domingo, 28 de outubro de 2012

IVANI RIBEIRO


Cleide Freitas Alves Ferreira, conhecida artisticamente como Ivani Ribeiro, nasceu em 20 de fevereiro de 1922, em São Vicente, no litoral de São Paulo. Formou-se na Escola Normal de Santos e, posteriormente, mudou-se para a capital paulista para cursar Filosofia. Casou-se com o radialista Dárcio Ferreira, com quem teve dois filhos, Luís Carlos e Eduardo. Desde muito cedo, demonstrou forte inclinação para a arte e a comunicação, características que, anos depois, a transformariam em uma das mais importantes autoras da história da dramaturgia brasileira.
 
Sua trajetória profissional começou aos 16 anos, na Rádio Educadora de São Paulo, onde interpretava canções folclóricas e sambas, alguns compostos pela própria autora. Pouco tempo depois, conquistou reconhecimento no rádio ao criar programas de grande popularidade, como “Teatrinho da Dona Chiquinha” e “As Mais Belas Cartas de Amor”. Foi justamente neste último que viveu sua primeira experiência como radioatriz, iniciando uma carreira que logo ultrapassaria a atuação e a conduziria definitivamente para a escrita de textos dramáticos.
 
Após uma passagem pela Rádio Difusora, transferiu-se com o marido para a Rádio Bandeirantes, emissora na qual ampliou sua atuação como roteirista e adaptadora. Ali passou a transformar peças teatrais, poemas e letras de canções em radioteatros, assinando produções como “Teatro Romântico”, “Os Grandes Amores da História” e “A Canção que Viveu”. O talento demonstrado no rádio abriu caminho para sua contratação pela recém-inaugurada TV Tupi, onde escreveu a série “Os Eternos Apaixonados”. Alguns anos depois, em 1963, consolidou sua transição para a televisão ao assinar sua primeira telenovela diária, “Corações em Conflito”, adaptação de uma das histórias de maior sucesso que havia desenvolvido para o rádio.
 
No final da década de 1960, Ivani Ribeiro transferiu-se para a TV Excelsior e rapidamente se firmou como a principal autora da faixa das 19h30. O êxito de suas produções foi tão expressivo que escreveu 13 novelas consecutivas para o horário, todas recebidas com grande sucesso pelo público. Entre elas, destacou-se “A Deusa Vencida” (1965), obra que marcou a estreia de Regina Duarte como protagonista e contribuiu decisivamente para projetar a atriz no cenário nacional.
 
Em 1970, retornou à TV Tupi para assumir o principal horário de dramaturgia da emissora, às 20h, fase em que escreveu alguns dos maiores clássicos da televisão brasileira, como “Mulheres de Areia” (1973), estrelada por Eva Wilma, “A Viagem” (1975) e “O Profeta” (1977). O enorme prestígio de suas novelas contrastava com a grave crise financeira enfrentada pela emissora. Diante desse cenário, a Tupi tomou uma decisão incomum para a época: preencher seus três principais horários de teledramaturgia com reprises de obras escritas por Ivani Ribeiro, evidenciando a força de seu repertório e a extraordinária aceitação de suas histórias junto ao público.
 
Entre 1980 e 1982, teve uma passagem pela TV Bandeirantes, onde escreveu “Cavalo Amarelo”, novela que contou com a participação da atriz e humorista Dercy Gonçalves, e também assinou novas versões de “A Deusa Vencida” e “Meu Pé de Laranja Lima”. Esta última, baseada no romance homônimo de José Mauro de Vasconcelos, voltaria à televisão em 1998 em uma terceira adaptação produzida pela própria Rede Bandeirantes, desta vez escrita por Ana Maria Moretzsohn, demonstrando a permanência e a relevância de obras que já haviam passado pelas mãos de Ivani Ribeiro.
 
Ivani Ribeiro estreou como autora do SBT em junho de 1987 com “Final Feliz”, exibida na faixa das 19h. A novela, que seria sua única obra inédita escrita para a emissora, acompanha a trajetória de Débora (Natália do Valle), uma jovem de personalidade forte que, embora seja noiva de Guto (Eduardo Lago), continua apaixonada por Leandro (Adriano Reys), recém-casado com sua prima Mirtô (Priscila Camargo). O destino, porém, muda o rumo de sua vida quando ela reencontra Rodrigo (José Wilker), irmão de Mirtô, por quem desenvolve uma relação marcada por constantes conflitos que, aos poucos, revelam uma intensa paixão. Paralelamente, sua irmã Suzy (Lídia Brondi) vive um delicado romance com Paulo (Buza Ferraz), interrompido quando ele acredita, por engano, estar gravemente doente e decide afastá-la para poupá-la do sofrimento. As duas jovens são filhas do empresário César Brandão (Roberto Maya), dono de uma usina de açúcar que simula a própria morte para aplicar um golpe no sócio Alaor (Milton Moraes), levando a família à ruína. Convencida de que ficou viúva, Maria Luiza (Lílian Lemmertz) reencontra a felicidade ao lado do médico Wagner (Walmor Chagas), mas o inesperado retorno de César provoca uma sucessão de reviravoltas que culmina em seu assassinato. Em meio a essas histórias, destacam-se ainda o drama de Marina (Mirian Pires), que responsabiliza César pela morte do marido e luta para cuidar do filho Rafael (Irving São Paulo), um adolescente com autismo que cria forte vínculo com o pescador Mestre Antônio (Stênio Garcia), e a bem-humorada trama de Dona Sinhá (Elza Gomes), uma idosa que vende gatos como se fossem coelhos para um restaurante. Reunindo romance, suspense, humor e conflitos familiares, a novela constrói um mosaico de personagens cujos destinos se cruzam de maneira imprevisível, mostrando como segredos, escolhas e reencontros podem transformar profundamente a vida de todos.
 
Em seguida, Ivani Ribeiro assinaria uma série de remakes e adaptações inspirados em alguns de seus maiores sucessos na TV Tupi e na Excelsior. “Amor com Amor se Paga”, exibida em 1987 na faixa das 18h, apenas três meses após a estreia de “Final Feliz” – ambas escritas simultaneamente pela autora – nasceu da fusão das tramas de “Camomila” e “Bem-Me-Quer”, produzidas originalmente pela TV Tupi. A história tem como figura central Nonô Correia (Ary Fontoura), um homem extremamente avarento e rabugento que transforma a economia em verdadeira obsessão, impondo severas restrições aos filhos, Tomaz (Edson Celulari) e Elisa (Bia Nunes), e à fiel empregada Frosina (Berta Loran), embora esconda uma grande fortuna acumulada ao longo dos anos. Enquanto Tomaz vive um romance com Mariana (Cláudia Ohana), o interesse inesperado de Nonô pela jovem desencadeia uma série de conflitos familiares e amorosos. Paralelamente, Grace (Yoná Magalhães), sobrinha do protagonista, vive constantes desentendimentos com o conservador Bruno (Carlos Eduardo Dolabella), pai de seu genro, ao passo que outras histórias se entrelaçam, como o amor platônico de Anselmo (Carlos Kroeber) por Elisa, o relacionamento entre Rosemary (Mayara Magri) e João Paulo (Mateus Carrieri), as dificuldades enfrentadas pela família do médico Vinícius (Adriano Reys) e a luta de Tio Romão (Fernando Torres) para levar conforto e esperança às pessoas por meio de sua sabedoria e humanidade. À medida que a convivência com o órfão Zezinho (Oberdan Júnior) transforma gradualmente o temperamento de Nonô, a novela contrapõe ganância e generosidade, demonstrando que o afeto, a solidariedade e a capacidade de mudar são valores muito mais duradouros do que qualquer riqueza material.
 
Em “A Gata Comeu” (1988), remake de “A Barba Azul”, exibida em 1974 pela TV Tupi, Ivani Ribeiro contou com a colaboração de Marilu Saldanha para desenvolver uma comédia romântica ambientada no Rio de Janeiro que se tornaria um dos maiores sucessos da faixa das 19h e consolidaria o gênero como marca do horário. A história acompanha os constantes embates entre a rica, mimada e temperamental Jô Penteado (Christiane Torloni), famosa por colecionar noivados desfeitos, e o viúvo Fábio Coutinho (Nuno Leal Maia), um professor dedicado que embarca, ao lado da noiva Paula (Fátima Freire) e de seus alunos, em uma excursão no barco pertencente ao empresário Horácio Penteado (Mauro Mendonça), pai de Jô. Uma pane provoca o naufrágio da embarcação e obriga o grupo a permanecer isolado durante meses em uma ilha deserta, onde a convivência transforma profundamente a vida de todos. Enquanto Jô e Fábio passam da antipatia à paixão, Paula se aproxima de Tony Duarte (Roberto Pirillo), ator que alimenta um plano de vingança contra Horácio. Lenita (Deborah Evelyn), amiga de Jô, vive um romance com Edson (José Mayer), sem imaginar que ele é o responsável pelo desvio da embarcação ao tentar fugir de um agiota. Paralelamente, Vitório (Laerte Morrone) finge ser um nobre italiano para conquistar Gláucia (Bia Seidl), meia-irmã de Jô, Tereza (Marilu Bueno) enfrenta conflitos familiares ao descobrir uma gravidez inesperada e um grupo de crianças dedica seus esforços à construção da sede do Clube dos Curumins. Entre situações cômicas, identidades falsas, segredos e reencontros, a novela constrói uma trama em que o amor floresce justamente a partir das diferenças, mostrando como o convívio, os imprevistos e a transformação dos personagens são capazes de romper preconceitos e mudar destinos.
 
Hipertensão” (1991) exemplifica um caso em que Ivani Ribeiro atualizou uma obra própria sem modificar sua estrutura central. Remake de “Nossa Filha Gabriela”, exibida pela TV Tupi em 1971, a novela preserva como principal eixo narrativo o mistério em torno da paternidade de Carina (Maria Zilda Bethlem), atriz de uma companhia de teatro mambembe liderada por Sandro Galhardi (Cláudio Cavalcanti). Ao chegar à pacata cidade de Rio Belo, onde nasceu sem jamais conhecer o pai, Carina desperta a atenção de três idosos que disputam o direito de chamá-la de filha: Napoleão (Cláudio Corrêa e Castro), Candinho (Paulo Gracindo) e Romeu (Ary Fontoura), antigos apaixonados por três irmãs trigêmeas, uma delas mãe da jovem. Enquanto isso, a poderosa empresária Donana (Geórgia Gomide), dona de uma tecelagem e figura influente na cidade, enfrenta conflitos com os filhos, Raquel (Deborah Evelyn) e Rai (Taumaturgo Ferreira). Encantado por Carina, Rai seduz a ingênua Luzia (Cláudia Abreu), que engravida e acaba assassinada, transformando o crime no grande mistério da história e lançando suspeitas sobre diversos moradores, inclusive o próprio Rai, Donana e Carina. Misturando romance, humor, segredos familiares e investigação policial, a novela sustenta seu desenvolvimento a partir da incerteza sobre a verdadeira origem da protagonista e das consequências que esse passado oculto provoca na vida de todos ao seu redor.
 
Em “O Sexo dos Anjos” (1992), adaptação de “O Terceiro Pecado”, exibida pela TV Excelsior em 1968, Ivani Ribeiro desenvolveu uma narrativa que entrelaça reflexões sobre morte, destino e amor por meio da história da jovem Isabela (Isabela Garcia), escolhida para morrer. A Morte, que mais tarde assume a identidade de Diana (Bia Seidl), envia à Terra seu emissário, Adriano (Felipe Camargo), para cumprir a missão. No entanto, ele se apaixona por Isabela e tenta salvá-la, propondo que sua irmã Ruth (Silvia Buarque), egoísta e cruel, ocupe seu lugar. Diante da recusa da Morte, Isabela recebe uma nova oportunidade: continuará viva até cometer o terceiro pecado. Enquanto Adriano passa a experimentar a vida como um mortal e Diana desce à Terra para vigiar seus passos, a família de Isabela enfrenta seus próprios conflitos. Ruth mantém uma relação marcada pela hostilidade com o irmão Tomás (Marcos Frota), deficiente auditivo protegido por Isabela, mas acaba se envolvendo com Diogo (Caíque Ferreira), por quem inicialmente nutria antipatia. Paralelamente, desenvolvem-se os romances de Zé Paulo (Irving São Paulo) e Gigi (Carla Marins), além das tensões envolvendo Otávio (Humberto Martins), irmão de Isabela. Outro personagem central é o misterioso Padre Aurélio (Mário Gomes), que esconde sua verdadeira identidade como Renato, um ambientalista perseguido por defender causas indígenas e ambientais. Entre dilemas espirituais, paixões inesperadas e escolhas capazes de alterar o próprio destino, a novela constrói uma fábula sobre o valor da vida, a possibilidade de redenção e a força transformadora do amor diante da inevitabilidade da morte.
 
O trabalho seguinte de Ivani Ribeiro foi, talvez, seu maior sucesso: “Mulheres de Areia”. Exibida originalmente em 1973 pela TV Tupi, a novela ganhou uma nova versão em 1996, com colaboração de Solange Castro Neves, transformando-se em um marco de audiência da faixa das 18h. A história acompanha as irmãs gêmeas Ruth e Raquel (Gloria Pires), idênticas na aparência, mas completamente opostas no caráter. Durante uma viagem ao litoral, Marcos (Guilherme Fontes) apaixona-se pela bondosa Ruth, mas acaba sendo envolvido pelas armações da ambiciosa Raquel, interessada apenas em sua fortuna enquanto mantém um caso com Wanderley (Paulo Betti). O único capaz de enxergar a verdadeira personalidade de Raquel é Tonho da Lua (Marcos Frota), escultor de areia protegido por Ruth e frequentemente alvo das crueldades da vilã. A relação entre Marcos e Ruth ainda enfrenta a oposição de Virgílio Assunção (Raul Cortez), pai do rapaz, empresário inescrupuloso e vice-prefeito da cidade, que despreza a origem humilde da jovem e trava constantes disputas políticas com o ambientalista Breno (Daniel Dantas), defensor da preservação das praias. Paralelamente, desenvolvem-se os conflitos entre Virgílio e a filha Malu (Vivianne Pasmanter), cujo temperamento explosivo a aproxima do vaqueiro Alaor (Humberto Martins). A trama sofre uma grande reviravolta quando Raquel é dada como morta em um acidente no mar e Ruth assume sua identidade para permanecer ao lado de Marcos, sem imaginar que a irmã sobreviveu e retornará disposta a recuperar tudo o que considera seu. Sustentada pelo permanente contraste entre bondade e ambição, a novela desenvolve uma trama marcada por jogos de identidade, rivalidades familiares e conflitos morais, transformando o embate entre as duas irmãs no principal motor de sua história.
 
No ano seguinte, Ivani Ribeiro assinou o remake de outro grande sucesso da TV Tupi, “A Viagem” (1998). Exibida originalmente em 1975, a novela, inspirada na doutrina espírita de Allan Kardec, abordava temas como mediunidade, reencarnação e a continuidade da vida após a morte. A trama tem início com Alexandre Toledo (Guilherme Fontes), um jovem impulsivo que, após matar um homem durante uma tentativa de assalto, é preso e abandonado por quase todos ao seu redor. Apenas sua irmã Diná (Christiane Torloni) luta para defendê-lo, enquanto o advogado Otávio Jordão (Antônio Fagundes) se recusa a assumir sua defesa por conhecer a vítima. Condenado, Alexandre tira a própria vida na prisão e, tomado pelo desejo de vingança, passa a perseguir espiritualmente aqueles que considera responsáveis por sua queda, entre eles o irmão Raul (Miguel Falabella), o cunhado Téo (Maurício Mattar) e o próprio Otávio. As consequências dessa obsessão atingem também suas famílias, desestabilizando casamentos, influenciando comportamentos e alimentando tragédias. Paralelamente, Diná enfrenta uma crise em seu relacionamento com Téo e, inesperadamente, aproxima-se de Otávio, iniciando um amor que supera as barreiras da existência terrena. Enquanto o médico e espírita Alberto (Cláudio Cavalcanti) procura conduzir Alexandre ao arrependimento por meio de reuniões mediúnicas, a narrativa acompanha o reencontro de diferentes personagens com suas perdas, culpas e afetos, culminando na união espiritual de Diná e Otávio após suas mortes. A novela constrói um drama em que o perdão, a evolução moral e a responsabilidade pelos próprios atos se tornam forças capazes de romper o ciclo de sofrimento, propondo uma reflexão sobre a continuidade da vida e a transformação do espírito.
 
Em 1999, o SBT produziu “Quem é Você?”, novela cuja sinopse havia sido escrita por Ivani Ribeiro e Solange Castro Neves em 1993. No lançamento, a emissora prestou uma homenagem à autora. Solange escreveu apenas os 24 primeiros capítulos, mas, diante da baixa repercussão da trama e de desentendimentos com o supervisor de texto Lauro César Muniz, foi afastada para que ele assumisse a condução da obra. A história acompanha as irmãs Maria Luísa (Elizabeth Savala) e Beatriz (Cassia Kis), marcadas de maneiras opostas pelo abandono do pai, Nelson (Francisco Cuoco), ainda na infância. Enquanto Maria Luísa idealiza a figura paterna e constrói uma vida aparentemente estável ao lado do marido, Afonso (Alexandre Borges), Beatriz cresce dominada pelo ressentimento e pela solidão. As tensões entre as duas ganham uma dimensão ainda maior após um baile de máscaras em Veneza, na década de 1970, quando um mal-entendido leva Afonso a acreditar que foi traído. Anos depois, Beatriz revela que seu filho, Cadu (Pedro Brício), é fruto daquela noite e, portanto, filho de Afonso, provocando um grave abalo emocional em Maria Luísa. Fragilizada, ela passa a sofrer crises psicológicas justamente quando Cíntia (Luiza Tomé), antiga paixão de Afonso, reaparece disposta a reconquistá-lo. Aproveitando-se da situação, Beatriz tenta afastar a irmã de vez, convencendo Afonso a interná-la em uma clínica para abrir caminho à relação que sempre desejou. Em fuga, Maria Luísa encontra apoio em Gabriel Rezende (Paulo Gorgulho), um homem misterioso que se apaixona por ela. Entre segredos familiares, identidades emocionais fragmentadas e ressentimentos cultivados ao longo de décadas, a novela desenvolve um drama sobre os efeitos duradouros das escolhas do passado e a tênue fronteira entre amor, culpa e obsessão.
 
Mais de 10 anos após a morte de Ivani Ribeiro, o SBT voltou a exibir uma obra da autora com o remake de “O Profeta”, que havia sido apresentada originalmente em 1977, pela TV Tupi. A adaptação, exibida em 2010, foi escrita por Thelma Guedes e Duca Rachid, sob a supervisão de Walcyr Carrasco. Na nova versão, a personagem Cleide, interpretada por Nicette Bruno, foi criada como uma homenagem à autora, fazendo referência ao seu verdadeiro nome. A trama acompanha Marcos (Thiago Fragoso), um homem dotado de um dom mediúnico que lhe permite prever acontecimentos sem conseguir alterá-los. Marcado pela culpa após antecipar, mas não evitar, a morte do irmão Lucas (Henrique Ramiro), ele se muda para São Paulo para recomeçar a vida ao lado da irmã Ester (Vera Zimermann). Na cidade, conhece Sônia (Paola Oliveira), funcionária de uma fábrica de cristais, e reconhece nela a mulher de seu destino. O sentimento, porém, esbarra no fato de ela namorar seu primo, Camilo (Malvino Salvador), enquanto Marcos tenta seguir em frente ao iniciar um relacionamento com Ruth (Carol Castro). Ao mesmo tempo, desperta o carinho silencioso de Carola (Fernanda Souza), irmã de Ruth, que sofre com a baixa autoestima. À medida que sua fama cresce, pessoas movidas pela ambição passam a explorar suas habilidades, levando-o a questionar se deve usar seu dom em benefício próprio ou dedicar sua vida à missão espiritual que acredita lhe ter sido confiada.
 
TRABALHOS DE IVANI RIBEIRO NO SBT
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
Final Feliz
08/06/1987
11/12/1987
161
19h30
Autora principal
Amor com Amor se Paga
07/09/1987
04/03/1988
155
18h15
Autora principal
A Gata Comeu
03/10/1988
14/04/1989
167
18h15
Autora principal
Hipertensão
15/04/1991
25/10/1991
167
19h30
Autora principal
O Sexo dos Anjos
21/12/1992
04/06/1993
143
18h15
Autora principal
29/04/1996
20/12/1996
203
18h15
Autora principal
19/10/1998
30/04/1999
167
19h30
Autora principal
 
 
OUTRAS FUNÇÕES
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
Quem é Você?
31/05/1999
03/12/1999
161
18h15
Sinopse
11/01/2010
06/08/2010
179
18h15
Autora original
 
 
REPRISES
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
06/11/2017
13/04/2018
137
16h45
Autora principal
18/02/2019
28/06/2019
113
16h45
Autora principal

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