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quinta-feira, 16 de junho de 2022

Murilo morre nesta quinta-feira em “Babilônia”

Momentos antes de morrer, Murilo debocha de Helô

No capítulo desta quinta-feira (16) de “Babilônia” acontecerá a anunciada morte de Murilo (Bruno Gagliasso). O vilão será morto durante a festa de Alice (Sophie Charlotte) na boate de Guto (Bruno Gissoni), golpeado com um triturador de gelo.
 
Após várias discussões com diversos personagens, Murilo decide entrar na pista e dança freneticamente. A boate está cheia, todos estão bem pertos um do outro. Até que de repente, ele sente um golpe nas costas e já cai morto. Ninguém percebe seu corpo no chão por alguns minutos.
 
Muitos suspeitos
 
A presença de Murilo incomoda os que estão presentes no evento de comemoração de Alice. Acuado, ele ameaça e ofende todos. Segundo Gilberto Braga“será difícil o público decidir ou afirmar com certeza quem é o assassino, porque todos ali possuem motivos plausíveis para se livrar de vez do personagem”, diz.
 
Estão lá Beatriz (Gloria Pires), Regina (Camila Pitanga), Inês (Adriana Esteves), Cris (Tainá Müller), Vinícius (Thiago Fragoso), Tadeu (Cesar Mello), Evandro (Cássio Gabus Mendes), Pedro (André Bankoff), Helô (Carla Salle), Ivan (Marcello Melo Jr.), Celina (Débora Duarte), Diogo (Thiago Martins), Guto (Bruno Gissoni) e Carlos Alberto (Marcos Pasquim), além da própria aniversariante.
 
Gilberto ainda adianta: “O assassinato do Murilo não será o único nesta reta final. A Beatriz vai matar outra pessoa na próxima semana, mas prefiro não dizer quem é no momento. Logo, logo, todos irão saber”.
 
Não perca as emoções de “Babilônia” hoje, às 21h30, no SBT.

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Terminam as gravações de “Babilônia”


O diretor Dennis Carvalho finalizou na noite desta quarta-feira (15) as gravações de “Babilônia”.
 
“Nós temos um desfecho satisfatório. Uma pegada policial, com revelação do ‘quem matou Murilo?’ que deve surpreender as pessoas. Tem uma pegada política. O final das vilãs traça um paralelo que eu adorei filmar”, revelou.
 
Babilônia” se despede do público no dia 1º de julho com a pior audiência da história da faixa das 21h. Na segunda (4) o SBT lança “A Regra do Jogo”, que tem a missão de elevar e recuperar o público do horário.

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Reta final: Beatriz mata Otávio com a ajuda de Osvaldo em “Babilônia”


Ela está descontrolada! Na última semana de “Babilônia”, a vilã Beatriz (Gloria Pires) fará mais uma vítima.
 
Obrigada a ficar com Otávio (Herson Capri) para não ir para a cadeia, Beatriz não se conforma e decide acabar com a vida do executivo. Pra não deixar rastros, nem suspeitas, a arquiteta arma um assalto quando os dois estão voltando de carro para casa. E ela terá um novo parceiro neste crime: Osvaldo (Werner Schünemann), que ajuda a orquestrar tudo.
 
A sequência foi gravada há pouco, na noite desta quinta-feira (9), na Barra da Tijuca, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, e faz parte do capítulo 140, que irá ao ar no próximo dia 28.
 
Será que Beatriz conseguirá ficar impune de mais um crime? Não percas as emoções finais de “Babilônia”.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Últimos capítulos: Beatriz mata Carlos Alberto em “Babilônia”


Um novo assassinato vai movimentar os capítulos finais de “Babilônia”. Desesperada, Beatriz (Gloria Pires) vai tentar acabar com a vida de Regina (Camila Pitanga), mas a vítima será outra.
 
A ricaça leva a morena, totalmente dopada, para um local deserto.  Ela aponta a arma para a rival, mas, bem na hora de apertar o gatilho, é interrompida por Carlos Alberto (Marcos Pasquim), que, preocupado com Regina, seguiu as duas. Beatriz não pensa duas vezes e dá um tiro certeiro em Carlos, que cai morto. Regina reage e desarma Beatriz, que consegue fugir de carro. “Tá morto. Carlos. Meu Deus”, constata Regina, desesperada.
 
As cenas foram gravadas no início da noite desta segunda-feira (6) e fazem parte do capítulo 137, que irá ao ar no próximo dia 24.
 
Camila Pitanga comentou a sequência: “Foi tenso e tenebroso. A locação é numa espécie de fábrica abandonada, mas em um lugar aberto, e escuro. Regina entra em desespero quando Beatriz aponta a arma, mas o Carlos aparece em seguida e aí recebe o tiro que seria pra ela. A parceria com o Marcos Pasquim foi maravilhosa, vou sentir falta dele nesses últimos dias de gravações”, diz.
 
Já Marcos Pasquim conta que a morte de Carlos foi uma surpresa: “Eu não esperava. Nunca imaginei que Carlos fosse se tornar uma das vítimas de Beatriz. Quando o Gilberto Braga me contou, fiquei realmente perplexo”, finaliza.
 
Não perca a reta final de “Babilônia”.

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Murilo será assassinado em “Babilônia”

Bruno Gagliasso grava cena de Murilo morto

Foram gravadas no início da noite desta quinta-feira (26) as cenas do assassinato de um dos personagens de “Babilônia”, que vai ao ar no dia 16.
 
O ator Bruno Gagliasso, intérprete do vilão Murilo, decidiu acabar com o mistério iniciado pelo autor Ricardo Linhares há quase dois meses, quando anunciou que a trama usaria o artifício narrativo “quem matou...?”. Murilo será assassinado no capítulo 130.
 
“Foi difícil guardar o segredo. Gilberto Braga me procurou no dia seguinte à declaração do Ricardo Linhares. Fiquei muito surpreso e me contendo muito pra não contar pra ninguém. Pena que tive que me despedir mais cedo das gravações, mas gostei do desafio, mais um vilão para minha carreira”, diz Bruno. “Murilo nunca mudou. Ele sempre foi um agenciador de mulheres e eu sempre o fiz assim, mesmo que em alguns momentos não parecesse, por seu comportamento com a Alice”, afirmou.
 
Bruno também comenta o final trágico do vilão, e suas apostas para quem será o assassino: “A ideia do ‘quem matou’ pra movimentar o final da novela é muito boa. Sempre é, porque é um recurso que sempre funciona. Eu, particularmente, acho que o Murilo tinha que se dar bem, tinha que fugir do país cheio da grana, pois teria mais a ver com o que estamos vivendo atualmente. Quanto ao assassino... O elenco é incrível, todos bons atores. Tenho três suspeitos, acho que tem três possibilidades: a Beatriz, a Alice ou a Cris”, finaliza.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

“Quem matou...?” será introduzido por autores na reta final de “Babilônia”


Os autores Gilberto BragaRicardo Linhares e João Ximenes Braga prometem agitar as últimas semanas de “Babilônia”. Segundo Linhares, o folhetim irá introduzir o recurso narrativo “quem matou...?”, para envolver o público e causar murmurinho pelo país.
 
“Nós ainda não iremos revelar quem vai morrer, para deixar as pessoas um pouco mais curiosas. O assassinato ocorre no capítulo 130, que estamos escrevendo hoje. E vai acontecer dentro da boate do Guto, personagem do Bruno Gissoni. Adiantamos, apenas, que a lista de suspeitos é muito grande e aí a novela irá aderir a uma trama policial nos 13 capítulos finais”, diz.
 
Esta será a quarta novela consecutiva de Gilberto Braga a introduzir o notório “quem matou...?”. Em 2010, lançou “quem matou Lineu Vasconcellos?” na novela “Celebridade”, revelando no desfecho que a assassina era a grande vilã, Laura (Claudia Abreu). Em “Paraíso Tropical” (2014), a vilã Taís (Alessandra Negrini) foi assassinada 25 capítulos antes do fim da trama. O assassino também foi o grande vilão, Olavo (Wagner Moura). Já em “Insensato Coração” (2017), Norma (Glória Pires) foi assassinada na última semana de exibição da novela. No último capítulo, o autor revelou que sua assassina era Wanda (Natália do Vale).
 
É também de Gilberto Braga a criação do “quem matou...?” mais famoso do país. Em 1995, o mistério do assassinato da icônica vilã Odete Roitman, de “Vale Tudo”, durou 13 capítulos e movimentou o Brasil de uma forma nunca vista antes.

Não perca. O capítulo 130 de “Babilônia” deve ir ao ar no dia 16 de junho.

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Com pior audiência da história, “Babilônia” é encurtada pelo SBT


Em exibição na faixa das 21h30 do SBT, “Babilônia” será oficialmente encurtada em quatro semanas. A decisão partiu da alta cúpula da emissora após avaliação interna, por conta dos baixos índices de audiência apresentados desde o seu lançamento, em janeiro. Por esta razão, a novela será finalizada com menos 24 capítulos em relação à sua previsão inicial: de 167, passou para 143 episódios. A data de término é agora definida para o dia 1º de julho.
 
O coautor Ricardo Linhares comentou a decisão: “É algo que já estava sendo discutido internamente há algumas semanas, então estávamos prontos para esse veredito. Pra nós o encurtamento de uma novela nunca é ruim, pelo contrário. Ainda temos 30 capítulos de escrita pela frente e queremos fazer uma reta final intensa”.
 
O IBOPE da trama protagonizada por Camila Pitanga, Adriana Esteves e Glória Pires acumula apenas 29,2 pontos na Grande São Paulo, para uma expectativa de 35 pontos estipulada para a faixa. É a pior audiência de toda a história do horário. No mesmo período de exibição, “Império” aparecia com 32,4 pontos. “Babilônia” também apresenta derrotas diárias para “Pega Pega”, trama exibida às 19h40.
 
Em função da redução, a produção de “Favela Chique”, próxima novela das 21h, será acelerada agora que perdeu quatro semanas de organização. A novela escrita por João Emanuel Carneiro está nas fases finais de escalação do elenco. As gravações iniciam no próximo dia 25. Já a nova data para a estreia é 4 de julho.

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Gravações de “Babilônia” são iniciadas no Rio de Janeiro


Sessenta quilos de luz foram utilizados na gravação com Glória Pires e Cássio Gabus Mendes no famoso restaurante Tour D’Argent, em Paris. As cenas foram as primeiras realizadas na capital da França para a próxima novela das nove, “Babilônia”, de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, com direção artística de Dennis Carvalho e direção geral de Maria De Médicis. Para iluminar a parte externa do local, foram instalados diversos refletores no terraço do restaurante. A intenção era destacar os prédios ao redor e a Catedral de Notre Dame, que é a vista principal do local. Para completar a superprodução, o diretor de fotografia, Ricardo Gaglianone, encomendou um guindaste de 25 metros, que iluminou o interior do restaurante. A intenção foi reproduzir as luzes de fogos de artifícios, já que na trama é noite de réveillon. Esta cena marca o primeiro beijo do casal Beatriz (Glória Pires) e Evandro (Cássio Gabus Mendes).
 
Durante três dias, uma equipe de quase 50 pessoas, entre produção local e da novela, gravou também no Jardim de Luxemburgo, Place des Vosges, Ponte Bir Hakeim e Museu Rodin. No total, foram oito locações em 72 horas. Para a captação das primeiras imagens da novela, que começou em Dubai, com quatro dias de gravação, e terminou em Paris, só a equipe de figurino levou 19 malas com peças para figuração e elenco. Em Dubai, gravaram Adriana Esteves, Sophie Charlotte e Tuca Andrada. Foram nove cenas, sendo uma delas em um shopping, com 50 figurantes. Em Paris, foi a vez de Glória Pires e Cássio Gabus Mendes. “Foi uma viagem rápida e intensa, com cenas importantes. Fizemos gravações incríveis e em locações nem sempre exploradas”, conta o Diretor Dennis Carvalho, que inicia oficialmente hoje (16) as filmagens nos estúdios MG4.
 
A trama
Três mulheres movidas por um complexo sentimento: a ambição. Ora encarada como virtude, ora como a grande vilã, as mais distintas facetas deste sentimento serão reveladas na próxima novela das nove.
 
Beatriz (Glória Pires) é uma mulher privilegiada, que tem sede de poder e usa sua sensualidade para conseguir o que quer. Inês (Adriana Esteves) não é tão privilegiada quanto Beatriz, mas é tão sem caráter quanto. É frustrada e tem verdadeira obsessão pela amiga de infância. Regina (Camila Pitanga) é o contraponto. É a heroína que vai provar que é possível conseguir alcançar seus sonhos sem passar por cima dos outros. É uma mulher simples, de origem humilde, que quer vencer na vida.
 
Um crime entrelaça a vida dessas três mulheres e uma relação de chantagem faz com que Beatriz e Inês disputem um jogo de poder e equilíbrio de forças. As protagonistas convivem no Leme, marca registrada da babel carioca, onde todas as classes sociais se cruzam. Através delas e suas relações, os autores traçam um enredo de ganância e poder, ética e crítica social. A trama traz à tona o melhor e o pior que a ambição pode gerar.
 
Babilônia” tem estreia prevista para janeiro.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Gilberto Braga retorna ao horário das 21h com Ricardo Linhares e João Ximenes Braga


Gilberto Braga irá retornar ao horário mais nobre do SBT. O autor voltou a firmar parceria com Ricardo Linhares e escalou o pupilo, João Ximenes Braga, para o time titular e juntos irão escrever a novela substituta de “Império” a partir de janeiro de 2022.
 
A parceria de Braga e Linhares no SBT já dura 26 anos. Depois de muitas supervisões, colaborações e co-autorias, os autores criaram juntos a sinopse de “Paraíso Tropical” (2013) para a faixa das 21h, sendo esta a primeira obra tendo ambos como titulares. A novela teve como trama central a história das gêmeas Paula e Taís (ambas interpretadas por Alessandra Negrini), que têm personalidades opostas. No início da história, uma não sabe da existência da outra. Com o desenrolar da narrativa, Paula, que mora na Bahia, muda-se para o Rio de Janeiro, mais precisamente para o bairro de Copacabana, e descobre a existência de Taís. A primeira reação é de felicidade. Mas, aos poucos, Paula percebe que a irmã é uma mulher ardilosa e mau-caráter, capaz de prejudicá-la para se dar bem na vida.
 
Em 2017, voltaram a firmar parceria e desenvolveram “Insensato Coração”, também para o tradicional horário das 21h. Escolhas amorosas, dificuldade de amar e relacionamentos familiares deram a tônica da trama, que trouxe como fio condutor uma clássica história de amor, vivida pelos personagens Pedro (Eriberto Leão) e Marina (Paolla Oliveira). Os dois são surpreendidos por uma paixão avassaladora que irrompe no primeiro capítulo, durante o sequestro do avião em que viajam. Enquanto lutam para salvar suas vidas, eles se conhecem e se apaixonam. O casal tem de enfrentar uma série de obstáculos para concretizar seu amor, entre eles lidar com o mau-caratismo de Léo (Gabriel Braga Nunes), irmão do herói, que sempre se achou preterido pelo pai, Raul (Antonio Fagundes), amargando uma inveja do irmão mais novo.
 
João Ximenes Braga passou a trabalhar com Gilberto e Linhares ao ser escalado para a equipe de colaboração de “Paraíso Tropical”. Em 2015, estreou sua primeira novela como titular na faixa das 18h: “Lado a Lado”, escrita em parceria com Claudia Lage. Gilberto Braga foi supervisor de texto da obra. Em 2017, João voltou a integrar a equipe de colaboração para “Insensato Coração”.
 
Para o novo projeto, Gilberto adianta: “Nós trabalhamos em cima de uma questão: até onde vai a ambição humana? Essa novela vai mostrar o sentimento em diferentes formas, através de três mulheres que têm personalidades distintas, mas o mesmo ímpeto de conseguir o que querem”.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Festa com elenco fecha com chave de ouro o sucesso de “Lado a Lado”

Lado a Lado” não poderia terminar sem uma festa de arromba. Elenco e equipe da novela se reuniram em uma churrascaria da Zona Sul do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, dia 3 de junho, para celebrar o fim do trabalho.

A atriz Camila Pitanga, que deu vida a Isabel e foi à festa acompanha da filha, estava muito feliz com o sucesso da novela. “Sensação de dever cumprido e muito orgulho!”, disse.

A mesma opinião foi compartilhada por Lázaro Ramos, que viveu Zé Maria. “Muito orgulho de ter feito parte dessa novela. Eu levo do Zé Maria a valorização da cultura negra, a importância da mulher, a certeza de que a novela tocou a vida das pessoas”, afirmou.

O autor João Ximenes Braga estava muito feliz com o resultado final do trabalho, além do alcance que a novela atingiu entre os telespectadores. “Acho que nós conseguimos fazer tudo aquilo que a imprensa questionava no começo. Ontem, uma amiga me falou que, no salão dela, toda as manicures não vão para casa antes de assistir à novela. E que adoram aprender História com a trama”, disse.

Thiago Fragoso, que viveu Edgar, lamentou o fim do trabalho. “Estou com uma sensação de luto mais do que fico em outras novelas que fiz. Uma sensação de não estar mais fazendo ‘Lado a Lado’. Ainda mais depois do momento de superação que vivi”, disse o ator.

A atriz Marjorie Estiano, que deu vida a Laura, comemorou aniversário no mesmo dia do último capítulo da novela e era só alegria ao chegar na festa. “Sempre dizem que o ano começa para você no dia do seu aniversário. Meu aniversário começa com mais que um pé direito. Laura foi um presente! Eu sempre tive sorte de ser agraciada pelos autores com papéis muito bem estruturados”, contou.

Perdeu o último capítulo de “Lado a Lado”? Não perca a reapresentação amanhã, às 18h15, na tela do SBT.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Cláudia Lage e João Ximenes Braga fazem balanço final de “Lado a Lado”


Deve ser natural os autores considerarem suas novelas e personagens como filhos, e bater aquela sensação de “quarto vazio” quando o projeto acaba, ou, vendo pelo lado poético, depois que o filho cresce e ganha o mundo. Agora, imagina quando se trata do primeiro filho, como é o caso de João Ximenes Braga e Cláudia Lage? Toda a adrenalina do início, as expectativas, o que não foi previsto e acabou funcionando, e outras emoções mais estão prestes a se tornarem uma linda e bem sucedida experiência.

Nesse clima de despedida, fizemos um balanção com os pais da criança para saber deles qual é o saldo final. Uma coisa é certa: “Lado a Lado” foi mais que um primogênito pródigo, foi sucesso de público!

Que trama cresceu durante a novela, devido ao sucesso com os telespectadores?
João: “Na sinopse, Berenice (Sheron Menezzes), Fernando (Caio Blat) e Eulália (Debora Duarte) eram personagens sem importância, que cresceram por causa dos atores. Esse envolvimento de Berenice com Bonifácio (Cassio Gabus Mendes) não estava previsto, criamos pra ter mais Berenice no ar. Percival (Rui Ricardo Diaz) e Etelvina (Laís Vieira) e seus filhos também renderam além do esperado, os personagens só não cresceram mais por falta de espaço. As tramas principais correram exatamente como a gente tinha planejado”.
Cláudia: “O envolvimento de Catarina (Alessandra Negrini) e Fernando surgiu também devido aos atores, Celinha e Guerra deu tão certo e teve uma repercussão tão boa que queríamos desenvolver muito mais, o que só não aconteceu por falta de espaço”.

Do elenco, quem vocês acham que foi a grande revelação?
João: “Nosso elenco é excepcionalmente bom como um todo, mas claro que a gente já sabia que os veteranos todos iam arrasar. Eu confesso que fiquei surpreso com a Sheron (Menezzes), eu confiava mais na beleza dela que no talento. Acho que Berenice foi pra ela tipo o que foi a Bebel de ‘Paraíso Tropical’ pra Camila Pitanga, aquele personagem que faz a atriz desabrochar. O Cesar Mello e a Jurema Batista eram incógnitas, eu não sabia o que esperar deles, mas deram show. E eu preciso acender uma vela para agradecer aos orixás pelo Cauê Campos. Se não tivéssemos um bom ator para o Elias, a novela ia naufragar”.
Cláudia: “Nosso elenco é realmente maravilhoso. Não foi uma surpresa, mas acho importante dizer que o quinteto principal nos ofereceu momentos sublimes de entrega às cenas e aos personagens. Eles tiveram uma responsabilidade muito grande, a maior carga temática e ideológica da novela estava nas mãos deles, por isso acho importante dizer, e aproveito para agradecer a eles, a Patrícia Pillar, a Marjorie Estiano, a Camilia Pitanga, o Lázaro Ramos e o Thiago Fragoso contribuíram muito com as suas atuações para a discussão racial, inter-racial e sobre a questão feminina, de gênero no Brasil, que quisemos fazer na novela. Mas não posso deixar de falar na importância da presença do Milton Gonçalves e da Zezeh Barbosa no elenco. O Cauê Campos foi uma linda revelação, a Ana Luiza Abreu também encantou. A Sheron teve uma abordagem muito inteligente pra Berenice, ela dimensionou o papel com o prazer e a alegria da personagem em ser má. A leveza que ela deu pra Berenice a tornou mil vezes mais cruel. Espetáculo! O César Mello e a Jurema Reis foram incríveis. A Juliane Araújo também foi uma ótima surpresa pra gente com a sua Alice”.

Teve alguma cena que depois de gravada chegou a surpreender ou emocionar vocês além do esperado?
João: “Inúmeras. Semana passada chorei baldes com as cenas de Albertinho (Rafael Cardoso) com Elias. Agora, se você quer saber de surpresa… A que mais me surpreendeu foi logo no início, uma cena boba na barbearia, cuja única função na trama era criar tensão entre Zé Maria e Bonifácio, pois logo ia acontecer a sequência em que o capoeira desmascarava o senador em praça pública, na sequência da revolta da vacina. Era só uma ceninha de construção, curta, simples. Mas Zé tinha acabado de descobrir que Isabel estava grávida de outro, e o Lázaro jogou tanta emoção na cena que ela foi muito além do previsto”.
Cláudia: “Foram muitas! A primeira cena da Laura e Isabel no início da novela, quando elas se conhecem, é para mim até hoje uma das cenas mais lindas. A direção e as atrizes transmitiram com delicadeza um verdadeiro encontro entre duas pessoas, que se tornariam grandes amigas. A cena ficou toda preenchida por esse sentimento de descoberta e encontro, além da situação que cada uma vivia naquele dia”.

Vocês têm carinho especial por algum dos personagens? Por quê?
João: “São todos filhos, o carinho é igual pra todos. Mas o nosso Indiana Ramos (é como chamávamos o Zé Maria nas reuniões de criação, uma brincadeira com Indiana Jones e Lázaro Ramos), o super-herói negro, tem um ineditismo e um pioneirismo na história da teledramaturgia brasileira que foi reconhecido e acarinhado pelos afrodescendentes, o que me deixou particularmente feliz. Ao falar da primeira geração de negros livres, teríamos que falar também sobre racismo, um tema espinhoso. Graças ao Zé Maria, conseguimos conduzir isso com dignidade e sem ninguém se sentir agredido. Do ponto de vista da dramaturgia, não dá para negar que Constância é nosso personagem mais complexo e difícil. Mas repito, são todos filhos, me dói não começar a falar de um por um”.
Cláudia: “Sim, todos nossos filhos, é difícil falar um sem pensar no noutro, porque é uma rede, um entrelaçamento e meio que todos vão se espelhando e se completando. Mas tem personagens que simbolizam alguma carga temática, um tema que é caro aos autores, e nesse sentido a Laura espelha muito do que sempre imaginei para uma mocinha. Por meio da Laura, e da belíssima atuação da Marjorie, a gente teve espaço para falar da questão feminina com complexidade e diversas nuances. Esses temas são espinhosos mesmo, mas ajuda muito quando a atriz se entrega dessa forma e compreende tão bem a personagem. Mas não dá pra pensar na Laura sem pensar no Edgar, sem pensar na Isabel e na Constância e nos outros filhotes. Todos os personagens são muito importantes”.

Esta foi a primeira novela assinada pelos dois. Qual o balanço que vocês fazem desses nove meses de trabalho duro?

João: “A balança está quatro quilos acima do que deveria. Mas quem disse que foram nove meses? Pelo menos um ano entre a elaboração do argumento e o último capítulo”.
Cláudia: “No meu caso, foram cinco quilos a mais”.

Vocês deixaram claro desde o início da novela que os fatos históricos abordados não obedecem à ordem fiel dos acontecimentos na vida real. Mesmo assim, foram inúmeros os elogios dos espectadores (professores, historiadores, etc) em relação à maneira bem-sucedida como esses temas foram abordados. Vocês se surpreenderam com isso? Tinham a consciência de como o público ainda é carente de abordagens como as que foram feitas em “Lado a Lado”?
João: “Os fatos históricos foram retratados a partir de personagens fictícios. Mas não reinventamos a roda. ‘O Vento Levou’ e ‘Casablanca’ são exemplos clássicos dessa mistura de melodrama e romance com filme histórico. Em ambos, o que muda o trajetória dos personagens são fatos históricos: a Guerra da Secessão e a Segunda Guerra Mundial. De fato, é um tipo de narrativa pouco usado em novela. E eu não me lembro de alguma novela que tenha usado tanto quanto a gente. Ademais, abordamos um período que mesmo nas boas escolas é pouco tratado, o currículo de História costuma pular da proclamação da República para Era Vargas. Eu sempre tive confiança de que esse aspecto da novela ia agradar, e agradou. Os jornalistas que escrevem sobre televisão, sempre que querem desmerecer um produto que vai além do simples entretenimento, costumam chamar de ‘didático’. Estão errados. O que está no dicionário (o Houaiss) é ‘didático: o que proporciona instrução e informação, assim como prazer e divertimento’. Sempre que um filme ou uma minissérie que falam de História agradam é quando transformam informação em diversão e emoção. O público gostou de ser apresentado a tantas novidades sobre um período pouco conhecido da História, mas sempre guiados pela emoção dos personagens”.
Cláudia: “Eu sempre apostei nessa ficha do contexto histórico. As pessoas gostam de saber de onde vieram e como as coisas eram antes delas, a nossa pesquisa confirmou isso. Trabalhei com educação por anos e lembro bem como os alunos recebem as informações histórias, como as datas e os resumos dos fatos tomam o primeiro plano, em função das provas e dos trabalhos, em vez da verdadeira experiência histórica. Para mim é muito claro, todo mundo gosta de história, a maioria não gosta é da forma em que ela é apresentada nas escolas e nos livros didáticos. Um aluno que é apresentado à Revolta da Vacina dessa forma, com essa experiência escolar, não vai depois procurar um livro, um ensaio de um historiador sobre o assunto, não vai querer saber mais. Nesse sentido, a novela apresentou os fatos históricos incorporados ao folhetim, o que facilitou a aproximação das pessoas com História”.

O impacto positivo que os principais temas de “Lado a Lado” tiveram na sociedade é motivo de orgulho para vocês?
João: “É difícil medir esse impacto, prefiro deixar o orgulho de lado”.
Cláudia: “Me orgulha quando alguém que acompanhou a novela conta que olha para a questão racial e feminina de forma diferente, aquele momento em que depois de assistir uma cena você fica com uma interrogação na cabeça, mesmo que isso tenha acontecido com maior e menor intensidade aqui e ali, acho muito válido”.

“Lado a Lado” sofreu severos problemas de audiência, especialmente em seus primeiros capítulos. Até o momento, fecha com média de 18 pontos, a pior de todos os tempos. Essa queda de público influenciou na escrita?
João: “Influenciou na escrita porque nós colocamos algumas indiretas em um diálogo ou outro, falando sobre qualidade e popularidade nem sempre andarem juntas. A novela foi muito bem produzida, caprichada por parte do elenco e da direção, e acreditamos que o texto não deixou a desejar também. Ficamos muito tristes com essa queda em audiência. Acho que isso significa que o público não quer mais novelas históricas. Mas fizemos o nosso melhor, contamos a história que queríamos contar e estou muito satisfeito”.
Cláudia: “Essa média de 18 pontos foi algo que não esperávamos. Mas é a vida que segue... Esperamos que a próxima novela não passe por esse problema”.

Vocês pretendem voltar a trabalhar juntos?
João: “Por enquanto, não temos planos.”
Cláudia: “Vou tirar longas férias e só depois vou reunir as ideias que tenho para desenvolver um argumento e uma sinopse. Não descarto uma nova parceria com o João, pois tivemos uma ótima sintonia”.

Não perca o último capítulo de “Lado a Lado” amanhã, às 18h15.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Terminam as gravações de “Lado a Lado”

Patrícia Pillar em uma de suas últimas cenas, gravada no fim da tarde

As gravações da novela das 18h, “Lado a Lado”, foram concluídas no fim da tarde desta quarta-feira (25/05), e conta com algumas cenas secretas escondidas a sete chaves. Vale lembrar que os trabalhos de filmagens da trama tiveram início no dia 8 de outubro do ano passado, finalizando então com pouco mais de 7 meses de duração.

Atores e produção irão se reunir neste sábado (28/05), na casa do diretor Vinícius Coimbra, para comemorar o término das gravações.

“Sinto-me triste pelo fim, mas muito orgulhoso por ter feito parte de uma novela como ‘Lado a Lado’. O Zé Maria foi um personagem gratificante, não poderia estar mais satisfeito”, revela Lázaro Ramos.

Camila Pitanga ressaltou a importância de Isabel em sua carreira: “Foi a personagem que me rendeu maior desafio e maior superação. Foram muitas densidades e obstáculos na vida dessa mulher. Isabel era cheia de situações fortes, difíceis, densas. Foi disparado o maior desafio e, consequentemente, o melhor resultado. Vou sentir saudades da novela”, finaliza.

Até agora com 145 capítulos exibidos, “Lado a Lado” fecha com média geral de 18,1 pontos, derrubando em 22% os índices da novela anterior, “Amor Eterno Amor” (23,2 pontos) no mesmo período de exibição. É a pior audiência do horário das 18h em todos os tempos.

Não perca as emoções finais de “Lado a Lado”.

terça-feira, 29 de março de 2016

Cláudia Lage e João Ximenes Braga concluem “Lado a Lado”


A dupla Claudia Lage e João Ximenes Braga já finalizou e entregou o roteiro do último capítulo de “Lado a Lado” ao diretor Dennis Carvalho.

“Estamos, sim, muito satisfeitos com o nosso trabalho em ‘Lado a Lado’. Acima de tudo, foi uma novela consciente. Apresentamos e desenvolvemos um tema que foi e é de extrema importância para a história do Brasil, do nosso país. Contamos a história que queríamos contar, não tivemos interferências. Não tenho reclamações a fazer”, disse João Ximenes.

Sobre a audiência, Claudia comentou:

“Não dá pra entender realmente o que aconteceu, ficamos muito chateados e surpresos com a queda dos números da forma como foi. Mas é aquela: muitas vezes a popularidade e a qualidade não andam juntas. Tivemos um elenco maravilhoso e uma produção impecável, ‘Lado a Lado’ foi de uma qualidade imensurável e ninguém pode negar. Quem sabe da próxima”, finaliza.

Até agora com 97 capítulos exibidos, a trama fecha com média geral de apenas 17,6 pontos, sendo o pior índice registrado no horário das 18h em todos os tempos. Em relação à trama anterior, “Amor Eterno Amor”, a queda é de 24% (23,1 pontos no mesmo período de exibição). Vale lembrar que a meta estipulada para o horário das 18h é de 25 pontos.

O último capítulo de “Lado a Lado” será exibido no dia 3 de junho, em um total de 154 – o “Prêmio da Gente” será exibido no dia 4 de maio, no horário da novela, excluindo um capítulo da trama.

A próxima novela das 18h, “Flor do Caribe”, escrita por Walther Negrão, tem estreia confirmada para o dia 6 de junho.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Elenco de “Lado a Lado” grava 100° capítulo da trama

Cena do 100° capítulo gravada nesta tarde, com Patrícia Pillar e Klebber Toledo

O elenco de “Lado a Lado”, atual novela das 18h do SBT, está gravando hoje as cenas que fazem parte do 100° capítulo da trama.

Segundo as informações da dupla de autores Claudia Lage e João Ximenes Braga, comunicada no dia em que entregaram à direção da emissora o roteiro do capítulo 100 (em 07/01), não há nada de surpreendente e que traga reviravoltas para a trama neste texto.

Nas cenas já gravadas, destaca-se a sequência em que a vilã Constância (Patrícia Pillar) defere três – e não um – tapas na cara do janota Umberto (Klebber Toledo), deixando-o completamente chocado e em transe.

Elenco e equipe devem se reunir amanhã (05/03), em uma churrascaria do Rio de Janeiro, para comemorar a gravação e assistir juntos à exibição do capítulo 78.

O 100° capítulo de “Lado a Lado” vai ao ar no dia 31 de março.

“Lado a Lado” será encurtada pelo SBT


A novela das seis do SBT, “Lado a Lado”, será oficialmente encurtada em uma semana pela emissora. O principal motivo da redução do folhetim de Claudia Lage e João Ximenes Braga é a péssima audiência conquistada desde a estreia: a trama possui a pior média de toda a história do horário, fechando com apenas 18 pontos de média até agora.

Por esta razão, a novela que teria inicialmente 161 capítulos, deve ser finalizada com 155: seis a menos que o previsto. A data de término é definida agora para o dia 3 de junho.

Os autores, que já finalizaram o texto de 138 capítulos, comentaram sobre a redução da novela:

“Nem sempre qualidade e popularidade andam juntas. Eu e Claudia temos muito orgulho da história, com H maiúsculo, que criamos. E mesmo com essa audiência baixa, temos um retorno significativo, positivo, pelas redes sociais. As pessoas que assistem à novela, gostam do que estão vendo. As pessoas que não veem ou falam mal por ser de época, ou porque o desempenho em números está abaixo do esperado. Não há outra razão”, comenta João.

“Desde o início estamos nos entregando de corpo e alma aos roteiros, e à estrutura dessa novela. Vamos finalizar a novela mais cedo, só que são apenas seis capítulos. Isso não significa muita coisa. Já estávamos esperando uma redução e estamos escrevendo de forma que as pontas começam a ser amarradas, para chegarmos ao desfecho”, comentou Claudia.

O Ibope da trama protagonizada por Camila Pitanga e Lázaro Ramos tem oscilado entre 16 e 21 pontos nas últimas semanas. Números considerados pífios para a faixa, cuja meta é de 25 pontos. A situação de “Lado a Lado” se torna pior se comparada com as reprises vespertinas de “América” e “Rebelde”, exibidas logo antes do folhetim inédito. Enquanto esta primeira possui médias entre 24 e 29 pontos nas últimas semanas, o folhetim teen registra entre 23 e 19. Ambas as reapresentações possuem média geral maior que “Lado a Lado”.

Em função da redução, a produção de “O Caribe é Aqui”, trama que irá suceder “Lado a Lado”, vai contar com menos uma semana para ser organizada. A novela de Walther Negrão segue com seu elenco sendo escalado. As gravações iniciam no dia 4 de abril. Já a nova data para a estreia é 6 de junho.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Claudia Lage e João Ximenes Braga escrevem 100° capítulo de “Lado a Lado”


Claudia Lage e João Ximenes Braga, autores da novela das 18h do SBT, “Lado a Lado”, comunicaram que já estão trabalhando no 100° capítulo da trama.

“Não vamos falar nada sobre o capítulo, até porque ele não tem muita coisa de diferente dos anteriores. Seguimos com a história como ela está prevista, não escrevemos pensando em uma reviravolta para esse número. Mas estamos muito felizes pela recepção positiva das pessoas que, de fato, estão assistindo a novela. É muito compensador para nós”, afirmou João Ximenes.

Com 27 capítulos exibidos, “Lado a Lado” fecha com uma média geral de 18 pontos, o pior índice de uma novela das 18h de todos os tempos. Além disso, derruba em 17% os índices alcançados pela novela anterior, “Amor Eterno Amor”, no mesmo período (21.6 pontos).

O 100° capítulo de “Lado a Lado” vai ao ar no dia 31 de março.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Claudia Lage e João Ximenes Braga estreiam como autores em “Lado a Lado”

João Ximenes Braga e Cláudia Lage: da literatura para a dramaturgia

A expectativa pela estreia de “Lado a Lado”, a nova novela das 18h, é grande para as centenas de pessoas da produção e do elenco estrelado: Camila Pitanga, Lázaro Ramos, Marjorie Estiano, Thiago Fragoso, Patrícia Pillar... Mas duas pessoas estão especialmente ansiosas: os autores Claudia Lage e João Ximenes Braga, que assinam a primeira novela como autores principais.

“A primeira sensação é de alegria por fazer com o João um trabalho tão bacana, por contarmos uma história que a gente gosta e acredita, mas a ansiedade e o senso da responsabilidade que temos aumenta a cada dia”, conta Claudia. João também afirma sentir-se apreensivo: “A gente faz novela para agradar ao público, agora estamos nas mãos dos espectadores, resta saber se eles vão gostar.”

Antes de capitanearem “Lado a Lado”, ambos já tinham construído carreiras literárias e integrado a equipe de grandes novelistas. Claudia Lage foi colaboradora de Manoel Carlos em “Páginas da Vida” (2013) e João Ximenes Braga esteve na equipe que ajudou Gilberto Braga a escrever o sucesso “Paraíso Tropical” (2013-2014).

Essas experiências marcaram o trabalho deles hoje. “Trabalhar na equipe do Maneco foi um grande aprendizado, foram duas novelas observando-o desenvolver as tramas e os personagens, participando disso”, conta Claudia Lage. João também pensa dessa maneira sobre Gilberto Braga: “Não dá para dizer o que de ‘mais importante’ aprendi com ele. Só não digo que foi ‘tudo’ porque devo muito do meu aprendizado também ao Ricardo Linhares, co-autor da novela em que trabalhei como colaborador.”

Agora a dupla conta com a supervisão de Gilberto Braga. “Ter Gilberto como supervisor está sendo outro grande aprendizado, ele nos acompanha em tudo, passo a passo, um verdadeiro mestre, o que dá muita segurança para a gente”, afirma Claudia Lage, antes de lembrar que, quando era menina, corria para casa para ver “Escrava Isaura”, escrita por esse autor.

João contou que também era fã da trama. “Vi ‘Escrava Isaura’ quando estava aprendendo a ler, e a partir daí sempre foi meu autor favorito. Mesmo antes de pensar em escrever novelas, o que eu sabia do assunto era de assistir às novelas dele”, relembra o autor. “Sabe, eu não tenho opinião formada se acredito em destino ou acaso, mas quando penso que na adolescência e na juventude eu sempre dava um jeito de correr para casa quando tinha novela do Gilberto no ar e hoje ele é meu supervisor… Só posso imaginar que alguém lá em cima gosta de mim.”

Emoção ao ver primeiras imagens e elenco estrelado
As gravações da nova novela das 18h começaram no início de outubro. Aos poucos, a obra começa a ganhar vida e, para João, ver as primeiras imagens foi emocionante: “Está tudo muito bonito, nada a dever a qualquer filme de época que já tenha levado um Oscar. Queria aproveitar para dar os parabéns para equipe toda, do diretor de núcleo aos contrarregras. Todo mundo é uma peça importante na equipe.”

A escalação de um elenco estrelado também foi uma grata surpresa. “Quando Claudia e eu começamos a escrever, éramos muito novos na emissora, não víamos nenhuma perspectiva real de a novela ser produzida, então não criamos pensando em atores”, revela João Ximenes Braga.

Após a escalação, no entanto, eles começaram a escrever já pensando nos rostos e vozes dos escolhidos, como conta o autor: “Facilita muito, sobretudo no caso de atores para quem você já escreveu, como Camila (Pitanga), Lázaro (Ramos), Maria Clara (Gueiros)… Houve dois casos de alterações por causa da escalação. Não esperávamos ter estrelas como Sheron Menezzes e Caio Blat para fazerem Berenice e Fernando. Esses personagens ganharam participação mais ativa na trama por causa dos atores.”

Ansioso? “Lado a Lado” é uma novela de Claudia Lage e João Ximenes Braga, com direção-geral de Dennis Carvalho e Vinícius Coimbra, e núcleo de Dennis Carvalho. A estreia está marcada para o dia 7 de dezembro.

domingo, 29 de novembro de 2015

JOÃO XIMENES BRAGA


João Ximenes Braga (Rio de Janeiro, 1970) é jornalista, escritor e roteirista brasileiro. Sua trajetória profissional é marcada pela atuação em diferentes áreas da comunicação e da produção textual, com experiências que transitam pelo jornalismo, pela crônica, pela literatura e, posteriormente, pelo roteiro. Ao longo de sua carreira, consolidou-se como um profissional ligado sobretudo à observação do cotidiano, da cultura e dos comportamentos sociais.
 
Morou durante quatro anos em Nova York, onde atuou como correspondente do jornal “O Globo”. Durante o período em que viveu nos Estados Unidos, além de exercer as funções próprias da correspondência jornalística, manteve uma coluna semanal de crônicas dedicada à cidade. Em seus textos, acompanhava o cotidiano nova-iorquino e explorava aspectos da vida urbana, da cultura, dos costumes e das relações sociais, utilizando a crônica como espaço para registrar suas impressões e observações sobre a experiência de viver em uma das principais metrópoles do mundo. A experiência internacional também ampliou seu repertório como jornalista e escritor, proporcionando-lhe contato direto com uma realidade cultural distinta daquela que conhecia no Brasil.
 
De volta ao país, continuou sua trajetória no “O Globo”, mantendo sua atuação como colunista. Nesse período, passou a escrever principalmente sobre cultura e comportamento, áreas que se tornaram importantes dentro de sua produção jornalística. Seu trabalho como colunista foi marcado pela atenção às transformações dos costumes, às manifestações culturais e às questões relacionadas ao comportamento contemporâneo, mantendo uma abordagem que combinava observação do cotidiano, análise e perspectiva pessoal.
 
Em maio de 2013, João Ximenes Braga foi contratado pelo SBT, dando início a uma nova etapa de sua trajetória profissional. A contratação ampliou sua atuação no campo da comunicação e marcou sua entrada em uma nova estrutura televisiva, acrescentando uma experiência importante ao percurso construído anteriormente no jornalismo e na literatura. Posteriormente, participou da Oficina de Autores do SBT, espaço voltado ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de novos profissionais da teledramaturgia, onde conheceu Claudia Lage, com quem viria a estabelecer uma importante parceria profissional anos depois.
 
Seu primeiro trabalho em novelas foi como colaborador dos autores Gilberto Braga e Ricardo Linhares em “Paraíso Tropical” (2013), na faixa das 21h. A trama gira em torno do poderoso empresário Antenor Cavalcanti (Tony Ramos), que, após perder o filho único, escolhe Daniel (Fábio Assunção), filho de seu caseiro, como possível herdeiro de seu grupo empresarial. A decisão desperta a ambição de Olavo (Wagner Moura), funcionário da empresa que passa a enxergar o jovem como seu principal concorrente na disputa pelo poder. Durante uma viagem à Bahia, Daniel se apaixona por Paula (Alessandra Negrini), mas as armações de Olavo provocam a separação do casal. Anos depois, Paula vai ao Rio de Janeiro em busca de suas origens e descobre ter uma irmã gêmea, Taís (Alessandra Negrini), mulher ambiciosa e inescrupulosa que se alia justamente a Olavo. Enquanto os conflitos se intensificam, Bebel (Camila Pitanga), prostituta que chega à cidade em busca de uma vida melhor, também se envolve com o empresário e acaba inserida em seus planos.
 
Em 2015, estreou como autor titular em “Lado a Lado”, escrita em parceria com Claudia Lage, na faixa das 18h. Ambientada no Rio de Janeiro de 1904, a novela acompanha a amizade entre Laura (Marjorie Estiano) e Isabel (Camila Pitanga), duas mulheres de origens sociais distintas que enfrentam diferentes obstáculos em busca de seus amores, desejos e independência. Laura, filha de uma família tradicional, não aceita o papel de simples dona de casa e deseja estudar e trabalhar, enquanto Isabel, uma jovem negra e doméstica, sonha em se casar com Zé Maria (Lázaro Ramos), capoeirista que acaba preso após a invasão policial ao cortiço onde vivem. As trajetórias das duas se cruzam no dia em que Isabel é abandonada no altar, enquanto Laura se casa com Edgar (Thiago Fragoso), apesar das incertezas em relação ao próprio casamento. A história também acompanha os conflitos entre Constância (Patrícia Pillar), mãe de Laura, e Bonifácio (Cássio Gabus Mendes), pai de Edgar, além das disputas e reviravoltas provocadas por personagens como Albertinho (Rafael Cardoso) e Catarina (Alessandra Negrini). Com o avanço da narrativa, os caminhos de Laura e Isabel tomam rumos diferentes, mas permanecem ligados pela amizade e pelas transformações sociais do período. A trama aborda os anseios e dificuldades enfrentadas por mulheres em busca de um novo papel na sociedade e a afirmação dos negros e de sua cultura no Brasil após o fim da escravidão. A Revolta da Vacina e a Revolta da Chibata servem como pano de fundo para os conflitos, enquanto o nascimento das favelas, o surgimento do samba e a introdução do futebol ajudam a retratar a formação do Rio de Janeiro na primeira década após a instauração da República.
 
Em 2017, voltou a colaborar para os autores Gilberto Braga e Ricardo Linhares na faixa das 21h, desta vez em “Insensato Coração”. Enganada por Léo (Gabriel Braga Nunes) e presa injustamente pela morte de seu ex-patrão, a enfermeira Norma (Glória Pires) deixa a prisão determinada a se vingar do homem que destruiu sua vida. Para colocar o plano em prática, ela se casa com o milionário Teodoro Amaral (Tarcísio Meira), torna-se sua herdeira após sua morte e usa a fortuna para confrontar Léo. Paralelamente, Pedro (Eriberto Leão), irmão de Léo, vê sua vida mudar após um acidente aéreo que mata sua noiva e o deixa paraplégico, abalando também seu relacionamento com Marina (Paolla Oliveira). A família ainda se envolve em novos conflitos quando Raul (Antônio Fagundes), pai dos irmãos, se relaciona com Carol (Camila Pitanga), antiga namorada de André Gurgel (Lázaro Ramos). Já Natalie Lamour (Deborah Secco), ex-participante de reality show, tenta permanecer em evidência ao lado do poderoso banqueiro Horácio Cortez (Herson Capri), sem conhecer a dimensão dos crimes cometidos por ele.
 
Em 2022, João Ximenes Braga estreou como autor titular às 21h com “Babilônia”, trama escrita em parceria com Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Dividida em duas fases, ambientadas em 2012 e 2022, a história acompanha três mulheres de personalidades e origens distintas, mas movidas por diferentes formas de ambição. Beatriz (Glória Pires), pertencente a uma classe privilegiada, é uma mulher poderosa e sedutora que sempre deseja mais. Ela acaba ligada a Inês (Adriana Esteves) por um crime que coloca as duas em um perigoso jogo de chantagem e disputa de forças. De classe média, Inês compartilha a falta de escrúpulos de Beatriz e passa a alimentar uma obsessão por alcançar a mesma posição de poder e privilégio. Já Regina (Camila Pitanga), de origem humilde, deseja estudar e conquistar uma vida melhor, mas tem seus planos interrompidos pelo assassinato de seu pai, Cristóvão (Val Perré), vítima do conflito entre as duas rivais. A partir dessas trajetórias, a trama mostra a ascensão de Beatriz, a frustração de Inês e a integridade de Regina, colocando em contraste diferentes maneiras de perseguir aquilo que se deseja e questionando até onde a ambição humana pode chegar.
 
TRABALHOS DE JOÃO XIMENES BRAGA NO SBT
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
07/12/2015
03/06/2016
155
18h15
Autor principal
17/01/2022
01/07/2022
143
21h15
Autor principal
 
 
OUTRAS FUNÇÕES
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
02/12/2013
27/06/2014
179
21h15
Colaborador
16/10/2017
18/05/2018
185
21h15
Colaborador