quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Miguel Falabella fala sobre “Negócio da China”

Miguel Falabella é ator, autor, diretor, cineasta e mais um monte de coisas. Atualmente, trabalha na nova novela das 18h, “Negócio da China”, que estreia no dia 2 de janeiro no SBT.

Como é o dia na sua vida para dar conta de tudo isso? Você dorme pouco, não?
“Eu durmo pouco. Mas eu acho que durmo suficiente porque eu nunca me sinto cansado ou improdutivo ao longo do dia. Eu gosto de andar cedo na Lagoa.”

Em “Negócio da China”, nova novela das 18h que estreia no próximo mês, você é o autor. O que pode adiantar da história?
“Essa é a história de um chinês de Macal que rouba um bilhão de euros e foge para uma comunidade lusófona, para Lisboa, e, ao se ver perseguido, joga o pen drive na sacola de uma portuguesa, Saloia, que está vindo visitar os primos que têm uma padaria. É uma grande brincadeira, uma grande intriga internacional. Para isso, tem todos os moldes do folhetim clássico.”

E tem kung fu na novela?
“Sim. Eu sempre gostei de filme de luta. Sou fã de Jack Chan. Eu adoro filme de luta. Acho que o kung fu é, sem duvida alguma, a mais plástica de todas.”

Você tem muita energia. Você sempre foi assim?
“Sempre fui. Acho que fui uma criança hiperativa. Mas eu sempre gostei muito de fazer as coisas. Quando entro num trabalho, entro de uma forma total nesse trabalho. Eu fico preocupado com tudo. Fico preocupado com a roupa que a personagem está usando.”

Foi a sua infância que te deu combustível para seguir essa carreira?
“Uma família muito grande, uma família mediterrânea, uma família com muitas emoções. Eu homenageio meu pai constantemente. Meu pai era o cariocão.”

Como você acha que seria a sua vida num lugar tranquilo, num campo, sem muita coisa para fazer e com essa energia toda?
“Não, não aguento. Até vendi meu sítio. Eu sou urbano. Eu gosto da solidão urbana. Eu gosto de estar na minha varanda. Ali eu vou inventando uma história para aquela pessoa.”

E como vai o trabalho com a novela? Atrasado? Bem adiantado?
“Bem adiantado, eu diria. Mais tarde começo a trabalhar no capítulo 74. Ainda não sei bem com quantos capítulos pretendo terminar. A trama tem um projeto, mas tudo vai depender da audiência. Levo cerca de quatro horas pra escrever, quando estou bem concentrado. Às vezes tiro um tempo pra assistir as gravações, eles já trabalham no capítulo 30. Então tanto o roteiro quanto a gravação estão bem adiantados.”

Muitos projetos ainda virão?

“Se Deus quiser. Até a hora que eu tomar o caminho da roça eu vou estar no serviço... Espero que ‘Negócio da China’ levante a audiência do SBT na faixa das 18h, que sofre uma lastimável crise desde a novela do Walther Negrão. Não que a culpa seja dos autores, é claro. Quando terminar minha novela, quero descansar, quero escrever uma série... E uma nova novela está nos meus planos só de 2015 pra lá. Tudo vai depender do resultado final de ‘Negócio’.”

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