Mostrando postagens com marcador Edmara Barbosa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Edmara Barbosa. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

“Cabocla” é a próxima reprise do ‘Vale a Pena Ver de Novo’


O SBT já tem a substituta para “O Profeta” na faixa vespertina ‘Vale a Pena Ver de Novo’.

Trata-se da novela “Cabocla”, que está de volta a partir de 17 de Fevereiro, às 15h15.

Novela de Edmara Barbosa e Edilene Barbosa, supervisão de Benedito Ruy Barbosa, direção de Fred Mayrink, André Felipe Binder e Pedro Vasconcelos, direção geral de José Luís Villamarin e Rogério Gomes, e direção de núcleo de Ricardo Waddington.

Foi originalmente exibida entre 06 de Agosto de 2007 e 15 de Fevereiro de 2008, no horário das 18h, totalizando 167 capítulos.

Contou com Vanessa Giácomo, Daniel de Oliveira, Tony Ramos, Patrícia Pillar, Mauro Mendonça, Elena Toledo, Carolina Kasting, Danton Mello, Regiane Alves, Eriberto Leão e Malvino Salvador nos papeis principais.

Cabocla fez sucesso quando apresentada em 2007–2008. Fechou com média geral de 34.6 pontos no Ibope, considerada um grande sucesso para o horário das 18h e sendo superada apenas por “Chocolate com Pimenta” e “Alma Gêmea”, ambas de Walcyr Carrasco.

O folhetim está de volta com o objetivo de manter a boa audiência conquistada por “O Profeta”.

Adaptação da novela de Benedito Ruy Barbosa exibida em 1983, e inspirada no romance homônimo de Ribeiro Couto, Cabocla” é ambientada no município rural de Vila da Mata, em 1918. A trama gira em torno da disputa por terras entre dois coronéis – Boanerges (Tony Ramos) e Justino (Mauro Mendonça) – e do amor entre a cabocla Zuca (Vanessa Giácomo) e o jovem advogado Luís Jerônimo (Daniel de Oliveira).

Descrita por sua própria mãe, Bina (Jussara Freire), como um bicho do mato, Zuca, noiva do destemido peão Tobias (Malvino Salvador), é o retrato da sensualidade inocente. Luís Jerônimo, por sua vez, é o típico doidivanas. Filho de pai rico – Joaquim (Reginaldo Faria), exportador de açúcar no Rio de Janeiro –, Luís jogou fora o seu diploma de advogado e caiu na vida das noites cariocas.

Vivendo de forma inconsequente e dividindo-se entre muitas mulheres, Luís Jerônimo recebe do doutor Edmundo (Othon Bastos) a notícia de que está com tuberculose. Aconselhado pelo médico e forçado por seu pai, ele embarca para a tranquila Vila da Mata, para se tratar. Logo que chega de trem à cidade de Pau d’Alho (última parada antes de Vila da Mata), ele se hospeda no hotel de Zé da Estação (Otávio Augusto) para esperar o primo, o coronel Boanerges, que vai levá-lo para sua fazenda em Vila da Mata. Basta uma noite no hotel para Luís se encantar por Zuca, a filha de Zé, e mudar radicalmente seu comportamento. Zuca também se apaixona pelo rapaz, desiste do casamento com Tobias e enfrenta tudo e todos por seu amor.

A outra trama central da novela trata da rivalidade entre os dois chefes políticos da região de Vila da Mata, os coronéis Boanerges e Justino. A disputa entre os dois pelo poder da cidade é clara, bem como a impossibilidade de entendimento. O tom político é uma marca forte na trama, que também enfatiza a questão agrária. Logo nas primeiras cenas, o vigário (John Herbert), de olho em dinheiro para sua igreja, comanda uma aposta de corrida de cavalos dos dois fazendeiros – representados por seus peões Tobias e Tomé (Eriberto Leão) – que ilustra bem essa oposição. O estopim da briga entre os coronéis, porém, acontece quando Luís Jerônimo decide defender Felício (Sebastião Vasconcelos), cujo sítio está localizado entre as terras de Boanerges e de Justino. Por usucapião, Felício tem direito às terras que ocupa, mas Justino se vale da ignorância do posseiro e de seus conchavos políticos para tomar o sítio.

CURIOSIDADES

• “Cabocla” foi exibida pela primeira vez na extinta TV Rio, em 1959, com Glauce Rocha e Sebastião Vasconcelos nos papéis de Zuca e Luís Jerônimo. Sebastião Vasconcelos voltou ao ar na versão de 2007-2008, como intérprete de Felício.

• Já a versão de “Cabocla” exibida em 1983, no SBT, sofreu ação da Censura. Mas no remake foi possível abordar alguns temas que antes eram tabus, como a questão da posse da terra e o conceito do usucapião. As cenas do romance de Zuca (Vanessa Giácomo) e Luís Jerônimo (Daniel de Oliveira) também puderam ser melhor exploradas na nova versão: no passado, o autor tinha de ser econômico nos beijos e precisou até mesmo mudar uma cena inocente em que os dois conversavam no quarto dela.

• Em 1983, o capítulo da novela tinha 25 minutos e ia ao ar de segunda a sexta-feira. No remake, foram 40 minutos por dia, de segunda a sábado. As autoras atualizaram diálogos e mexeram na participação de alguns personagens. A “Cabocla” de 2007–2008 contou com mais cenas externas.

 Benedito Ruy Barbosa acompanhou o trabalho das filhas, Edmara e Edilene, lendo os capítulos, fazendo correções e dando dicas sobre o período histórico e orientações sobre como esquentar a trama política. Edmara Barbosa já trabalhava com o pai desde 1978, quando fez a pesquisa histórica para a novela “Os Imigrantes”, exibida na TV Bandeirantes (1981).

• Com a personagem Emerenciana, Patrícia Pillar marcou sua volta às novelas após o afastamento para tratar um câncer de mama.

• A novela de 1983 marcou a estreia de Glória Pires como protagonista, vivendo Zuca. O personagem Luís Jerônimo foi interpretado por Fábio Jr., e o peão Tobias, por Roberto Bomfim.

• Após a versão de 1983, os intérpretes do casal protagonista, Glória Pires e Fábio Jr., se casaram na vida real. O mesmo aconteceu com os atores principais da versão de 2007-2008, Vanessa Giácomo e Daniel de Oliveira.

• “Cabocla” foi vendida, entre outros países, para Venezuela, Chipre, EUA, Portugal e Moçambique.

Marque em sua agenda!
A partir de 17 de Fevereiro, um grande sucesso está de volta!
Cabocla” nas tardes do SBT.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Edmara Barbosa, autora de “Paraíso”, faz balanço sobre a trama


A autora Edmara Barbosa faz um balanço positivo de Paraíso”, novela das seis do SBT que termina nesta sexta-feira com médias de audiência em torno dos 29 pontos, e média geral de 25.5 pontos. Ela conta como foi escrever a obra que levantou a audiência do horário das seis, e afirma que ficou impressionada com a atuação de jovens atores, como Nathália Dill, que vive a protagonista Maria Rita, a Santinha, e o garoto Alexandre Rodrigues, intérprete do Tóbi.

Ficou satisfeita com o resultado da novela?
“Achei que foi melhor do que eu imaginava. O trabalho dos atores fez com que a novela chegasse aonde chegou. Tivemos algumas atuações históricas. Fiquei impressionada ao ver cenas com a Cássia Kiss, o menino Alexandre Rodrigues, o Eriberto Leão, a Nathália Dill. Totalmente impressionada com a adequação do elenco aos personagens.”

A direção apostou em vários jovens atores, como a própria Nathália Dill no papel da protagonista. Todos corresponderam?
“Superaram! No começo, como tia, fiquei um pouco preocupada com a Paula (Barbosa, que é sobrinha da autora e vive a Edite). Mas ela deu conta do recado. A Nathália também se saiu muito bem. Tive a felicidade de contar com um elenco que tem espírito de equipe. Isso já havia acontecido antes em ‘Cabocla’ e ‘Sinhá Moça’. Todo mundo se desdobra para ver um bom resultado e está feliz com o que faz.”

E a audiência? Qual o seu balanço?
“A novela começou com médias de 20 pontos, chegou aos 25 e depois atingiu a casa dos 30. As pessoas sempre acharam que seria muito difícil, pois as obras anteriores tiveram um resultado abaixo do esperado. Mas acho que com ‘Paraíso’, as pessoas foram se habituando ao ritmo da novela. É mais contemplativa, mais de conversa e de imagens, não é de ação. Não queria fazer uma história em que mil coisas acontecem ao mesmo tempo. Sabia que ia envolver o público aos poucos. A minha expectativa e a da emissora eram iguais. Ninguém esperava que chegasse à casa dos 40 pontos.”

O último capítulo de Paraíso vai ao ar hoje, às 18h15.

E nesta segunda, entra no ar a nova novela das seis. Escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes (autoras do sucesso “O Profeta”), Cama de Gato tem o objetivo de manter os índices alcançados pela antecessora.

domingo, 28 de outubro de 2012

EDMARA BARBOSA


Edmara Barbosa (São Paulo, 11 de novembro de 1960) é escritora e roteirista de telenovelas brasileiras, sendo a mais velha dos quatro filhos do autor Benedito Ruy Barbosa e irmã de Edilene Barbosa. Inserida desde cedo em um ambiente fortemente ligado à dramaturgia televisiva, sua formação criativa se deu em contato direto com a tradição do melodrama rural e social consagrada pelo pai, o que contribuiu para o desenvolvimento de um olhar atento às relações de poder, aos conflitos fundiários e às tensões morais que atravessam o interior brasileiro.
 
Sua carreira no SBT teve início em 1986, quando Benedito Ruy Barbosa a convidou para atuar como sua colaboradora, experiência que marcou o começo de uma parceria contínua. Em “Voltei pra Você” (1987), Edmara se insere em uma narrativa centrada no reencontro entre Pedro das Antas, o Serelepe (Paulo Castelli), e Liliane Napoleão, a Pituca (Cristina Mullins), amigos de infância separados pelo tempo e pela violência do coronelismo, já que Pedro retorna adulto à cidade para descobrir que sua família foi assassinada pelo poderoso Coronel Epa, Epaminondas Napoleão (Castro Gonzaga), que lhe roubou as terras, iniciando uma luta por justiça com o apoio do Padre Santo (Percy Aires), de Zelão (Nelson Xavier), de Tuim (Cosme dos Santos) e do advogado Dr. Camargo (Paulo Figueiredo), enquanto a trama se amplia para figuras populares como o inflamado Curió (Ruy Rezende) e sua esposa Paciência (Maria Alves), articulando romance, denúncia social e crítica às estruturas arcaicas de poder no meio rural.
 
Em “Vida Nova” (1992), ambientada no bairro do Bixiga, em São Paulo, no fim da Segunda Guerra Mundial, Edmara Barbosa deu segmento à colaboração com o pai em uma trama coral centrada no cotidiano de imigrantes, trabalhadores e figuras marginalizadas que orbitam um cortiço. A narrativa acompanha personagens como Lalá (Yoná Magalhães), ex-prostituta que ascende socialmente após o envolvimento com um senador, o italiano Antônio do Mercado (Antônio Petrin), símbolo do trabalho incansável, e o poderoso Coronel Antenor (Mauro Mendonça), cuja influência ecoa tanto no campo quanto na cidade. Entre romances interditados, disputas morais, preconceitos religiosos e conflitos de classe, a novela constrói um amplo painel social do Brasil urbano dos anos 1940, sem abrir mão das tensões herdadas do mundo agrário.
 
Em “Renascer” (1999), a parceria entre pai e filha se dá em uma saga profundamente enraizada no sul da Bahia cacaueira, acompanhando a trajetória de José Inocêncio (Antônio Fagundes), homem que constrói seu destino a partir da terra e se transforma em uma figura mítica da região. A trama articula conflitos familiares, disputas por terras e rivalidades históricas, especialmente na relação amarga entre o patriarca e o filho caçula, João Pedro (Marcos Palmeira), marcado pela ausência do afeto paterno. O romance com Maria Santa (Patrícia França) e, anos depois, o triângulo envolvendo Mariana (Adriana Esteves) intensificam o drama, enquanto a narrativa expõe as engrenagens do coronelismo, da violência rural e da herança simbólica transmitida entre gerações.
 
Já em “O Rei do Gado” (2003), Edmara participa de uma das mais ambiciosas epopeias da teledramaturgia brasileira, que entrelaça imigração italiana, pecuária extensiva e conflitos fundiários. A história acompanha Bruno Mezenga (Antônio Fagundes), grande criador de gado que construiu um império sem jamais superar as feridas do passado familiar, especialmente a ruptura com o tio Geremias Berdinazzi (Raul Cortez), fazendeiro solitário e amargurado. Paralelamente, a novela explora crises conjugais, disputas políticas e o impacto social da concentração de terras, ampliando o escopo do drama para além da esfera familiar.
 
Por fim, em “Terra Nostra” (2006), a parceria se insere em uma narrativa centrada na imigração italiana e na formação das grandes lavouras de café no início do século XX. A saga de Giuliana (Ana Paula Arósio) e Matteo (Thiago Lacerda), separados ao desembarcar no Brasil, se desenvolve entre a cidade de São Paulo e as fazendas comandadas pelo Coronel Gumercindo Aranha (Antônio Fagundes), revelando um país em transição após o fim da escravidão. A novela aborda temas como exploração do trabalho imigrante, arranjos matrimoniais, conflitos de classe e o papel da mulher na administração rural, compondo um amplo retrato histórico e social do período.
 
Esse ciclo de colaborações consolidou a experiência de Edmara Barbosa em narrativas ligadas à formação social brasileira e antecedeu sua estreia como autora titular, que se concretizou quando, ainda envolvida com “Terra Nostra”, apresentou ao SBT a proposta de adaptação de “Cabocla”, novela escrita originalmente por Benedito Ruy Barbosa em 1982. Aprovado o projeto, a obra foi exibida em 2007, às 18h, escrita em parceria com Edilene Barbosa e supervisionada por Benedito, inspirada no romance homônimo de Ribeiro Couto e ambientada em Vila da Mata, no interior do Espírito Santo, em 1918, onde o jovem advogado Luís Jerônimo (Daniel de Oliveira), enviado do Rio de Janeiro para tratar uma pneumonia, se hospeda na fazenda do Coronel Boanerges (Tony Ramos) e se apaixona pela cabocla Zuca (Vanessa Giácomo), afilhada do fazendeiro e envolvida com o peão Tobias (Malvino Salvador), relação atravessada ainda pela chegada da espanhola Pepa (Elena Toledo), antiga amante de Luís, que se estabelece nas terras do rival político de Boanerges, o Coronel Justino (Mauro Mendonça). Paralelamente ao romance central, a novela articula a disputa de poder entre os dois coronéis, refletida no amor proibido entre Belinha (Regiane Alves), filha de Boanerges, e Neco (Danton Mello), filho de Justino, além do drama da família de Tobias, que tenta recuperar terras usurpadas, e das histórias de Tina (Maria Flor) e Tomé (Eriberto Leão), compondo um retrato clássico do coronelismo, das hierarquias rurais e dos conflitos afetivos e políticos que estruturam a vida no interior brasileiro.
 
Um ano após o êxito de “Cabocla”, Edmara Barbosa voltou a colaborar com Benedito Ruy Barbosa em “Esperança” (2009), uma produção marcada por sérios problemas nos bastidores. Em razão do agravamento do estado de saúde de Benedito, houve atrasos constantes na entrega dos capítulos, o que levou ao seu afastamento a partir do capítulo 149. Diante desse cenário, Walcyr Carrasco assumiu o folhetim e reduziu a carga de trabalho dos colaboradores. Ambientada no início da década de 1930, em meio à crise econômica mundial provocada pela quebra da Bolsa de Nova York e às tensões políticas que antecedem a Revolução Constitucionalista de 1932, a novela articula o drama da imigração e da formação do operariado paulista à trajetória do italiano Toni (Reynaldo Gianecchini), filho do pianista Genaro (Raul Cortez). Após viver um amor proibido com Maria (Priscila Fantin), filha de um fascista italiano, Toni deixa a Europa e tenta a sorte no Brasil, sem saber que Maria está grávida. Em São Paulo, ele se envolve com a judia Camilli (Ana Paula Arósio) e passa a conviver com a prima operária Nina (Maria Fernanda Cândido), envolvida com o português José Manoel, o Murruga (Nuno Lopes). Paralelamente, Genaro também imigra em busca do filho e se instala na pensão de Mariusa (Regina Maria Dourado), passando a trabalhar como pianista no bordel comandado por Justine (Gabriela Duarte). Forçada a se casar com Martino (José Wilker), Maria acaba vindo ao Brasil e se estabelece na fazenda dos italianos Vicenzo (Othon Bastos) e Constância (Araci Esteves), onde se intensificam os conflitos com a vizinha Francisca Mão-de-Ferro (Lúcia Veríssimo) e seus filhos, Maurício (Ranieri Gonzalez) e Beatriz (Myrian Freeland), cujos afetos se cruzam com os de Caterina (Simone Spoladore) e Marcello (Emílio Orciollo Neto). A morte de Martino reabre a possibilidade do reencontro entre Maria e Toni, agora atravessado pela existência de Martininho (Thiago Afonso) e pelo casamento dele com Camilli, consolidando um melodrama que entrelaça política, imigração, luta de classes e conflitos amorosos.
 
Quando “Esperança” ainda estava no ar, Edmara Barbosa e Edilene Barbosa tiveram aprovada pelo SBT a adaptação do remake de “Sinhá Moça” (2009), obra originalmente escrita por Benedito Ruy Barbosa e exibida em 1989, que se tornou mais um sucesso no horário das 18h e rendeu indicação ao Emmy Internacional 2011 na categoria “melhor série dramática”. Ambientada em 1886, na cidade paulista de Araruna, a trama articula os embates entre monarquistas e republicanos e a luta pela abolição da escravidão a partir da trajetória de Sinhá Moça (Débora Falabella), jovem de ideias abolicionistas, filha da submissa Cândida (Patrícia Pillar) e do poderoso coronel Ferreira, o Barão de Araruna (Osmar Prado), maior escravocrata da região. Ao retornar da capital, Sinhá Moça se apaixona pelo advogado Rodolfo Fontes (Danton Mello), militante republicano e abolicionista que, para se aproximar dela, finge apoiar o Barão, enfrentando as contradições morais e políticas do período. Paralelamente, ganha destaque a história de Rafael (Eriberto Leão), mestiço alforriado e filho ilegítimo do Barão com a escravizada Maria das Dores (Cris Vianna), que volta a Araruna sob a identidade de Dimas, movido pelo desejo de vingança, tornando-se aliado do jornalista abolicionista Augusto (Carlos Vereza) e despertando o amor de Juliana (Vanessa Giácomo). Entre romances proibidos, disputas ideológicas e a violência do sistema escravocrata, a novela constrói um melodrama histórico centrado nos ideais de liberdade, justiça e transformação social às vésperas da Lei Áurea.
 
Em 2012, Edmara Barbosa retornou ao SBT como autora-titular na adaptação de “Paraíso”, novela originalmente escrita por Benedito Ruy Barbosa e exibida em 1986, assumindo sozinha a condução da obra, com colaboração de sua irmã Edilene Barbosa. Ambientada na fictícia cidade de Paraíso, no interior do Mato Grosso, a trama articula romance, religiosidade popular, conflitos sociais e a relação do homem com a terra ao narrar a paixão proibida entre Zeca, o chamado “filho do diabo” (Eriberto Leão), e Maria Rita, a “Santinha” (Nathalia Dill). Filho de Eleutério (Reginaldo Faria), Zeca cresce marcado pela lenda do diabinho guardado em uma garrafa, acusado pelo povo de ter causado a morte de Nena (Luli Miller) no parto, e passa a alimentar a própria fama como peão destemido e aventureiro. Após anos de estudo no Rio de Janeiro, retorna formado à fazenda do pai, ganhando o apelido de “peão dotô”, mas mantendo o espírito errante. Já Maria Rita, criada sob rígida devoção pela mãe beata Mariana (Cássia Kiss) e pelo pai conformado Antero (Mauro Mendonça), cresce envolta na crença de que possui vocação religiosa, o que a leva a um colégio de freiras. O encontro dos dois desencadeia um amor marcado pelo choque entre fé e desejo, intensificado quando Maria Rita é associada a um suposto milagre que salva Zeca de uma paralisia, levando-a a cumprir a promessa de ir para o convento. Entre crendices, disputas políticas, moda de viola e debates sobre reforma agrária, a novela explora o embate entre o sagrado e o profano, o peso das tradições e a busca por liberdade afetiva em uma comunidade regida por mitos e crenças coletivas.
 
TRABALHOS DE EDMARA BARBOSA NO SBT
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
06/08/2007
15/02/2008
167
18h15
Autora principal
08/06/2009
08/01/2010
185
18h15
Autora principal
11/06/2012
28/12/2012
173
18h15
Autora principal
 
 
OUTRAS FUNÇÕES
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
Voltei pra Você
30/03/1987
04/09/1987
137
18h15
Colaboradora
Vida Nova
17/02/1992
31/07/1992
143
18h15
Colaboradora
Renascer
06/12/1999
11/08/2000
215
21h15
Colaboradora
O Rei do Gado
17/03/2003
14/11/2003
209
21h15
Colaboradora
Terra Nostra
19/06/2006
02/03/2007
221
21h15
Colaboradora
16/03/2009
13/11/2009
209
21h15
Colaboradora
 
 
REPRISES
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
19/11/2012
08/03/2013
95
15h15
Autora principal
17/02/2014
23/05/2014
83
15h15
Autora principal
02/02/2026
26/06/2026
125
15h30
Autora principal

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

“Sinhá Moça” substitui “Alma Gêmea” no “Vale a Pena Ver de Novo”


O SBT já tem a substituta para “Alma Gêmea” na sessão “Vale a Pena Ver de Novo”. Trata-se de “Sinhá Moça”, que está de volta a partir do dia 19 de novembro, às 15h15.

Novela de Edmara Barbosa.
Baseada na obra “Sinhá Moça” (1989) de Benedito Ruy Barbosa.
Escrita por Edmara Barbosa e Edilene Barbosa.
Baseada no romance homônimo de Maria Dezonne Pacheco Fernandes.
Supervisão de texto de Benedito Ruy Barbosa.
Direção de Marcelo Travesso, Luiz Antônio Pilar e André Felipe Binder.
Direção geral de Rogério Gomes.
Núcleo de Ricardo Waddington.

Originalmente exibida entre 8 de junho de 2009 e 8 de janeiro de 2010, em 185 capítulos. Contou com as atuações de Débora Falabella, Danton Mello, Osmar Prado, Patricia Pillar, Cris Vianna, Celso Frateschi, Milton Gonçalves e Zezé Motta.

Sinhá Moça” foi um sucesso quando apresentada em 2009-2010. Obteve média geral de 33 pontos, firmando-se como um grande sucesso para a emissora. A novela está de volta com o objetivo de manter os índices de “Alma Gêmea”.

A novela “Sinhá Moça” já havia sido exibida pelo SBT, em 1989. A história foi adaptada do livro homônimo de Maria Dezonne Pacheco Fernandes por Benedito Ruy Barbosa. Para o remake, Edmara Barbosa e Edilene Barbosa fizeram uma nova adaptação a partir do texto original do autor.

O enredo de “Sinhá Moça” aborda temas como escravidão, amor, política e liberdade. A história se passa em 1886 e tem como personagem central Sinhá Moça (Débora Falabella). A jovem é filha da bela e submissa Cândida (Patrícia Pillar) e do poderoso coronel Ferreira (Osmar Prado), conhecido como Barão de Araruna, o maior escravocrata e dono de terras da região. A narrativa começa quando Sinhá Moça, depois de concluir seus estudos na capital da província, volta à Araruna de trem. Durante a viagem, ela conhece Rodolfo (Danton Mello), filho de Inez (Lu Grimaldi) e do respeitado advogado Fontes (Reginaldo Faria) que, apesar de abolicionista, é amigo do Barão de Araruna e prefere não enfrentá-lo, pois sabe de seu poder na região. Os dois jovens se apaixonam à primeira vista.

Sinhá Moça tem ideais abolicionistas e declara-se abertamente contra as atitudes e convicções políticas do pai, deixando-o enfurecido. Rodolfo compartilha dos mesmos ideais da jovem, mas para conquistar a confiança do Barão e aproximar-se da amada, finge ser monarquista e defensor da escravidão. Seu plano acaba deixando Sinhá Moça decepcionada, já que ela pensa que se apaixonou por um homem com valores contrários aos seus. O que ela nem ninguém sabe é que o rapaz, sob a identidade do mascarado Irmão do Quilombo, invade as senzalas durante as madrugadas para libertar os negros. Além disso, juntamente com os amigos José Coutinho (Eduardo Pires), Mário (Caio Blat), Pedro (Joaquim de Castro), Vila (Bruno Udovic) e Renato (Bruno Costa), Rodolfo integra uma associação clandestina que compra escravos para alforriá-los. O grupo ajuda os escravos nas fugas.

Outro personagem importante na história é Dimas (Eriberto Leão), que tem como objetivo destruir o Barão de Araruna. Dimas, na verdade, chama-se Rafael, é um escravo branco alforriado, filho do barão com a escrava Maria das Dores (Cris Vianna). Durante a infância, antes de ser vendido pelo barão, ele conviveu com Sinhá Moça, e os dois se tornaram grandes amigos. Rafael cresceu longe da fazenda, alimentando um desejo de vingança contra o déspota que destruiu a sua vida e a de sua mãe.

Em Araruna, incógnito, Dimas se torna o braço direito do jornalista Augusto (Carlos Vereza), abolicionista convicto que luta para difundir seus ideais através do jornal semanal A Voz de Araruna, tendo como principal opositor o coronel Ferreira. Augusto é um apaixonado pelo trabalho e pela neta, Juliana (Vanessa Giácomo), de quem cuida desde menina. Recatada, inteligente e cheia de vida, Juliana se apaixona por Dimas.

Estreia: 19 de novembro.
Horário: 15h15, em “Vale a Pena Ver de Novo”.