quinta-feira, 6 de julho de 2023

Terminam as gravações de “Éramos Seis”


Durante toda a exibição de “Éramos Seis”, o público sofreu antes, por saber o que estava por vir na difícil trajetória de Lola (Gloria Pires) e sua família, na São Paulo do início do século passado. Odiou Júlio (Antonio Calloni), mas chorou com sua redenção e morte no início dos anos 1930. Também se irritou com Carlos (Danilo Mesquita), que, dentro do que era esperado em sua época, assumiu o papel de homem da casa, intervindo e atrapalhando a vida dos irmãos, ao tentar poupar sua mãe. Mas, igualmente, lamentou sua dolorosa morte que precedeu a Revolução Constitucionalista de 1932.
 
Mesmo em meio a tantas dificuldades, como a morte de entes queridos e a luta para manter a casa e as contas, além da necessidade de cuidar sozinha da sobrevivência e da educação dos filhos, Lola nunca esmoreceu. Foi forte, determinada, batalhadora e seguiu em frente, cuidando dos que mais amava e sempre estiveram ao seu redor.
 
Depois de tantos obstáculos, os fãs torcem e esperam por um final diferente das últimas versões para a matriarca da família Abílio de Lemos. A aproximação com Afonso (Cássio Gabus Mendes) foi um sopro de esperança, mesmo diante de todas as maldades de Shirley (Barbara Reis) e as surpresas que a própria vida se encarregou de apresentar.
 
Com o término das gravações, Gloria Pires ressaltou a importância do convite para Nicette Bruno e Irene Ravache fazerem participações especiais no último capítulo da trama: “Nicette e Irene, além de serem atrizes experientes e mulheres que sempre admirei, também interpretaram Lola nas outras versões da novela. Imaginem a emoção instalada no set, justamente no último dia de gravação. Uma vontade enorme de abraçar e beijar. Eu me senti uma privilegiada por todos esses contornos que tornaram esse encontro ainda mais especial.”
 
A atriz também comentou a expectativa para um final feliz de Lola: “Angela Chaves conduziu essa trama tão conhecida com muita inteligência, relendo passagens que ressignificaram a trajetória de Lola. Não deixou de levá-la pelos caminhos tortuosos, mas com a possibilidade de um novo olhar. Acho que o público vai amar! Eu adorei e me emocionei muito. Estar em ‘Éramos Seis’ superou as minhas melhores expectativas. Lola entrou para minha galeria do coração.”
 
A autora Angela Chaves fez um balanço da trama: “‘Éramos Seis’ é uma novela atemporal, que mostra sua força em mais esta adaptação. É uma história emocionante, que merece ser contada muitas vezes. Espero que o público que não leu o livro tenha curiosidade em ler este belo romance de Maria José Dupret. Nossa base foi o texto da novela de 1994, seguimos por este caminho com todo critério e responsabilidade, mas também tivemos liberdade pra mudar.  A ideia desde a sinopse foi dar um sopro de esperança”.
 
Carlos Araujo comentou a emoção de gravar as cenas finais: “O sentimento que vem com as cenas, a novela fala muito de fraternidade, sempre falou, mas nesse final fala bastante. De valor humano, respeito, generosidade, a troca, o olhar. Vai ser um acolhimento, um conforto. De certa forma, faz uma conexão com o momento que vivemos. Foi uma novela feita com bastante delicadeza. E foi muito prazerosa. Uma comunhão de coisas, um momento especial. E me parece que para todos. Isso foi transbordando para o público. Essa generosidade que fomos colocando no nosso dia a dia, esse companheirismo. Isso transbordou para o vídeo e foi a alma da novela”.
 
Éramos Seis” se despede do público na sexta-feira, 21 de julho.

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