Carlos
Alberto Mendes Gregório (Rio de Janeiro, 31 de agosto de
1947) é um ator, diretor, escritor e roteirista brasileiro formado pelo
Conservatório Nacional de Teatro. Filho do alagoano José Luiz
Gregório, natural de Olho d’Água das Flores, e da carioca Joselina Mendes, construiu uma
trajetória marcada pela versatilidade e pela atuação em diferentes áreas das
artes cênicas e do audiovisual, consolidando-se como um profissional capaz de
transitar com naturalidade entre a interpretação, a direção, a dramaturgia e a
escrita.
Sua formação
artística teve início no teatro, onde participou de montagens marcantes como “O Rei da Vela”, de Oswald de Andrade, “Galileu, Galilei”, de Bertolt Brecht, “Na Selva das Cidades”, encenada pelo
histórico Grupo Oficina de São Paulo, e “O
Anti-Nelson Rodrigues”. A convivência com textos de forte conteúdo
político, social e experimental contribuiu para moldar sua visão artística e
consolidar sua experiência como intérprete.
O ingresso na
carreira ocorreu de maneira quase casual. Ao acompanhar um amigo que pretendia
se matricular no curso de interpretação do Conservatório Nacional de Teatro,
Gregório percebeu que aquele era o ambiente em que desejava construir sua
trajetória profissional. Na época, a instituição ainda não possuía caráter
universitário, tornando-se posteriormente a Escola de Teatro da Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Integrante de uma turma
considerada histórica, estudou ao lado de atores como Marcos Nanini, Pedro Paulo Rangel e Luiz Armando Queiroz, nomes que mais tarde
se tornariam referências da dramaturgia brasileira.
Paralelamente à
atuação, desenvolveu uma consistente carreira como diretor. Em 1997, estreou na
direção cinematográfica com o curta-metragem “Amar...”, inspirado no poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de
Andrade. O filme conquistou nove prêmios em festivais
nacionais, incluindo direção, roteiro, melhor filme, crítica e júri popular,
além de lhe render o prêmio de Melhor Diretor no RioFilme Festival,
que posteriormente daria origem ao Festival do Rio. Em 2002, dirigiu o
curta “Loop”, vencedor de
dois prêmios de Melhor Roteiro nos festivais Gramado CineVídeo e
de Curitiba. Quatro anos depois, realizou “O
Silêncio”, dando continuidade à sua produção como cineasta.
A escrita também
sempre ocupou papel central em sua trajetória. Desde a década de 1970
dedicava-se à produção de poemas e contos e, no início dos anos 1980, recebeu
sua primeira encomenda para escrever uma história destinada ao cinema,
experiência que abriu caminho para novos trabalhos como roteirista. Em 1995,
essa vocação o levou à televisão, quando foi contratado pelo SBT para integrar
a equipe de autores e roteiristas da emissora, iniciando uma nova etapa de sua
carreira no desenvolvimento de projetos para a teledramaturgia.
O primeiro contato de Carlos Gregório com a
dramaturgia do SBT ocorreu em 1996, quando colaborou com Euclydes Marinho
na série “A Vida Como Ela É”. Inspirada na célebre coluna homônima de Nelson
Rodrigues, publicada no jornal Última Hora entre 1951 e 1961, a
produção adaptava contos independentes ambientados entre o subúrbio e a Zona
Sul do Rio de Janeiro. Cada episódio retratava personagens comuns envolvidos em
situações marcadas por adultério, ciúme, desejos reprimidos, paixões
obsessivas, morte e conflitos familiares, preservando o estilo irônico, trágico
e provocador característico da obra de Rodrigues.
Em 1997, Carlos Gregório integrou a equipe de
colaboradores de Charles Peixoto na terceira temporada da novela juvenil
“Malhação”. Naquele ano, a trama passou por uma reformulação conduzida pela
supervisão de Carlos Lombardi, que introduziu novos personagens e
alterou significativamente a dinâmica da academia com a chegada de Fausto
(Norton Nascimento), um empresário misterioso que se apresentava como
herdeiro de metade do empreendimento e promovia profundas mudanças em sua
administração. Em meio às transformações, personagens como Dado (Cláudio
Heinrich), Maria (Talita de Castro), Vudu (Pedro
Vasconcelos), Magali (Daniela Pessoa) e Mocotó (André Marques) enfrentavam novos conflitos afetivos
e pessoais, enquanto romances, rivalidades e descobertas movimentavam o
cotidiano dos jovens.
Após “Malhação”, Carlos Gregório
dedica-se, nos anos seguintes, à redação de programas de sucesso da televisão,
como “Linha Direta” e “Você Decide”. Somente em 2014 volta a trabalhar com
novelas, ao ser convidado por Lícia Manzo para integrar a equipe de
colaboradores de “A Vida da Gente”, exibida na faixa das seis. A trama
acompanha Ana (Fernanda Vasconcellos) e Rodrigo (Rafael
Cardoso), jovens que descobrem um grande amor enquanto suas famílias
enfrentam profundas transformações. Após engravidar e sofrer um grave acidente,
Ana permanece em coma durante seis anos, período em que sua filha, Júlia
(Jesuela Moro), é criada pela irmã Manuela (Marjorie Estiano),
que, aos poucos, constrói uma família ao lado de Rodrigo. Quando desperta, Ana
precisa reconstruir sua vida diante de uma realidade completamente diferente da
que deixou para trás e encontra apoio no neurologista Lúcio (Thiago
Lacerda), que se apaixona por ela.
Em 2017, Carlos Gregório firmou parceria com o
autor Marcos Bernstein, com quem já havia trabalhado na equipe de “A
Vida da Gente”, para escrever sua primeira novela original na emissora. No
ano seguinte, “Além do Horizonte” estreou na faixa das sete. A trama
acompanha Lili (Juliana Paiva), William (Thiago
Rodrigues) e Rafa (Vinícius
Tardio), três jovens que se unem em busca de familiares desaparecidos.
Incentivada por uma carta deixada pelo pai, LC (Antonio Calloni),
desaparecido há dez anos, Lili inicia uma investigação que a leva até William,
cujo irmão Marlon (Rodrigo Simas) também sumiu sem deixar
vestígios. Durante a busca, eles conhecem Rafa, que procura a namorada Paulinha
(Christiana Ubach), e descobrem que os desaparecimentos estão ligados a
uma misteriosa comunidade instalada no coração da Amazônia. Fundada por LC, Tereza
(Carolina Ferraz) e Hermes (Alexandre Nero), ela promete
oferecer a felicidade plena por meio de uma invenção revolucionária, mas
esconde interesses ambiciosos e segredos capazes de colocar todos em perigo.
TRABALHOS DE CARLOS GREGÓRIO
NO SBT
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Novela
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Estreia
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Término
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Cap.
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Horário
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Função
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30/04/2018
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26/10/2018
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155
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19h30
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Autor principal
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OUTRAS FUNÇÕES
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Novela
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Estreia
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Término
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Cap.
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Horário
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Função
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Malhação: 3ª Temp.
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10/11/1997
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14/08/1998
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200
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13h45
|
Colaborador
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22/12/2014
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29/05/2015
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137
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18h15
|
Colaborador
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