Cleide
Freitas Alves Ferreira, conhecida artisticamente como Ivani Ribeiro, nasceu em 20 de
fevereiro de 1922, em São Vicente, no litoral de São Paulo. Formou-se na Escola
Normal de Santos e, posteriormente, mudou-se para a capital paulista para
cursar Filosofia. Casou-se com o radialista Dárcio
Ferreira, com quem teve dois filhos, Luís Carlos e Eduardo. Desde muito cedo, demonstrou
forte inclinação para a arte e a comunicação, características que, anos depois,
a transformariam em uma das mais importantes autoras da história da dramaturgia
brasileira.
Sua trajetória
profissional começou aos 16 anos, na Rádio Educadora de São Paulo, onde
interpretava canções folclóricas e sambas, alguns compostos pela própria
autora. Pouco tempo depois, conquistou reconhecimento no rádio ao criar
programas de grande popularidade, como “Teatrinho
da Dona Chiquinha” e “As Mais Belas Cartas de
Amor”. Foi justamente neste último que viveu sua
primeira experiência como radioatriz, iniciando uma carreira que logo
ultrapassaria a atuação e a conduziria definitivamente para a escrita de textos
dramáticos.
Após uma passagem
pela Rádio Difusora, transferiu-se com o marido para a Rádio
Bandeirantes, emissora na qual ampliou sua atuação como roteirista e
adaptadora. Ali passou a transformar peças teatrais, poemas e letras de canções
em radioteatros, assinando produções como “Teatro
Romântico”, “Os Grandes Amores da
História” e “A Canção que Viveu”. O talento demonstrado no rádio abriu caminho para sua contratação pela
recém-inaugurada TV Tupi, onde escreveu a série “Os Eternos Apaixonados”. Alguns anos
depois, em 1963, consolidou sua transição para a televisão ao assinar sua
primeira telenovela diária, “Corações em Conflito”, adaptação de uma das histórias de maior sucesso que havia desenvolvido
para o rádio.
No final da década de
1960, Ivani Ribeiro transferiu-se para a TV Excelsior e rapidamente se
firmou como a principal autora da faixa das 19h30. O êxito de suas produções
foi tão expressivo que escreveu 13 novelas consecutivas para o horário, todas
recebidas com grande sucesso pelo público. Entre elas, destacou-se “A Deusa Vencida” (1965), obra que
marcou a estreia de Regina Duarte como protagonista e contribuiu decisivamente para projetar a atriz no
cenário nacional.
Em 1970, retornou à TV
Tupi para assumir o principal horário de dramaturgia da emissora, às 20h,
fase em que escreveu alguns dos maiores clássicos da televisão brasileira, como
“Mulheres de Areia” (1973), estrelada por Eva Wilma, “A Viagem” (1975) e “O Profeta” (1977). O enorme prestígio de suas novelas contrastava com a grave
crise financeira enfrentada pela emissora. Diante desse cenário, a Tupi
tomou uma decisão incomum para a época: preencher seus três principais horários
de teledramaturgia com reprises de obras escritas por Ivani Ribeiro,
evidenciando a força de seu repertório e a extraordinária aceitação de suas
histórias junto ao público.
Entre 1980 e 1982,
teve uma passagem pela TV Bandeirantes, onde escreveu “Cavalo Amarelo”, novela que contou
com a participação da atriz e humorista Dercy
Gonçalves, e também assinou novas versões de “A Deusa Vencida” e “Meu Pé de Laranja Lima”. Esta
última, baseada no romance homônimo de José
Mauro de Vasconcelos, voltaria à televisão em 1998 em uma terceira
adaptação produzida pela própria Rede Bandeirantes, desta vez escrita
por Ana Maria Moretzsohn, demonstrando a permanência e a relevância de obras que já haviam
passado pelas mãos de Ivani Ribeiro.
Ivani Ribeiro estreou como autora do SBT em
junho de 1987 com “Final Feliz”, exibida na faixa das 19h. A novela, que
seria sua única obra inédita escrita para a emissora, acompanha a trajetória de
Débora (Natália do Valle), uma jovem de personalidade forte que,
embora seja noiva de Guto (Eduardo Lago), continua apaixonada por
Leandro (Adriano Reys), recém-casado com sua prima Mirtô (Priscila
Camargo). O destino, porém, muda o rumo de sua vida quando ela reencontra Rodrigo
(José Wilker), irmão de Mirtô, por quem desenvolve uma relação marcada
por constantes conflitos que, aos poucos, revelam uma intensa paixão.
Paralelamente, sua irmã Suzy (Lídia Brondi) vive um delicado
romance com Paulo (Buza Ferraz), interrompido quando ele
acredita, por engano, estar gravemente doente e decide afastá-la para poupá-la
do sofrimento. As duas jovens são filhas do empresário César Brandão (Roberto
Maya), dono de uma usina de açúcar que simula a própria morte para aplicar
um golpe no sócio Alaor (Milton Moraes), levando a família à
ruína. Convencida de que ficou viúva, Maria Luiza (Lílian Lemmertz)
reencontra a felicidade ao lado do médico Wagner (Walmor Chagas),
mas o inesperado retorno de César provoca uma sucessão de reviravoltas que
culmina em seu assassinato. Em meio a essas histórias, destacam-se ainda o
drama de Marina (Mirian Pires), que responsabiliza César pela
morte do marido e luta para cuidar do filho Rafael (Irving São Paulo),
um adolescente com autismo que cria forte vínculo com o pescador Mestre
Antônio (Stênio Garcia), e a bem-humorada trama de Dona Sinhá
(Elza Gomes), uma idosa que vende gatos como se fossem coelhos para um
restaurante. Reunindo romance, suspense, humor e conflitos familiares, a novela
constrói um mosaico de personagens cujos destinos se cruzam de maneira
imprevisível, mostrando como segredos, escolhas e reencontros podem transformar
profundamente a vida de todos.
Em seguida, Ivani Ribeiro assinaria uma série
de remakes e adaptações inspirados em alguns de seus maiores sucessos na TV
Tupi e na Excelsior. “Amor com Amor se Paga”, exibida em 1987
na faixa das 18h, apenas três meses após a estreia de “Final Feliz” – ambas
escritas simultaneamente pela autora – nasceu da fusão das tramas de “Camomila”
e “Bem-Me-Quer”, produzidas originalmente pela TV Tupi. A
história tem como figura central Nonô Correia (Ary Fontoura), um
homem extremamente avarento e rabugento que transforma a economia em verdadeira
obsessão, impondo severas restrições aos filhos, Tomaz (Edson
Celulari) e Elisa (Bia Nunes), e à fiel empregada Frosina
(Berta Loran), embora esconda uma grande fortuna acumulada ao longo dos
anos. Enquanto Tomaz vive um romance com Mariana (Cláudia Ohana),
o interesse inesperado de Nonô pela jovem desencadeia uma série de conflitos
familiares e amorosos. Paralelamente, Grace (Yoná Magalhães),
sobrinha do protagonista, vive constantes desentendimentos com o conservador Bruno
(Carlos Eduardo Dolabella), pai de seu genro, ao passo que outras
histórias se entrelaçam, como o amor platônico de Anselmo (Carlos
Kroeber) por Elisa, o relacionamento entre Rosemary (Mayara Magri)
e João Paulo (Mateus Carrieri), as dificuldades enfrentadas pela
família do médico Vinícius (Adriano Reys) e a luta de Tio
Romão (Fernando Torres) para levar conforto e esperança às pessoas
por meio de sua sabedoria e humanidade. À medida que a convivência com o órfão Zezinho
(Oberdan Júnior) transforma gradualmente o temperamento de Nonô, a
novela contrapõe ganância e generosidade, demonstrando que o afeto, a
solidariedade e a capacidade de mudar são valores muito mais duradouros do que
qualquer riqueza material.
Em “A Gata Comeu” (1988), remake de “A
Barba Azul”, exibida em 1974 pela TV Tupi, Ivani Ribeiro contou com
a colaboração de Marilu Saldanha para desenvolver uma comédia romântica
ambientada no Rio de Janeiro que se tornaria um dos maiores sucessos da faixa
das 19h e consolidaria o gênero como marca do horário. A história acompanha os
constantes embates entre a rica, mimada e temperamental Jô Penteado (Christiane
Torloni), famosa por colecionar noivados desfeitos, e o viúvo Fábio
Coutinho (Nuno Leal Maia), um professor dedicado que embarca, ao
lado da noiva Paula (Fátima Freire) e de seus alunos, em uma
excursão no barco pertencente ao empresário Horácio Penteado (Mauro
Mendonça), pai de Jô. Uma pane provoca o naufrágio da embarcação e obriga o
grupo a permanecer isolado durante meses em uma ilha deserta, onde a
convivência transforma profundamente a vida de todos. Enquanto Jô e Fábio
passam da antipatia à paixão, Paula se aproxima de Tony Duarte (Roberto
Pirillo), ator que alimenta um plano de vingança contra Horácio. Lenita
(Deborah Evelyn), amiga de Jô, vive um romance com Edson (José
Mayer), sem imaginar que ele é o responsável pelo desvio da embarcação ao
tentar fugir de um agiota. Paralelamente, Vitório (Laerte Morrone)
finge ser um nobre italiano para conquistar Gláucia (Bia Seidl),
meia-irmã de Jô, Tereza (Marilu Bueno) enfrenta conflitos familiares
ao descobrir uma gravidez inesperada e um grupo de crianças dedica seus
esforços à construção da sede do Clube dos Curumins. Entre situações cômicas,
identidades falsas, segredos e reencontros, a novela constrói uma trama em que
o amor floresce justamente a partir das diferenças, mostrando como o convívio,
os imprevistos e a transformação dos personagens são capazes de romper
preconceitos e mudar destinos.
“Hipertensão” (1991) exemplifica um caso
em que Ivani Ribeiro atualizou uma obra própria sem modificar sua estrutura
central. Remake de “Nossa Filha Gabriela”, exibida pela TV
Tupi em 1971, a novela preserva como principal eixo narrativo o mistério em
torno da paternidade de Carina (Maria Zilda Bethlem), atriz de
uma companhia de teatro mambembe liderada por Sandro Galhardi (Cláudio
Cavalcanti). Ao chegar à pacata cidade de Rio Belo, onde nasceu sem jamais
conhecer o pai, Carina desperta a atenção de três idosos que disputam o direito
de chamá-la de filha: Napoleão (Cláudio Corrêa e Castro), Candinho
(Paulo Gracindo) e Romeu (Ary Fontoura), antigos
apaixonados por três irmãs trigêmeas, uma delas mãe da jovem. Enquanto isso, a
poderosa empresária Donana (Geórgia Gomide), dona de uma
tecelagem e figura influente na cidade, enfrenta conflitos com os filhos, Raquel
(Deborah Evelyn) e Rai (Taumaturgo Ferreira). Encantado
por Carina, Rai seduz a ingênua Luzia (Cláudia Abreu), que
engravida e acaba assassinada, transformando o crime no grande mistério da
história e lançando suspeitas sobre diversos moradores, inclusive o próprio
Rai, Donana e Carina. Misturando romance, humor, segredos familiares e
investigação policial, a novela sustenta seu desenvolvimento a partir da
incerteza sobre a verdadeira origem da protagonista e das consequências que
esse passado oculto provoca na vida de todos ao seu redor.
Em “O Sexo dos Anjos” (1992), adaptação
de “O Terceiro Pecado”, exibida pela TV Excelsior em 1968, Ivani
Ribeiro desenvolveu uma narrativa que entrelaça reflexões sobre morte, destino
e amor por meio da história da jovem Isabela (Isabela Garcia),
escolhida para morrer. A Morte, que mais tarde assume a identidade de Diana
(Bia Seidl), envia à Terra seu emissário, Adriano (Felipe
Camargo), para cumprir a missão. No entanto, ele se apaixona por Isabela e
tenta salvá-la, propondo que sua irmã Ruth (Silvia Buarque),
egoísta e cruel, ocupe seu lugar. Diante da recusa da Morte, Isabela recebe uma
nova oportunidade: continuará viva até cometer o terceiro pecado. Enquanto
Adriano passa a experimentar a vida como um mortal e Diana desce à Terra para
vigiar seus passos, a família de Isabela enfrenta seus próprios conflitos. Ruth
mantém uma relação marcada pela hostilidade com o irmão Tomás (Marcos
Frota), deficiente auditivo protegido por Isabela, mas acaba se envolvendo com
Diogo (Caíque Ferreira), por quem inicialmente nutria antipatia.
Paralelamente, desenvolvem-se os romances de Zé Paulo (Irving São
Paulo) e Gigi (Carla Marins), além das tensões envolvendo Otávio
(Humberto Martins), irmão de Isabela. Outro personagem central é o
misterioso Padre Aurélio (Mário Gomes), que esconde sua
verdadeira identidade como Renato, um ambientalista perseguido por
defender causas indígenas e ambientais. Entre dilemas espirituais, paixões
inesperadas e escolhas capazes de alterar o próprio destino, a novela constrói
uma fábula sobre o valor da vida, a possibilidade de redenção e a força
transformadora do amor diante da inevitabilidade da morte.
O trabalho seguinte de Ivani Ribeiro foi,
talvez, seu maior sucesso: “Mulheres de Areia”. Exibida originalmente em
1973 pela TV Tupi, a novela ganhou uma nova versão em 1996, com colaboração de Solange
Castro Neves, transformando-se em um marco de audiência da faixa das 18h. A
história acompanha as irmãs gêmeas Ruth e Raquel (Gloria Pires),
idênticas na aparência, mas completamente opostas no caráter. Durante uma
viagem ao litoral, Marcos (Guilherme Fontes) apaixona-se pela
bondosa Ruth, mas acaba sendo envolvido pelas armações da ambiciosa Raquel,
interessada apenas em sua fortuna enquanto mantém um caso com Wanderley
(Paulo Betti). O único capaz de enxergar a verdadeira personalidade de
Raquel é Tonho da Lua (Marcos Frota), escultor de areia protegido
por Ruth e frequentemente alvo das crueldades da vilã. A relação entre Marcos e
Ruth ainda enfrenta a oposição de Virgílio Assunção (Raul Cortez),
pai do rapaz, empresário inescrupuloso e vice-prefeito da cidade, que despreza
a origem humilde da jovem e trava constantes disputas políticas com o
ambientalista Breno (Daniel Dantas), defensor da preservação das
praias. Paralelamente, desenvolvem-se os conflitos entre Virgílio e a filha Malu
(Vivianne Pasmanter), cujo temperamento explosivo a aproxima do vaqueiro
Alaor (Humberto Martins). A trama sofre uma grande reviravolta
quando Raquel é dada como morta em um acidente no mar e Ruth assume sua
identidade para permanecer ao lado de Marcos, sem imaginar que a irmã
sobreviveu e retornará disposta a recuperar tudo o que considera seu.
Sustentada pelo permanente contraste entre bondade e ambição, a novela desenvolve
uma trama marcada por jogos de identidade, rivalidades familiares e conflitos
morais, transformando o embate entre as duas irmãs no principal motor de sua
história.
No ano seguinte, Ivani Ribeiro assinou o remake
de outro grande sucesso da TV Tupi, “A Viagem” (1998). Exibida
originalmente em 1975, a novela, inspirada na doutrina espírita de Allan
Kardec, abordava temas como mediunidade, reencarnação e a continuidade da
vida após a morte. A trama tem início com Alexandre Toledo (Guilherme
Fontes), um jovem impulsivo que, após matar um homem durante uma tentativa
de assalto, é preso e abandonado por quase todos ao seu redor. Apenas sua irmã Diná
(Christiane Torloni) luta para defendê-lo, enquanto o advogado Otávio
Jordão (Antônio Fagundes) se recusa a assumir sua defesa por
conhecer a vítima. Condenado, Alexandre tira a própria vida na prisão e, tomado
pelo desejo de vingança, passa a perseguir espiritualmente aqueles que
considera responsáveis por sua queda, entre eles o irmão Raul (Miguel
Falabella), o cunhado Téo (Maurício Mattar) e o próprio
Otávio. As consequências dessa obsessão atingem também suas famílias,
desestabilizando casamentos, influenciando comportamentos e alimentando
tragédias. Paralelamente, Diná enfrenta uma crise em seu relacionamento com Téo
e, inesperadamente, aproxima-se de Otávio, iniciando um amor que supera as
barreiras da existência terrena. Enquanto o médico e espírita Alberto (Cláudio
Cavalcanti) procura conduzir Alexandre ao arrependimento por meio de
reuniões mediúnicas, a narrativa acompanha o reencontro de diferentes
personagens com suas perdas, culpas e afetos, culminando na união espiritual de
Diná e Otávio após suas mortes. A novela constrói um drama em que o perdão, a
evolução moral e a responsabilidade pelos próprios atos se tornam forças
capazes de romper o ciclo de sofrimento, propondo uma reflexão sobre a
continuidade da vida e a transformação do espírito.
Em 1999, o SBT produziu “Quem é Você?”,
novela cuja sinopse havia sido escrita por Ivani Ribeiro e Solange Castro
Neves em 1993. No lançamento, a emissora prestou uma homenagem à autora.
Solange escreveu apenas os 24 primeiros capítulos, mas, diante da baixa
repercussão da trama e de desentendimentos com o supervisor de texto Lauro
César Muniz, foi afastada para que ele assumisse a condução da obra. A
história acompanha as irmãs Maria Luísa (Elizabeth Savala) e Beatriz
(Cassia Kis), marcadas de maneiras opostas pelo abandono do pai, Nelson
(Francisco Cuoco), ainda na infância. Enquanto Maria Luísa idealiza a
figura paterna e constrói uma vida aparentemente estável ao lado do marido, Afonso
(Alexandre Borges), Beatriz cresce dominada pelo ressentimento e pela
solidão. As tensões entre as duas ganham uma dimensão ainda maior após um baile
de máscaras em Veneza, na década de 1970, quando um mal-entendido leva Afonso a
acreditar que foi traído. Anos depois, Beatriz revela que seu filho, Cadu
(Pedro Brício), é fruto daquela noite e, portanto, filho de Afonso,
provocando um grave abalo emocional em Maria Luísa. Fragilizada, ela passa a
sofrer crises psicológicas justamente quando Cíntia (Luiza Tomé),
antiga paixão de Afonso, reaparece disposta a reconquistá-lo. Aproveitando-se
da situação, Beatriz tenta afastar a irmã de vez, convencendo Afonso a
interná-la em uma clínica para abrir caminho à relação que sempre desejou. Em
fuga, Maria Luísa encontra apoio em Gabriel Rezende (Paulo Gorgulho),
um homem misterioso que se apaixona por ela. Entre segredos familiares,
identidades emocionais fragmentadas e ressentimentos cultivados ao longo de
décadas, a novela desenvolve um drama sobre os efeitos duradouros das escolhas
do passado e a tênue fronteira entre amor, culpa e obsessão.
Mais de 10 anos após a morte de Ivani Ribeiro,
o SBT voltou a exibir uma obra da autora com o remake de “O Profeta”,
que havia sido apresentada originalmente em 1977, pela TV Tupi. A
adaptação, exibida em 2010, foi escrita por Thelma Guedes e Duca
Rachid, sob a supervisão de Walcyr Carrasco. Na nova versão, a
personagem Cleide, interpretada por Nicette Bruno, foi criada
como uma homenagem à autora, fazendo referência ao seu verdadeiro nome. A trama
acompanha Marcos (Thiago Fragoso), um homem dotado de um dom
mediúnico que lhe permite prever acontecimentos sem conseguir alterá-los.
Marcado pela culpa após antecipar, mas não evitar, a morte do irmão Lucas
(Henrique Ramiro), ele se muda para São Paulo para recomeçar a vida ao
lado da irmã Ester (Vera Zimermann). Na cidade, conhece Sônia
(Paola Oliveira), funcionária de uma fábrica de cristais, e reconhece
nela a mulher de seu destino. O sentimento, porém, esbarra no fato de ela
namorar seu primo, Camilo (Malvino Salvador), enquanto Marcos
tenta seguir em frente ao iniciar um relacionamento com Ruth (Carol
Castro). Ao mesmo tempo, desperta o carinho silencioso de Carola (Fernanda
Souza), irmã de Ruth, que sofre com a baixa autoestima. À medida que sua
fama cresce, pessoas movidas pela ambição passam a explorar suas habilidades,
levando-o a questionar se deve usar seu dom em benefício próprio ou dedicar sua
vida à missão espiritual que acredita lhe ter sido confiada.
TRABALHOS DE IVANI RIBEIRO NO
SBT
|
Novela
|
Estreia
|
Término
|
Cap.
|
Horário
|
Função
|
|
Final Feliz
|
08/06/1987
|
11/12/1987
|
161
|
19h30
|
Autora principal
|
|
Amor com Amor se Paga
|
07/09/1987
|
04/03/1988
|
155
|
18h15
|
Autora principal
|
|
A Gata Comeu
|
03/10/1988
|
14/04/1989
|
167
|
18h15
|
Autora principal
|
|
Hipertensão
|
15/04/1991
|
25/10/1991
|
167
|
19h30
|
Autora principal
|
|
O Sexo dos Anjos
|
21/12/1992
|
04/06/1993
|
143
|
18h15
|
Autora principal
|
|
29/04/1996
|
20/12/1996
|
203
|
18h15
|
Autora principal
|
|
|
19/10/1998
|
30/04/1999
|
167
|
19h30
|
Autora principal
|
OUTRAS FUNÇÕES
|
Novela
|
Estreia
|
Término
|
Cap.
|
Horário
|
Função
|
|
Quem é Você?
|
31/05/1999
|
03/12/1999
|
161
|
18h15
|
Sinopse
|
|
11/01/2010
|
06/08/2010
|
179
|
18h15
|
Autora original
|
REPRISES
|
Novela
|
Estreia
|
Término
|
Cap.
|
Horário
|
Função
|
|
06/11/2017
|
13/04/2018
|
137
|
16h45
|
Autora principal
|
|
|
18/02/2019
|
28/06/2019
|
113
|
16h45
|
Autora principal
|

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