domingo, 28 de outubro de 2012

ANTÔNIO CALMON


Antônio Augusto Dupin Calmon nasceu em Manaus, em 1945, mas foi no Rio de Janeiro, para onde se mudou com a família aos oito anos de idade, que iniciou sua trajetória artística e intelectual. Em 1964, ingressou na Escola de Sociologia e Política da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), período em que também deu seus primeiros passos no audiovisual. Ainda naquele ano, dirigiu o curta-metragem “Infância”, vencedor do 2º lugar no 1º Festival de Cinema Amador promovido pelo Jornal do Brasil, reconhecimento que se revelou decisivo para o rumo de sua carreira. Convencido de que seu futuro estava no cinema, abandonou a graduação e passou a atuar profissionalmente na área, integrando, como assistente de direção, algumas das produções mais importantes do Cinema Novo. Entre elas estão “A Grande Cidade” (1966), de Carlos Diegues, e dois marcos da filmografia de Glauber Rocha: “Terra em Transe” (1967) e “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” (1969). Essa vivência ao lado de alguns dos principais nomes do movimento proporcionou a Calmon uma formação prática e artística que marcaria profundamente sua futura atuação como roteirista, diretor e escritor.
 
A consolidação de Antônio Calmon como cineasta ocorreu em 1970, quando escreveu, produziu e dirigiu seu primeiro longa-metragem, “O Capitão Bandeira contra o Dr. Moura Brasil”. Realizado em parceria com Hugo Carvana, o filme foi selecionado para a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, importante vitrine internacional dedicada a obras autorais e inovadoras, projetando seu nome além das fronteiras brasileiras. Demonstrando versatilidade criativa, Calmon acumulou funções de produtor, argumentista, roteirista e diretor, característica que se repetiria ao longo de sua carreira. Nos anos seguintes, participou de projetos marcantes do cinema nacional, assinando argumentos, roteiros ou direções em filmes como “Eu Matei Lúcio Flávio” (1979), “Menino do Rio” (1982), “Garota Dourada” (1983) e “O Quatrilho” (1995). Sua contribuição para o audiovisual brasileiro consolidou uma trajetória marcada pela capacidade de transitar entre diferentes gêneros e linguagens, sempre mantendo forte presença na construção de narrativas que dialogavam com a cultura e o imaginário do país.
 
Antônio Calmon começou a trabalhar no SBT em 1985, convidado pelo diretor Daniel Filho para integrar a equipe de roteiristas de “Armação Ilimitada”. Considerado inovador por combinar a linguagem das histórias em quadrinhos ao ritmo dos videoclipes musicais, o seriado juvenil acompanhava as aventuras dos amigos e surfistas Juba (Kadu Moliterno) e Lula (André de Biasi), que administravam uma empresa especializada em realizar os mais variados serviços e viviam de missões em terra, no céu e no mar. Os dois dividiam apartamento com a jornalista Zelda Scott (Andréa Beltrão), filha de exilados políticos que se via dividida entre os dois amigos, formando um inusitado triângulo amoroso enquanto enfrentava reportagens inusitadas a mando de seu chefe, editor do jornal Correio do Crepúsculo. Além de Antônio Calmon, a equipe de roteiristas contava com Patricya Travassos, Euclydes Marinho, Nelson Motta, entre outros, contribuindo para construir uma série que renovou a linguagem da televisão brasileira ao incorporar referências da cultura pop, do humor e da estética audiovisual contemporânea de forma dinâmica e inovadora.
 
Ainda em 1985, Antônio Calmon desenvolveu com Daniel Filho e Euclydes Marinho o seriado “Tarcísio & Glória”. Em tom de comédia, o programa, estrelado por Tarcísio Meira e Glória Menezes, discutia temas como a corrupção e os direitos das mulheres por meio da história do empresário Bruno Lazzarini (Meira), um conquistador inescrupuloso que vê sua rotina transformada ao encontrar a cientista extraterrestre Ava Becker (Menezes), vinda de um planeta habitado exclusivamente por mulheres e interessada em estudar a possibilidade de utilizar homens na perpetuação de sua espécie. Enquanto Bruno se envolve com Ava e mantém um relacionamento com Carmem (Marieta Severo), amante de um de seus amigos, a convivência também reúne personagens como Dona Neném (Zilka Salaberry), governanta de sua casa, Mariana (Natália Lage), sua afilhada, e Osmar (Ricardo Blat), seu assessor. Na mesma época, ao lado de Euclydes Marinho e Leopoldo Serran, Antônio Calmon esteve à frente do projeto “Shop Shop” (1988). Exibido na forma de especial, o programa era baseado no filme “Stand by Me” (1986), de Rob Reiner, e abordava o cotidiano de jovens nas grandes cidades, evidenciando o interesse do autor por narrativas que utilizavam o humor e elementos fantásticos para discutir questões sociais e comportamentais sob uma perspectiva contemporânea.
 
Em 1990, Antônio Calmon escreveu com Doc ComparatoA, E, I, O... Urca”, sua primeira minissérie no SBT. Ambientada no Rio de Janeiro das décadas de 1930 e 1940, a produção acompanhava a história de amor entre o croupier Tide (Carlos Alberto Riccelli) e a bailarina Sílvia Donazze (Débora Bloch), que trabalhavam no famoso Cassino da Urca e precisavam enfrentar uma série de obstáculos para permanecer juntos. Filha do prisioneiro político Frederico Donazze (Ivan Cândido), Sílvia acaba sendo envolvida em uma rede de espionagem comandada por Jofre Monteiro (Raul Cortez), um agente nazista disfarçado, que a chantageia para garantir a liberdade do pai. Enquanto se aproxima da figurinista Olga Luiza (Renata Sorrah) e é obrigada a se casar com o inglês Michael Savile (Herson Capri), ela se afasta de Tide, que conta com o apoio do amigo Justino (Marcos Paulo) para enfrentar os acontecimentos. No elenco também estavam nomes como Beatriz Segall, no papel da Condessa Sofia Yamada, além de Carla Marins, Eloísa Mafalda e Daniel Dantas.
 
Em 1993, Antônio Calmon assinou a minissérie “Sex Appeal”, na qual explorou o universo da moda e os dilemas da juventude a partir dos bastidores de um concurso destinado a revelar a nova modelo da agência homônima. Entre as candidatas estavam Angel (Luana Piovani), Patrícia (Renata Lima), Vilma (Camila Pitanga), Eva (Danielle Winits), Andréa (Cláudia Rangel) e Claudinha (Carolina Dieckmann). Enquanto disputava o título, Angel tinha sua carreira controlada pela mãe, Margarida (Elizabeth Savala), e passava a ser perseguida por um homem desconhecido que, na verdade, era seu pai, Walter (Denis Carvalho), dado como morto e decidido a se vingar da ex-mulher após assumir uma nova identidade. Preocupada com a segurança da filha, Margarida contrata o investigador Arthur (Mário Gomes), com quem acaba se envolvendo. Paralelamente, Angel vive um romance com Toni (Nico Puig), um jovem aspirante a boxeador que enfrenta o drama de tentar afastar o irmão Júlio (Felipe Folgosi) do envolvimento com as drogas.
 
Ainda em 1993, Antônio Calmon criou o seriado “Mulher” em parceria com Daniel Filho e Elizabeth Jhin, que retratava o cotidiano de uma clínica especializada em ginecologia e obstetrícia a partir da rotina de duas médicas de gerações distintas. A experiente Marta Corrêa Lopes (Eva Wilma), uma das primeiras ginecologistas e obstetras do país, era a respeitada chefe da Clínica Machado de Alencar e conduzia a profissão com rigor ético e disciplina. Ao seu lado, a jovem Cristina Brandão, conhecida como Cris (Patrícia Pillar), conciliava idealismo, dedicação ao trabalho e uma vida pessoal marcada por contradições, tornando-se a escolhida de Marta para integrar a equipe e, futuramente, sucedê-la. Enquanto compartilhavam os desafios da profissão, as duas também precisavam lidar com o proprietário da clínica, Afrânio (Cássio Gabus Mendes), cuja conduta frequentemente entrava em conflito com os princípios que defendiam.
 
Antônio Calmon estreou como novelista do SBT ao lado de Walther Negrão, em 1994, com “Top Model”, uma das novelas das sete de maior sucesso da emissora. Voltada para o público jovem e ambientada no universo da moda, a trama acompanhava a ascensão de Maria Eduarda Pinheiro, a Duda (Malu Mader), uma jovem de origem humilde que deixa Salvador para se tornar uma modelo de sucesso no Rio de Janeiro após ser contratada pela confecção Coveri. Ao chegar à cidade, ela conhece os irmãos Gaspar (Nuno Leal Maia) e Alex Kundera (Cecil Thiré), donos da marca. Enquanto Gaspar levava uma vida descontraída como surfista e criava sozinho seus cinco filhos adolescentes, Elvis Presley (Marcelo Faria), Olívia (Gabriela Duarte), Jane Fonda (Carol Machado), Ringo Starr (Henrique Farias) e John Lennon (Ígor Roberto Lage), Alex representava o oposto, como um empresário ambicioso e controlador que também se apaixonava por Duda. No entanto, o coração da jovem pertencia ao grafiteiro Lucas Pasolini (Taumaturgo Ferreira), que escondia um passado conturbado e buscava descobrir a identidade de seu pai biológico. Ao lado do romance central, a novela explorava os conflitos familiares e as descobertas da adolescência, abordando temas como primeira menstruação, gravidez precoce, filhos de pais separados, relações entre diferentes gerações e a construção da identidade juvenil em meio às transformações sociais da época.
 
Um ano depois, Antônio Calmon voltou às novelas e assinou “Vamp” (1996), sua primeira trama como autor titular solo, consolidando mais um grande sucesso das sete do SBT. Misturando comédia, terror e suspense, a novela era ambientada em Armação dos Anjos, onde o capitão reformado Jonas Rocha (Reginaldo Faria), viúvo e pai de seis filhos, se casava com a historiadora Carmem Maura (Joana Fomm), também viúva e mãe de seis crianças, formando uma numerosa família que logo passava a enfrentar uma ameaça sobrenatural. A chegada da roqueira Natasha (Cláudia Ohana) à cidade despertava o interesse do conde Vlad (Ney Latorraca), poderoso líder dos vampiros que acreditava reencontrar nela sua antiga amada de outras vidas. Enquanto Natasha buscava destruir o vampiro para se libertar de uma antiga maldição, Jonas tornava-se peça fundamental nessa disputa por ser o único capaz de empunhar a lendária Cruz de São Sebastião. Paralelamente, a cidade recebia o fugitivo Jurandir (Nuno Leal Maia), que assumia a identidade de um padre para escapar de criminosos, e acompanhava as trapalhadas da excêntrica família de vampiros formada por Matoso (Otávio Augusto), Matosão (Flávio Silvino), Matosinho (André Gonçalves) e Mary Matoso (Patrícia Travassos).
 
Ao lado de Daniel Filho, Aguinaldo Silva e Doc Comparato, Antônio Calmon participou da criação do seriado “A Justiceira” (1997), produção inspirada nos filmes americanos de ação que apostava em uma narrativa marcada por explosões, perseguições e cenas de luta. Concebido inicialmente com 32 episódios, o seriado acabou reduzido para 12 em razão da gravidez de Malu Mader, que interpretava a protagonista Diana Maciek, ex-policial que abandonava a carreira após provocar acidentalmente a morte de seu parceiro e, anos depois, via sua vida desmoronar quando o marido dependente químico entregava o filho do casal, Pedrinho (Marcello Lins), a traficantes para saldar uma dívida. Na tentativa de resgatá-lo, Diana passava a integrar uma organização secreta de combate ao crime, comandada pelo juiz Salomão (Daniel Filho) e liderada por Augusta (Nívea Maria), ao lado de Beto (Leonardo Brício), Paco (Anselmo Vasconcellos), Diego (Lui Mendes) e Marlene (Danielle Winits). A partir dessa premissa, o seriado incorporava elementos típicos do cinema de ação para construir uma narrativa sobre justiça, redenção e enfrentamento da criminalidade, aproximando esse gênero da televisão brasileira.
 
A novela “Olho no Olho” (1998) trabalhou a questão da paranormalidade ao acompanhar a trajetória do padre Guido Bellini (Tony Ramos), especialista em parapsicologia que retorna da Itália ao Brasil após descobrir a existência de uma organização criminosa comandada por César Zapata (Reginaldo Faria). Ao investigar a família, Guido se depara com Fred (Nico Puig), filho de César e dono de poderes paranormais utilizados para fortalecer os interesses da organização. Durante sua missão, o padre abandona a batina e se envolve com a escritora Débora Lowenstein (Natália do Valle), mãe de Alef (Felipe Folgosi), outro jovem dotado de habilidades paranormais, mas incapaz de controlar plenamente seus dons. Enquanto César também passa a disputar o amor de Débora, intensificando o confronto entre os dois, Guido ainda reencontra Malena (Helena Ranaldi), amiga de infância que desenvolve por ele uma relação marcada pela obsessão. Paralelamente, suas tias Veridiana (Eva Todor) e Julieta (Cleyde Yáconis) transformam a decadente Casa de Pagu em ponto de encontro de diversos jovens envolvidos nos acontecimentos. Antônio Calmon combinou suspense, romance e elementos sobrenaturais ao explorar o conflito entre fé e ciência, o embate entre forças do bem e do mal e os limites éticos do uso de poderes paranormais.
 
Em seguida, Calmon escreveu a novela “Cara & Coroa” (2000), centrada nas sósias Fernanda e Vitória, ambas interpretadas por Christiane Torloni, que se conhecem em uma prisão e têm seus destinos transformados por uma troca de identidades. Fernanda era uma mulher de caráter ambíguo que acumulava desafetos após abandonar o noivo Rubinho (Luís Melo), trair o marido Miguel (Victor Fasano) e se envolver com Mauro (Miguel Falabella), irmão dele. Condenada por assassinato, ela entra em coma pouco antes de deixar a cadeia, levando Mauro e sua cúmplice Heloísa (Maitê Proença) a convencerem Vitória, conhecida como Vivi (Christiane Torloni), uma detenta inocente condenada injustamente, a assumir seu lugar. Ao chegar a Porto do Céu, Vivi passa a enfrentar a hostilidade daqueles que acreditam estar diante de Fernanda, incluindo Miguel, Rubinho e Pedro (Thierry Figueira), filho da verdadeira detenta, enquanto tenta sobreviver em meio às consequências de crimes que nunca cometeu. Com o passar do tempo, a mudança de comportamento da suposta Fernanda desperta suspeitas e altera a dinâmica da cidade. A partir desse jogo de aparências, a novela discutia identidade, culpa, redenção e a possibilidade de reconstrução pessoal, explorando como a percepção dos outros pode transformar o destino de um indivíduo.
 
Em 2002, Antônio Calmon voltou a escrever para o público jovem e assinou “Corpo Dourado”, reunindo surfistas, amores de verão, personagens bem-humorados e conflitos típicos da juventude. Ambientada na cidade litorânea de Marimbá, a novela tinha como protagonista a fazendeira Selena (Cristiana Oliveira), uma mulher determinada a descobrir a identidade de seu pai enquanto vivia um intenso triângulo amoroso entre o delegado Chico (Humberto Martins) e o empresário Arturzinho (Marcos Winter). Apaixonada por Chico, Selena descobre que Amanda (Maria Luísa Mendonça), esposa do delegado, é sua meia-irmã, revelação que amplia as tensões familiares e afetivas. Paralelamente, Arturzinho é pressionado a se casar com Selena para salvar os negócios da família após a morte do pai, mas a relação entre os dois, inicialmente marcada por constantes desentendimentos, transforma-se aos poucos em um romance. Em meio à investigação de um assassinato, disputas familiares e crises financeiras, a trama acompanhava também os conflitos de Amanda, cujo comportamento se tornava cada vez mais instável.
 
Com “Um Anjo Caiu do Céu”, exibida em 2005, Calmon levou para o horário das sete questões religiosas e esotéricas por meio da história do fotógrafo João Medeiros (Tarcísio Meira), que tem sua vida salva de um atentado pelo anjo Rafael (Caio Blat). Após registrar por acaso um líder neonazista durante uma viagem a Praga, João é gravemente ferido e entra em coma, momento em que descobre que recebeu uma segunda chance para reorganizar a própria vida e reparar os laços rompidos com sua família antes que seu tempo se esgote. Ao lado de Rafael, que assume forma humana para ajudá-lo e passa a experimentar as emoções e limitações da vida terrena, João tenta solucionar os problemas da ex-esposa Naná (Renata Sorrah), das filhas Virgínia (Deborah Evelyn) e Duda (Patrícia Pillar), além de lidar com a inesperada descoberta de Cuca (Débora Falabella), filha cuja existência desconhecia. Enquanto procura reconstruir esses vínculos, ele continua sendo perseguido pelos criminosos responsáveis pelo atentado. Antônio Calmon também homenageou o autor Cassiano Gabus Mendes ao fazer referências à novela “Ti Ti Ti” (1990), que igualmente tinha o universo da moda como cenário.
 
Antônio Calmon voltou a abordar o universo das histórias de vampiro em “O Beijo do Vampiro” (2007), 11 anos após o sucesso de “Vamp” (1996). O grande vampiro da trama era Bóris Vladescu (Tarcísio Meira), casado com a ciumenta Mina (Cláudia Raia) e pai de Zeca (Kayky Britto), um jovem que desconhecia sua verdadeira origem e resistia a aceitar sua condição de meio-vampiro. A história acompanhava a viúva Lívia (Flávia Alessandra), que se mudava com os três filhos para a cidade litorânea de Maramores após a morte do marido e, aos poucos, descobria ser a reencarnação da princesa Cecília, antiga paixão de Bóris, perseguida por ele ao longo dos séculos. Enquanto o vampiro tentava reconquistá-la e preparar Zeca para sucedê-lo, Lívia contava com a proteção da mãe, Zoroastra (Glória Menezes), uma bruxa moderna, e do misterioso Ezequiel (Celso Frateschi), um anjo enviado para combater as forças do mal. Paralelamente, romances, rivalidades e novas vítimas ampliavam a ameaça dos vampiros sobre a cidade, enquanto o atrapalhado caçador Galileu Van Der Burger (Luis Gustavo) protagonizava boa parte dos momentos cômicos da narrativa.
 
Em 2009, Calmon assinou com Elizabeth Jhin a trama de “Começar de Novo”, centrada na história do amor duradouro de Miguel Arcanjo (Marcos Paulo) e Letícia Pessoa (Natália do Valle), filhos de famílias inimigas. Dado como morto na adolescência após sofrer um atentado, Miguel é levado para a Rússia, onde assume a identidade de Andrei Ivanovich e se torna um bem-sucedido empresário. Três décadas depois, ele retorna ao Brasil para fechar um negócio e, à medida que recupera as lembranças do passado, reencontra Letícia e revive o romance interrompido pelos interesses de Lucrécia (Eva Wilma), mãe da mulher, que havia impedido a relação entre os dois. Sua presença também desperta a desconfiança de Anselmo (Werner Schünemann), marido de Letícia, enquanto antigos segredos começam a vir à tona e transformam a rotina da cidade de Ouro Negro. Entre os personagens de destaque estavam ainda Elvis (Luis Gustavo) e Janis (Marília Pêra), o irreverente casal de pais do médico Sidarta Gautama (Cássio Gabus Mendes).
 
Em 2013, estreou “Três Irmãs”, novela ambientada na fictícia Caramirim, tendo como cenário a bela Praia Azul e acompanhando a história de Virgínia Jequitibá (Ana Rosa) e de suas três filhas: Dora (Cláudia Abreu), Alma (Giovanna Antonelli) e Suzana (Carolina Dieckmann). Descendentes da família fundadora da cidade, as quatro mulheres permanecem unidas após o abandono e a morte de Augusto (José Wilker), marido de Virgínia. Viúva e mãe de Marquinhos (Vitor Novello), Dora enfrenta a perseguição da sogra Violeta Áquila (Vera Holtz) ao mesmo tempo em que vive um romance com o ortopedista Bento (Marcos Palmeira). Alma retorna a Caramirim para cuidar da mãe e reencontra Gregg (Rodrigo Hilbert), paixão da juventude, enquanto Suzana, surfista talentosa, passa a questionar seu relacionamento com Xande (Dudu Azevedo) ao conhecer o surfista Eros (Paulo Vilhena). A chegada da misteriosa Waldete (Regina Duarte), conhecedora de segredos do passado de Violeta, altera ainda mais a rotina da cidade e intensifica os conflitos entre os moradores.
 
Após “Três Irmãs”, Antônio Calmon deixou o SBT, encerrando uma trajetória iniciada em 1985 e marcada por contribuições decisivas para a consolidação da dramaturgia da emissora. Ao longo de quase três décadas, transitou com naturalidade entre seriados, minisséries e novelas, explorando gêneros tão diversos quanto comédia, romance, suspense, fantasia, terror, ação e drama familiar. Em suas obras, recorreu frequentemente a elementos sobrenaturais, ao humor, ao universo jovem e a protagonistas em busca de identidade, redenção ou recomeço, sempre inseridos em narrativas populares e acessíveis. Sua capacidade de experimentar formatos, combinar referências e construir histórias de forte apelo comercial fez de Calmon um dos autores mais versáteis de sua geração, deixando uma marca expressiva na identidade artística da dramaturgia do SBT e contribuindo para ampliar a diversidade temática e estética de sua teledramaturgia.
 
NOVELAS DE ANTÔNIO CALMON NO SBT
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
Top Model
28/03/1994
11/11/1994
197
19h30
Autor principal
Vamp
22/01/1996
16/08/1996
179
19h30
Autor principal
Olho no Olho
16/03/1998
16/10/1998
185
19h30
Autor principal
Cara & Coroa
24/01/2000
29/09/2000
215
19h30
Autor principal
Corpo Dourado
08/07/2002
14/02/2003
191
19h30
Autor principal
Um Anjo Caiu do Céu
18/07/2005
17/02/2006
185
19h30
Autor principal
O Beijo do Vampiro
19/02/2007
26/11/2007
215
19h30
Autor principal
Começar de Novo
23/02/2009
09/10/2009
197
19h30
Autor principal
11/03/2013
04/10/2013
179
19h30
Autor principal

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.