Mais de um século alheios às revoluções
sociais, inovações tecnológicas e conquistas científicas. Mais de dez décadas
sem sequer ter ouvido falar das guerras mundiais, da chegada do homem à lua, da
construção de aviões, do surgimento da internet ou da invenção da penicilina.
São anos de avanços e descobertas que moldaram costumes, hábitos e linguagens
da sociedade contemporânea e que vão gerar um choque imensurável em uma
abastada família do século XIX que desperta no século XXI. Por 132 anos, os
Sabino Machado e seus agregados ficaram congelados, dentro de um bloco de gelo,
enquanto a vida lá fora passava. Agora, vão despertar em uma São Paulo pulsante
e turbulenta e se deparar com a sociedade em pleno 2018.
Estamos em 1886 e a família Sabino Machado,
moradora de São Paulo e detentora de extensas terras para exploração de ouro e
minério e investimentos em telefonia, embarca em um dos mais seguros navios da
época, o Albatroz, a caminho da Europa. Dom Sabino (Edson Celulari),
um fiel súdito da monarquia que sonha com um título da nobreza, planeja a
viagem para conhecer o estaleiro que comprou na Inglaterra. E também manter
longe do falatório da cidade a filha, Marocas (Juliana Paiva),
que havia acabado de recusar um casamento no altar. A viagem tem um desvio de
rota para uma breve visita à Patagônia. É justamente aí que o Albatroz se choca
com um iceberg.
O navio naufraga e devido à baixa temperatura
da água grande parte dos passageiros acaba congelando. No total, são treze
pessoas: a família Sabino Machado, composta por Dom Sabino, Dona Agustina
(Rosi Campos), Marocas e as gêmeas Nico (Raphaela Alvitos)
e Kiki (Nathalia Rodrigues), além dos escravos Damásia (Aline
Dias), Cairu (Cris Vianna), Cesária (Olivia Araujo),
Menelau (David Junior) e Cecílio (Maicon Rodrigues),
o guarda-livros Teófilo (Kiko Mascarenhas), a preceptora Miss
Celine (Maria Eduarda de Carvalho) e o jovem Bento (Bruno
Montaleone), além do cão fox terrier Pirata.
Um imenso bloco de gelo se aproxima da praia do
Guaruja, em São Paulo, 132 anos depois. Samuca (Nicolas Prattes),
empresário engajado em causas sociais, humanista e dono da holding SamVita e da
Fundação Vita, focada em reciclagem, está surfando e é o primeiro a avistar
aquele monumento. O filho de Carmen (Christiane Torloni) e noivo
de Betina (Cleo Pires) fica intrigado com o imenso bloco,
perplexo e fascinado ainda mais pelo rosto sereno e belo de Marocas, emoldurado
pelo gelo translúcido. Uma fissura ameaça partir o bloco e Samuca, no ímpeto de
salvar Marocas, se agarra ao pedaço do iceberg em que ela está. Eles são
puxados pela corrente e chegam à fictícia Ilha Vermelha.
Já os demais congelados são levados para a
Criotec, laboratório especializado em criogenia, que é o estudo de baixas
temperaturas. A chegada do iceberg se torna caso de segurança de estado e gera
curiosidade e comoção nacional. Aos poucos, cada um dos congelados despertará à
sua maneira e terá que enfrentar a realidade contemporânea e as particularidades
das relações humanas no século XXI.
“Apesar da premissa das pessoas
congeladas e da família deslocada no tempo, a novela é realista e engraçada,
acima de tudo. É uma obra contemporânea que trata de assuntos superatuais, além
de confrontar os valores e as relações humanas vigentes em séculos diferentes.
Tudo isso permeado por uma história de amor muito intensa e capaz de romper
barreiras entre dois jovens de épocas distintas”, conceitua Mario
Teixeira. “É um grande desafio e, ao mesmo tempo, muito divertido dar vida a
essa novela. A história terá diversas situações que mostram o choque entre
pessoas de séculos distintos. E, para dar verdade a isso, estamos contando
inclusive com uma preparação de elenco separada para os núcleos ‘congelados’ e ‘contemporâneos’
para que essa surpresa seja original e perceptível ao público”, complementa
Leonardo Nogueira.
As gravações da novela começaram hoje (16) e
parte das sequências que vai retratar o século XIX, que será mostrado apenas no
primeiro capítulo, contará com imagens gravadas em Mangaratiba e Sapucaia,
municípios do Rio de Janeiro, e nos Estúdios MG4. Além disso, as primeiras
cenas já ambientadas no século XXI também foram rodadas nos litorais do Rio de
Janeiro e de São Paulo e ainda vão percorrer as ruas da capital paulista.
“O Tempo Não Para”, próxima novela das
sete, escrita por Mário Teixeira e com direção artística de Leonardo
Nogueira, tem previsão de estreia para 16 de janeiro.

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