Benedito
Ruy Barbosa nasceu em 17 de abril de 1931, no município de
Gália, no interior de São Paulo, e passou a infância na cidade vizinha Vera
Cruz, região de cafezais marcada pela forte presença de imigrantes japoneses e
italianos, experiência que mais tarde influenciaria decisivamente sua visão de
mundo e sua escrita. Filho de Otávio Barbosa, fundador e diretor do jornal “A Voz de
Vera Cruz”, Benedito teve contato precoce com o ambiente
jornalístico e com o debate público, mas viu a estrutura familiar ruir em 1942,
com a morte do pai. Primogênito de cinco irmãos, começou a trabalhar aos doze
anos como auxiliar de guarda-livros na firma comercial Antônio Perez,
contribuindo para o sustento da mãe, Aurora
Medeiros Barbosa, e dos irmãos, ao mesmo tempo em que desenvolvia
habilidades práticas ligadas à contabilidade e à observação do cotidiano
popular.
Sem perspectivas no
interior paulista, mudou-se sozinho para a capital São Paulo, onde conciliou
estudos noturnos com o trabalho diurno no escritório da mesma firma Antônio
Perez. Antes de reunir novamente a família, que passou a viver em um
cortiço no bairro do Bom Retiro, Benedito acumulou diferentes ocupações para
complementar a renda, atuando como vendedor de verduras em feiras livres e
faxineiro em um banco, experiências que ampliaram seu contato direto com
trabalhadores urbanos e realidades marginalizadas. Graças à formação autodidata
em contabilidade, foi contratado pelo Banco de Boston, mas
posteriormente deixou o cargo e retornou à firma Antônio Perez, onde
trabalhou por dois anos em um escritório localizado em Maringá, no Paraná,
ampliando sua vivência fora do eixo paulista.
Em 1954, ingressou
definitivamente no campo da comunicação ao ser aprovado em concurso para
revisor do jornal O Estado de S. Paulo. Sua estreia como repórter
ocorreu na editoria de Esportes do Última Hora, seguindo depois
para a Gazeta Esportiva, além de atuar como redator de publicidade na Radial
Propaganda. Esse trânsito entre jornalismo, publicidade e escrita criativa
foi decisivo para a formação de seu estilo narrativo. Em 1959, a convite de Oduvaldo Viana Filho, escreveu e encenou
no Teatro de Arena a peça “Fogo Frio”, vencedora do prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte
naquele ano. O reconhecimento da peça o levou ao cargo de script-editor na
agência J.W. Thompson, onde passou a supervisionar todas as novelas
patrocinadas pela Colgate-Palmolive. Contratado posteriormente como
autor pela multinacional, escreveu “Somos Todos Irmãos” (1966), adaptação do romance “A Vingança do Judeu”, de J.W. Rochester, exibida pela TV
Tupi, além de trabalhos para a Excelsior e a Record, até ser contratado, em
1977, como assessor especial da TV Cultura.
Ainda em 1977, escreveu
“Meu Pedacinho de Chão”, novela produzida em parceria com o SBT e exibida simultaneamente pelas
duas emissoras, inaugurando o horário das 18h e ambientada na fictícia vila
rural de Santa Fé, dominada pelos desmandos do autoritário Coronel Epaminondas Napoleão, o Coronel Epa (Castro Gonzaga), que governa a região à base do grito e das armas. O equilíbrio local é
abalado com a chegada da professora Juliana (Renée de Vielmond), que assume a escola e passa a enfrentar, direta ou indiretamente, o
poder do coronel, ao mesmo tempo em que se envolve afetivamente com Fernando (Ênio de Carvalho), seu filho,
recém-formado em Agronomia e em constante conflito com o pai, que desejava
vê-lo advogado. Paralelamente, Juliana desperta o amor silencioso e altruísta
de Zelão (Maurício do Valle), peão e capanga de
Epaminondas, que começa a questionar as ordens do patrão ao se sensibilizar com
a professora. O conflito central se intensifica quando Pedro Galvão (Xandó Batista), rival histórico do
coronel, doa parte das terras compradas dele para a construção de uma igreja e
de uma escola, desencadeando uma verdadeira guerra política e pessoal no
vilarejo. À margem dessas disputas, as crianças Pituca (Patrícia Aires), filha do coronel com sua segunda mulher, Helena (Cacilda Lanuza), e Serelepe (Aires Pinto), um menino órfão sem lar, vivem aventuras em um universo próprio,
marcado pela imaginação e pela amizade, vista com desconfiança por Epaminondas,
funcionando como contraponto lírico e simbólico às tensões, violências e
interesses do mundo adulto.
Contratado pelo SBT em 1978, Benedito Ruy
Barbosa estreou como autor da emissora no ano seguinte com “O Feijão e o
Sonho” (1979), adaptação do romance homônimo de Orígenes Lessa que
marcou o início de sua trajetória bem-sucedida no horário das 18h ao propor uma
reflexão sensível sobre o choque entre idealismo e sobrevivência material. A
novela acompanha a trajetória de Juca (Cláudio Cavalcanti), um
poeta obstinado que sonha dedicar-se integralmente à criação literária, em
permanente conflito com a dura realidade econômica e com o pragmatismo da
esposa, Rosinha (Nívea Maria), dona de casa abnegada, exausta
pela luta diária contra a pobreza e pela instabilidade do marido. Ao longo de
quatro fases históricas (de 1925, em Sorocaba, passando pelo Bixiga paulistano,
por Capinzal, em Santa Catarina, e retornando a São Paulo no pós-guerra), a
narrativa acompanha o percurso do casal desde o encontro romântico na juventude
até o desgaste da vida adulta, marcado por dificuldades financeiras, mudanças
constantes, frustrações profissionais de Juca e pelos desafios na criação dos
filhos. O contraste entre sonho e realidade se aprofunda quando Creusa (Lúcia
Alves), irmã de Rosinha, enriquece ao se casar com Gomes (Roberto
Bonfim), homem simples, porém dotado de forte senso comercial,
intensificando o ressentimento de Rosinha diante da pobreza e da “inutilidade
prática” da vocação artística do marido. Pressionado, Juca abandona
progressivamente seus ideais e se submete a trabalhos que despreza, enquanto a
novela observa, com tom melancólico e crítico, o desgaste afetivo provocado
pela miséria e pelas expectativas sociais. O ciclo se fecha de forma simbólica
quando Joãozinho (Sebastian Archer), apesar de todos os esforços
da mãe para afastá-lo desse destino, revela o mesmo impulso poético do pai,
reafirmando o conflito central da obra entre o desejo de criação, a herança
afetiva e as imposições concretas da vida.
Na sequência, escreveu “À Sombra dos
Laranjais” (1980), novela inspirada na peça homônima de Viriato Corrêa e
ambientada em 1947, que acompanha o retorno de Pedro Lemos (Herval
Rossano) à fictícia cidade de Laranjais após quase três décadas afastado.
Advogado criminalista de grande prestígio no Rio de Janeiro, Pedro deixa a
capital em meio a fracassos na vida afetiva e reencontra uma cidade marcada por
disputas políticas entre duas famílias tradicionais: os Lemos, representantes
da situação, liderados pelo prefeito Perácio Lemos (Castro Gonzaga),
irmão de Pedro, e os Caldas, na oposição, comandados pela severa Marta
Caldas (Beatriz Lyra), irmã de Madalena (Aracy Cardoso),
a noiva abandonada que, fiel à promessa de casamento, nunca deixou de
esperá-lo. Alheia às rivalidades políticas, Madalena mantém viva a memória do
amor interrompido, enquanto Pedro retorna trazendo consigo um passado
contraditório, marcado por um casamento, a viuvez e sucessivas promessas feitas
a outras mulheres, além do filho Cláudio (Lauro Góes).
Paralelamente ao embate político e emocional, ganha destaque a figura de Tomé
Caldas (Ary Fontoura), irmão de Madalena e Marta, um artista
sensível e sonhador que rejeitou a carreira política do pai e se refugia no
universo circense, apresentando-se como o palhaço Estopim. A chegada do
Gran Circo Internacional à cidade reacende antigas feridas com o reaparecimento
de Das Graças (Monah Delacy), antiga paixão de Tomé, que o
abandonara no passado. Entre campanhas eleitorais, amores frustrados, promessas
não cumpridas e a atmosfera poética do circo, a novela constrói um retrato
melancólico das tensões entre passado e presente, tradição e desejo, expondo os
conflitos íntimos e coletivos de uma cidade presa às próprias sombras.
Em “Cabocla” (1982), exibida no horário
das 18h e inspirada no romance homônimo de Ribeiro Couto, Benedito Ruy
Barbosa constrói uma narrativa ambientada nos anos 1920 que articula o
melodrama amoroso à crítica da disputa de poder no meio rural. A trama tem
início quando Joaquim (Milton Moraes) recebe o diagnóstico de que
o filho, Luís Jerônimo (Fábio Júnior), sofre de uma grave lesão
no pulmão, o que o leva a deixar o Rio de Janeiro em busca de tratamento no
clima saudável de Vila da Mata, no interior do Espírito Santo, hospedando-se na
fazenda do influente Coronel Boanerges (Cláudio Corrêa e Castro),
amigo da família. É nesse ambiente que Luís conhece a tímida cabocla Zuca
(Glória Pires), afilhada do coronel e noiva do peão Tobias (Roberto
Bonfim), iniciando um romance marcado por fortes obstáculos sociais e
afetivos. O conflito amoroso se intensifica com a chegada da espanhola Pepa
(Arlete Salles), antiga paixão de Luís, que passa a viver na fazenda
vizinha, pertencente ao Coronel Justino (Gilberto Martinho),
rival político de Boanerges. Paralelamente, a novela desenvolve o embate entre
os dois coronéis pelo controle da região, refletindo as práticas coronelistas
da época, enquanto apresenta histórias paralelas que espelham esse antagonismo,
como o amor impossível entre Belinha (Simone Carvalho), filha de
Boanerges, e Neco (Kadu Moliterno), filho de Justino, e a luta da
família de Tobias para reaver terras tomadas pelo adversário político. Ao
reunir conflitos íntimos e coletivos, “Cabocla” articula paixão, poder e
injustiça social, compondo um painel crítico das estruturas políticas e
afetivas que regiam a vida no Brasil rural do início do século XX.
Após uma breve passagem pela TV Bandeirantes,
onde escreveu a novela “Os Imigrantes” (1984), Benedito Ruy Barbosa
retornou ao SBT para desenvolver “Paraíso” (1986), obra que retomou com
força o universo rural e o confronto entre religiosidade popular e
racionalidade. Ambientada em uma pequena cidade do interior, a trama acompanha
a trajetória de Zeca (Kadu Moliterno), estigmatizado desde o
nascimento como o “filho do diabo” em razão da lenda que cerca seu pai, Eleutério
(Cláudio Corrêa e Castro), suposto guardião de um diabinho preso em uma
garrafa, crença alimentada pela morte de sua esposa Nena (Ilka
Bournier) no parto. Adulto, formado no Rio de Janeiro e conhecido como “peão
dotô”, Zeca retorna à fazenda paterna e se apaixona por Maria Rita (Cristina
Mullins), a “Santinha”, jovem criada sob a rígida devoção da mãe Mariana
(Eloísa Mafalda), que a prometera à vida religiosa após atribuir-lhe
supostos milagres na infância. O amor entre os dois se desenvolve em meio às
pressões morais e sociais da comunidade, intensificando-se quando Maria Rita
acredita ter curado Zeca por intervenção divina e decide cumprir a promessa
materna ingressando no convento, gesto que desencadeia novos conflitos ao ser
raptada pelo peão, num enredo que articula fé, superstição, desejo e
resistência às imposições coletivas.
“Voltei pra Você” (1987), ambientada em
São João del-Rei, Minas Gerais, retoma o universo de “Meu Pedacinho de Chão”
(1977) ao acompanhar a trajetória de Liliane Napoleão, a Pituca (Cristina
Mullins), e Pedro das Antas, o Serelepe (Paulo Castelli),
amigos inseparáveis na infância que seguiram caminhos distintos com o passar
dos anos: ela, filha do poderoso e temido Coronel Epaminondas Napoleão (Castro
Gonzaga), viaja para a Europa com a mãe, enquanto ele, de origem
desconhecida e envolto em lendas locais, é enviado para estudar em um colégio
interno na capital. Já adultos, ambos retornam à cidade, e Pedro descobre que
sua família foi assassinada no passado por ordem do Coronel Epa, que se
apropriou ilegalmente das terras que lhe pertenciam, dando início a uma luta
por justiça e reparação, amparado pelo Padre Santo (Percy Aires),
pelos amigos Zelão (Nelson Xavier) e Tuim (Cosme dos
Santos) e pelo advogado Dr. Camargo (Paulo Figueiredo).
Paralelamente ao embate entre memória, poder e restituição de direitos, a
narrativa desenvolve o reencontro amoroso entre Pedro e Liliane, atravessado
pelo peso do passado, e incorpora personagens folclóricos da cidade, como Curió
(Ruy Rezende), orador errante e alcoólatra, e sua esposa Paciência
(Maria Alves), mulher simples que sustenta o lar como doméstica e tem
sua vida transformada ao ganhar uma fortuna na loteria, compondo um retrato
social marcado por desigualdades, afetos interrompidos e acertos de contas com
a história.
Barbosa supervisionou o texto de Alcides
Nogueira em “De Quina pra Lua” (1989), comédia fantástica centrada
em Zezão (Milton Moraes), funcionário exemplar que, após ser
aposentado compulsoriamente, morre logo depois de acertar a quina da loteria. O
prêmio é enterrado com o corpo, desaparece após a exumação e desencadeia uma
caótica busca envolvendo a viúva Angelina (Eva Wilma), os filhos Pedro
(Buza Ferraz), Jésus (Taumaturgo Ferreira), André (Matheus
Carrieri) e Fatinha (Isabela Garcia), além do excêntrico
professor Dante Cagliosto (Agildo Ribeiro), amigo de Zezão que
anotou os números do jogo. Do além, Zezão retorna à Terra com a ajuda do
atrapalhado anjo Cróvis (José Dumont), tentando proteger a
família enquanto enfrenta oportunistas como Silva (Hugo Carvana)
e Bruno Scapelli (Paulo Betti), em uma narrativa que mistura
humor, crítica social e elementos sobrenaturais.
No mesmo ano, Barbosa voltou a assinar novelas
com “Sinhá Moça” (1989), exibida na faixa das 18h, ambientada em
Araruna, no interior paulista de 1886, em pleno embate entre monarquistas e
republicanos às vésperas da abolição da escravidão. A trama acompanha Sinhá
Moça (Lucélia Santos), filha do poderoso e violento Coronel
Ferreira, o Barão de Araruna (Rubens de Falco), e da submissa
Cândida (Elaine Cristina), jovem idealista que retorna da capital
após concluir os estudos e se apaixona pelo médico Rodolfo Fontes (Marcos
Paulo), um republicano abolicionista que se infiltra entre os aliados do
Barão para combater o regime escravocrata. Paralelamente, desenvolve-se o arco
trágico de Rafael (Raymundo de Souza), mestiço alforriado e filho
ilegítimo do Barão com a ex-escravizada Maria das Dores (Dhu Moraes),
que volta à cidade sob a identidade de Dimas para se vingar do pai,
aliando-se ao jornalista abolicionista Augusto (Luís Carlos Arutin)
e despertando o amor de Juliana (Luciana Braga). Entre romances
interditados, conflitos políticos e atos de resistência, como as ações secretas
do Irmão do Quilombo, a novela apresenta um painel dramático da luta
pela liberdade, expondo a violência do sistema escravocrata e o choque entre
tradição, justiça e transformação social.
Um ano depois, Benedito Ruy Barbosa estreou
fora da faixa das 18h com “Pantanal” (1991), exibida às 22h, inaugurando
uma narrativa épica ambientada no Mato Grosso do Sul que acompanha a saga da
família Leôncio desde a chegada de Joventino Leôncio (Cláudio Marzo)
à região, ao lado do filho ainda menino, José Leôncio (Paulo Gorgulho,
na primeira fase), para iniciar a criação de gado. Anos mais tarde, já adulto, Zé
Leôncio (Cláudio Marzo) vê o pai desaparecer misteriosamente no
Pantanal após sair sozinho para caçar bois, episódio que o marca profundamente
e o impulsiona a se tornar um dos maiores criadores da região, alimentando a
esperança de reencontrá-lo. Em uma viagem ao Rio de Janeiro, ele se casa com a
mimada Madeleine Novaes (Ítala Nandi), união que salva a família
dela da ruína financeira, mas que fracassa diante do choque entre a vida urbana
e a rudeza pantaneira, levando Madeleine a fugir com o filho recém-nascido, Jove
(Marcos Winter, na segunda fase). Anos depois, o reencontro entre pai e
filho é atravessado por conflitos de identidade e pertencimento, agravados
quando Jove se apaixona por Juma Marruá (Cristiana Oliveira),
jovem criada de forma selvagem pela mãe, Maria Marruá (Cássia Kiss),
e cercada pela lenda de que se transforma em onça-pintada. A trama se expande
ao incorporar elementos míticos e sociais, como a figura enigmática do Velho
do Rio (Cláudio Marzo), curandeiro associado à sucuri e
possivelmente ao desaparecido Joventino, além da revelação de Zé Lucas de
Nada (Paulo Gorgulho), filho mais velho de Zé Leôncio com a
prostituta Generosa (Kátia D’Angelo), posteriormente reconhecido
como José Lucas Leôncio. Entre disputas de terra, conflitos familiares,
amores interditados e a forte relação entre homem e natureza, “Pantanal”
aborda temas como herança, identidade e transformação, afirmando-se como um
marco estético e narrativo da teledramaturgia brasileira.
Menos de um ano depois, escreveu “Vida Nova”
(1992) para a faixa das 18h, ambientando a trama em São Paulo, em 1945, no
pós-Segunda Guerra, a partir do cotidiano pulsante de um cortiço no bairro do
Bixiga. No centro da história está Lalá (Yoná Magalhães),
ex-prostituta alegre e sensual que ascendeu socialmente ao tornar-se amante de
um senador da República, com quem teve a filha Marialina (Gabriela de
Oliveira), passando a ser admirada pelos homens e alvo da inveja das
mulheres do bairro, além de despertar o amor sincero do sonhador Antônio
Sapateiro (Carlos Zara). Entre os moradores do cortiço, destaca-se
ainda Gema (Nívea Maria), mulher trabalhadora que, julgando-se
viúva, casa-se com o italiano Pietro (Osmar Prado), vivendo uma
relação harmoniosa até a reaparição do primeiro marido, Sebastião, também
chamado Zé Adhemar (Roberto Bonfim). A novela entrelaça outras
histórias de imigração, preconceito e esperança, como o romance proibido entre
o português Manoel Vitor (Lauro Corona) e a judia Ruth (Deborah
Evelyn), sabotado por barreiras religiosas e pelas intrigas de Gracinha
(Iara Jamra), filha do poderoso Coronel Antenor (Mauro
Mendonça); o drama de Francesco (Paulo José), imigrante
italiano que sonha em retornar à terra natal e se vê dividido quando o filho Bruno
(Giuseppe Oristanio) chega ao Brasil; e a trajetória do incansável Antônio
do Mercado (Antônio Petrin), que sacrifica tudo para garantir os
estudos do filho Toninho (Marcos Winter), entrando em conflito ao
vê-lo apaixonado por Marialina. Assim, “Vida Nova” apresenta um mosaico
afetivo e social marcado por choques culturais, reconstruções pessoais e pela
busca de pertencimento em um Brasil urbano em transformação.
Em 1992, Benedito Ruy Barbosa também atuou como
diretor e reformulador dos episódios da série infantil “Sítio do Picapau
Amarelo”, exibida nas manhãs da emissora, revisitando o universo criado por
Monteiro Lobato a partir do cotidiano fantástico vivido no sítio de Dona
Benta (Zilka Salaberry), uma senhora que leva uma vida tranquila no
campo ao lado da cozinheira Tia Nastácia (Jacyra Sampaio) e da
neta Narizinho (Rosana Garcia). Solitária, a menina projeta sua
imaginação na boneca Emília (Dirce Migliaccio), feita de pano por
Tia Nastácia, que ganha voz própria após ingerir a pílula falante criada pelo Doutor
Caramujo (José Luís Rodi), tornando-se a figura mais irreverente
daquele mundo. As aventuras se ampliam quando Narizinho conhece o Príncipe
Escamado (Cacá Silveira), soberano do Reino das Águas Claras, e
passa a conviver com personagens como Dona Carochinha (Zezé Macedo),
responsável pelos contos de fadas. Durante as férias, o primo Pedrinho (Júlio
César) chega da cidade grande e se integra às brincadeiras ao lado do Visconde
de Sabugosa (André Valli), um sabugo de milho criado por Tia
Nastácia que ganha vida e se destaca por sua inteligência e vocação científica.
Nesse espaço onde fantasia e realidade se misturam naturalmente, também
circulam figuras como o Tio Barnabé (Samuel Santos), seus
ajudantes Zé Carneiro (Tonico Pereira), Garnizé (Canarinho)
e João Perfeito (Ivan Senna), além de seres lendários como o Saci
Pererê (Romeu Evaristo) e a temida Cuca (Dorinha Duval),
compondo um universo lúdico em que imaginação, folclore e aprendizado fazem
parte do dia a dia das crianças.
Promovido em 1994, Barbosa passou quatro anos
em preparação até assumir, pela primeira vez, uma novela no horário nobre, o
que resultou em “Renascer” (1999), exibida às 21h e dividida em duas
fases, ambientadas nas roças de cacau de Ilhéus, na Bahia. Na primeira, José
Inocêncio (Leonardo Vieira) chega sozinho à região e finca o facão
aos pés de um jequitibá, selando um pacto simbólico que sustenta a crença de
que teria o corpo fechado para a morte. Valente e obstinado, enriquece como
produtor de cacau e vive um amor absoluto com Maria Santa (Patrícia
França), com quem tem quatro filhos: José Augusto (Marco Ricca),
José Bento (Tarcísio Filho), José Venâncio (Taumaturgo
Ferreira) e João Pedro (Marcos Palmeira), mas a morte da
esposa no parto do caçula provoca uma ruptura definitiva, levando-o a rejeitar
o menino, a quem passa a culpar pela tragédia. Na segunda fase, já como o
poderoso coronel José Inocêncio (Antônio Fagundes), figura
respeitada pelo senso de justiça e pela liderança sobre os trabalhadores, o
conflito central se concentra na relação amarga com João Pedro, criado com
afeto por Deocleciano (Leonardo Brício na primeira fase e Roberto
Bonfim na segunda) e Morena (Regina Dourado). A tensão entre
pai e filho se intensifica com a chegada de Mariana (Adriana Esteves),
neta de Belarmino (José Wilker), antigo inimigo de José
Inocêncio, despertando uma paixão que coloca ambos em rota de colisão.
Paralelamente, a disputa de terras com o vizinho Teodoro (Herson
Capri) amplia os embates familiares e políticos, culminando na decisão de
João Pedro de se casar com Sandra (Luciana Braga), filha do
rival, gesto interpretado pelo pai como afronta direta. Assim, “Renascer”
articula poder, herança, paternidade ferida e destino, sustentando sua força
dramática na relação mítica entre o homem, a terra e a ideia de renascimento
que atravessa toda a narrativa.
Em “O Rei do Gado” (2003), Benedito Ruy
Barbosa constrói uma saga marcada por amor, herança e disputa pela terra ao
acompanhar o romance proibido entre Enrico Mezenga (Leonardo Brício)
e Giovanna Berdinazzi (Letícia Spiller), filhos de duas famílias
de imigrantes italianos rivais, os Mezenga e os Berdinazzi, que vivem em guerra
por uma faixa de terra entre suas fazendas de café no interior paulista dos
anos 1940, conflito liderado pelo obstinado Antônio Mezenga (Antônio
Fagundes) e pelo igualmente passional Giuseppe Berdinazzi (Tarcísio
Meira), marido de Marieta (Eva Wilma). Apesar da oposição
familiar, Enrico e Giovanna se casam e fogem, dando origem, décadas depois, à
segunda fase da trama, ambientada em 1996, quando o filho do casal, Bruno
Berdinazzi Mezenga (Antônio Fagundes), torna-se um dos maiores
pecuaristas do país, conhecido como o “Rei do Gado”. Marcado pelo ódio
herdado entre as famílias e afastado dos parentes maternos, Bruno vive um
casamento fracassado com Leia Mezenga (Sílvia Pfeifer) e enfrenta
conflitos envolvendo seus filhos, Lia (Lavínia Vlasak) e Marcos
(Fábio Assunção), enquanto se apaixona por Luana (Patrícia
Pillar), uma boia-fria sem passado conhecido. Paralelamente, surge a figura
solitária e atormentada de Geremias Berdinazzi (Raul Cortez), tio
de Giovanna, um fazendeiro riquíssimo que rejeita os Mezenga, mas deseja
reparar erros do passado deixando sua fortuna para a sobrinha desaparecida
Marieta, sem saber que Luana é, na verdade, a herdeira legítima. Ao entrelaçar
dramas familiares, romances trágicos e o debate sobre a concentração fundiária
e a luta pela posse da terra, a novela amplia seu alcance para além do
melodrama, refletindo tensões sociais históricas do Brasil rural.
Em “Terra Nostra” (2006), Benedito retornou
ao horário das 21h com uma saga centrada na imigração italiana no fim do século
XIX e início do XX, articulando esse processo histórico ao romance trágico
entre Matteo (Thiago Lacerda) e Giuliana (Ana Paula
Arósio). Em 1894, a jovem deixa a Itália com os pais, Giulio (Gianfrancesco
Guarnieri) e Ana (Bete Mendes), a bordo do navio Andrea I,
que transporta camponeses rumo ao Brasil para substituir a mão de obra
escravizada nas lavouras de café. Durante a travessia, uma epidemia de peste
mata seus pais, lançados ao mar, e aproxima Giuliana de Matteo, por quem se
apaixona. Separados no desembarque em Santos, seguem destinos distintos:
Giuliana é acolhida em São Paulo por Francesco Maglianno (Raul Cortez),
imigrante bem-sucedido e amigo de seu pai, passando a viver sob a influência de
seu filho, Marco Antônio (Marcello Antony), e a hostilidade de Janete
(Ângela Vieira), enquanto Matteo vai trabalhar como colono na fazenda do
coronel Gumercindo Aranha (Antônio Fagundes), casado com Maria
do Socorro (Débora Duarte) e pai de Rosana (Carolina
Kasting) e Angélica (Paloma Duarte). Enredada por convenções
sociais e enganos, Rosana força Matteo a um casamento infeliz, ao passo que
Giuliana, acreditando tê-lo perdido para sempre, casa-se com Marco Antônio e
tem um filho, arrancado de seus braços por Janete na noite do parto. A partir
dessas trajetórias cruzadas, a novela acompanha desencontros, ascensões e
quedas pessoais, discutindo o choque cultural, as relações de poder no Brasil
cafeeiro e o impacto humano da imigração na formação da sociedade brasileira.
Benedito Ruy Barbosa é um dos principais
responsáveis pela abordagem de temas ligados ao meio rural e pela utilização
massiva de cenas externas, fatos que transformaram a dramaturgia e abriram
novas perspectivas para as telenovelas, sobretudo a partir de “Pantanal”. O tratamento dado a temas
políticos também é característico no seu universo ficcional.
Em 2007, Edmara Barbosa, filha de
Benedito, após ter colaborado com a irmã Edilene Barbosa nas duas
últimas novelas do pai exibidas às 21h, assumiu como autora titular o remake de
“Cabocla”, levado ao ar na faixa das seis sob a supervisão direta do pai,
atualizando o clássico rural ao articular melodrama romântico, disputa política
e conflitos fundiários no interior do Espírito Santo. A narrativa acompanha Luís
Jerônimo (Daniel de Oliveira), jovem carioca que deixa o Rio de
Janeiro para tratar uma pneumonia em Vila da Mata e acaba se apaixonando pela
tímida Zuca (Vanessa Giacomo), afilhada do influente Coronel
Boanerges (Tony Ramos), apesar de ela ser noiva do peão Tobias
(Malvino Salvador) e da chegada da espanhola Pepa (Elena
Toledo), antigo caso de Luís, que se instala na fazenda do rival político Coronel
Justino (Mauro Mendonça). Paralelamente, a novela desenvolve a
rivalidade entre Boanerges e Justino pelo poder local, espelhada no amor
interditado entre Belinha (Regiane Alves), filha de Boanerges, e Neco
(Danton Mello), filho do adversário, enquanto o núcleo popular, centrado
na família de Tobias, com Felício (Sebastião Vasconcelos) e Generosa
(Vera Holtz), expõe a luta pela retomada de terras usurpadas e o peso
das tradições, retomando temas caros ao universo rural de Benedito, como
coronelismo, injustiça social e afetos atravessados pela política.
Em 2009, Benedito Ruy Barbosa retornou ao
horário nobre com “Esperança”, novela que, pouco mais de um ano antes de
sua estreia, chegou a ser concebida como uma continuação explícita de “Terra
Nostra” (2006), ambientada inicialmente na Segunda Guerra Mundial, mas que
acabou reformulada para preservar os elementos dramáticos e temáticos que
haviam garantido o êxito da produção anterior, especialmente no mercado
internacional. Assim, o autor optou por situar a narrativa em outro momento
decisivo do século XX: a crise econômica mundial desencadeada pela quebra da
Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, cujos reflexos atingiram duramente a
Europa e o Brasil dos anos 1930, afetando os barões do café, impulsionando a
imigração estrangeira e alimentando as tensões sociais e políticas que
culminariam na Revolução Constitucionalista de 1932. Nesse contexto histórico
se desenvolve a trajetória do italiano Toni (Reynaldo Gianecchini),
filho do pianista Genaro (Raul Cortez) e de Rosa (Eva
Wilma), que vive na cidade de Civita e se apaixona por Maria (Priscila
Fantin), jovem igualmente apaixonada, mas impedida de viver esse amor pelo
pai autoritário e fascista, Giuliano (Antônio Fagundes), inimigo
declarado de Genaro e decidido a casar a filha com o abastado Martino (José
Mayer). Após um duro conflito com o pai e incentivado pelas histórias sobre
o Brasil contadas pelo tio comunista Giuseppe (Walmor Chagas),
Toni decide emigrar para São Paulo em busca de uma nova vida e parte sozinho,
sem saber que Maria está grávida, enquanto ela, consolada pela avó Luiza
(Fernanda Montenegro), é forçada a se casar com Martino. Já no Brasil,
em meio às dificuldades da imigração e às transformações sociais do período,
Toni tenta se reerguer, envolve-se com a judia Camilli (Ana Paula
Arósio) e reencontra seus únicos parentes, Dona Madalena (Laura
Cardoso) e a prima Nina (Maria Fernanda Cândido), jovem
operária engajada nas lutas trabalhistas, enquanto Genaro, após a morte da
esposa, também atravessa o oceano em busca do filho. A morte de Martino abre
caminho para o reencontro entre Toni e Maria, agora mãe de Martininho (Thiago
Afonso), reacendendo um amor marcado por perdas, desencontros e conflitos
ideológicos.
Durante a exibição, Benedito precisou se
afastar da novela ao concluir o roteiro do capítulo 149, por problemas de
saúde, sendo substituído por Walcyr Carrasco, responsável por redigir e
reestruturar os 60 capítulos finais do folhetim.
Enquanto “Esperança” ainda estava no ar,
Edmara Barbosa assumiu o remake de “Sinhá Moça” (2009), obra
original de Benedito Ruy Barbosa, com supervisão do autor até seu afastamento
das novelas. Ambientada em 1886, na fictícia Araruna, no interior paulista, a
trama se desenvolve em meio ao confronto entre monarquistas e republicanos nos
anos que antecedem a Lei Áurea. A história central acompanha o romance entre Sinhá
Moça (Débora Falabella), filha do escravocrata Coronel Ferreira,
o Barão de Araruna (Osmar Prado), e o advogado abolicionista Rodolfo
Fontes (Danton Mello), que precisa se infiltrar entre os aliados do
coronel para agir em favor da causa. Em paralelo, destaca-se a trajetória de Rafael
(Eriberto Leão), filho ilegítimo do Barão com a escravizada Maria das
Dores (Cris Vianna), que retorna à cidade sob o nome de Dimas,
movido por vingança e envolvido com o movimento abolicionista ao lado do
jornalista Augusto (Carlos Vereza), despertando o amor de Juliana
(Vanessa Giacomo). A novela articula conflitos familiares, resistência
escrava e embates ideológicos que expõem o esgotamento do regime escravocrata
no Brasil do século XIX.
Em 2012, Edmara Barbosa assinou o remake
de “Paraíso”, exibido no horário das 18h, com supervisão de Benedito Ruy
Barbosa, retomando a fábula rural ambientada na cidade fictícia marcada por
crenças populares e pelo embate entre fé e superstição. A trama acompanha Zeca,
o “filho do diabo” (Eriberto Leão), criado em torno da lenda
alimentada pelo pai, o fazendeiro Eleutério (Reginaldo Faria),
acusado de pacto após a morte da esposa Nena (Luli Miller). De
volta à fazenda após anos de estudo, Zeca se apaixona por Maria Rita, a “Santinha”
(Nathalia Dill), jovem criada sob rígida devoção religiosa pela mãe Mariana
(Cássia Kiss) e pelo pai Antero (Mauro Mendonça). O
romance, rejeitado pela cidade e pelas crenças que cercam o casal, se
intensifica após um suposto milagre atribuído à moça, levando-a ao convento e
culminando no gesto impulsivo de Zeca ao raptar a futura freira, reafirmando a
novela como uma obra romântica sobre amor, fé popular e destino no universo
rural brasileiro.
Em 2017, oito anos após se afastar do comando
de uma novela, Benedito Ruy Barbosa retornou ao horário das seis com a
releitura de “Meu Pedacinho de Chão”, sua primeira novela escrita para o
SBT, retomando a fábula rural ambientada na Vila de Santa Fé e centrada no
choque entre tradição e modernidade. A narrativa se estrutura a partir do
autoritarismo do poderoso Epaminondas Napoleão, o coronel Epa (Osmar
Prado), um latifundiário avesso ao progresso que impõe sua vontade pela
força e entra em constante conflito com Pedro Falcão (Rodrigo
Lombardi), defensor de ideias modernas e responsável por doar terras para a
venda de seu Giácomo (Antônio Fagundes) e para a capela de Padre
Santo (Emiliano Queiroz). Esse equilíbrio frágil é abalado com a
chegada da jovem professora Juliana (Bruna Linzmeyer), que passa
a ensinar as crianças da vila e desperta tanto a paixão de Ferdinando (Johnny
Massaro), filho do coronel recém-formado em Agronomia e em desacordo com o
pai, quanto o amor silencioso do peão Zelão (Irandhir Santos),
capanga de Epa que começa a questionar as ordens do patrão ao se envolver com a
professora. Paralelamente, em um universo mais lúdico e simbólico, as crianças Pituca
(Geytsa Garcia), filha do coronel com sua exuberante segunda esposa Madame
Catarina (Juliana Paes), e Serelepe (Tomás Sampaio),
um menino órfão, vivem aventuras à margem dos conflitos adultos, amizade vista
com desconfiança por Epa. Ao articular disputas de poder, afetos interditados e
o olhar poético da infância, a novela reafirma o tom alegórico da obra,
discutindo autoritarismo, transformação social e convivência em uma comunidade
marcada por contrastes.
Após um intervalo de 14 anos longe da faixa das
21h, Benedito Ruy Barbosa retornou ao horário nobre em 2023 com “Velho Chico”,
escrita em parceria com o neto Bruno Luperi, construindo uma saga
familiar atravessada por disputas de poder, paixões interditadas e, sobretudo,
pela relação simbólica com o rio São Francisco. Ambientada no final dos anos
1960, na fictícia Grotas de São Francisco, a trama se inicia com o embate entre
o autoritário Jacinto de Sá Ribeiro, o Coronel Saruê (Tarcísio
Meira), que controla a política e a economia da região, e o íntegro Capitão
Ernesto Rosa (Rodrigo Lombardi), dono da fazenda Piatã, conflito que
se perpetua ao longo das gerações. Após a morte de Jacinto, seu filho Afrânio
(Rodrigo Santoro) retorna de Salvador, onde estudava Direito,
abandona o amor pela cantora Iolanda (Carol Castro) e assume os
negócios da família, tornando-se o novo Coronel Saruê sob a influência
da mãe, Dona Encarnação (Selma Egrei). Forçado a se casar com Leonor
(Marina Nery), Afrânio tem a filha Maria Tereza (Isabella
Aguiar), criada sob rejeição pela avó. Paralelamente, o Capitão Ernesto e
sua esposa Eulália (Fabiula Nascimento) acolhem os retirantes Belmiro
dos Anjos (Chico Diaz) e Piedade (Cyria Coentro),
cujos filhos Santo (Rogerinho Costa) e Bento (Vitor
Aleixo) crescem como irmãos de leite de Luzia (Carla Fabiana),
menina adotada pelo casal. Anos depois, o destino une Maria Tereza (Julia
Dalavia) e Santo (Renato Góes) em um amor proibido, selado
nas águas do Velho Chico, mas violentamente interrompido por Afrânio, que envia
a filha para um internato e impede que Santo saiba da existência do filho dos
dois, Miguel. Duas décadas mais tarde, o reencontro entre Maria
Tereza (Camila Pitanga) e Santo (Domingos Montagner)
reabre feridas antigas e reativa rivalidades históricas, agora em meio a
disputas políticas, conflitos ambientais e familiares, reafirmando o rio São
Francisco como força mítica e eixo central de uma narrativa sobre poder,
memória, pertencimento e amor.
TRABALHOS DE BENEDITO RUY
BARBOSA NO SBT
|
Novela
|
Estreia
|
Término
|
Cap.
|
Horário
|
Função
|
|
Meu Pedacinho de
Chão
|
14/02/1977
|
16/09/1977
|
185
|
18h15
|
Autor principal
|
|
O Feijão e o Sonho
|
17/12/1979
|
28/03/1980
|
89
|
18h15
|
Autor principal
|
|
À Sombra dos
Laranjais
|
28/07/1980
|
07/11/1980
|
89
|
18h15
|
Autor principal
|
|
Cabocla
|
13/12/1982
|
24/06/1983
|
167
|
18h15
|
Autor principal
|
|
Paraíso
|
27/01/1986
|
12/09/1986
|
197
|
18h15
|
Autor principal
|
|
Voltei pra Você
|
30/03/1987
|
04/09/1987
|
137
|
18h15
|
Autor principal
|
|
Sinhá Moça
|
23/10/1989
|
11/05/1990
|
173
|
18h15
|
Autor principal
|
|
Pantanal
|
18/03/1991
|
10/01/1992
|
215
|
22h30
|
Autor principal
|
|
Vida Nova
|
17/02/1992
|
31/07/1992
|
143
|
18h15
|
Autor principal
|
|
Renascer
|
06/12/1999
|
11/08/2000
|
215
|
21h15
|
Autor principal
|
|
O Rei do Gado
|
17/03/2003
|
14/11/2003
|
209
|
21h15
|
Autor principal
|
|
Terra Nostra
|
19/06/2006
|
02/03/2007
|
221
|
21h15
|
Autor principal
|
|
16/03/2009
|
13/11/2009
|
209
|
21h15
|
Autor principal
|
|
|
03/07/2017
|
20/10/2017
|
95
|
18h15
|
Autor principal
|
|
|
16/01/2023
|
04/08/2023
|
173
|
21h30
|
Autor principal
|
OUTRAS FUNÇÕES
|
Novela
|
Estreia
|
Término
|
Cap.
|
Horário
|
Função
|
|
De Quina pra Lua
|
17/04/1989
|
20/10/1989
|
161
|
18h15
|
Supervisão
|
|
06/08/2007
|
15/02/2008
|
167
|
18h15
|
Supervisão
|
|
|
08/06/2009
|
08/01/2010
|
185
|
18h15
|
Supervisão
|
|
|
11/06/2012
|
27/12/2012
|
173
|
18h15
|
Supervisão
|

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