quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Walcyr Carrasco promete amor, humor e confusões em “Morde & Assopra”

Autor dedica novela a São Francisco de Assis

Walcyr Carrasco volta ao horário das sete com “Morde & Assopra”, que conta com a direção de Rogério Gomes. A novela tem início no Japão, onde o trio de paleontólogos formado por Júlia (Adriana Esteves), Virgínia (Bárbara Paz) e Cristiano (Paulo Vilhena) realiza um estudo. No mesmo local, o cientista Ícaro (Mateus Solano), busca uma nova tecnologia para a criação de um robô igual ao amor de sua vida, Naomi (Flávia Alessandra), que morreu em um acidente de barco.

A trama é ambientada em Preciosa, cidade fictícia do interior paulista, com grande presença nipônica, onde Júlia, Vírginia e Cristiano vão se basear após deixarem o Japão. Lá, os três estão escavando para tentar encontrar o fóssil de um titanossauro. No entanto, o objeto de estudo está localizado dentro da fazenda de Abner (Marcos Pasquim), com quem Júlia vai viver uma relação de amor e ódio.

Essas e outras situações foram criadas pelo autor, que conta mais detalhes da história nesta entrevista exclusiva!

Como surgiu a ideia para escrever a história de “Morde & Assopra”?
“Eu fui a Marília, cidade do interior de São Paulo, onde fui criado. E descobri que lá é um local onde se encontram muitas ossadas de dinossauros. Daí a ter a ideia foi um salto!”

O Japão é o cenário do início da novela. O que motivou a opção pelo país?
“Lá em Marília há uma grande colonização japonesa. Desde menino convivi com a cultura nipônica. O Japão também é o país da robótica. Uni esses dois extremos, minha fascinação pela cultura japonesa e a trama de robôs, em ‘Morde & Assopra’.”

Você aposta em um grande sucesso do robô Zariguim e da minivaca Coração com o público?
“Sem dúvida. O robô Zariguim é uma gracinha. E a minivaca é encantadora!”

Você tem o hábito de dedicar suas novelas a santos. Em Morde & Assopra, qual é o santo homenageado?
“São Francisco de Assis.”

O que o público pode esperar do casal Abner e Júlia?
“Muito amor, humor e confusões! Eles são a definição de opostos. Está sendo muito divertido escrever cenas para os personagens. E a Adriana Esteves e Marcos Pasquim estão dando conta do recado.”

Sua novela une antiguidade, na paleontologia, com futurismo, com os robôs. Ambos os assuntos são pouco abordados na TV brasileira. Acha que pode haver estranhamento? Aliás, os escolheu exatamente por isso?
“O meu desejo mais profundo é entreter, proporcionar momentos de humor, alegria e emoção. Mas também passar mensagens positivas sobre o significado da vida, do amor, da ética nas relações pessoais. Como autor, gosto de pesquisar os temas que me atraem. Foi o que me aconteceu com a robótica, por exemplo.”

Em tempos em que o Japão foi chacoalhado por um terremoto, sua trama também começa com tremores de terra, uma infeliz coincidência, mas que pode despertar interesse do público. O que acha disso?
“Foi uma coincidência. Eu fiquei muito triste, chocado com tudo o que aconteceu.”

Mulheres robôs como a personagem de Flávia Alessandra já foram mostradas no cinema. Se inspirou em algum filme?
“Eu fiquei fascinado com os andróides que conheci no Japão. O futuro já chegou! Naomi, a personagem da Flávia Alessandra, é baseado nesse andróides, mas falará de uma história de amor.”

Se preocupa com audiência?
“Se eu escrever pensando em números de audiência, vou ficar travado. A minha preocupação é contar uma história que me fascina, me emociona. E torço para que o público compartilhe esse sonho comigo!”

Mais uma vez, Marcos Pasquim vive o protagonista de uma novela sua. Considera ele uma espécie de talismã?
“Quando a gente conhece um ator, sabe o que ele pode dar, sente uma liberdade interior para escrever. Adoro trabalhar com o Marcos Pasquim.”

Em “Caras & Bocas” foi o macaco Chico. Em “Tempos Modernos”, de outro autor, um computador. Em “Morde & Assopra”, um cachorrinho robô e um mini pônei. Por que as novelas têm recorrido a “mascotes”?
“Nas minhas novelas não são exatamente mascotes. Eles fazem parte da trama, como qualquer outro personagem e incluir animais nas histórias é do meu estilo, uma constante em minhas novelas.”

Já anda se falando que depois de “Morde & Assopra” você escreverá uma novela das nove. Procede? Tem esse desejo ou prefere continuar às sete?
“Como falei, o meu desejo é contar uma história que me fascina, que me emociona. E torço para que o público compartilhe esse fascínio comigo. Independente de qual seja o horário.”

Como é o seu processo de escrita da novela? Já está muito adiantado?
“Durante todo o dia, penso na novela, no capítulo que vou escrever. Nesse quesito, sou diferente de todos os outros autores. Odeio acordar cedo. Só começo a escrever o capítulo à noite. Quando a novela começar, só escreverei quando a exibição do dia terminar, depois das 20h. E aí posso ficar até 02h, 02h30, depende de como eu estiver me sentindo. Até agora já tenho 81 capítulos prontinhos, hoje irei trabalhar no 82 com meus colaboradores. E está sendo uma delícia. Gosto de trabalhar assim.”

Qual vai ser a duração da novela?
“Escrevi a sinopse prevendo 173 capítulos, então deve ir até o início de abril de 2016.”

“Morde & Assopra” é uma novela de Walcyr Carrasco, com direção geral de Pedro Vasconcelos e núcleo de Rogério Gomes. A trama estreia nesta segunda-feira, 14 de setembro. Não perca!

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