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quinta-feira, 20 de maio de 2021

Com o fim de “Em Família”, Manoel Carlos se despede das novelas


Amanhã, com o fim de “Em Família”, Manoel Carlos põe um ponto final na sua trajetória de Helenas. Aos 88 anos, sendo 67 deles dedicados à carreira, o autor faz um balanço de sua última trama das nove nesta entrevista e se despede das novelas sem arrependimentos.
 
Como foi escrever o último capítulo de sua última novela?
“Eu me despeço bem, certo de que fiz um bom trabalho, honesto comigo mesmo, na mesma linha de tudo que escrevi nesses anos todos. Claro que nem todos com o mesmo acerto, mas trabalho algum jamais me envergonhou e me fez arrependido. Assino embaixo de tudo o que fiz.”
 
Você tem o costume de delegar pouco para os colaboradores. Essa rotina se manteve nesta trama?
“É verdade. Desta vez, porém, deleguei mais do que sempre fiz. Alguns problemas de saúde, principalmente os decorrentes das longas horas sentado, me levaram a precisar mais deles. E foi uma felicidade para mim e para a novela, já que todos se saíram bem.”
 
Acha que poderia ter desenvolvido melhor algum personagem?
“Veja bem: com o elenco que eu tive, vou ficar sempre devendo. São todos muito bons e, por melhor que eu fosse, não teria dado a eles tudo que mereceram nesses dez meses de trabalho.”
 
A cena em que Helena, bêbada, seduz Virgílio de calcinha e sutiã foi uma das mais comentadas nas redes sociais naquele dia. Você se surpreendeu com a repercussão? Acha que demorou a apresentar essa faceta mais leve da personagem?
“Não me surpreendi, porque Julia Lemmertz é uma grande atriz e tudo que fizer vai fazer muito bem. Se não fiz antes, foi porque muitas cenas nascem no decorrer do trabalho. Nem tudo é planejado. Quando entrego uma sinopse, estou entregando menos de 50% do que acabo fazendo. Vou cortando aqui, acrescentando ali. Com ela, fiz quando o momento me surgiu.”
 
Você é um autor conhecido por criar personagens femininas fortes. Nas tramas anteriores, a sensação era de que os personagens masculinos ocupavam um papel de escada. Mas na novela “Em Família” isso não aconteceu. A que se deve essa mudança?
“É verdade. Sempre escrevi para atrizes mais do que para atores. Amo todas elas. Sempre achei que não há profissão alguma melhor para uma mulher do que a de atriz. Algumas vezes escrevi personagens masculinos fortes, mas reconheço que quase sempre eles vieram a reboque dos femininos. Nesta novela consegui trafegar pelos personagens masculinos com mais verdade. Todos tiveram destaque.”
 
Os bastidores de “Em Família” acabaram sendo uma novela à parte. Especulou-se sobre seu afastamento da trama, os problemas causados por Gabriel Braga Nunes, a saída de Jayme Monjardim... O que mais o irritou nessa história?
“Nada me irritou e nada foi verdade. Eu não tive doença grave alguma. Sou um doente crônico de problemas que exigem fisioterapia diária. Isso se deve muito à minha vida sedentária, de ficar sentado diante do computador por dez, 12 horas. Quando paro de fazer novela, minhas sessões de fisioterapia se resumem a duas vezes por semana. Gabriel Braga Nunes sofreu uma campanha negativa. É uma doce figura, educado e sério, que não gosta de se expor, de admiração festiva, de manifestações excessivas de carinho. Isso, evidentemente, irrita muita gente, já que é uma raridade no meio em que vivemos. Quanto ao Jayme, ele nunca saiu. Afastou-se algumas vezes por conta de seu trabalho dividido, já que enquanto dirigia ‘Em Família’, ele também assumiu a novela das 18h.”
 
“Em Família” destacou o romance entre duas mulheres. O público, como sempre, respondeu de maneira distinta (com pessoas elogiando e outras reclamando). Como lidou com essas reações tão opostas?
“Bem, lidar com isso é muito simples. Nenhuma novela escapa de críticas positivas e negativas. Estou mais do que descolado nessa matéria. Tive núcleos e cenas polêmicas em todas elas. Quanto às meninas gays, também é natural. A classe média é conservadora, assim como a imprensa escrita de jornais e revistas.”
 
Qual foi seu maior acerto na novela “Em Família”? E o maior equívoco?
“Ah, acertei e errei muitas vezes, não só nessa, mas em todas as novelas.”
 
Fora Helena, qual personagem você gostaria que tivesse a mesma popularidade de sua eterna protagonista?
“Anita (Mel Lisboa), da minissérie ‘Presença de Anita’.”
 
Qual tema ou história que gostaria de ter desenvolvido nas suas tramas e ainda não conseguiu realizar?
“Nenhum. O que quis fazer, fiz. Talvez não com a mesma intensidade e felicidade, mas fiz. Não mudaria nada. Não porque acho que seja perfeita, mas porque é a novela que eu quis fazer.”
 
Você disse que é sua última novela. É o fim de Helena? Ou ela pode aparecer numa série ou minissérie ?
“Helena vai descansar. Nem novela, nem série, nem minissérie. Não penso em revivê-la.”
 
Então Julia Lemmertz fecha realmente o ciclo das Helenas?
“Tenho certeza que sim. Se a personagem fosse de um seriado, poderia ter vida mais longa. Mas de novela já deu o que tinha de dar. Se você somar todas as presenças da Helena, verá que ela protagonizou mais de mil capítulos de texto. Achei mais justo dar uma saída gloriosa através da Julia Lemmertz, que, como todos sabem, é uma grande atriz e filha da sempre lembrada Lilian Lemmertz, a primeira Helena, de ‘Baila Comigo’.”
 
O ibope da novela não alcançou o desejado. Preocupou-se muito?
“Eu me preocupo sempre. A finalidade de qualquer produto televisivo é dar lucro e a audiência tem um papel fundamental nisso. Mas não existe índice vergonhoso. Deu o que tinha de dar. Dignamente. Fiz a novela que queria e com quem queria.”
 
Ficou satisfeito com o desempenho do elenco?
“O elenco esteve irretocável! Aprofundou-se nos personagens e deu ao público cenas que serão lembradas. Destaco todos, individualmente; e destaco o conjunto harmonioso que conseguimos reunir.”
 
E o que podemos esperar para o último capítulo, na sexta?
“No último capítulo, como no primeiro, terá muita emoção.”
 
O que fará depois de Em Família?
“Viajo para passear, mas, principalmente, para rever meus filhos. A Júlia (Almeida, atriz) está morando em Londres e o Pedro, em Nova York. Não os vejo há mais de seis meses.”
 
Qual mensagem gostaria de deixar para o público que sempre o prestigiou?
“O agradecimento de coração. Fiz o possível para dar às pessoas boas histórias. Se consegui isso algumas vezes, eu me sinto feliz e agradeço.”
 
Não perca o último capítulo de “Em Família” nesta sexta, às 21h15.

terça-feira, 18 de maio de 2021

Terminam as gravações de “Em Família”


Amor, ódio, ciúme, paixão e inveja. O público do SBT foi apresentado a todos esses sentimentos e outros mais durante a jornada de “Em Família”, novela das 21h que teve suas gravações oficialmente finalizadas no início da noite desta terça-feira (18), nos estúdios MG4. O folhetim fica no ar até sexta (21) e marca a despedida do autor Manoel Carlos como novelista.
 
Maneco, que esteve presente em todos os dias das filmagens dos últimos capítulos, comentou sobre sua protagonista: “Eu sempre construí a Helena como uma mulher comum, que ama e odeia. Uma pessoa capaz de crueldades, mas também de grandes gestos”, disse o autor. Durante sua última cena, a atriz Júlia Lemmertz ficou emocionada com as palavras do roteirista e afirmou que é uma honra ter a personagem em seu currículo. “Fazer esse papel aconteceu em um momento maduro e propício de minha carreira. Sempre esteve vivo em minha memória o prazer que minha mãe tinha em fazer a primeira Helena de Manoel Carlos”, comemorou a atriz.
 
O diretor artístico, Jayme Monjardim, contou como é fazer uma novela de Manoel Carlos. “Todo texto do Maneco é assim, baseado na realidade. Então, temos um cuidado enorme para seguir esta linha, para que o público se identifique automaticamente e acho que nós conseguimos atingir esse objetivo. A novela teve um impacto positivo em quem assistiu e torceu para estes personagens, nós vemos as respostas de tudo nas ruas”, disse ele. “E para o último capítulo, temos algumas surpresas, boas, chocantes, tristes... Seguindo a crônica da vida”, finaliza.
 
Não perca as emoções finais de “Em Família”, na faixa das 21h.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Manoel Carlos finaliza roteiro de “Em Família”


O autor Manoel Carlos está próximo de encerrar definitivamente o maior arco de sua carreira novelística. Ele entregou na tarde desta quinta-feira (15) ao diretor Jayme Monjardim o roteiro do último capítulo de “Em Família”, atual trama das 21h da emissora e também a última escrita pelo roteirista.
 
Maneco, no entanto, ainda não se considera de férias: “Em todas as novelas que fiz, só descansei de verdade quando chegou o dia do último capítulo. Nós ainda temos mais de um mês de novela e eu posso ter que revisar, reescrever. Pelas próximas semanas eu ainda estarei refém desses personagens, quando a novela terminar na TV, o meu trabalho estará concluído”, disse o autor em rede social.
 
“Eu fiz o que queria fazer com ‘Em Família’. Tive a liberdade de contar a história que desejava. E estou satisfeito com os resultados alcançados. Sinto que meu dever está cumprido”, finalizou.
 
Por conta dos baixos índices de audiência, “Em Família” perdeu uma semana de exibição e será finalizada com 173 capítulos, a mais curta da faixa das 21h desde “Explode Coração” (2002). O desfecho da trama protagonizada por Júlia Lemmertz irá ao ar no dia 21 de maio.

segunda-feira, 8 de março de 2021

“Em Família” é encurtada em uma semana


Atual novela das nove do SBT, “Em Família” será oficialmente encurtada em uma semana. A decisão partiu da alta cúpula da emissora após avaliação interna, por conta dos baixos índices de audiência apresentados desde o seu lançamento, em novembro de 2020. Por esta razão, a novela será finalizada com menos seis capítulos em relação à sua previsão inicial: de 179, passou para 173 episódios. A data de término é agora definida para o dia 21 de maio.
 
O autor Manoel Carlos comentou a decisão: “A novela sofre certa rejeição, talvez por não ser mesmo popular. Afinal, uma trama que coloca, às 21 horas, Villa-Lobos, Chopin e Debussy, além de mostrar exposição de fotos, de artes plásticas e de teatro, não está aguardando um grande sucesso popular. Mas quem vê a novela todas as noites sempre se beneficia do que vê e do que ouve. Isso é gratificante. O encurtamento não atrapalha o nosso planejamento. Pra ser sincero, eu gostaria que tivesse menos capítulos ainda, esse formato muito longo é desgastante”.
 
O IBOPE da trama protagonizada por Julia Lemmertz tem oscilado entre 28 e 34 pontos nas últimas três semanas, e acumula 30,5 de média na Grande São Paulo, para uma meta de 35 pontos estipulada para a faixa. No mesmo período de exibição, “Amor à Vida” aparecia com 35,6 pontos. Além disso, “Em Família” também acumula derrotas para “Haja Coração”, trama exibida na faixa das 19h.
 
Em função da redução, a produção de “Império”, próxima novela das 21h, vai contar com menos uma semana para ser organizada. A novela escrita pelo veterano Aguinaldo Silva está em fase final de escalação do elenco. As gravações iniciam no próximo dia 22. Já a nova data para a estreia é 24 de maio.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

“Não tenho disciplina”, diz Manoel Carlos sobre a rotina de escrever novelas


Manoel Carlos não usa relógio há mais de 50 anos. O criador das Helenas, das tramas que retratam o cotidiano carioca, com cenas ambientadas no Leblon, bairro onde vive, não tem horário fixo para dormir, acordar, ou até mesmo para fazer as principais refeições do dia. Aos 87 anos, o autor, nascido em São Paulo e um dos pioneiros da televisão brasileira — estreou na TV Tupi da capital paulistana meses depois da sua fundação, em 1950, ainda como ator, aos 18 anos —, admite a falta de método ou disciplina para desempenhar o seu ofício. Para ele, que já escreveu mais de 20 novelas, nada mais natural do que levantar, no meio da noite, para anotar uma ideia em um dos blocos que mantém na cabeceira. Ou, dependendo ainda da inspiração, trocar a cama pelo escritório do segundo andar do seu apartamento, onde recebeu o SBT para esta entrevista. É lá que Maneco, como é chamado pelos mais próximos, costuma trabalhar, sempre com a porta aberta.
 
No momento, o autor, que já cogitou ser padre e trabalhou como bancário e auxiliar administrativo na juventude, se dedica ao que deve ser seu último folhetim. Escrita para o SBT, onde é contratado desde 1980, “Em Família” substituirá “Amor à Vida” no horário nobre da emissora a partir do dia 2. Com direção artística de Jayme Monjardim e direção geral de Leonardo Nogueira, a novela será protagonizada por Julia Lemmertz, a Helena de 2020 e filha de Lilian Lemmertz, que viveu a heroína pela primeira vez, em “Baila Comigo” (1988). A nova trama, conta o autor, é uma homenagem à atriz, sua grande amiga, já falecida. A seguir, Maneco fala sobre as suas influências, do trabalho, do seu cotidiano e revela, entre outras coisas, que gostaria de ser dono de um bar. E avisa ainda que não pretende parar: “Aposentadoria é a morte”.
 
Qual o grande tema de “Em Família”?
“A família é o ponto chave, é universal. Desta vez, vou tratar do amor entre primos. Nas minhas novelas tudo é recorrente. Algum autor disse uma vez que a gente escreve sempre a mesma novela. De certa maneira, é mesmo. Quando você quer sair disso, inventar muito, não é natural.”
 
Qual foi o ponto de partida da trama?
“Essa novela é dedicada à Lilian Lemmertez, por isso chamei a Júlia, que será a nona Helena. Fui muito amigo da Lilian. Ela frequentava minha casa. Tomávamos uísque juntos, e ela contribuía muito para a novela ‘Baila Comigo’ com suas ideias.”
 
Como é a rotina de trabalho do senhor?
“Eu não tenho disciplina, nunca tive. Não uso relógio há 50 anos. Sempre sonhei em não ter horário para nada. Não sei como fazem os meus colegas, mas escrever uma novela é um trabalho muito solitário. Talvez pela minha falta de disciplina, eu acabe tendo pouco tempo quando estou com a novela no ar. Mas gosto de andar na rua e sinto a necessidade de ir ao cinema, por exemplo, pelo menos uma vez por semana, escrevendo novela ou não. De preferência com a sessão cheia de gente. Se não vou, fico muito abalado.”
 
“Em Família” será mesmo a sua última novela?
“Eu quero que seja. O Sílvio de Abreu, diretor de teledramaturgia do SBT, brinca comigo: ‘Você tem mais uma depois dessa’. Quero escrever obras mais curtas, minisséries. Não penso em me aposentar. No meu tipo de atividade não existe aposentadoria. Existe você ficar incapacitado. Trabalhar é uma maneira de conservar a vida. Aposentadoria é a morte. Vou fazer o quê? Jogar dominó? Não tem sentido.”
 
O senhor faz parte de um time restrito: o de autores do horário nobre. Como encara a renovação entre o grupo?
“Estava na hora de abrir espaço para outras pessoas mesmo. É necessário fazer substituições. E não me importo de escrever para as 18h, desde que tenha menos capítulos.”
 
De onde vem a fama de que o senhor atrasa a entrega dos capítulos?
“Tem muito de lenda nisso. Já disseram que é o meu estilo, mas não é. Vim do ‘Grande teatro Tupi’ e escrevia no curto tempo entre os ensaios e a TV, feita ao vivo. Agora o ritmo é diferente. O ideal para mim seria assistir ao capítulo de hoje para escrever o de amanhã. Quando colaborei com a série ‘Malu Mulher’, eu tinha uma semana para pensar o capítulo, mas escrevia na última hora. Eu preciso ‘estar precisando’ escrever para o trabalho sair. Mas problema de atrasos mesmo não existe. Os atores estão gravando a novela há mais de um mês e nunca houve um dia em que tiveram de voltar pra casa por falta de roteiros. Eu nunca gostei muito de ficar adiantado, mas já tenho 54 capítulos prontos de ‘Em Família’, nas mãos da direção. Tenho esse receio porque se você adianta muita coisa, fica sem referências do público, do que está acontecendo no mundo. Então acertei com a direção de escrever uma cena às vésperas da exibição do capítulo, falando sobre algum tema que esteja tomando conta do mundo.”
 
O que faz quando fica sem inspiração?
“O Ricardo, meu filho já falecido, escrevia e me falava sobre a importância da pausa criativa. Deu branco, não entre em pânico. No começo, você quer se jogar da janela. O medo e o pânico permanecem, mas, com a experiência, você sabe que vai sair dessa.”
 
Como distribui o trabalho entre os seus colaboradores?
“Um autor pode ter quantos colaboradores quiser. Tenho cinco, mas sou muito centralizador. Os meus colaboradores são um pouco frustrados. Deixo pouco para eles. E sempre reviso tudo. Sou de um tempo em que se fazia TV sozinho.”
 
E o trabalho dos pesquisadores? Como funciona?
“Tenho três pesquisadoras e elas trabalham full-time. Se faço um cara ter um ataque epilético numa cena, ligo para elas. Tenho orgulho em especial de duas pesquisas. Quando escrevi as lésbicas adolescentes de ‘Mulheres Apaixonadas’, fizemos um estudo grande. Descobrimos que o número de meninas que têm relações pseudo-homossexuais com uma amiga é expressivo. Muitas só querem experimentar. E a grande parte nem demonstra tendências homossexuais depois de adultas. Com a Capitu, interpretada pela Giovanna Antonelli em ‘Laços de Família’, fomos à PUC e ficou claro que não existia uma sala de aula sem uma menina de programa. Quando contei para as minhas netas, que estudavam lá, elas disseram: ‘Vô, só na minha sala tem duas’.”
 
O senhor quer se dedicar às minisséries. O que mais gostaria de fazer na TV?
“Eu sempre quis fazer a novela das 22h, que depois deixou de ser exibida. Você pode escrever com mais liberdade, de forma mais adulta. O Dias Gomes fez coisas inesquecíveis neste horário.”
 
Qual seria o tamanho ideal para uma novela?
“Acho que 150 capítulos seria uma beleza. Você ganha o mesmo dinheiro, faz com mais prazer e tira mais proveito (risos). Agora, pedi muito para que ‘Em Família’ fosse menor. O SBT disse que vai me atender, mas não confio muito. Parece que a novela terá 180 capítulos. As últimas que fiz tiveram mais de 200. Não sou apenas eu, com 87 anos, que brigo por isso. Se você perguntar para o João Emanuel Carneiro, que é o mais novo dos autores do horário nobre, ele também vai dizer que prefere escrever menos.”
 
Qual foi o trabalho que mais lhe deu prazer?
“‘Presença de Anita’, de 2001 foi de todos os meus trabalhos, talvez o mais prazeroso. Foram só 16 capítulos e pude fazer com calma. A minissérie ficou 20 anos engavetada porque era muito forte. Eu li ‘Presença de Anita’, o livro de Mário Donato, aos 18 anos. Lembro que na época as mulheres liam com uma capa falsa na frente. Fui congregado mariano, coroinha, tudo na igreja. Os meus pais nem podiam sonhar que eu e minhas irmãs tínhamos lido esse livro.”
 
As suas novelas não possuem o ritmo de seriado que marca as tramas atuais. Ainda há espaço para esse estilo?
“‘Avenida Brasil’ foi uma novela muito acelerada e chegaram a dizer que os folhetins agora seriam todos assim. Novela precisa é prender o público! Não tem nenhum sentido eu resolver inventar a roda agora. Ficaria ridículo. Tenho que fazer o que eu sei fazer.”
 
Alguma de suas tramas já sofreu censura?
“Houve uma mudança, uma recomendação, em ‘Por Amor’, lá em 2004. A Carolina Dieckmann era uma menina malcriada e o pai, feito pelo Marco Ricca, dava uns tapas na bunda dela. Ocorreu uma coisa estranha ali, fizeram uma crítica. Ela já era muito bonita, interessante, e o Marco passou uma sexualidade qualquer na cena. Isso me gerou uma ida para conversar com a censura em Brasília. Fui explicar a situação e disse que aquela não era minha intenção.”
 
A personagem da Klara Castanho, que seria uma vilã mirim em “Viver a Vida”, também sofreu alteração, não foi?
“A imprensa foi quem criou essa onda quando falaram, com certa insistência, que ela faria uma criança vilã. Recebi um documento do Ministério Público. Uma cópia foi para o SBT, e outra veio para mim. O papel dizia que eu deveria ter cuidado e reproduzia uma parte do Estatuto da Criança e do Adolescente. Tive que recuar.”
 
Quais foram seus maiores erros na carreira?
“A gente erra muito. Mas as novelas são tão longas que dá tempo de corrigir. Eu já recuei em muita coisa também. Até seguindo opinião dos telespectadores. Em ‘Sol de Verão’, de 1989, o surdo Abel, feito por Tony Ramos, se encantava pela Carla Camurati. Um dia subi num elevador com um vizinho e a mulher dele. Eles disseram que o Tony merecia uma moça pura como ele. E não aquela mulher, que era uma aeromoça e tinha vários namorados.”
 
Por que a Helena da Taís Araújo, em “Viver a Vida”, foi tão criticada e não aconteceu?
“Gerou certo preconceito por ela ser negra, eu achei. Houve também um cuidado desmedido por parte do público. Muitas pessoas me diziam: ‘A Helena não pode ser a Taís. Tem que ser uma mulher na casa dos 50 anos, dona de casa, como você sempre fez’. No caso da Taís, era uma mulher vitoriosa, uma modelo. E teve ainda a trama da Luciana, interpretada magistralmente por Alinne Moraes, que teve um grande apelo popular e jogou a Helena para escanteio. Foi um erro meu, de estratégia. A culpa foi minha.”
 
O que as suas Helenas têm em comum?
“São mulheres imperfeitas que sempre fazem tudo por amor, mesmo enfiando os pés pelas mãos. Essa minha nova Helena é voluntariosa, cheia de problemas. Ela continua amando o homem que deveria odiar.”
 
O senhor tem uma relação de proximidade com as atrizes que fizeram as Helenas?
“Tenho uma relação de amizade com algumas atrizes, como a Natália do Vale, que sempre está nas minhas novelas e fará ‘Em Família’. Agora, encontro muito com a Júlia na livraria que frequento. Tomamos café e falamos de trabalho.”
 
Por que escolheu Bruna Marquezine para ser a Helena jovem e filha da protagonista?
“Sempre quis voltar a escrever para ela depois de ‘Mulheres Apaixonadas’. A Salete foi um sucesso enorme. Quando resolvi que a Júlia faria a Helena, notei que elas têm o mesmo tipo físico. São mulheres longilíneas e têm um rosto com o mesmo formato.”
 
Acha que o casal formado por Giovanna Antonelli e Tainá Müller de “Em Família” será polêmico?
“Toda novela tem casal gay, né? Eu queria duas mulheres muito bonitas, com magnetismo pessoal e queridas do público.”
 
Por que ambienta suas tramas sempre no Leblon?
“‘Baila Comigo’ se passava na Tijuca. Depois que me mudei para o Leblon de forma definitiva passei a escrever sobre o que vejo. É um bairro fácil de você caminhar e ver as mesmas pessoas. Não é um lugar de passagem como Copacabana, Botafogo ou o Flamengo.”
 
O Leblon não é um bairro muito elitista?
“Dizer que o Leblon é elitista é bobagem. Reconheço que é um bairro muito caro, mas que abriga gente simples também.”
 
Qual a relação do senhor com tecnologia?
“Não tenho nenhuma ligação com internet. Uso computador como máquina de escrever. Também é uma fonte de pesquisa, mas não tenho essa relação com a máquina. Sou apegado ao papel. Não abro mão do jornal impresso, por exemplo. A minha geração foi formada pela literatura. Fui criado em uma família dedicada ao livro.”
 
Já pensou em ter outra atividade paralela a de escritor?
“Eu queria abrir um bar. A ligação da minha geração é com a bebida, não com as drogas. Quando eu era jovem, ninguém bacana fumava maconha. Eu era do álcool, do uísque. De beber todos os dias, de gostar de bar.”
 
Em Família” estreia no dia 2 de novembro no SBT.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Começam as gravações de “Em Família”


Duas vidas unidas pelos mais fortes laços: o amor e a família. E também marcadas pelos mais desonrados sentimentos: ciúme, culpa e inveja. Uma história de encontros e desencontros que atam e desatam os corações e as vidas dos primos Laerte (Gabriel Braga Nunes) e Helena (Julia Lemmertz). Ele é um jovem talentoso consumido por um amor que se torna uma obsessão pela prima, que é potencializada quando o amigo Virgílio (Humberto Martins) se aproxima dela. Helena sabe que é amada e desejada e, talvez por isso, seja inconsequente em relação ao que seu primo sente. Uma trama onde não existem vilões ou mocinhos, mas pessoas que erram, amam e perdoam. Manoel Carlos escreve uma crônica da vida real, onde as certezas e as incertezas do coração são constantemente colocadas em prova. Com três fases, indo dos anos 1980 até 2014, “Em Família” conta a história dessa família e desse amor que começa em Goiás e se desenrola vinte anos depois no charmoso bairro do Leblon no Rio de Janeiro, passando por Viena, na Áustria.

Foi no início dos anos 1980, pelas ruas de casas coloniais e ladeiras de pedra da fictícia cidade de Esperança, no interior de Goiás, que Helena conheceu a força do amor e da posse de Laerte. Uma paixão de infância vivida entre as cachoeiras da pequena cidade e os corredores da casa de seus pais, em Goiânia. Uma ligação selada por um pacto de sangue e por um símbolo – a Fênix – de um amor que sempre renasce, não importa o tempo ou os obstáculos que a vida coloque em seus caminhos.

Para retratar a fictícia cidade de Esperança, onde a trama começa, 120 profissionais deixaram o Rio de Janeiro em direção a Cidade de Goiás e Pirenópolis, em Goiás. A luz única e as cores vibrantes das portas das casas do século XVIII formaram os elementos essenciais pra a composição. “Começamos a gravar bem cedinho todos os dias para aproveitarmos essa luz incrível que só existe aqui. Fomos presenteados com dias lindos. É um lugar de contrastes maravilhosos”, conta Jayme Monjardim, diretor artístico.

A produção viajou com cinco caminhões de equipamentos, sendo dois deles carregados com mais de 50 araras repletas de roupas. Equipes de figurino, liderada por Marília Carneiro, e de caracterização, comandada por Luiz Ferreira, providenciaram, ao lado da produtora de arte, Lara Tausz, e sua equipe a montagem do grande desfile alegórico pela cidade, que marca as primeiras cenas da novela e a 1ª fase da história de Helena (Julia Dalavia), Laerte (Eike Duarte) e Virgílio (Arthur Aguiar), que começaram a ser gravadas hoje (8). “É um privilégio quando temos a oportunidade de começar a gravar uma novela em lugar tão lindo e com o clima da equipe como uma grande família mesmo”, comenta o diretor-geral Leonardo Nogueira.

A parada consumiu dois dias de gravação e seguiu um percurso de 3km pela rua principal da cidade, passando pela Praça do Coreto e terminando na Praça do Chafariz. Para deixar a locação pronta, Lara Tausz e sua equipe usaram mais de 5km de guirlandas, 8 mil flores de papel crepom, 100 estandartes e bandeiras, dois carros-alegóricos, 50 bois e cavalos montados por peões da região e alas que representavam frutas típicas da região como o pequi. “Trouxemos muita coisa, mas contamos também com os artistas locais e a população que foram essenciais, sem eles não seria possível retratar com tanta fidelidade”, fala Lara.

A cenografia, assinada por Mário Monteiro, também ajudou a transportar o público para essa festa típica do começo dos anos 1980, com um grande parque de diversões, alas e cavalaria. Cenas tradicionais da região que foram registradas pela equipe da novela. A movimentação pelas ruas do centro histórico mobilizou curiosos que pararam para assistir as gravações e tirar fotos com seus ídolos.

Em Família” é uma novela de Manoel Carlos, com direção artística de Jayme Monjardim e direção geral de Leonardo Nogueira. Estreia em 2 de novembro.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Confira elenco de “Em Família”, próxima novela das 21h


Próxima novela das 21h do SBT, “Em Família” já está com seu elenco completamente fechado e com tudo pronto para o início das gravações. A trama é anunciada como a última escrita pelo veterano e bem sucedido autor Manoel Carlos, repetindo sua parceria com o diretor artístico Jayme Monjardim.

Júlia Lemmertz como Helena
Gabriel Braga Nunes como Laerte
Bruna Marquezine como Luiza
Humberto Martins como Virgílio
Vivianne Pasmanter como Shirley
Giovanna Antonelli como Clara
Tainá Müller como Marina
Helena Ranaldi como Verônica
Reynaldo Gianecchini como Cadu
Vanessa Gerbelli como Juliana
Leonardo Medeiros como Nando
Marcelo Mello como Jairo
Natália do Vale como Chica
Ana Beatriz Nogueira como Selma
Ângela Vieira como Branca
Herson Capri como Ricardo
Louise D'Tuani como Lívia
Ágatha Moreira como Gisele
Sacha Bali como Murilo
Ronny Kriwat como Leto
Manu Gavassi como Paula
Érika Januza como Alice
Maria Eduarda de Carvalho como Vanessa
Paulo José como Benjamim
Betty Goffman como Miss Lauren
Bruno Gissoni como André
Polliana Aleixo como Bárbara
Thiago Mendonça como Felipe
Miguel Thiré como Gabriel
Bianca Rinaldi como Silvia
Lica Oliveira como Dulce
Suely Franco como Flora
Antônio Petrin como Viriato
Aline Fanju como Rafaela
Carol Macedo como Gorete
Jéssika Alves como Guiomar
Roberta Almeida como Sandra
Michel Melamed como Michel
Simone Soares como Mafalda
Alexandre Slaviero como Sandro
Elina de Souza como Neidinha
Cláudia Mauro como Ana
Remo Rocha como Mauro
Jorge de Sá como Matias
Maria Pompeu como Wanda
Rafael Zulu como Teo
José Rubens Chachá como Diogo
Magdale Alves como Iolanda
Tânia Toko como Rosa
Monique Curi como Telma
Carla Cristina Cardoso como Ivi
Gisele Alves como Zu
Ju Colombo como Ceiça
Lionel Fischer como Daniel
Nicole Evangeline como Laís
Paulo Verlings como Léo
Renatta Gomes como Kátia
Wilson Rabelo como Batista
Allan Souza Lima como Antônio
Rafael Tombini como Leandro
Luisa Moraes como Flavinha
Bruna Faria como Bia
Maria Eduarda Macedocarece de fontes como Bruna Barcelos
Maria Luísa Torrens como Ana Claracarece de fontes
Vitor Figueiredo como Ivan


PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS

Julia Dalavia como Helena (1ª fase)
Eike Duarte como Laerte (1ª fase)
Giovanna Rispoli como Shirley (1ª fase)
Arthur Aguiar como Virgílio (1ª fase)
Guilherme Leicam como Laerte (2ª fase)
Alice Wegmann como Shirley (2ª fase)
Nando Rodrigues como Virgílio (2ª fase)
Juliana Araripe como Chica (1ª e 2ª fases)
Camila Raffanti como Selma (1ª e 2ª fases)
Gabriela Carneiro da Cunha como Juliana (1ª e 2ª fases)
Oscar Magrini como Ramiro (1ª e 2ª fases)
Nelson Baskerville como Itamar
Cyria Coentro como Maria (1ª e 2ª fases)
Jéssica Barbosa como Neidinha (1ª e 2ª fases)
Antonio Sabóia como Nando (1ª e 2ª fases)
Henrique Schafer como Viriato (1ª e 2ª fases)
Simone Soares como Mafalda (1ª e 2ª fases)
Guilherme Prates como Felipe (2ª fase)
Vinícius Mazzola como Felipe (1ª fase)
Karize Brum como Clara (2ª fase)
Luana Marquezine como Clara (1ª fase)
Camilla Camargo como Ana (2ª fase)
Marley Danckwardt como Marta (1ª e 2ª fases)
Gustavo Arthiddoro como Mauro (2ª fase)
Bruno Ahmed como Fred (2ª fase)
Duda Meneghetti como Rafaela (2ª fase)
Pedro Bosnich como Beto (2ª fase)
Ana Carolina Dias como Cláudia
Alfredo Martins como Juiz do julgamento de Felipe
Bella Piero como Marcinha
Bernardo Dugin como Lucas
Bernardo Felinto como Fiscal no aeroporto
Beto Nasci como Ricardo (1ª e 2ª fases)
Carla Cristina Cardoso como Ivone (Ivi)

Cássio Pandolfi como Saldanha

As gravações terão início na próxima terça-feira, 8 de setembro.

Em Família” tem estreia prevista para o dia 2 de novembro.

sábado, 29 de agosto de 2020

“Em Família” é o título oficial da próxima novela das 21h


O autor Manoel Carlos, após reunião com o diretor Jayme Monjardim, e a direção e dramaturgia da emissora, bateu o martelo e oficializou o título da próxima novela das 21h do SBT.

Inicialmente batizada de “Fênix”, Maneco optou por alterar o título da obra para “Em Família

“Nossa novela é sobre relações familiares profundas, íntimas... Tudo é feito em família. Jantar em família. Conversa em família. Briga em família. É tudo assim. Então optamos por adaptar o título da nossa obra pra algo que reflete bem o que nós queremos contar”, explica o autor.

Em Família” já está com seu elenco completamente escalado, que será apresentado para a imprensa nesta segunda-feira, 29. A estreia da nova novela das 21h está marcada para o dia 2 de novembro.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Começam as escalações do elenco de “Fênix”


Começaram hoje (20) as escalações do elenco de “Fênix”, próxima novela das 21h do SBT, escrita por Manoel Carlos.

O autor entregou nas mãos do diretor Jayme Monjardim a realização de testes, com algumas recomendações para determinados atores que ele deseja atuando em sua anunciada “última novela” no SBT.

O elenco já conta com nomes como Herson Capri, Leonardo Medeiros, Reynaldo Gianecchini, Vanessa Gerbelli, Vivianne Pasmanter, Betty Gofman, Juliana Araripe, Camila Raffanti, Gabriela Carneiro da Cunha, Giovanna Antonelli, Helena Ranaldi, Ana Beatriz Nogueira, Angela Vieira, Natália do Vale e Paulo José.

As gravações terão início no dia 8 de setembro.

Fênix” tem estreia prevista para o dia 2 de novembro.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Manoel Carlos começa o processo de escrita para “Fênix”


Após atrasos na pré-produção de “Fênix”, próxima novela das 21h do SBT, o autor Manoel Carlos deu início hoje (13) ao processo de escrita dos capítulos da trama.

“Os atrasos foram por questão de saúde, por desencontros na escalação da equipe, mas agora está tudo certo e se encaminhando para fazermos uma grande última novela”, anunciou o autor.

Os primeiros nomes que compõem o elenco devem ser anunciados nos próximos dias por Maneco, em base de seus convites pessoais.

As escalações do elenco começam na próxima segunda-feira, 20 de julho, e as gravações estão marcadas para iniciar no dia 8 de setembro.

Fênix” tem direção artística de Jayme Monjardim. A estreia está prevista para o dia 2 de novembro.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

SBT anuncia equipe de produção de “Fênix”


Fênix”, próxima novela das 21h do SBT, teve os nomes que compõem sua principal equipe de produção anunciados hoje pela direção de dramaturgia da emissora.

Autoria: Manoel Carlos.

Colaboração: Ângela Chaves, Juliana Peres, Maria Carolina, Mariana Torres, Marcelo Saback, Álvaro Ramos e Guilherme Vasconcellos.

Direção: Adriano Melo, João Boltshauser, Luciano Sabino, Teresa Lampreia e Thiago Teitelroit.

Direção-geral: Jayme Monjardim e Leonardo Nogueira, este recém-saído de “Sol Nascente” (2019).

Direção artística: Jayme Monjardim, retomando a parceira já estabelecida com o autor em “Páginas da Vida” (2013) e “Viver a Vida” (2016).

Fênix” tem estreia prevista para Novembro.

terça-feira, 23 de junho de 2020

“Fênix” é o título provisório da próxima novela das 21h


O autor Manoel Carlos divulgou hoje o título provisório de produção para a próxima novela das 21h do SBT.

“Na cidade de Esperança e nos corredores da casa de Goiânia, cresceu o amor entre os dois jovens. Uma paixão selada por um pacto de sangue e por um símbolo – um medalhão de Fênix - de um amor que sempre renasce, não importam o tempo ou os obstáculos que a vida coloque em seus caminhos. O título da novela será ‘Fénix’, por este motivo”, explica Manoel.

Fênix” tem estreia prevista para outubro.

sábado, 13 de junho de 2020

Manoel Carlos entrega sinopse da próxima novela das 21h


Responsável pela próxima novela das 21h do SBT, o autor Manoel Carlos entregou hoje a sinopse do novo folhetim para a emissora.

“Duas vidas unidas pelo amor e pela família, mas também por ciúme, culpa e inveja”, anuncia o argumento do roteirista.

“A nova novela gira em torno da história de dois primos. Com três fases, indo dos anos 1980 até 2014, começa em Goiás e se desenrola vinte anos depois no Leblon, bairro da zona sul do Rio de Janeiro, passando por Viena, na Áustria. A paixão entre os primos começa na infância entre as cachoeiras da fictícia cidade de Esperança e pelos corredores da casa de seus pais”, comenta Manoel Carlos.

Como anunciado anteriormente, esta será a última novela do veterano autor na emissora. Manoel Carlos já escreveu 11 telenovelas para o SBT desde 1981.

A estreia do novo folhetim das 21h está marcada para outubro.