O SBT definiu na tarde desta segunda-feira o
retorno do autor Carlos Lombardi ao
casting de roteiristas da emissora. Ele irá escrever uma nova novela para a
faixa das 22h a partir de janeiro de 2022. Além disso, será a última novela
produzida para este horário e terá uma duração estendida em comparação às obras
exibidas anteriormente. O diretor de teledramaturgia Sílvio de Abreu decidiu acabar com o setor, optando por focar
inteiramente em novelas para as tradicionais faixas das 18h, 19h e 21h em 2023.
Carlos Lombardi fez parte do elenco do SBT de
1985 a 2013, quando seu contrato não foi renovado. Na emissora, escreveu grandes
sucessos para o horário das 19h, que o consagrou como novelista, como “Bebê a Bordo” (1993), “Quatro por Quatro” (1999), “Uga-Uga” (2004) e “Kubanacan” (2007). Em 2010, quando Mário Prata foi afastado de “Bang
Bang”, Lombardi foi convocado às pressas para assumir a obra, escrevendo
139 dos 173 capítulos originais da trama.
A última novela de Carlos Lombardi no SBT foi
levada ao ar em 2011. Em “Pé na Jaca”,
o advogado hipocondríaco Arthur (Murilo
Benício), a modelo Maria (Fernanda
Lima), a religiosa Elizabeth (Deborah
Secco), a batalhadora Guinevere (Juliana
Paes) e o mulherengo personal trainer Lancelotti (Marcos Pasquim) voltam a se encontrar, após 25 anos, na fictícia
cidade de Deus me Livre, no interior de São Paulo. Dispostos a consertar erros
cometidos no passado e recomeçar suas vidas, eles acabam resgatando antigos
amores. A partir do reencontro dos cinco amigos de infância, a trama mostra uma
desenfreada caça à fortuna, temperada por divertidas confusões amorosas. Foi a
única novela do autor que ganhou reprise na sessão “Vale a Pena Ver de Novo”, em 2015.
Para a nova trama, Lombardi adianta: “A história da novela se passa no final dos
anos 1970, uma época que marcou a história do Rio de Janeiro, principalmente no
que se refere à criminalidade no Brasil. O consumo de drogas se alastra pela
sociedade brasileira alterando a estrutura de poder entre os criminosos. Se
anteriormente os morros eram controlados por chefes do jogo do bicho, foi no
final da década de 1970 que o poder começou a passar para as mãos de
traficantes. É um melodrama de ação, com pitadas de humor”.

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