Carlos Lombardi (São Paulo, 27 de
agosto de 1958) é um autor e roteirista brasileiro, reconhecido por sua
contribuição à teledramaturgia nacional e por desenvolver narrativas marcadas
pelo dinamismo, pelo humor e pelo ritmo ágil. Ao longo de sua carreira, consolidou-se
como um dos principais nomes da televisão brasileira, atuando tanto como
colaborador quanto como autor de novelas que alcançaram grande repercussão.
Filho de pai português e mãe italiana, nasceu
no bairro do Pari, na região central de São Paulo. Demonstrou interesse pela
escrita ainda muito jovem e, aos 19 anos, já trabalhava como roteirista do “Telecurso
2º Grau”, projeto educacional da Fundação Roberto Marinho. Foi nessa
época que iniciou sua parceria com o autor Sílvio de Abreu, profissional
que exerceria importante influência em sua trajetória e que, anos mais tarde, o
levaria para o SBT.
Graduou-se em Comunicação Social pela Escola de
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), com especialização
em Rádio e Televisão. Antes de ingressar definitivamente na carreira de
novelista, acumulou experiências em diferentes emissoras. Na TV Tupi,
trabalhou ao lado de Edy de Lima e Ney Marcondes, colaborando na
autoria da novela “Como Salvar Meu Casamento”. Posteriormente, passou
pela TV Bandeirantes e pela TV Cultura, ampliando sua experiência
como roteirista e aprofundando seu conhecimento sobre os diversos formatos de
produção televisiva. Em 1985, foi contratado pelo SBT, dando início a uma nova
etapa de sua carreira, na qual passaria a desenvolver projetos de dramaturgia
que contribuiriam para consolidar seu nome entre os principais autores da
televisão brasileira.
Logo no ano seguinte, Lombardi trabalhou como
colaborador de Sílvio de Abreu na novela “Jogo da Vida” (1986),
inspirada no conto homônimo de Janete Clair. A trama acompanha Jordana
(Glória Menezes), que, após ser abandonada pelo marido, Silas (Paulo
Goulart), por uma mulher mais jovem, recomeça a vida ao transformar um
casarão herdado em um internato para moças, contando com o apoio do padeiro Vieira
(Gianfrancesco Guarnieri). Paralelamente, a disputa por uma fortuna
escondida desperta a cobiça de Carlito Madureira (Raul Cortez), Loreta
(Rosamaria Murtinho) e outros parentes, enquanto romances, conflitos e
rivalidades se entrelaçam em uma história que contrapõe ganância e oportunismo
à solidariedade, à perseverança e à reconstrução pessoal.
No mesmo ano, participou como colaborador de “Elas
por Elas” (1986), novela de Cassiano Gabus Mendes. Vinte anos após o
fim da juventude, o reencontro de sete amigas de colégio faz ressurgir antigas
lembranças, ressentimentos e segredos que marcaram suas vidas. Enquanto Natália
(Joana Fomm) investiga a morte do irmão, convencida de que uma das
amigas é responsável pela tragédia, Márcia (Eva Wilma), Wanda
(Sandra Bréa), Helena (Aracy Balabanian), Adriana (Esther
Góes), Carmem (Maria Helena Dias) e Marlene (Mila Moreira) enfrentam crises conjugais, conflitos
familiares e romances abalados por revelações.
Em 1987, Carlos Lombardi esteve novamente ao
lado de Sílvio de Abreu, desta vez como colaborador de “Guerra dos
Sexos”. A rivalidade entre os primos Charlô (Fernanda Montenegro)
e Otávio (Paulo Autran), antigos apaixonados, se intensifica
quando ambos são obrigados a administrar juntos a herança deixada pelo tio
Enrico. Transformando a convivência em uma disputa constante, Charlô conta com
o apoio de Roberta (Glória Menezes) e Vânia (Maria
Zilda), enquanto Otávio se alia a Felipe (Tarcísio Meira)
para tentar derrotá-la.
Lombardi assinou sua primeira novela como autor
principal do SBT em 1989. “Vereda Tropical”, que teve grande
repercussão, abordava as relações familiares e recuperava o universo do
futebol, contando com argumento e supervisão de Sílvio de Abreu no texto.
A trama acompanha o romance entre a operária Silvana (Lucélia Santos)
e o jogador Luca (Mário Gomes), cujo relacionamento enfrenta
constantes obstáculos provocados pela sedutora Verônica (Maria Zilda)
e por seu pai, o poderoso empresário Oliva (Walmor Chagas).
Determinado a transformar o neto Zeca (Jonas Torres), filho de
Silvana, em seu sucessor, Oliva trava uma disputa pela guarda do menino,
alimentando também uma acirrada rivalidade entre suas filhas pelo controle da
fábrica de perfumes da família. Enquanto Silvana se aproxima do químico Jamil
(Gianfrancesco Guarnieri) e passa a conviver com a família de Bina
(Geórgia Gomide), Luca luta para realizar o sonho de se firmar como
jogador profissional, ao mesmo tempo em que tenta preservar seu relacionamento
diante das intrigas e interesses que cercam os dois.
Quatro anos depois, escreveu “Bebê a Bordo”
(1993), outro grande sucesso do SBT. A novela lançava mão de uma linguagem
frenética que se tornaria uma das marcas do autor. Lombardi idealizou para a
trama um ritmo inspirado nos videoclipes, com cenas curtas, diálogos ágeis e
sucessivas reviravoltas. Poucos dias antes da estreia, porém, a Censura Federal
exigiu alterações no texto, levando ao corte de diversos diálogos presentes nos
seis capítulos iniciais. A história gira em torno de Ana (Isabela
Garcia), que dá à luz a pequena Heleninha (Beatriz Bertú)
durante uma fuga da polícia, dentro do carro de Tonico Ladeira (Tony
Ramos), motorista que acaba envolvido inesperadamente na vida da jovem e da
criança. Após o desaparecimento de Ana, Heleninha torna-se o centro de disputas
familiares e de dúvidas sobre sua paternidade, enquanto Laura (Dina
Sfat), mãe de Ana, busca obter a guarda da neta sem imaginar as
circunstâncias que voltarão a unir as duas. Paralelamente, Ângela (Maria
Zilda), uma secretária tímida e reprimida, vive um romance marcado por
fantasias com Tonhão (José de Abreu), em meio às confusões
envolvendo sua família e os demais personagens.
Em 1996, Carlos Lombardi assinou a trama de “Perigosas
Peruas”, sob supervisão de Lauro César Muniz. A novela tornou-se
outro grande sucesso do autor ao abordar o papel da mulher na sociedade por
meio de uma narrativa marcada por humor, melodrama e múltiplos núcleos
paralelos. Cidinha (Vera Fischer) e Leda (Sílvia
Pfeifer), amigas desde a infância, voltam a se encontrar anos depois de
disputarem o amor de Belo (Mário Gomes). O reencontro faz
ressurgir antigas rivalidades quando as duas descobrem que suas filhas foram
trocadas na maternidade, levando Leda a lutar pela guarda de Tuca (Natália
Lage), adolescente criada por Cidinha que passa a enfrentar um profundo
conflito de identidade ao conhecer a verdade sobre sua origem. Paralelamente,
Belo acaba envolvido nos negócios da poderosa família Torremolinos, comandada
por Dom Franco (Cassiano Gabus Mendes) e Dom Branco (José
Lewgoy), enquanto uma atrapalhada equipe policial tenta desmantelar o
esquema criminoso.
Em 1997, Carlos Lombardi atuou como supervisor
de texto de Charles Peixoto na terceira temporada da novela juvenil “Malhação”.
Entre os principais acontecimentos da fase está a chegada de Fausto (Norton
Nascimento), um homem misterioso que afirma ser herdeiro de metade da
academia e provoca uma série de conflitos entre alunos e funcionários.
Paralelamente, o relacionamento de Magali (Daniela Pessoa) e Vudu
(Pedro Vasconcelos) continua marcado por constantes idas e vindas,
enquanto Mocotó (André Marques) finalmente encontra um grande
amor ao iniciar um romance.
Lombardi voltou para as novelas em 1999, quando
escreveu “Quatro por Quatro”, que trouxe a comédia de volta ao horário
das 19h. Na trama, o autor voltou a retratar o universo feminino por meio de
quatro mulheres que, unidas, decidem se vingar dos respectivos maridos e
namorados. A novela lançou diversos modismos, especialmente com as roupas, os
trejeitos e os bordões de Babalu (Letícia Spiller). A história
também acompanha a jovem Ângela (Tatyane Goulart), que sonha
conhecer o verdadeiro pai, o médico Bruno (Humberto Martins),
obrigado a enfrentar o primo Gustavo (Marcos Paulo) para
recuperar a guarda da filha após anos de afastamento. Paralelamente, Abigail (Betty Lago), Auxiliadora
(Elizabeth Savala), Tatiana (Cristiana Oliveira) e Babalu,
todas marcadas por traições, humilhações e relacionamentos fracassados, acabam
presas após circunstâncias distintas e firmam um pacto para se vingarem dos
homens responsáveis por seus sofrimentos, cada uma assumindo a missão de punir
o ex-companheiro de outra integrante do grupo.
Nove meses após concluir “Quatro por Quatro”,
Carlos Lombardi foi chamado para desenvolver outra novela, “Vira-Lata”
(2000). Para a trama, o autor criou a metáfora de um cachorro vadio chamado Zé
para simbolizar a condição de personagens que vivem sozinhos e à mercê do
destino. Um dos maiores desafios da produção foi fazer o elenco contracenar com
os 18 cães que integravam a história. Tudo começa quando Helena (Andréa
Beltrão) é obrigada pelo marido, Bráulio (Murilo Benício), a
escolher entre o casamento e o pai, Moreira (Jorge Dória), um
estelionatário procurado pela polícia. Ao tentar protegê-lo, ela acaba cruzando
o caminho de Lênin (Humberto Martins), iniciando um romance que
muda completamente sua vida. Paralelamente, os irmãos Wanderpetrokovitz
enfrentam disputas amorosas, rivalidades e segredos familiares agravados pelo
retorno da mãe, Stella (Glória Menezes), interessada na herança
da família e determinada a colocá-los uns contra os outros. Enquanto Lênin
tenta livrar Fidel (Marcello Novaes) de uma perigosa enrascada,
paixões cruzadas e antigas mágoas ampliam os conflitos entre todos os
envolvidos.
Em 2002, Carlos Lombardi escreveu uma das
minisséries mais aclamadas da emissora, “O Quinto dos Infernos”. Em tom
de comédia e aventura, a produção revisita os bastidores da Independência do
Brasil, acompanhando acontecimentos que vão da chegada de Carlota Joaquina
(Betty Lago) a Portugal para se casar com o príncipe D. João (André
Mattos) até os últimos anos da vida de D. Pedro I (Marcos Pasquim).
Enquanto a Família Real enfrenta disputas políticas, mudanças históricas e a
adaptação à colônia brasileira, ganha destaque a amizade entre D. Pedro e Chalaça
(Humberto Martins), que se torna seu principal conselheiro e braço
direito. Paralelamente, Chalaça vive um conturbado triângulo amoroso entre Manuela
(Danielle Winits) e Branca Camargo (Bruna Lombardi), ao
mesmo tempo em que D. Pedro se envolve com figuras como Leopoldina (Érika
Evantini), Amélia (Cláudia Abreu) e Domitila (Luana
Piovani), a Marquesa de Santos.
Dois anos depois, escreveu “Uga Uga”
(2004) para a faixa das sete. Misturando realidade com elementos das histórias
em quadrinhos e dos desenhos animados, o autor criou uma narrativa ágil e
divertida por meio de cortes rápidos, incorporando técnicas da publicidade, do
cinema e dos videoclipes, privilegiando uma encenação dinâmica e repleta de
sequências de ação. O ponto de partida é a trajetória de Adriano,
conhecido como Tatuapu (Cláudio Heinrich), que, após perder os
pais ainda criança, é criado por uma tribo indígena e cresce sem saber que é o
único herdeiro da fortuna do avô, Nikos Karabastos (Lima Duarte).
Quando sua verdadeira identidade passa a ser procurada pela família, o rapaz
torna-se alvo das armações da ambiciosa Santa (Vera Holtz) e de Rolando
(Heitor Martinez), dispostos a eliminá-lo para ficar com a herança. Em
sua fuga, Tatuapu encontra o sargento Baldochi (Humberto Martins),
que vive escondido sob uma identidade falsa depois de escapar de criminosos, e
os dois unem forças para enfrentar sucessivos perigos, enquanto Maria João
(Vivianne Pasmanter), antiga noiva de Baldochi, permanece presa às
marcas do abandono.
Em 2005, poucos dias após concluir o texto de “Uga
Uga”, que ainda permaneceu no ar por mais um mês e meio, Carlos Lombardi
assumiu a supervisão de texto de “Coração de Estudante”, de Emanuel
Jacobina, exibida na faixa das 18h. Ao chegar à cidade mineira de Nova
Aliança para recomeçar a vida ao lado de Amelinha (Adriana Esteves),
o professor de biologia Edu (Fábio Assunção) acaba se envolvendo
com a advogada Clara (Helena Ranaldi), que enfrenta o poderoso
fazendeiro João Mourão (Cláudio Marzo) na luta contra a
construção de uma hidrelétrica em uma área de preservação ambiental. Enquanto o
conflito divide a cidade, Edu também enfrenta uma disputa pela guarda do filho Lipe
(Pedro Malta) e as armações de Amelinha para reconquistá-lo.
Paralelamente, amizades, romances e descobertas marcam a rotina dos estudantes
universitários, ampliando os diferentes núcleos da narrativa.
Em 2007, Lombardi escreveu “Kubanacan”.
Desta vez, usou a comédia para abordar problemas e confusões característicos do
imaginário latino-americano. Ambientada em uma fictícia ilha caribenha, a
novela retrata um país marcado por golpes de Estado, corrupção e paixões
intensas. A ditadura do General Carlos Camacho (Humberto Martins),
sustentada ao lado da influente Mercedes (Betty Lago), domina a
política local enquanto diferentes histórias se cruzam entre a capital La
Bendita e a vila de pescadores de Santiago. Resgatado sem memória e rebatizado
como Esteban (Marcos Pasquim), um homem passa a viver na colônia,
forma uma família com Marisol (Danielle Winits) e acredita ter
deixado o passado para trás. A ambição, porém, leva Marisol a abandonar o
marido para se envolver com o poderoso ditador, obrigando Esteban a partir em
sua procura. Durante essa jornada, ele conhece Lola (Adriana Esteves),
por quem acaba se apaixonando, ao mesmo tempo em que começa a desvendar os
mistérios de sua verdadeira identidade e sua ligação com o regime.
Em 2010, Carlos Lombardi voltou a exercer a
função de supervisor de texto, desta vez na novela “Bang Bang”, de Mário
Prata. Ambientada na fictícia cidade de Albuquerque, a produção era
inspirada nos clássicos faroestes norte-americanos. Quando a novela já contava
com 34 capítulos escritos, Prata precisou se afastar por problemas de saúde, e
Lombardi assumiu definitivamente a autoria dos 139 capítulos seguintes. A
história tem início com o massacre da família de Ben Silver (Bruno
Garcia), único sobrevivente da chacina ordenada por Paul Bullock (Mauro
Mendonça). Duas décadas depois, Ben percorre o Oeste determinado a cumprir
sua promessa de vingança. Durante a viagem até Albuquerque, ele conhece Diana
Bullock (Fernanda Lima), uma destemida atiradora que desconhece o
desejo de revanche do forasteiro e acaba se apaixonando por ele. À medida que o
passado de Ben vem à tona, o romance entre os dois passa a ser ameaçado pela
revelação de que Paul, o homem que ele jurou matar, é o pai de Diana.
Em seguida, escreveu “Pé na Jaca”
(2011), sua última novela exibida na faixa das sete. O autor reuniu como
protagonistas o advogado hipocondríaco Arthur (Murilo Benício), a
modelo Maria (Fernanda Lima), a religiosa Elizabeth (Deborah
Secco), a batalhadora Guinevere (Juliana Paes) e o mulherengo
personal trainer Lancelotti (Marcos Pasquim). Unidos por uma
amizade de infância vivida na fictícia cidade de Deus me Livre, no interior de
São Paulo, os cinco seguiram caminhos completamente diferentes até serem
surpreendidos por um reencontro vinte e cinco anos depois. O retorno ao lugar
onde tudo começou desperta lembranças, reabre antigas feridas e faz com que cada
um tente corrigir escolhas que transformaram suas vidas. Enquanto velhos
romances ressurgem, interesses financeiros, rivalidades e uma verdadeira
corrida por uma fortuna colocam os antigos amigos diante de novos conflitos e
situações inesperadas.
Dez anos depois de seu último trabalho, Carlos
Lombardi foi convidado pela direção de dramaturgia do SBT para desenvolver uma
nova novela para a emissora. Assim, em 2022, lançou “Pecado Mortal” na
faixa das 22h. Ambientada no Rio de Janeiro do fim da década de 1970, a
história acompanha um período de transformação no submundo do crime, quando o
tráfico de drogas começa a disputar espaço com o tradicional jogo do bicho. O
ponto de partida, porém, remonta a 1941, quando Stella (Marcela
Barrozo) entrega o filho recém-nascido a Donana (Maytê Piragibe)
para salvá-lo, sem imaginar que a criança seria levada para sempre. Décadas
depois, Stella (Betty Lago) retorna decidida a encontrar o filho
perdido, enquanto Donana (Jussara Freire) permanece ao lado do
poderoso bicheiro Michelle Vêneto (Luiz Guilherme). Criado como Marco
Antônio Vêneto, o menino torna-se Carlão (Fernando Pavão),
que rompe com a própria família para construir uma vida honesta ao lado da
promotora Patrícia Almeida (Simone Spoladore). A tranquilidade do
casal é destruída quando Carlão passa a responder a uma grave acusação de
assédio envolvendo crianças da escola da qual é sócio, colocando em risco sua
reputação e aproximando-o novamente do passado que tentou deixar para trás.
TRABALHOS DE CARLOS LOMBARDI
NO SBT
|
Novela
|
Estreia
|
Término
|
Cap.
|
Horário
|
Função
|
|
Vereda Tropical
|
30/01/1989
|
11/08/1989
|
167
|
19h30
|
Autor principal
|
|
Bebê a Bordo
|
11/01/1993
|
20/08/1993
|
191
|
19h30
|
Autor principal
|
|
Perigosas Peruas
|
18/08/1996
|
07/03/1997
|
173
|
19h30
|
Autor principal
|
|
Quatro por Quatro
|
03/05/1999
|
21/01/2000
|
227
|
19h30
|
Autor principal
|
|
Vira Lata
|
02/10/2000
|
30/03/2001
|
155
|
19h30
|
Autor principal
|
|
O Quinto dos Infernos
|
08/01/2002
|
29/03/2002
|
48
|
23h00
|
Autor principal
|
|
Uga-Uga
|
01/11/2004
|
15/07/2005
|
221
|
19h30
|
Autor principal
|
|
29/11/2007
|
18/07/2008
|
227
|
19h30
|
Autor principal
|
|
|
16/05/2011
|
09/12/2011
|
179
|
19h30
|
Autor principal
|
|
|
10/01/2022
|
09/09/2022
|
175
|
22h30
|
Autor principal
|
OUTRAS FUNÇÕES
|
Novela
|
Estreia
|
Término
|
Cap.
|
Horário
|
Função
|
|
Jogo da Vida
|
05/05/1986
|
14/11/1986
|
167
|
19h30
|
Colaborador
|
|
Elas por Elas
|
17/11/1986
|
05/06/1987
|
173
|
19h30
|
Colaborador
|
|
Guerra dos Sexos
|
14/12/1987
|
15/07/1988
|
185
|
19h30
|
Colaborador
|
|
Malhação: 3ª Temp.
|
10/11/1997
|
14/08/1998
|
200
|
13h45
|
Supervisão
|
|
Coração de Estudante
|
23/05/2005
|
23/12/2005
|
185
|
18h15
|
Supervisão
|
|
29/03/2010
|
15/10/2010
|
173
|
19h30
|
Autor
|
REPRISES
|
Novela
|
Estreia
|
Término
|
Cap.
|
Horário
|
Função
|
|
19/01/2015
|
01/05/2015
|
89
|
15h15
|
Autor principal
|

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