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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

SBT define nova novela de Daniel Ortiz para a faixa das 19h


Daniel Ortiz voltará à faixa das 19h do SBT em abril de 2027 com uma nova comédia familiar. A história parte da reunião inesperada de cinco irmãos que foram separados durante a infância e, já adultos, se veem obrigados a dividir novamente a mesma rotina por uma determinação deixada pela avó.
 
Contratado pelo SBT em 2016, Ortiz construiu uma trajetória marcada pela versatilidade e pela experiência internacional antes de se dedicar à televisão. Na emissora, colaborou com Sílvio de Abreu em “Passione” (2010) e na releitura de “Guerra dos Sexos” (2016), além de supervisionar os textos de “Malhação: Vidas Brasileiras” (2018). Como autor titular, assinou “Alto Astral” (2018), “Haja Coração” (2020) e “Salve-se Quem Puder” (2024), trabalhos que reforçaram sua identificação com as histórias de humor, romance e conflitos familiares.
 
O ponto de partida do novo folhetim está no testamento da matriarca, que estabelece uma condição incomum para a manutenção da herança: os cinco herdeiros deverão viver e trabalhar juntos durante um ano. A convivência transforma antigas mágoas e diferenças em fonte de conflitos cotidianos, enquanto a presença de um parente interessado em frustrar o acordo aumenta a tensão em torno do patrimônio.
 
Com o título provisório de “A Vovó Sumiu”, o folhetim acrescenta um componente de mistério à comédia. A avó desaparece depois de um acidente em um cruzeiro e, embora seja dada como morta, não há uma confirmação definitiva sobre o que aconteceu com ela. Sua ausência, portanto, não apenas dá origem ao reencontro dos netos, como também mantém em aberto o paradeiro da personagem que movimenta toda a história.
 
“A morte da avó e o seu desaparecimento são o ponto de partida da história. Os cinco netos, que foram separados durante a infância, voltam a se encontrar por determinação do testamento deixado por ela. A ausência da matriarca passa a movimentar a família e também cria esse mistério em torno do que realmente aconteceu com ela”, explica o autor.
 
A Vovó Sumiu” tem estreia prevista para abril de 2027.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Lícia Manzo estreia às 21h com trama de identidade e troca de vidas


A autora Lícia Manzo fará sua estreia na faixa das 21h do SBT com “Em Seu Lugar”, novela prevista para março de 2027, após “Amor de Mãe”. Primeiro trabalho da autora no horário nobre da emissora, a produção terá como ponto central a história de dois irmãos gêmeos separados ainda bebês e que crescem sem saber da existência um do outro, até que uma tragédia transforma definitivamente a vida de um deles.
 
Aos dezoito anos, os dois descobrem que foram separados ainda bebês e iniciam uma busca para conhecer o familiar que nunca souberam ter. O encontro, no entanto, só acontece dez anos depois e termina de forma trágica, quando um deles é morto ao tentar proteger o outro de uma dívida com traficantes. Sozinho, o sobrevivente decide assumir a vida deixada pelo irmão, passando a conviver com pessoas que fizeram parte de sua história e sustentando uma farsa que pode ser descoberta a qualquer momento.
 
“‘Em Seu Lugar’ está diretamente ligado à principal virada da trama: depois da morte do irmão, o protagonista assume sua identidade e passa a viver em seu lugar. Como os dois são fisicamente idênticos, ele consegue ocupar a posição que o irmão deixou. Mas essa troca também representa a tentativa de viver a existência que o irmão não pôde continuar vivendo, experimentando seus relacionamentos, sua família e as consequências de suas escolhas enquanto esconde quem realmente é”, explica Lícia Manzo.
 
Contratada pelo SBT em 1995, Manzo iniciou sua trajetória como roteirista e passou por programas de humor antes de se dedicar à dramaturgia. Entre seus trabalhos como colaboradora estão “Sai de Baixo” (1996), “A Diarista” (2004), “Malhação” (2004) e “Três Irmãs” (2013). Como autora titular, estreou com “A Vida da Gente” (2014) e posteriormente escreveu “Sete Vidas” (2018), ambas na faixa das 18h, construindo uma obra especialmente voltada para relações familiares, afetos, identidade e as transformações provocadas por acontecimentos que alteram o curso da vida.
 
A chegada ao horário nobre representa, portanto, um novo momento na trajetória da autora, que leva para a faixa das 21h uma história construída em torno de identidade, pertencimento e dos vínculos que permanecem mesmo diante de perdas e rupturas.
 
Em Seu Lugar” tem estreia prevista para março de 2027.

segunda-feira, 26 de junho de 2023

Rosane Svartman e Paulo Halm retornam à faixa das sete em 2024


Depois do sucesso de “Totalmente Demais”, exibida pelo SBT em 2020, os criadores da trama Rosane Svartman e Paulo Halm preparam seu retorno para a faixa das 19h, substituindo “Verão 90” no início de 2024.
 
Na sinopse entregue pela dupla à direção de dramaturgia da emissora, “Doce Deleite” narra a história de duas pessoas unidas pelo destino, e que constroem uma amizade capaz de dar um novo significado à vida de ambos, tendo como elo principal a paixão em comum pela literatura. A convivência entre eles, que vêm de mundos diferentes, e as novas experiências que protagonizam vão afetar a todos que os rodeiam.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Autores de “Novo Mundo” escrevem continuação da trama para a faixa das seis


O SBT vai promover um fenômeno raro na faixa das 18h em 2023. A emissora deu aval para os autores para a produção de uma continuação de “Novo Mundo”, trama histórica que fez sucesso na faixa em 2020. Escrita por Thereza Falcão e Alessandro Marson, ambos os roteiristas serão responsáveis pela nova obra.
 
De acordo com a sinopse entregue pelos autores, o próximo folhetim começará em 1856, um pouco mais de 30 anos após a independência do Brasil, e será sobre conquistas, batalhas, vitórias, derrotas, escolhas e sacrifícios, ambientada no Rio de Janeiro, e que se desenvolve num Brasil jovem, que ainda busca sua identidade. A novela abordará momentos importantes da vida do Imperador Dom Pedro II, a Imperatriz Thereza Cristina, e Luísa, a Condessa de Barral, ao longo dos anos, e traz uma história de amor e esperança, com elementos históricos, que remetem aos dias atuais.
 
A estreia está prevista para julho.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari preparam novela para a faixa das nove


O SBT já tem definido quem estará à frente da sua principal faixa de novelas até o início de 2024. Depois de Benedito Ruy Barbosa e Bruno Luperi com “Velho Chico”, entram Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari.
 
Contratada pelo SBT desde 1985, Maria Adelaide tem nove novelas em sua carreira como roteirista, sendo três como autora-titular. “Anjo Mau” (2000) e “Ti Ti Ti” (2015) foram remakes de obras escritas pelo renomado Cassiano Gabus Mendes, com quem ela trabalhou duas vezes. Em 2017, ao lado de Vincent Villari, escreveu sua primeira trama original: “Sangue Bom”, na faixa das 19h. Todos os seus trabalhos foram considerados sucessos pela emissora.
 
Para a primeira novela exibida na faixa das 21h, Maria Adelaide e Vincent Villari apostam no amor, sentimento que extrapola as definições verbais, e uma palavra de múltiplos significados. Mas a essência e a força deste sentimento é uma lei definitiva que movimenta a humanidade. “É este o sentimento que determina e define o tom e a essência da nossa história”, conceitua ela na sinopse aprovada pela emissora na última semana.
 
A estreia está prevista para agosto de 2023.

Izabel de Oliveira e Paula Amaral irão escrever próxima novela das sete


Em comunicado enviado à imprensa, o SBT confirmou que a próxima novela das sete, substituta de “O Tempo Não Para”, será escrita pela dupla Izabel de Oliveira e Paula Amaral. A estreia está prevista para julho de 2023.
 
Izabel de Oliveira faz parte do grupo de roteiristas da emissora desde 2002. Como autora titular, escreveu “Cheias de Charme” (2016) e “Geração Brasil” (2018), para a faixa das 19h.
 
Paula Amaral chegou à emissora em 2015. No ano seguinte, integrou a equipe de colaboração de “Cheias de Charme”, sendo este seu primeiro contato com novelas – e onde nasceu sua amizade com Izabel. Também colaborou em “Geração Brasil”, e atualmente exerce a mesma função em “A Regra do Jogo”, exibida na faixa das 21h.
 
A cultura efervescente da época, os acontecimentos sociais e políticos, a música e a moda dos anos 1990 estarão presentes na comédia romântica, solar e musical que as autoras prometem entregar no próximo ano. A trama contará a trajetória de três ex-astros mirins e suas mães batalhadoras, cada uma a seu modo. Os anos de fama e reconhecimento das crianças ficam no passado e o destino resolve entrar em ação quando os caminhos do trio voltam a se cruzar nos anos 90.

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Angela Chaves prepara adaptação para a faixa das 18h em 2023


A roteirista Angela Chaves está preparando uma nova novela para o SBT, a ser exibida na faixa das 18h a partir do primeiro bimestre de 2023.
 
Contratada pelo SBT em 2009, Chaves teve seu primeiro contato com telenovelas logo no ano seguinte, ao colaborar no texto de “Celebridade” (2010), de Gilberto Braga, na faixa das 21h30. Dois anos depois, foi escalada como colaboradora de Manoel Carlos para “Páginas da Vida” (2013), também às 21h. A parceria funcionou tão bem que a autora foi convidada por Maneco para colaborar em “Viver a Vida” (2016) e, posteriormente, “Em Família” (2020).
 
Em 2021, Angela Chaves firmou parceria com Alessandra Poggi e escreveu “Os Dias Eram Assim”, trama que trouxe contraste político e social desolador, promovido pela Ditadura Militar, através dos olhos de Alice (Sophie Charlotte) e Renato (Renato Góes), que iniciam uma história de amor passando por diversos eventos históricos até as Diretas Já.
 
Para sua primeira novela como única titular, Angela adianta: “Será uma adaptação de um livro clássico da nossa literatura, encomendada especialmente pelo Sílvio de Abreu, nosso diretor de dramaturgia”.

quarta-feira, 29 de junho de 2022

João Emanuel Carneiro dá detalhes sobre “A Regra do Jogo”


Normalmente a ideia de uma nova novela nasce quando João Emanuel Carneiro está em plena produção de outra obra, que ainda está no ar. Para ele, a medida da qualidade de seu trabalho começa por si mesmo. Ele precisa gostar do que está fazendo. Caso contrário, será difícil agradar o público. João é fã do gênero policial e essa novela traz isso em sua essência.
 
A Regra do Jogo” é a sua terceira novela no horário das nove. A primeira foi “A Favorita” (2015), que antecedeu o fenômeno “Avenida Brasil” (2019), vendida para mais de 130 países e vencedora de diversos prêmios como os de televisão dos veículos Extra, Quem e Contigo!, além de do prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e tantos outros. “Avenida Brasil” foi também o primeiro encontro com a diretora Amora Mautner.
 
João escreveu duas tramas das sete: “Da Cor do Pecado” (2008) e “Cobras e Lagartos” (2010). Foi o autor da série “A Cura” (2010) e supervisionou outras obras de dramaturgia. O trabalho no SBT começou em 2006, como colaborador de “Desejos de Mulher”.
 
Ele é dono de uma carreira premiada e consistente no cinema, como roteirista de obras autorais ou adaptações. São dele os roteiros de “Central do Brasil” (1998), “Orfeu” (1999), “A Partilha” (2001), “Deus é Brasileiro” (2003), “Cristina quer Casar” (2003), “A Dona da História” (2004) e “Redentor” (2004). João Emanuel também já atuou como diretor de dois filmes: “Zero a Zero” (1991) e “Pão de Açúcar” (1994).
 
De onde veio a sua inspiração para escrever essa história? Você acredita que exista o bem e o mal?
“Sim, acredito. Mas ‘A Regra do Jogo’ nasceu de um personagem, do Romero Rômulo. A ideia de fazer esse homem veio da minha mãe, que sempre disse que eu precisava escrever a história de um santo. Ela era muito católica. A minha mãe morreu faz pouco tempo e eu pensei em realizar esse seu desejo. Fiz um santo, mas um santo torto. Afinal, ele é alguém que gosta da ideia de ser bom.”
 
Esta novela se divide entre o asfalto e o Morro da Macaca. A explicação para essa comunidade é de um lugar que não existe, um lugar idealizado. O que isso quer dizer?
“A ideia que eu tive há muito tempo foi fazer deste morro uma brincadeira, uma licença poética de ser uma ficção científica... Um morro que deu certo na zona sul do Rio de Janeiro. Os personagens mais emblemáticos desta história são Rui e Tina, interpretados por Bruno Mazzeo e Monique Alfradique. São dois personagens de classe média, que moram na zona sul e se apaixonam pela ideia de viver ‘la vida loca’. Não ter carro e não pagar IPTU, IPVA. É a aventura de classe média na favela. É essa a ideia central que eu quero mostrar. Aqui, as pessoas estão indo para o morro, o morro ideal. É uma comunidade que está se transformando. É um pouco esse espelho desta ‘nação em transe’. Eu vejo que as classes sociais, aqui no Rio, estão se amalgamando, estão trocando de lugar. A diferença entre a classe média e o habitante da comunidade já não é mais tão avassaladora. Há uma troca muito maior hoje em dia. E nesse morro que eu criei é possível encontrar vários personagens, cada um vivendo a sua vida. Eu não tenho nenhum compromisso sociológico. É dramaturgia.”
 
Você já visitou o Morro da Macaca erguido no estúdio MG4? O que você achou?
“Sim! Estou maravilhado. É um choque ver o que você imaginou na sua cabeça existindo de verdade. Alguns cenários são exatamente como eu imaginava.”
 
Além dos cenários, os personagens também povoam a sua imaginação. Como está sendo o casamento entre esses personagens e o elenco escalado?
“Temos um ‘dream team’. Não escrevo exatamente pensando nos atores. Eu preciso de um tempo para entender quem vai vestir aqueles personagens. O teste que eu e Amora fazemos é muito bom para isso. Eu acho que muitas vezes o que se faz é teste com o elenco no ar. Mas não foi o que aconteceu aqui. Houve um processo antes da novela começar a gravar, ficamos um tempo discutindo o elenco, vendo os atores...”
 
Você costuma costurar suas tramas com humor. Isso se repetirá? Afinal, ‘A Regra do Jogo’ tem uma pegada de romance policial.
“Eu sou fã deste gênero, do romance policial. Mas tem de tudo na novela e o humor está sim, muito presente. Adisabeba, vivida por Susana Vieira, é uma personagem muito importante. É emblemática na história porque é a cara do morro, ela é a dona do morro. Ela faz a ligação entre o cômico e o dramático da novela. Ela joga nas 11. É carismática, uma vencedora. Empreendedora e politicamente incorreta. No asfalto, com a família do Feliciano, faço uma crônica de um Rio de Janeiro onde todo mundo quer ser famoso, quer fazer tudo, menos trabalhar.”
 
O que você pode adiantar sobre a trilha sonora?
“É uma mistura com Zeca Pagodinho, Paulinho da Viola, Elvis Presley, Fafá de Belém, Do Passinho, Ana Carolina...”
 
Como é sua parceria com a Amora Mautner. Em Avenida Brasil, o resultado foi muito bem-sucedido. Por quê?
“A Amora tem uma leitura perfeita do meu texto. Nós falamos a mesma língua artisticamente e enxergamos a mesma coisa. Isso facilita muito. E isso se refere também à coloquialidade das cenas, uma sujeira bem-vinda dos atores. Há uma verdade. A gente já se entendeu em ‘Avenida Brasil’ e está repetindo aqui. Acho também que o ritmo que ela dá para as cenas é o ritmo que eu imagino. Para mim é muito importante que a cena tenha fluidez. Eu não gosto de cena lenta, quando o personagem fala muito devagar. Só em determinados casos, em raríssimos casos.”
 
A Regra do Jogo” estreia nesta segunda-feira (4) às 21h30.

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Daniel Adjafre fala sobre “Deus Salve o Rei”, nova novela das sete


Quando começou a trabalhar, Daniel Adjafre não tinha ideia de que seria autor. Formado em computação, já havia cursado também Engenharia Mecânica, nada comparado a qualquer disciplina que lembrasse a área de humanas.  O interesse por cinema, teatro e televisão, no entanto, sempre existiu. “Mas não tinha ideia que seguiria como profissão”, lembra ele, que começou fazendo um curso com aulas de dramaturgia em Fortaleza, capitaneado por Maurice Capovilla e Orlando Sena, que vinham da Escola de Cinema de Cuba.
 
Logo em seguida, Daniel participou de um concurso do SBT para roteiro de humor. Foi no ano de 2000 que começou a trabalhar oficialmente na área, na redação do programa “Zorra Total”. O projeto “Casos e Acasos” veio um tempo depois e durou duas temporadas, seguido por “S.O.S Emergência”, em 2007, com direção de Mauro Mendonça Filho.
 
A entrada nas novelas aconteceu em 2014 com um convite da autora Lícia Manzo para colaboração na novela “A Vida da Gente”. Depois, fez “Sete Vidas” (2018) com a autora. De lá para cá, Daniel ainda assinou a homenagem à “Escolinha do Professor Raimundo”, com Péricles Barros, colaborou com “Cidade dos Homens” e, ao mesmo tempo, esteve à frente de “A Cara do Pai” com o diretor Fabrício Mamberti. “Deus Salve o Rei” é a primeira novela que assina como titular.
 
Como você define a trama?
“É uma novela que trata das escolhas que as pessoas fazem. É uma trama medieval que tem como ponto de partida dois príncipes que não querem o trono. É uma história que tem já, na essência, um elemento muito dramático e muito cômico: são dois irmãos, um com medo de ser rei e outro abdicando ao trono por amor a uma plebeia. O Afonso abre mão do destino que estava determinado para ele, uma escolha difícil, para tentar um outro caminho, o que tem inúmeras consequências na vida dele e de seu reino. Muitas surpresas e reviravoltas estão previstas a partir disso ao longo da trama. Em alguns momentos, a predestinação à coroa volta a pesar, não simplesmente pelo fato de ter nascido primogênito numa família de nobres. É um drama com muitos elementos de comédia, que trabalham de forma harmoniosa.”
 
Qual a principal mensagem da novela, na sua opinião?
“A principal mensagem é uma pergunta: as escolhas que nós fazemos ao longo da nossa vida podem realmente influenciar no nosso futuro ou é o destino que vai decidir isso? Acho que essa questão está bem discutida ao longo da novela: as escolhas que a gente faz e as consequências delas.”
 
Sua trajetória como autor inclui diversos programas com humor. Como a comédia será inserida na novela?
“A comédia surge de uma forma mais integrada ao drama, sem que tenhamos um ‘rompimento’ muito forte na transição de um gênero para outro. E o que se destaca é o humor de situação. Os personagens cômicos também têm problemas reais, conflitos, dúvidas. Isso dá uma maior credibilidade a esses personagens, mais empatia.”
 
A novela, apesar de ser de época, traz elementos contemporâneos?
“Não é o foco, mas fazemos uma brincadeira com códigos contemporâneos com o objetivo de conseguir uma comunicação mais rápida e efetiva com o público. É importante que o telespectador consiga se colocar no lugar daqueles personagens, sejam reis, rainhas, princesas ou plebeus. No entanto, essas questões são tratadas de forma mais genérica, sem fazer menção a um momento específico de um país ou de uma época.”
 
A novela terá muitas participações, isso é intencional?
“Sim. Temos um elenco enxuto, mas com muitas participações. Com isso, é natural que várias histórias aconteçam a todo instante e sempre com relação com os personagens centrais. Isso movimenta a trama de uma forma diferente, na minha opinião.”
 
Por conta dos recursos tecnológicos, tem alguma cena que você desistiu de escrever por achar que não seria viável?
“Até agora tudo o que imaginei está ainda melhor (risos). Lógico que a gente sabe que existem limitações de tempo, porque muitas coisas demandam computação gráfica, mas até agora foi tudo muito tranquilo, inclusive uma batalha entre os reinos, que tem uma demanda maior de efeitos e esforço da equipe.”
 
Deus Salve o Rei” estreia nesta segunda-feira (27), a partir das 19h30.

segunda-feira, 13 de junho de 2022

Benedito Ruy Barbosa retorna à faixa das 21h após 13 anos


Considerado um dos maiores novelistas da história da teledramaturgia brasileira, Benedito Ruy Barbosa irá escrever uma nova trama para a faixa das 21h do SBT. Aos 91 anos, ele escalou o neto, Bruno Luperi, para parceria e assim se responsabilizar pela substituta de “A Regra do Jogo” a partir de janeiro de 2023.
 
Barbosa é autor de grandes sucessos na emissora, como “Renascer” (1999), “O Rei do Gado” (2003) e “Terra Nostra” (2006). Sua última novela no horário mais nobre foi “Esperança” (2009), da qual teve que se afastar na reta final por conta de problemas de saúde.
 
Sua última novela no ar, no entanto, foi “Meu Pedacinho de Chão” (2017) na faixa das 18h, sendo esta uma releitura da primeira obra lançada neste horário em 1977, também de autoria de Barbosa.
 
Já Bruno Luperi irá atuar pela primeira vez no texto de uma novela.
 
Na trama, o autor promete mostrar a disputa por terras e poder entre duas famílias, em um conflito que se estende e se entrelaça à trajetória de luta pelo renascimento do Rio São Francisco.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Mário Teixeira escreverá novela às 19h em 2023


O autor Mário Teixeira já prepara o seu retorno à faixa das 19h30 do SBT. Ele irá escrever a novela substituta de “Deus Salve o Rei”, com estreia prevista para janeiro de 2023.
 
Será a primeira vez que Teixeira desenvolve uma novela para a emissora inteiramente como único autor titular. Em 2003, escreveu “O Cravo e a Rosa” em parceria com Walcyr Carrasco. Em 2019, lançou “I Love Paraisópolis” com Alcides Nogueira. Em 2020, escreveu os capítulos de “Liberdade, Liberdade”, mas assumiu a trama após afastamento da titular.
 
No argumento entregue pelo autor, o novo folhetim deve acompanhar a história de uma família que fica 100 anos congelados após o naufrágio de um navio. Eles despertam em São Paulo dos dias atuais e precisam lidar com os choques temporais e culturais diante da sociedade contemporânea.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

“Quem matou...?” será introduzido por autores na reta final de “Babilônia”


Os autores Gilberto BragaRicardo Linhares e João Ximenes Braga prometem agitar as últimas semanas de “Babilônia”. Segundo Linhares, o folhetim irá introduzir o recurso narrativo “quem matou...?”, para envolver o público e causar murmurinho pelo país.
 
“Nós ainda não iremos revelar quem vai morrer, para deixar as pessoas um pouco mais curiosas. O assassinato ocorre no capítulo 130, que estamos escrevendo hoje. E vai acontecer dentro da boate do Guto, personagem do Bruno Gissoni. Adiantamos, apenas, que a lista de suspeitos é muito grande e aí a novela irá aderir a uma trama policial nos 13 capítulos finais”, diz.
 
Esta será a quarta novela consecutiva de Gilberto Braga a introduzir o notório “quem matou...?”. Em 2010, lançou “quem matou Lineu Vasconcellos?” na novela “Celebridade”, revelando no desfecho que a assassina era a grande vilã, Laura (Claudia Abreu). Em “Paraíso Tropical” (2014), a vilã Taís (Alessandra Negrini) foi assassinada 25 capítulos antes do fim da trama. O assassino também foi o grande vilão, Olavo (Wagner Moura). Já em “Insensato Coração” (2017), Norma (Glória Pires) foi assassinada na última semana de exibição da novela. No último capítulo, o autor revelou que sua assassina era Wanda (Natália do Vale).
 
É também de Gilberto Braga a criação do “quem matou...?” mais famoso do país. Em 1995, o mistério do assassinato da icônica vilã Odete Roitman, de “Vale Tudo”, durou 13 capítulos e movimentou o Brasil de uma forma nunca vista antes.

Não perca. O capítulo 130 de “Babilônia” deve ir ao ar no dia 16 de junho.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Duca Rachid e Thelma Guedes retornam ao horário das 18h em 2022


Cinco anos depois do último projeto, a dupla Thelma Guedes e Duca Rachid irá retornar ao horário das 18h em 2022: elas foram convocadas para escrever a novela substituta de “Espelho da Vida” a partir do segundo semestre.
 
Juntas, Guedes e Rachid já escreveram quatro novelas para o SBT: “O Profeta” (2010), “Cama de Gato” (2013), “Cordel Encantado” (2014) e “Joia Rara” (2017), que venceu o Emmy de Melhor Telenovela em 2018.
 
“Nós vamos contar a história do amor proibido entre dois refugiados sírios que deixam sua terra natal e partem para o Brasil”, adiantou Duca.
 
A estreia está prevista para julho.

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

“Mais um personagem importante vai morrer”, adianta Aguinaldo Silva


O autor Aguinaldo Silva não fez cerimônia e fez uma revelação bombástica para os fãs da novela “Império” em sua rede social do twitter, na noite desta quarta-feira (24/11). Sem rodeio, ele comunicou: “Mais uma personagem importante vai morrer”. Questionado, o autor explicou em seu blog:


“Acabei de terminar um capítulo em que ocorre a morte de um personagem principal da novela. Acabei de comunicar ao intérprete que isso vai acontecer, inclusive. Mas por enquanto, deixo o nome por baixo do pano. Não revelo quem vai, quem faz a pessoa ir, nem nada do tipo. Esperem pra ver. Façam suas apostas!”, disse ele.


Aguinaldo também comentou a expectativa com a escrita dos momentos finais da novela:


“Terminei o 187, ainda faltam 16. Estou começando a sentir aquela ansiedade e aquele medo do que fazer no final da novela. As pontas soltas começam a ser amarradas aos poucos. Já escrevi muitas reviravoltas surpreendentes, que vão deixar as pessoas de cabelo em pé. Personagens que até então poderiam ser vistos como ‘pequenos’, crescem de forma absurda”, concluiu.

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

“Cora vai matar com um tiro à queima roupa!”, revela Aguinaldo Silva


Mais uma bomba está chegando em “Império”. Cora (Marjorie Estiano) fará uma nova vítima na trama de Aguinaldo Silva. Segundo informações do autor, a megera vai matar com um tiro de revólver à queima roupa, dentro de sua própria casa.


“Acontece no capítulo 172, escrevi a cena agora. Ocorrem duas mortes na casa da Cora. Uma delas é responsabilidade direta da vilã, que atira com o revólver. A outra é como um acidente, mas ela comemora mesmo assim, porque já planejava se livrar dessas pessoas de uma forma ou de outra”, diz.


E quem será que vai entrar na mira da vilã?


“Eu não vou contar por agora, porque ainda está muito cedo. Posso dizer é que Cora tem motivo. Ela é fria o suficiente pra puxar o gatilho, é verdade. Mas não é algo como ‘eu preciso matar pra conseguir alguma coisa’. Ela se vê nas últimas, pra fazer isso”.


Ficou ansioso? Vai ter que aguardar mais um pouco! O capítulo 172 de “Império” está previsto para ir ao ar apenas no dia 9 de dezembro!

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Uma década após última novela, Carlos Lombardi retorna ao SBT na faixa das 22h


O SBT definiu na tarde desta segunda-feira o retorno do autor Carlos Lombardi ao casting de roteiristas da emissora. Ele irá escrever uma nova novela para a faixa das 22h a partir de janeiro de 2022. Além disso, será a última novela produzida para este horário e terá uma duração estendida em comparação às obras exibidas anteriormente. O diretor de teledramaturgia Sílvio de Abreu decidiu acabar com o setor, optando por focar inteiramente em novelas para as tradicionais faixas das 18h, 19h e 21h em 2023.
 
Carlos Lombardi fez parte do elenco do SBT de 1985 a 2013, quando seu contrato não foi renovado. Na emissora, escreveu grandes sucessos para o horário das 19h, que o consagrou como novelista, como “Bebê a Bordo” (1993), “Quatro por Quatro” (1999), “Uga-Uga” (2004) e “Kubanacan” (2007). Em 2010, quando Mário Prata foi afastado de “Bang Bang”, Lombardi foi convocado às pressas para assumir a obra, escrevendo 139 dos 173 capítulos originais da trama.
 
A última novela de Carlos Lombardi no SBT foi levada ao ar em 2011. Em “Pé na Jaca”, o advogado hipocondríaco Arthur (Murilo Benício), a modelo Maria (Fernanda Lima), a religiosa Elizabeth (Deborah Secco), a batalhadora Guinevere (Juliana Paes) e o mulherengo personal trainer Lancelotti (Marcos Pasquim) voltam a se encontrar, após 25 anos, na fictícia cidade de Deus me Livre, no interior de São Paulo. Dispostos a consertar erros cometidos no passado e recomeçar suas vidas, eles acabam resgatando antigos amores. A partir do reencontro dos cinco amigos de infância, a trama mostra uma desenfreada caça à fortuna, temperada por divertidas confusões amorosas. Foi a única novela do autor que ganhou reprise na sessão “Vale a Pena Ver de Novo”, em 2015.
 
Para a nova trama, Lombardi adianta: “A história da novela se passa no final dos anos 1970, uma época que marcou a história do Rio de Janeiro, principalmente no que se refere à criminalidade no Brasil. O consumo de drogas se alastra pela sociedade brasileira alterando a estrutura de poder entre os criminosos. Se anteriormente os morros eram controlados por chefes do jogo do bicho, foi no final da década de 1970 que o poder começou a passar para as mãos de traficantes. É um melodrama de ação, com pitadas de humor”.

Elizabeth Jhin retorna à faixa das 18h em 2022


Já está tudo certo para o retorno de Elizabeth Jhin à faixa das 18h do SBT. A autora teve seu argumento aprovado por Sílvio de Abreu, diretor de teledramaturgia da emissora, e estreará sua nova obra em janeiro de 2022.
 
Jhin é roteirista de grandes sucessos e já possui cinco obras em seu currículo como autora titular, sendo três usando a doutrina espírita como base. Sua última trama no ar, “Além do Tempo” (2018), apostou em uma estrutura nunca antes abordada na história da emissora. O folhetim contou a história de amor entre Lívia (Alinne Moraes) e Felipe (Rafael Cardoso). Dividida em duas fases, a trama mostra o encontro do casal no século XIX. Ele é de uma família nobre e está de casamento marcado com Melissa (Paolla Oliveira). Lívia é de origem humilde e vive no convento por imposição da mãe, Emília (Ana Beatriz Nogueira). Os dois jovens se conhecem em Campobello – cidade fictícia localizada no sul do país –, iniciam um relacionamento conturbado e têm um fim trágico. Cerca de 150 anos depois, acontece um novo encontro entre Lívia, Felipe e as pessoas que conviveram com eles no passado. Todos têm a chance de consertar os erros cometidos na outra vida. Alguns seguem um novo caminho; outros, não.
 
“Nossa abordagem sobre espiritismo dessa vez será um pouco diferente e com mais liberdade criativa. Em ‘Além do Tempo’, nós dividimos a novela em duas para contar duas vidas dos mesmos personagens. Desta vez nós não iremos dividir. Quando chega em uma cidade nova, a nossa protagonista sente que já viveu algo e parece estar passando pela mesma situação novamente. Ela vive uma experiência de viagem no tempo, em que vai se deparar com uma de suas vidas passadas”, anunciou Jhin.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Com o fim de “Em Família”, Manoel Carlos se despede das novelas


Amanhã, com o fim de “Em Família”, Manoel Carlos põe um ponto final na sua trajetória de Helenas. Aos 88 anos, sendo 67 deles dedicados à carreira, o autor faz um balanço de sua última trama das nove nesta entrevista e se despede das novelas sem arrependimentos.
 
Como foi escrever o último capítulo de sua última novela?
“Eu me despeço bem, certo de que fiz um bom trabalho, honesto comigo mesmo, na mesma linha de tudo que escrevi nesses anos todos. Claro que nem todos com o mesmo acerto, mas trabalho algum jamais me envergonhou e me fez arrependido. Assino embaixo de tudo o que fiz.”
 
Você tem o costume de delegar pouco para os colaboradores. Essa rotina se manteve nesta trama?
“É verdade. Desta vez, porém, deleguei mais do que sempre fiz. Alguns problemas de saúde, principalmente os decorrentes das longas horas sentado, me levaram a precisar mais deles. E foi uma felicidade para mim e para a novela, já que todos se saíram bem.”
 
Acha que poderia ter desenvolvido melhor algum personagem?
“Veja bem: com o elenco que eu tive, vou ficar sempre devendo. São todos muito bons e, por melhor que eu fosse, não teria dado a eles tudo que mereceram nesses dez meses de trabalho.”
 
A cena em que Helena, bêbada, seduz Virgílio de calcinha e sutiã foi uma das mais comentadas nas redes sociais naquele dia. Você se surpreendeu com a repercussão? Acha que demorou a apresentar essa faceta mais leve da personagem?
“Não me surpreendi, porque Julia Lemmertz é uma grande atriz e tudo que fizer vai fazer muito bem. Se não fiz antes, foi porque muitas cenas nascem no decorrer do trabalho. Nem tudo é planejado. Quando entrego uma sinopse, estou entregando menos de 50% do que acabo fazendo. Vou cortando aqui, acrescentando ali. Com ela, fiz quando o momento me surgiu.”
 
Você é um autor conhecido por criar personagens femininas fortes. Nas tramas anteriores, a sensação era de que os personagens masculinos ocupavam um papel de escada. Mas na novela “Em Família” isso não aconteceu. A que se deve essa mudança?
“É verdade. Sempre escrevi para atrizes mais do que para atores. Amo todas elas. Sempre achei que não há profissão alguma melhor para uma mulher do que a de atriz. Algumas vezes escrevi personagens masculinos fortes, mas reconheço que quase sempre eles vieram a reboque dos femininos. Nesta novela consegui trafegar pelos personagens masculinos com mais verdade. Todos tiveram destaque.”
 
Os bastidores de “Em Família” acabaram sendo uma novela à parte. Especulou-se sobre seu afastamento da trama, os problemas causados por Gabriel Braga Nunes, a saída de Jayme Monjardim... O que mais o irritou nessa história?
“Nada me irritou e nada foi verdade. Eu não tive doença grave alguma. Sou um doente crônico de problemas que exigem fisioterapia diária. Isso se deve muito à minha vida sedentária, de ficar sentado diante do computador por dez, 12 horas. Quando paro de fazer novela, minhas sessões de fisioterapia se resumem a duas vezes por semana. Gabriel Braga Nunes sofreu uma campanha negativa. É uma doce figura, educado e sério, que não gosta de se expor, de admiração festiva, de manifestações excessivas de carinho. Isso, evidentemente, irrita muita gente, já que é uma raridade no meio em que vivemos. Quanto ao Jayme, ele nunca saiu. Afastou-se algumas vezes por conta de seu trabalho dividido, já que enquanto dirigia ‘Em Família’, ele também assumiu a novela das 18h.”
 
“Em Família” destacou o romance entre duas mulheres. O público, como sempre, respondeu de maneira distinta (com pessoas elogiando e outras reclamando). Como lidou com essas reações tão opostas?
“Bem, lidar com isso é muito simples. Nenhuma novela escapa de críticas positivas e negativas. Estou mais do que descolado nessa matéria. Tive núcleos e cenas polêmicas em todas elas. Quanto às meninas gays, também é natural. A classe média é conservadora, assim como a imprensa escrita de jornais e revistas.”
 
Qual foi seu maior acerto na novela “Em Família”? E o maior equívoco?
“Ah, acertei e errei muitas vezes, não só nessa, mas em todas as novelas.”
 
Fora Helena, qual personagem você gostaria que tivesse a mesma popularidade de sua eterna protagonista?
“Anita (Mel Lisboa), da minissérie ‘Presença de Anita’.”
 
Qual tema ou história que gostaria de ter desenvolvido nas suas tramas e ainda não conseguiu realizar?
“Nenhum. O que quis fazer, fiz. Talvez não com a mesma intensidade e felicidade, mas fiz. Não mudaria nada. Não porque acho que seja perfeita, mas porque é a novela que eu quis fazer.”
 
Você disse que é sua última novela. É o fim de Helena? Ou ela pode aparecer numa série ou minissérie ?
“Helena vai descansar. Nem novela, nem série, nem minissérie. Não penso em revivê-la.”
 
Então Julia Lemmertz fecha realmente o ciclo das Helenas?
“Tenho certeza que sim. Se a personagem fosse de um seriado, poderia ter vida mais longa. Mas de novela já deu o que tinha de dar. Se você somar todas as presenças da Helena, verá que ela protagonizou mais de mil capítulos de texto. Achei mais justo dar uma saída gloriosa através da Julia Lemmertz, que, como todos sabem, é uma grande atriz e filha da sempre lembrada Lilian Lemmertz, a primeira Helena, de ‘Baila Comigo’.”
 
O ibope da novela não alcançou o desejado. Preocupou-se muito?
“Eu me preocupo sempre. A finalidade de qualquer produto televisivo é dar lucro e a audiência tem um papel fundamental nisso. Mas não existe índice vergonhoso. Deu o que tinha de dar. Dignamente. Fiz a novela que queria e com quem queria.”
 
Ficou satisfeito com o desempenho do elenco?
“O elenco esteve irretocável! Aprofundou-se nos personagens e deu ao público cenas que serão lembradas. Destaco todos, individualmente; e destaco o conjunto harmonioso que conseguimos reunir.”
 
E o que podemos esperar para o último capítulo, na sexta?
“No último capítulo, como no primeiro, terá muita emoção.”
 
O que fará depois de Em Família?
“Viajo para passear, mas, principalmente, para rever meus filhos. A Júlia (Almeida, atriz) está morando em Londres e o Pedro, em Nova York. Não os vejo há mais de seis meses.”
 
Qual mensagem gostaria de deixar para o público que sempre o prestigiou?
“O agradecimento de coração. Fiz o possível para dar às pessoas boas histórias. Se consegui isso algumas vezes, eu me sinto feliz e agradeço.”
 
Não perca o último capítulo de “Em Família” nesta sexta, às 21h15.