam. Eles são obrigados a correr muito para não serem vistos pela patrulha da fronteira, são maltratados pelos coiotes, instalados em acomodações precárias, passam fome e sede, ficam à beira da desidratação, machucam-se na vegetação espinhosa do deserto e, apenas com as roupas íntimas, tentam atravessar em boias de pneus as águas geladas do Rio Grande, uma das fronteiras do México com os Estados Unidos. Alguns morrem no caminho, outros são pegos pela polícia. Na travessia, Sol conhece e solidariza-se com outras pessoas na mesma situação. Fátima (Bete Mendes), brasileira que sonha reencontrar o filho, é picada por uma cobra venenosa e, para não ser abandonada sozinha, prefere levar um tiro certeiro do coiote Ramiro. Rui (Cláudio Gabriel) morre ao ser atingido por um tiro disparado por uma milícia de fazendeiros americanos, acostumada a agir contra os imigrantes ilegais na travessia do Rio Grande. As irmãs mexicanas Inesita (Juliana Knust) e Rosário (Fernanda Paes Leme) viajam em companhia da tia, Mercedes (Rosi Campos), para encontrar a mãe em Miami. Consuelo (Claudia Jimenez), a mãe das meninas, viajara cinco anos antes atrás do marido, sem saber que ele já havia morrido. Nunca mais voltou e esperou que as filhas crescessem para que pudessem ir ao seu encontro em Miami, onde conseguiu abrir uma pensão e um bar. Na travessia pelo rio, Inesita e Mercedes conseguem alcançar o outro lado, mas Sol e Rosário, juntamente com outras pessoas, são obrigadas a retornar ao México e aguardar novas instruções de Ramiro e Alex.
A segunda tentativa de Sol de entrar ilegalmente nos Estados Unidos é frustrada pelos policiais da fronteira. Ela é encontrada escondida no painel de um carro e, após alguns dias, deportada de volta ao Brasil.
No retorno ao Brasil, Sol reencontra Tião, os dois fazem novas juras de amor e marcam casamento. No dia da cerimônia na igreja de Boiadeiros, porém, Sol abandona Tião no altar e aceita a proposta de Alex para fazer novamente a travessia. O que ela ignora é que o vilão pretende usá-la no tráfico de drogas para os Estados Unidos, uma das atividades do esquema ilegal de imigrantes que coordena. Sol conta com a suposta ajuda do peão americano Nick (Lucas Babin), que promete emprestar-lhe o dinheiro para pagar a travessia, mas o rapaz não cumpre o prometido.
Já no esconderijo dos imigrantes no México, Alex pede a Sol para levar uma bolsa com um colar e entregá-lo a suposta mãe dele assim que chegar a Miami. Ela não se desgruda da bolsa e, durante uma ida à cidade em companhia de um coiote, sai correndo e é pega por um policial. Identificada como imigrante ilegal e acusada de tráfico, pois a bolsa tinha um fundo falso com drogas, Sol é levada para uma penitenciária americana. Ela consegue fugir e se esconde dentro de uma caixa que, por engano, vai parar na casa do tradutor americano Ed (Caco Ciocler). Ed é noivo da autoritária professora May (Camila Morgado), especialista em línguas latinas, que detesta os imigrantes. Ele fica amigo de Sol. May, ao perceber o interesse do noivo pela brasileira, faz tudo para atrapalhar a vida da imigrante.
Assim que se vê nas ruas de Miami, Sol vai à procura da amiga de infância na boate onde ela trabalha. Embora não a encontre, acaba sendo contratada como garçonete e dançarina e descobre que a vida da amiga não é tão fácil quanto parecia: ela faz programas para aumentar o orçamento. Sua vida também não vira um mar de rosas. Além da boate à noite, Sol arranja trabalhos de faxineira e atendente de lanchonetes para conseguir juntar dinheiro, agora com uma motivação a mais: pagar uma cara cirurgia cardíaca a que Mariano precisa ser submetido. Sol, no entanto, tira a sorte grande e ganha dez mil dólares em um cassino. Ela propõe a Ed lhe dar metade do dinheiro que ganhou em troca de um casamento de fachada. Desta forma, tem chances de conseguir o green card, e Ed pode investir o dinheiro em um projeto editorial que depende de financiamento. Ao fingir ser um casal para enganar a Imigração, Sol e Ed se apaixonam, e a brasileira fica dividida entre o americano e o amor que ainda sente por Tião.
O peão chega a reencontrar a amada em uma de suas viagens a Miami para participar de rodeios internacionais, já que vem conquistando seu espaço ao vencer várias competições. Antes de descobrir que está apaixonada por Ed, Sol ainda pensa em largar tudo e voltar para o Brasil para se casar com Tião, mas não pode deixar o país. No Brasil, novamente desiludido com Sol, Tião se casa com a veterinária Simone (Gabriela Duarte), sobrinha de Laerte, por quem tem grande carinho. Mas não consegue esquecer Sol.
A situação de Sol nos Estados Unidos está longe de ser confortável. Ela é perseguida por May, que não se conforma em ter perdido Ed para uma imigrante e, dissimulada, tenta jogá-lo contra a brasileira o tempo todo. Sol conta com a ajuda de Miss Jane (Eva Todor) e do advogado James Perkins (Victor Fasano) para tentar resolver sua situação nos EUA. May, que já havia denunciado Sol à Imigração, descobre que ela é procurada por crime e dá seu paradeiro à polícia. Acuada, Sol foge, mas é encontrada pela polícia. Levada presa, descobre que está grávida de Ed.
CURIOSIDADES
• Glória Perez contou com a colaboração de diferentes pesquisadoras para escrever a novela: Giovana Manfredi, responsável pelas pesquisas sobre deficiência visual; Bianca Freire-Medeiros, autora do livro “O Rio de Janeiro que Hollywood Inventou” (2005), encarregada das pesquisas sobre imigração ilegal e cleptomania; Lurdes Hernandez, que ajudou na retratação da cultura mexicana; e Sandra Regina, colaboradora antiga da autora, que pesquisou sobre o subúrbio e coreografou todas as cenas de dança, incluindo as sequências no Forró da Vila e os passos country do núcleo de Boiadeiros.
• Para desenvolver a história, o diretor Jayme Monjardim e a autora Glória Perez colheram depoimentos de muitos imigrantes ilegais que se arriscaram na travessia México-Estados Unidos. Gloria Perez quis mostrar na trama como funciona o esquema ilegal, revelando não só os perigos da viagem, mas também como os imigrantes pagam caro pela travessia. Muitos parcelam a dívida e, após conseguirem trabalho no novo país, juntam todo o dinheiro que ganham para pagar as prestações.
• Entre 600 mil e um milhão de brasileiros viviam como imigrantes – legal ou ilegalmente – nos Estados Unidos em 2011/2012, segundo as pesquisas feitas pela equipe da novela. O brasileiro era o grupo que mais havia crescido entre os latinos que tentavam cruzar a fronteira pelo México. Em cinco anos, o número de brasileiros detidos na fronteira saltara de 500 para 8.600, em 2004. Uma das razões para esse salto teria origem nos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001: com a mudança drástica na concessão de vistos de entrada nos Estados Unidos – de cada três pedidos, um era negado – a travessia da fronteira virou a alternativa mais procurada.
• O diretor Jayme Monjardim sentiu na pele o tratamento dado pela polícia americana aos estrangeiros considerados suspeitos na fronteira dos Estados Unidos com o México. Durante a fase de pesquisas da novela, ele, o ator Thiago Lacerda e uma produtora foram detidos por policiais americanos por estarem gravando imagens do posto de fronteira entre as cidades de El Paso (Texas) e Juarez (México). Só foram liberados após seis horas.
• Deborah Secco (Sol) trabalhou durante um dia numa loja da rede McDonald’s, em Boston, nos Estados Unidos, na fase de preparação de sua personagem. Fazendo-se passar por imigrante ilegal, a atriz chegou a lavar o chão da lanchonete. Também foi baby-sitter e garçonete por um dia.
• Os atores Maria Mariana, Brunno Abrahão e Guilherme Vieira viveram, respectivamente, os personagens Sol, Tião e Geninho na primeira fase da história.
• O personagem de Roberto Bonfim foi inspirado no brasileiro João Geraldo Abussasi, o Jota, dono de uma empresa de serviço de transporte de luxo em Miami e chofer de muitas personalidades que visitam a cidade, como a própria Gloria Perez. O ator passou dez dias com o Jota verdadeiro para entender o universo do personagem.
• O diretor Jayme Monjardim e os atores Deborah Secco, Luís Melo, Bete Mendes, Rosi Campos, Juliana Knust, Fernanda Paes Leme, Thiago Lacerda, além de cerca de 20 profissionais da equipe, enfrentaram uma temperatura de quatro graus abaixo de zero para realizar as cenas no deserto e às margens do Rio Grande, que serve de fronteira entre o México e os Estados Unidos.
• Segundo o diretor-geral Marcos Schechtman, pela primeira vez eram mostrados os dramas de quem deixa o Brasil, em vez do tema já abordado dos imigrantes que se estabelecem em nosso país.
• Ainda na fase de pesquisas, a autora entrevistou deficientes visuais e visitou instituições especializadas, como as Fundações Laramara e Dorina Nowill, em São Paulo, e o Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro.
• Meses antes do início das gravações, Marcos Frota e Bruna Marquezine passaram dias executando tarefas com uma venda nos olhos, para entrar no universo de seus personagens. A menina Eduarda Emerick, a Duda, de 9 anos, cega de nascença e aluna do Instituto Benjamin Constant, acompanhou Bruna nas gravações para ajudá-la na construção de Flor. Bruna contou, ainda, com o apoio da instrutora de dramaturgia Paloma Riani para a composição da personagem. As cenas de Marcos Frota eram acompanhadas pelo pesquisador e analista de sistemas Bernard Condorcet, deficiente visual.
• O cão labrador Quartz tinha 4 anos à época das gravações e saiu de Brasília especialmente para trabalhar na novela. Ele pertencia ao Cão-Guia de Cegos, que, em parceria com a ONG Integra (Instituto de Integração Social e Promoção da Cidadania), era o único projeto na América Latina de formação de treinadores e cães-guias. O cão passou por um período de adaptação ao ator Marcos Frota e permaneceu com ele até o fim da novela, virando o xodó das gravações.
• Alguns atores do núcleo rural, como Murilo Benício, Murilo Rosa, Matheus Nachtergaele, José Dumont e Anderson Müller, passaram uma semana na fazenda do empresário Paulo Emílio Marques, dono do touro Bandido, para se ambientarem para as gravações. Murilo Benício ainda passou alguns dias na fazenda do juiz de rodeios Tião Procópio, ex-campeão de rodeios, observando como vivem os peões.
• “América” contou com a participação de pessoas conhecidas no mundo dos rodeios, que representaram eles mesmos na história. Um dos mais assíduos foi o empresário Paulo Emílio Marques. Cerca de 70 animais de sua companhia de rodeios foram usados nas gravações. Sebastião Procópio Ribeiro, o Tião Procópio – que inspirou Gloria Perez na escolha do nome de seu protagonista –, julgou uma competição fictícia em Barretos e participou de cenas no Rio de Janeiro. Também atuaram na trama os irmãos salva-vidas Meio Quilo e Django, o berranteiro Zé Capeta, o narrador Gleydson Rodrigues, o andarilho Pedro da Santa – que repetiu na novela o ritual de carregar uma imagem de Nossa Senhora Aparecida na apresentação dos rodeios, ao som de uma versão de Ave Maria; e a narradora Mara Magalhães – inspiração para a personagem Gil Madureira, de Lúcia Veríssimo.
• Bandido, animal de 8 anos, 1,70 m e quase uma tonelada à época, virou superstar, rendendo uma série de reportagens e fotos para revistas de celebridades. O touro ganhou fama e passou a ser temido nas competições por ter derrubado mais de 200 peões, que não conseguiram ficar os oito segundo regulamentares da prova montados nele. Em dia de desafio ao touro Bandido, as apostas chegavam a 50 mil reais nos circuitos de rodeio. Bandido permaneceu invencível ao longo da novela no ar.
• A sequência em que Tião cai do touro Bandido é uma mescla de cenas de Murilo Benício em São José do Rio Preto com imagens reais do peão Neyliowan Tomazelli sendo atirado pelo touro Bandido a cerca de seis metros de altura, durante uma competição em Barretos. O acidente de Neyliowan o deixou em coma. Segundo o peão, ele sobreviveu por um milagre de Nossa Senhora Aparecida.
• Murilo Benício e Murilo Rosa montaram realmente no touro Bandido. Mas apenas para as tomadas de gravação no brete, espécie de curral.
• A novela popularizou expressões do mundo dos rodeios, como o “salva-vidas”, um profissional, vestido com roupas espalhafatosas e maquiagem exagerada que distrai os touros para que eles não avancem nos montadores, além de ajudar a reconduzir o animal aos bretes. E “maria-breteira”, apelido das moças que vivem atrás dos peões.
• Christiane Torloni mergulhou no drama das cleptomaníacas para interpretar Haydée. Colheu depoimentos, ouviu entrevistas e conversou com psicanalistas para entender a doença.
• A relação de Glauco (Edson Celulari) e Lurdinha (Cleo Pires) foi um dos pontos altos da novela, transformando em símbolo sexual a novata Cleo Pires, filha da atriz Gloria Pires e do cantor Fábio Jr. Ficou famosa a forma com que Lurdinha se dirigia a Glauco, chamando-o de “tio” – expressão usada pelos adolescentes para tratar os pais dos amigos. O relacionamento do homem mais velho com a garota que podia ser sua filha dividiu opiniões, mas agradou.
• Carreirinha, o personagem de Matheus Nachtergaele, caiu nas graças do público infantil, o que levou a autora a não escrever mais cenas em que o peão se embriagava na história.
• Cacau Mello foi escalada para viver a personagem Rose após vencer um concurso do “Caldeirão do Huck” que dava direito a um papel na novela. Na final do concurso, Cacau venceu Luana Carvalho, filha da cantora Beth Carvalho, que acabou entrando na reta final da trama para fazer a namorada de Radar (Duda Nagle).
• Arlete Salles fez uma participação especial no primeiro capítulo da novela, como uma imigrante que conseguiu fazer a travessia ilegal para os Estados Unidos e ter sucesso em seus planos. Para a gravação dessa única cena, feita em um dia, a atriz conversou com uma mulher que viveu essa situação na vida real.
• Vera Fischer fez uma participação especial no último capítulo da novela como Úrsula, policial disfarçada que envolve Alex, personagem de Thiago Lacerda, em uma cilada.
• Sílvia Buarque, casada com o ator Chico Diaz, ficou grávida durante a novela, daí a solução de fazer com que Ellis engravidasse. A atriz continuou gravando até mesmo após dar à luz na história, deixando a novela pouco antes do nascimento de sua filha, Irene. Sílvia voltou ao final da trama, para gravar o desfecho da personagem.
• Uma das polêmicas do último capítulo foi a indefinição sobre o chamado “beijo gay”: se, pela primeira vez na história das telenovelas brasileiras, seria mostrado um beijo entre dois homens, homossexuais, no caso Júnior (Bruno Gagliasso) e Zeca (Erom Cordeiro). O assunto rendeu reportagem até na imprensa internacional. Havia grande torcida a favor do beijo, liderada por organizações de homossexuais, mas ele não aconteceu. Apesar de gravada, a cena não foi ao ar. A abordagem do tema e a atuação de Bruno Gagliasso, porém, foram muito elogiadas. A autora Gloria Perez conta que optou por criar um personagem que tivesse dúvida em relação à sua opção sexual e receio de como seria recebido pelos parentes e amigos, caso se declarasse homossexual. Também explorou a reação de Neuta (Eliane Giardini), mãe do rapaz, que tinha dificuldades para aceitar a opção sexual do filho.
• Jayme Monjardim deixou a novela um mês após sua estreia. A direção-geral ficou com Marcos Schechtman, que já assinava o cargo junto com Monjardim. Com a saída do diretor de núcleo, “América” passou por modificações. A música de abertura, a composição “Órfãos do Paraíso”, criada por Marcus Viana e cantada por Milton Nascimento, foi substituída pela versão de “Soy Loco por Ti América”, de Caetano Veloso, na voz de Ivete Sangalo. A trilha incidental da novela, também de autoria de Viana, deu lugar a músicas mais vibrantes. A personagem Sol, considerada muito chorona e suspirante, ganhou mais vitalidade e um figurino sensual ao passar a trabalhar como dançarina em uma boate de Miami. Sua motivação ganhou novos contornos: ela passou a precisar do dinheiro obtido nos EUA para viabilizar uma cirurgia do padrasto.
• “América” foi um sucesso de audiência, só comparável à novela anterior, “Senhora do Destino” (2011), e a “O Rei do Gado” (2003). Bateu recordes no primeiro e no último capítulo, sendo considerada uma das novelas de maior audiência da história da TV brasileira.
• Aílton Graça ganhou o Prêmio Qualidade Brasil de melhor ator revelação de teledramaturgia pela atuação como Feitosa. Foi seu primeiro papel em uma novela do SBT. Conhecido como o personagem Majestade do filme “Carandiru” (2003), Graça já tinha participado de episódios da série “A Diarista”.
• “América” lançou uma novidade: todas as cenas externas da novela foram gravadas em high definition (HD), para treinamento dos profissionais da emissora.
• Lançada no mercado internacional em janeiro de 2013, “América” foi vendida para Venezuela, Bolívia, Canadá, Portugal e Costa Rica. A novela foi exibida na Índia, em 2013, em dois horários do canal Firangi Channel, que estreou apostando na exibição, em hindu, do melhor da programação mundial. A novela de Gloria Perez marcou a estreia do SBT Internacional naquele país.
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