segunda-feira, 21 de junho de 2021

Uma década após última novela, Carlos Lombardi retorna ao SBT na faixa das 22h


O SBT definiu na tarde desta segunda-feira o retorno do autor Carlos Lombardi ao casting de roteiristas da emissora. Ele irá escrever uma nova novela para a faixa das 22h a partir de janeiro de 2022. Além disso, será a última novela produzida para este horário e terá uma duração estendida em comparação às obras exibidas anteriormente. O diretor de teledramaturgia Sílvio de Abreu decidiu acabar com o setor, optando por focar inteiramente em novelas para as tradicionais faixas das 18h, 19h e 21h em 2023.
 
Carlos Lombardi fez parte do elenco do SBT de 1985 a 2013, quando seu contrato não foi renovado. Na emissora, escreveu grandes sucessos para o horário das 19h, que o consagrou como novelista, como “Bebê a Bordo” (1993), “Quatro por Quatro” (1999), “Uga-Uga” (2004) e “Kubanacan” (2007). Em 2010, quando Mário Prata foi afastado de “Bang Bang”, Lombardi foi convocado às pressas para assumir a obra, escrevendo 139 dos 173 capítulos originais da trama.
 
A última novela de Carlos Lombardi no SBT foi levada ao ar em 2011. Em “Pé na Jaca”, o advogado hipocondríaco Arthur (Murilo Benício), a modelo Maria (Fernanda Lima), a religiosa Elizabeth (Deborah Secco), a batalhadora Guinevere (Juliana Paes) e o mulherengo personal trainer Lancelotti (Marcos Pasquim) voltam a se encontrar, após 25 anos, na fictícia cidade de Deus me Livre, no interior de São Paulo. Dispostos a consertar erros cometidos no passado e recomeçar suas vidas, eles acabam resgatando antigos amores. A partir do reencontro dos cinco amigos de infância, a trama mostra uma desenfreada caça à fortuna, temperada por divertidas confusões amorosas. Foi a única novela do autor que ganhou reprise na sessão “Vale a Pena Ver de Novo”, em 2015.
 
Para a nova trama, Lombardi adianta: “A história da novela se passa no final dos anos 1970, uma época que marcou a história do Rio de Janeiro, principalmente no que se refere à criminalidade no Brasil. O consumo de drogas se alastra pela sociedade brasileira alterando a estrutura de poder entre os criminosos. Se anteriormente os morros eram controlados por chefes do jogo do bicho, foi no final da década de 1970 que o poder começou a passar para as mãos de traficantes. É um melodrama de ação, com pitadas de humor”.

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