Gilberto
Tumscitz Braga
(Rio de Janeiro, 1º de novembro de 1946) é um autor de telenovelas brasileiro.
Cursou a faculdade de Letras na Pontifícia Universidade Católica do Rio de
Janeiro e começou a trabalhar dando aulas na Aliança Francesa. Posteriormente,
trabalhou como crítico de teatro e cinema do jornal O Globo.
Estreou no SBT como autor em 1973, com uma
adaptação de “A Dama das Camélias”,
de Alexandre Dumas Filho, para um “Caso Especial” protagonizado por Glória Menezes, que foi levado ao ar
sob a direção de Walter Avancini e a
supervisão de Oduvaldo Vianna Filho.
A partir daí, escreveu mais Casos
Especiais, dentre os quais destaca-se “As
Praias Desertas”, protagonizado por Dina
Sfat, Yoná Magalhães e Juca de Oliveira.
Exibida em 1978, “Helena” marcou a
primeira experiência de Gilberto Braga na teledramaturgia, ao adaptar para a
televisão o romance homônimo de Machado de Assis, tornando-se a primeira
novela inspirada em um clássico da literatura brasileira e a quarta produção da
faixa das 18h do SBT, ainda exibida em preto e branco. Ambientada na Corte do
Rio de Janeiro em 1859, a trama tem início com a morte do respeitado Conselheiro
Vale (Durval Pereira) e a leitura de um testamento que surpreende ao
reconhecer Helena (Lúcia Alves) como sua herdeira e suposta
filha, levando-a a integrar o cotidiano da chácara onde vivem Estácio do
Vale (Osmar Prado) e sua tia Úrsula (Ida Gomes),
administradora dos bens da família. Enquanto Estácio aceita o último desejo do
pai e acolhe a jovem com afeto, Úrsula e o Dr. Camargo (Rogério Fróes),
um dos testamenteiros ao lado do Padre Melchior (Carlos Duval),
veem Helena como uma intrusa, sobretudo por ela ameaçar o noivado de Estácio
com Eugênia Camargo (Ângela Valério). Com o convívio, Helena
conquista a estima de todos e desperta um amor correspondido em Estácio,
tensionado pelo conflito moral de ele acreditar que ambos são irmãos, ao passo
que a jovem guarda o segredo de não ser filha legítima do conselheiro e mantém
correspondência com seu verdadeiro pai, Salvador (Gilberto Sálvio),
em uma narrativa que articula romance, herança e convenções sociais do Segundo
Reinado.
Exibida poucos meses depois, “Senhora”
marcou a segunda adaptação literária de Gilberto Braga para a faixa das 18h, ao
transpor para a televisão o romance homônimo de José de Alencar em uma
produção exibida em cores e composta por 83 capítulos, consolidando o autor no
horário. Conduzida pelo tema da vingança e das convenções sociais do Segundo
Reinado, a trama acompanha Aurélia (Norma Blum), jovem pobre
preterida pelo ambicioso jornalista Fernando (Cláudio Marzo), que
rompe o romance ao aceitar o dote oferecido pelo banqueiro Manuel (Felipe
Wagner) para se casar com sua filha Adelaide (Fátima Freire).
A reviravolta ocorre quando Aurélia herda inesperadamente uma grande fortuna,
tornando-se uma das mulheres mais ricas da corte e passando a administrar sua
vida com o apoio da parenta Dona Firmina (Zilka Sallaberry) e do
fiel administrador Lemos (Alberto Perez). Decidida a inverter as
posições sociais e afetivas, ela atrai Fernando com uma proposta ainda mais
vantajosa de dote, cem contos de réis, levando-o a abandonar Adelaide e aceitar
um casamento sem saber a identidade da noiva. Após o matrimônio, Aurélia impõe
ao marido a humilhação de um casamento de conveniência, transformando o lar em
um campo de disputa moral, até que, ao fim de meses de ressentimento e
aprendizado, ambos são forçados a confrontar seus sentimentos, revelando que,
por trás da vingança e do dinheiro, subsistia um amor genuíno, capaz de
redefinir suas escolhas e valores.
Duas semanas após a estreia de “Senhora”,
Gilberto Braga lançou, em 1979, sua primeira novela no horário das 19h: “Corrida
do Ouro”, dividindo a autoria com Lauro César Muniz e Janete
Clair em uma trama inspirada em uma notícia de jornal e centrada na herança
deixada pelo excêntrico milionário Durval Pontes de Albuquerque, que, ao
morrer, destina 75 milhões de cruzeiros a cinco mulheres: Teresa (Aracy
Balabanian), Isadora (Sandra Bréa), Patrícia (Renata
Sorrah), Ilka (Maria Luiza Castelli) e Gilda (Célia
Biar), impondo como condição o cumprimento de tarefas que desafiam
diretamente seus estilos de vida e valores. De origem humilde, Teresa precisa
concluir o curso de Jornalismo e assumir a responsabilidade de zelar pelo
cumprimento do testamento; Patrícia, sobrinha preterida pelo tio, é obrigada a
se casar com Rafael (José Augusto Branco), funcionário fiel de
Durval; Isadora, artista em ascensão, deve abandonar a carreira e isolar-se na
fazenda Santa Cruz, sob pena de perder a herança; Ilka, casada com o ambicioso Otávio
(Oswaldo Loureiro), é forçada a conviver com a mãe instável, Kiki
(Zilka Salaberry), de quem fora afastada desde a infância; e Gilda,
vivendo tranquilamente na França com o marido André (Antônio Patiño)
e a filha Wânia (Nívea Maria), precisa retornar definitivamente
ao Brasil. À medida que enfrentam essas exigências, as cinco mulheres se
aproximam, constroem laços de solidariedade e desvendam as motivações ocultas
de Durval, fazendo da novela um retrato ágil e contemporâneo sobre ambição,
ética, escolhas pessoais e transformação feminina diante do poder do dinheiro.
Em 1980, alguns meses após o encerramento de “Corrida
do Ouro”, Gilberto Braga assumiu a autoria de “Bravo!” no horário das 19h,
novela iniciada por Janete Clair (que se afastou do projeto para
dedicar-se a “Pecado Capital”), ambientada no universo da música
clássica e centrada no atormentado maestro Clóvis di Lorenzo (Carlos
Alberto), aclamado pelo público como um gênio, mas consumido pela
frustração de não conseguir compor a obra-prima que considera essencial para
justificar seu talento. Marcado pela morte da esposa Branca e pressionado pela
irmã possessiva Fabiana (Neuza Amaral), que cultua o passado e
desestimula sua criação, Clóvis vive em conflito com a própria fama, atribuída
por ele mais à influência de sua rica família do que ao mérito artístico. Esse
impasse ganha nova perspectiva quando ele conhece Cristina (Aracy
Balabanian), uma jovem humilde vinda do interior para trabalhar em uma
editora, que o toma por um escritor fracassado e passa a se relacionar com ele
sem saber de sua verdadeira identidade, despertando no maestro um amor genuíno
justamente por não tratá-lo como celebridade. Mesmo após o choque da revelação
e o casamento, a insegurança de Clóvis fala mais alto, levando-o a abandonar
Cristina e desaparecer sob um nome falso, vivendo anonimamente, exercendo
trabalhos comuns e tentando, em silêncio, compor a sinfonia que acredita ser
sua redenção. É essa experiência de anonimato e luta cotidiana que lhe devolve
a autoconfiança, permitindo-lhe reencontrar Cristina, agora com o filho Rubinho
(Sérgio Eduardo Valente de Castro), e retomar sua carreira de maestro,
reconciliado com o amor, com a arte e com a certeza de que seu talento não era
apenas reflexo de privilégios, mas fruto de sua própria genialidade.
Ambientada no Rio de Janeiro do século XIX,
poucos anos antes da Abolição da Escravatura, “Escrava Isaura”, primeiro
grande sucesso de Gilberto Braga na faixa das 18h, adapta o romance de Bernardo
Guimarães ao narrar a trajetória de Isaura (Lucélia Santos),
uma escravizada branca criada como filha por Dona Ester Correia de Almeida
(Beatriz Lyra), embora desprezada pelo senhor da fazenda, o Comendador
Almeida (Gilberto Martinho). Educada, sensível e consciente de sua
condição, Isaura sonha com a liberdade enquanto o ex-feitor Miguel (Átila
Iório), que se revela seu pai, tenta juntar dinheiro para comprá-la. A
situação da jovem se agrava com a morte de Ester e o retorno de Leôncio
Correia de Almeida (Rubens de Falco), herdeiro cruel e obcecado por
Isaura, que passa a persegui-la de forma violenta ao não ser correspondido.
Entre fugas, humilhações e castigos, Isaura conhece o amor primeiro com Tobias
(Roberto Pirilo), cuja morte trágica intensifica seu sofrimento, e
mais tarde com Álvaro (Edwin Luisi), um rico abolicionista que se
torna seu principal aliado na luta contra a escravidão. Ao combinar elementos
melodramáticos com uma forte denúncia social da ordem escravocrata, a obra
constrói uma narrativa marcada pela opressão, pela luta por liberdade e pela
resistência de sua protagonista, firmando-se como um dos títulos mais
emblemáticos da teledramaturgia brasileira e alcançando expressiva projeção
internacional.
Inspirada na peça homônima de Pedro Bloch,
“Dona Xepa”, escrita por Gilberto Braga em 1980, acompanha a trajetória
de Xepa (Yara Côrtes), uma feirante humilde da Zona Sul carioca
que, há mais de trinta anos, dedica a vida a garantir um futuro melhor para os
filhos, Edson (Reynaldo Gonzaga) e Rosália (Nívea Maria),
mesmo à custa de sacrifícios pessoais e da própria dignidade. Separada do
marido e amparada pela amizade do vizinho Agenor (Dionísio Azevedo),
Xepa enfrenta o distanciamento progressivo dos filhos, que passam a sentir
vergonha de suas origens: Edson, estudante de Comunicação e aspirante a
escritor, inicia uma ascensão profissional que aprofunda seus conflitos com a
mãe, enquanto Rosália, movida por ambição e desejo de ascensão social, rejeita
o amor do vizinho Daniel (Edwin Luisi) e se envolve com Heitor
(Rubens de Falco), sem conhecer sua real situação financeira. O
casamento aproxima Rosália do universo de Glorita (Ana Lúcia Torre),
madrasta de Heitor, uma socialite decadente e esnobe que humilha Xepa e tenta
se infiltrar na alta sociedade por meio da família Becker, especialmente de Otávio
(Cláudio Cavalcanti), herdeiro inseguro de uma grande editora. Ao
articular conflitos familiares, preconceito social e o choque entre valores
éticos e ambição material, a novela constrói um retrato sensível e crítico das
desigualdades sociais e do preço emocional cobrado daqueles que tentam negar
suas próprias origens.
Após cinco anos de preparação para sua estreia
no horário nobre, Gilberto Braga escreveu “Dancin’ Days” (1985), um de
seus maiores sucessos, inspirada em um tema sugerido por Janete Clair e
centrado na rivalidade entre duas irmãs marcadas por trajetórias opostas. A
trama acompanha Júlia Matos (Sônia Braga), uma ex-presidiária
que, após cumprir onze anos de uma pena de 22 por homicídio culposo, conquista
a liberdade condicional e passa a enfrentar o preconceito social enquanto tenta
reconstruir a própria vida e recuperar o afeto da filha Marisa (Glória
Pires), criada com luxo pela tia Yolanda Pratini (Joana Fomm),
uma socialite ambiciosa que sempre enxergou o casamento como instrumento de ascensão
social. Em sua luta por reintegração, Júlia vive dificuldades profissionais,
estabelece novas relações afetivas e se envolve com o diplomata Cacá (Antônio
Fagundes), ao mesmo tempo em que precisa lidar com novas quedas, incluindo
uma segunda prisão decorrente de atitudes impulsivas. Após esse período, ela
aceita se casar com o rico e solitário Ubirajara Martins (Ary
Fontoura) e retorna ao Brasil transformada, assumindo uma postura
sofisticada e sedutora que a coloca em evidência na alta sociedade carioca. Ao
articular temas como exclusão social, moralidade, ambição e vingança, a trama constrói
um retrato contundente da busca por aceitação e poder, culminando na ascensão
simbólica de Júlia, que passa a rivalizar com a própria irmã nos mesmos códigos
sociais que antes a rejeitavam.
Em 1986, Gilberto Braga escreveu “Água Viva”,
novela que passou a contar com a coautoria de Manoel Carlos a partir do
capítulo 57, centrando sua trama nos conflitos entre os irmãos Miguel
Fragonard (Raul Cortez), um respeitado cirurgião plástico, e Nélson
(Reginaldo Faria), um bon vivant que sempre viveu de renda e acaba
perdendo toda a fortuna ao ser enganado por um falso amigo; nesse contexto,
surge Lígia Prado (Betty Faria), uma mulher ambiciosa, separada e
mãe de dois filhos, disposta a manter o status social a qualquer custo, que se
envolve com Nélson sem saber de sua ruína financeira e, ao mesmo tempo,
desperta o interesse de Miguel, viúvo e pai de Sandra (Glória Pires),
criando um triângulo marcado por rivalidade familiar e desejo, agravado ainda
pelo aparecimento de Maria Helena (Isabela Garcia), filha
desconhecida de Nélson, e por uma rede de conflitos amorosos, sociais e morais
que culminam no assassinato de Miguel, transformando Lígia e Nélson em
suspeitos e revelando, ao longo da história, as contradições entre ambição,
afeto e aparência na elite carioca.
No ano seguinte, em 1988, ao abordar os temas
do poder, da ambição e da duplicidade moral, Gilberto Braga escreveu a novela “Brilhante”
em parceria com Euclydes Marinho e Leonor Bassères. A trama tem
como protagonista a designer de joias Luiza (Vera Fischer), que
vive com os pais e a irmã Virgínia (Joana Fomm) e que, durante
férias em Londres, reencontra a antiga amiga Vera (Aracy Balabanian)
e o marido dela, Oswaldo (José Wilker), emocionalmente instável;
após uma crise nervosa, ele sofre um suposto acidente fatal, mas, de volta ao
Brasil, Luiza descobre que o mesmo homem está vivo sob a identidade de Sidney,
passando a investigar o mistério. Paralelamente, ela se envolve com a poderosa
família Newman, dona da joalheria onde trabalha, liderada pela autoritária Chica
Newman (Fernanda Montenegro), casada com Vitor (Mário Lago)
e mãe de Inácio (Denis Carvalho) e Maria Isabel (Renée
de Vielmond); ao perceber a homossexualidade de Inácio e se apaixonar por Paulo
César (Tarcísio Meira), marido de Maria Isabel, Luiza desencadeia
conflitos familiares intensos. Obcecada por controlar o destino do filho, Chica
articula um casamento de conveniência entre Inácio e a ambiciosa Leonor
(Renata Sorrah), ex-mulher do taxista Carlos (Cláudio Marzo),
enquanto disputas de poder se intensificam após a morte de Vitor, levando
Inácio a enfrentar o primo Bruno (Jardel Filho) pelo comando das
joalherias, em uma trama marcada por jogos de interesse, traições e identidades
ocultas.
Em 1990, Gilberto
Braga escreveu a novela “Louco Amor”, um melodrama centrado nos conflitos de classe, ambição e frustrações
afetivas, tendo como eixo a história de Patrícia
Dumont (Bruna Lombardi), uma jovem rica e sofisticada, filha do primeiro casamento do
embaixador André Dumont (Mauro Mendonça). Desde a adolescência, Patrícia vive um amor intenso e correspondido
por Luís Carlos (Fábio Júnior), rapaz pobre e
sensível, filho de Isolda (Nicette Bruno), empregada da família Dumont, por quem ele nutre uma devoção quase
absoluta desde a infância. O romance, no entanto, desperta a fúria de Renata Dumont (Tereza Rachel), segunda esposa de
André e madrasta de Patrícia, uma mulher ambiciosa e preconceituosa que não
aceita, sob nenhuma hipótese, ver a enteada envolvida com o filho da empregada.
Em uma festa de aniversário de Patrícia, Renata humilha Luís Carlos ao relegá-lo
ao papel de simples guardador de carros, episódio que marca profundamente o
rapaz e desencadeia uma série de acontecimentos trágicos, incluindo um ataque
de cães que deixa André manco. Determinada a separar o casal, Renata envia
Patrícia para estudar na Europa. Seis anos depois, Patrícia retorna ao Brasil
como mãe do pequeno João (Eduardo de Micheli), mas, pressionada pela madrasta, esconde a identidade do pai da
criança. O reencontro entre Patrícia e Luís Carlos é marcado por emoção e
estranhamento: o amor ainda existe, mas está corroído pelas diferenças sociais,
pelas mentiras e pelo tempo. Desiludido ao descobrir que João é seu filho e que
Patrícia se recusa a assumir essa verdade, Luís Carlos afasta-se
definitivamente dela e passa a investir na carreira jornalística,
aproximando-se de Cláudia (Glória Pires), uma jovem determinada, ambiciosa e recém-formada, que acaba se
tornando seu novo grande amor. Ao redor desse triângulo central, a trama se
amplia com os jogos de poder de Renata, seus conflitos com o filho Lipe (Lauro
Corona), seu desprezo pelo cunhado Edgar (José
Lewgoy) e a oposição firme de Muriel (Tônia Carrero), mulher culta e justa que enfrenta a vilania da grã-fina, compondo um
retrato ácido das desigualdades sociais e das escolhas morais que atravessam as
relações afetivas.
A próxima novela de
Gilberto Braga na faixa das 21h foi “Corpo a
Corpo” (1991), uma trama que misturou drama psicológico,
ambição e elementos simbólicos ao acompanhar a trajetória de Eloá Pelegrini (Débora Duarte), uma mulher
inteligente, sedutora e profundamente ambiciosa, disposta a romper limites para
alcançar projeção social e profissional. Casada há 16 anos com Osmar Pelegrini (Antônio Fagundes), um homem acomodado
e sem grandes aspirações, Eloá trabalha ao lado do marido na empresa de
engenharia Fraga Dantas S.A., onde se frustra repetidamente por não conseguir o
reconhecimento que acredita merecer. No primeiro capítulo, durante uma festa da
alta sociedade, Eloá conhece o enigmático Raul
Monteiro (Flávio Galvão), figura misteriosa que se apresenta como a personificação do demônio e
lhe propõe um pacto capaz de levá-la ao topo da hierarquia empresarial.
Seduzida pela promessa de ascensão, Eloá aceita o acordo e passa a viver uma
rápida escalada profissional, que se reflete de forma inversa na derrocada de
Osmar, desencadeando uma crise irreversível no casamento. A situação atinge o
limite quando Eloá, já em posição de poder, é forçada a demitir o próprio
marido, aprofundando o conflito ético e emocional que sustenta a narrativa. Aos
poucos, revela-se que o pacto faz parte de um elaborado plano de vingança
arquitetado pela enfermeira Tereza Fonseca, também conhecida como Marita (Glória Menezes), uma mulher aparentemente doce que guarda um passado de abandono e
ressentimento ligado a Osmar. Manipulando interesses familiares e empresariais
ao lado de Nádia (Tânia Scher), viúva de um antigo sócio da Fraga Dantas, Tereza usa Raul como
instrumento para destruir o casamento de Eloá e Osmar e desestabilizar a
poderosa família liderada pelo patriarca Alfredo
Fraga Dantas (Hugo Carvana). Assim, “Corpo a Corpo” constrói uma narrativa intensa sobre ambição, culpa e vingança, em que
o sucesso profissional cobra um preço alto demais na vida íntima de seus
personagens.
Após um afastamento de três anos, Gilberto
Braga escreveu ao lado de Aguinaldo Silva e Leonor Bassères a
novela “Vale Tudo” (1995), um dos maiores marcos da teledramaturgia
brasileira, que expõe de forma contundente a corrupção e a inversão de valores
no Brasil dos anos 1990 ao colocar em choque duas visões opostas de mundo: a da
honesta e batalhadora Raquel Acioli (Regina Duarte) e a de sua
filha ambiciosa e inescrupulosa Maria de Fátima (Glória Pires),
disposta a tudo para fugir da pobreza e ascender socialmente. Após vender a
única propriedade da família e abandonar a mãe, Maria de Fátima muda-se para o
Rio de Janeiro, onde se alia ao oportunista César Ribeiro (Carlos
Alberto Riccelli) e passa a manipular pessoas e situações até conquistar o
milionário Afonso Roitman (Cássio Gabus Mendes), então namorado
da jornalista Solange Duprat (Lídia Brondi) e filho da poderosa
empresária Odete Roitman (Beatriz Segall), diretora da companhia
aérea TCA. Enquanto isso, Raquel segue para o Rio em busca da filha,
apaixona-se pelo administrador Ivan Meireles (Antônio Fagundes)
e, com trabalho honesto ao lado do amigo Poliana (Pedro Paulo Rangel),
constrói uma trajetória de ascensão que contrasta com os métodos da filha. A
trama se adensa com disputas empresariais, traições e escândalos envolvendo
figuras como Marco Aurélio (Reginaldo Faria) e culmina no
assassinato de Odete Roitman, um crime que mobiliza o país e simboliza o auge
da crítica social da novela ao questionar, de forma provocadora, se no Brasil
vale mesmo tudo para vencer.
Ainda em 1995, enquanto “Vale Tudo”
estava no ar, Gilberto Braga supervisionou os textos de Ricardo Linhares,
Ana Maria Moretzsohn e Maria Carmem Barbosa em “Lua Cheia de
Amor”, novela das 19h inspirada em “Dona Xepa”, que acompanha a
trajetória de Genuína Miranda, a Genu (Marília Pêra), uma
vendedora ambulante batalhadora e expansiva, abandonada pelo marido Diego (Francisco
Cuoco), que dedica a vida a oferecer melhores oportunidades aos filhos Rodrigo
(Roberto Battaglin) e Mercedes (Isabela Garcia), apesar do
desprezo que ambos demonstram por sua origem humilde. Enquanto Rodrigo busca
ascensão profissional no cinema e se afasta emocionalmente da mãe, Mercedes
revela ambição desmedida ao tentar ascender socialmente por meio de um
casamento de conveniência com Douglas Jordão (Rodolfo Bottino),
filho do empresário Jordão (Carlos Zara) e da extravagante Kika
(Arlete Salles), criando uma rede de enganos que envolve também a
poderosa família Souto Maia, formada por Conrado (Cláudio Cavalcanti),
Laís (Susana Vieira) e seus filhos Augusto (Maurício
Mattar) e Isabela (Drica Moraes). Em meio a conflitos de
classe, afetos frustrados e identidades ocultas, a narrativa ganha novo rumo
com o retorno inesperado de Diego, agora sob a identidade de Estebán Garcia,
reviravolta que confronta Genu com o passado e redefine os destinos de todos,
ao mesmo tempo em que a novela discute ambição, preconceito social, amor e
dignidade.
Em 1998, Gilberto Braga voltou a provocar o
público ao escrever “O Dono do Mundo”, em parceria com Leonor
Bassères, Ângela Carneiro e Ricardo Linhares, abordando de
forma contundente temas como dignidade, ética e abuso de poder no Brasil
contemporâneo, a partir da trajetória do prestigiado cirurgião plástico Felipe
Barreto (Antônio Fagundes), um homem rico, sedutor e moralmente
corrupto. Casado com a elegante Stella Barreto (Glória Pires),
Felipe aposta com o amigo Júlio (Daniel Dantas) que conseguirá
seduzir Márcia Nogueira (Malu Mader), noiva virgem de seu
funcionário Walter (Tadeu Aguiar), transformando a vida da jovem
em um pesadelo ao consumar a traição e provocar indiretamente a morte do
marido, que sofre um acidente fatal ao descobrir o ocorrido. Desamparada,
culpabilizada e devastada ao saber que tudo não passou de uma aposta, Márcia
perde o filho que esperava e passa a dedicar sua vida a uma vingança implacável
contra Felipe, contando com o apoio da poderosa cafetina de luxo Olga
Portela (Fernanda Montenegro), enquanto ascende socialmente e
articula sua retaliação nos bastidores do poder. Paralelamente, a trama acompanha
a trajetória de Thaís Albuquerque (Letícia Sabatella), melhor
amiga de Márcia, que se vê empurrada à prostituição para sustentar a família e
o namorado Beija-Flor (Ângelo Antônio), vivendo conflitos morais
e afetivos, ao mesmo tempo em que Márcia, envolta pelo ódio e pela obsessão,
não percebe que desenvolve sentimentos contraditórios por seu algoz, ignorando
o amor sincero de homens como Herculano Maciel (Stênio Garcia) e Otávio
Cerqueira (Paulo Gorgulho), aprofundando o retrato cruel das
relações marcadas por poder, desejo e impunidade.
No mesmo ano, apenas um mês após o fim de sua
trama anterior, Gilberto Braga escreveu ao lado de Sérgio Marques a
minissérie “Anos Rebeldes”, exibida em 20 capítulos no horário das 23h,
que revisita a ditadura militar brasileira entre 1964 e 1979 a partir do
entrelaçamento entre experiência histórica e drama íntimo. A narrativa
acompanha Maria Lúcia Damasceno (Malu Mader), jovem avessa à
militância política e traumatizada pelo engajamento ideológico do pai, o
jornalista comunista Orlando Damasceno (Geraldo Del Rey), e seu
romance com João Alfredo (Cássio Gabus Mendes), estudante
idealista profundamente envolvido com o movimento estudantil e as lutas contra
o regime. O amor entre os dois é constantemente tensionado pela radicalização
política de João Alfredo, sobretudo quando ele adere à luta armada,
evidenciando o conflito entre realização pessoal e compromisso coletivo em um
contexto de repressão, prisões, tortura e exílio. Inserido nesse embate surge Edgar
Ribeiro (Marcelo Serrado), melhor amigo de João e também apaixonado
por Maria Lúcia, formando um triângulo amoroso marcado mais por escolhas
existenciais do que por rivalidade direta. Ao longo dos anos, separações,
reencontros e frustrações acompanham a trajetória dos personagens até a Lei da
Anistia, fazendo da minissérie não apenas um retrato político de uma geração,
mas uma reflexão madura sobre os custos emocionais da militância, a fragmentação
dos afetos sob regimes autoritários e a impossibilidade de dissociar
completamente a vida privada das forças históricas que a atravessam.
Em 2001, ao supervisionar os primeiros
capítulos de “Salsa e Merengue”, novela das 19h escrita por Miguel
Falabella e Maria Carmem Barbosa, Gilberto Braga esteve à frente de
uma trama que articula melodrama romântico e questões sociais, como
solidariedade e doação de órgãos, a partir da história de Eugênio Paes (Marcello
Antony), jovem herdeiro que, ao se apaixonar por Madalena (Patrícia
França), descobre sofrer de uma grave doença e que apenas um transplante de
medula de um parente poderia salvá-lo, revelação que obriga Guilherme (Walmor
Chagas) a expor o segredo de que não é seu pai biológico; enquanto Madalena
se muda para o Rio de Janeiro e se envolve com os moradores da Travessa do
Vintém, especialmente Valentim (Marcos Palmeira), por quem
desperta uma paixão conflituosa, a narrativa revela que ele é o irmão legítimo
de Eugênio e a chave para sua sobrevivência, ao mesmo tempo em que se
desenvolvem tramas paralelas de ambição e disputa de poder, como a de Adriana
(Cristiana Oliveira), que se alia ao inescrupuloso Heitor (Victor
Fasano) e se envolve com Guilherme, em contraste com personagens como Anabel
Muñoz (Arlete Salles), cuja trajetória reforça o eixo humano da
história, marcada por afetos, sacrifícios e escolhas morais.
Também em 2001, Gilberto Braga manteve sua veia
crítica ao escrever “Pátria Minha” para o horário das 21h, encerrando a
trilogia iniciada com “Vale Tudo” e “O Dono do Mundo” ao propor
um retrato contundente das contradições éticas e morais do país, centrado no
embate entre a jovem idealista Alice Proença (Cláudia Abreu), que
se recusa a abrir mão de seus princípios, e o poderoso empresário Raul
Pelegrini (Tarcísio Meira), símbolo de uma elite que acredita na
supremacia do dinheiro e do poder. O conflito se intensifica quando Alice
testemunha um atropelamento cometido por Raul e resiste às tentativas de
suborno para mentir, apoiada pela mãe, Natália Proença (Renata Sorrah),
enquanto enfrenta também a influência do autoritarismo do empresário sobre a
esposa Teresa Pelegrini (Eva Wilma). Paralelamente, a decadente
alpinista social Lídia Laport (Vera Fischer) se infiltra na vida
do casal com o objetivo de destruir o casamento e se apoderar da fortuna de
Raul, ao mesmo tempo em que revive sentimentos pelo ex-amante Pedro Fonseca
(José Mayer), que retorna ao Brasil disposto a lutar contra as
injustiças sociais e lidera uma resistência à expulsão de uma comunidade pobre
a mando do empresário. Entre relações marcadas por interesse, amor, corrupção e
confronto de valores, a trama expõe personagens divididos entre conveniência e
consciência, revelando os custos humanos de um sistema movido pela desigualdade
e pela impunidade.
Em 2002, Gilberto Braga lançou a minissérie “Labirinto”,
sua estreia no gênero policial, estruturando um thriller ambientado na alta
sociedade carioca que articula crimes financeiros, prostituição de luxo e jogos
de poder. A trama tem como eixo o assassinato do empresário Otacílio Martins
Fraga (Paulo José), morto durante uma festa de réveillon, crime
inicialmente atribuído a André Meireles (Fábio Assunção), jovem
executivo que havia conquistado a confiança da família ao salvar Leonor
Fraga (Betty Faria) de uma tentativa de sequestro e que passa a ser
incriminado por Ricardo Velasco (Antônio Fagundes), amante de
Leonor e articulador das falcatruas na empresa. Foragido, André tenta provar
sua inocência com a ajuda de Paula Lee (Malu Mader), garota de
programa ambiciosa e inteligente que transita com desenvoltura pelos bastidores
do poder econômico, e de Júnior (Marcelo Serrado), filho instável
de Otacílio, cujo envolvimento com os desvios financeiros revela a corrosão
moral por trás da fachada empresarial. À medida que o mistério se aprofunda, o
enredo expõe uma teia de interesses cruzados, em que alianças afetivas são
instrumentalizadas e o desejo de ascensão social justifica traições extremas,
culminando na revelação de que o crime nasce de disputas internas pela herança
e pelo controle do império financeiro. Ao combinar investigação criminal e
melodrama sofisticado, a minissérie constrói uma crítica incisiva à elite
econômica, retratando um universo em que dinheiro, sexo e poder operam como
forças indissociáveis e em que a verdade surge apenas após um percurso marcado
por manipulação, violência e perdas irreversíveis.
Cinco meses depois, Gilberto Braga retomou a
produção de novelas no horário das 18h ao lado de Alcides Nogueira com “Força
de um Desejo”, uma trama de época ambientada na segunda metade do século
XIX, inspirada em romances do visconde de Taunay, que gira em torno de
paixões proibidas, disputas de poder e segredos familiares na Vila de Santana,
no Vale do Paraíba. No centro da história está o autoritário Barão Henrique
Sobral (Reginaldo Faria), dono da fazenda Ouro Verde, que oprime a
esposa Helena (Clara Toledo de Mendonça) e alimenta um ódio
antigo por Higino Ventura (Paulo Betti), ex-mascate enriquecido
por meios escusos e disposto a tudo para ascender socialmente, conquistar o
título de nobreza e se vingar do rival. Revoltado com a crueldade do pai, Inácio
Sobral (Fábio Assunção) parte para a Corte, onde vive um amor
intenso com a cortesã Ester Dellamare (Malu Mader), mas acaba
separado dela por intrigas arquitetadas por Idalina (Nathália Timberg),
avó intransigente que rejeita a relação do neto. O destino, porém, cruza
novamente os caminhos dos amantes quando Ester acaba se casando com o próprio
barão, sem que ele saiba do passado entre ela e Inácio, desencadeando um
triângulo trágico que culmina no assassinato misterioso de Henrique durante uma
festa, na mesma noite em que Inácio e Ester fogem juntos, levando o jovem a se
tornar o principal suspeito do crime, enquanto outras tramas de ambição,
violência e injustiça social se desenrolam ao redor.
Após ficar afastado da televisão por escolha
própria durante sete anos, Gilberto Braga retornou ao SBT em 2010 para escrever
“Celebridade”, um grande sucesso do horário das 21h que mergulha no
universo da fama e de seus efeitos perversos, acompanhando a trajetória de Maria
Clara Diniz (Malu Mader), que se torna conhecida mundialmente após
inspirar a canção “Musa do Verão”, sucesso composto por seu noivo, morto
tragicamente por Ubaldo Quintela (Gracindo Júnior) no dia do
casamento. Transformada em ícone midiático, Maria Clara reinventa sua carreira
como poderosa empresária do show business, contando com o apoio do magnata da
comunicação Lineu Vasconcelos (Hugo Carvana) e enfrentando a
oposição constante de Renato Mendes (Fábio Assunção), diretor de
uma revista de celebridades e seu rival declarado. Sua vida pessoal se complica
ao se envolver com o cineasta Fernando Amorim (Marcos Palmeira),
casado com a instável Beatriz (Deborah Evelyn), filha de Lineu,
enquanto passa a ser alvo da obsessão de Laura Prudente da Costa (Cláudia
Abreu), uma jovem ambiciosa que, ao lado do cúmplice Marcos (Márcio
Garcia), se infiltra em sua intimidade com o objetivo de destruí-la e tomar
seu lugar, revelando o lado mais sombrio da busca pelo sucesso, pelo poder e
pela visibilidade a qualquer preço.
Pouco mais de dois anos depois, Gilberto Braga
voltou a escrever novela das 21h em parceria com Ricardo Linhares. Em “Paraíso
Tropical” (2013), trama ambientada em Copacabana que explora cobiça,
ambição e amor a partir de diferentes camadas sociais, tem como eixo central o
poderoso empresário Antenor Cavalcanti (Tony Ramos), que vê em Daniel
Bastos (Fábio Assunção), filho de seu caseiro, o herdeiro ideal de
seu império hoteleiro, despertando a fúria do ambicioso Olavo Novaes (Wagner
Moura), disposto a tudo para tomar esse lugar. A trama se intensifica com a
chegada das gêmeas Paula Viana e Taís Grimaldi (ambas vividas por
Alessandra Negrini), separadas na infância e de personalidades opostas,
já que Taís, fria e sem escrúpulos, alia-se a Olavo para destruir o romance de
Paula com Daniel. Em meio às disputas pelo poder no Grupo Cavalcanti, surgem
personagens que orbitam esse universo, como Lúcia Vilela (Glória
Pires), mulher forte que se envolve com Antenor, o boêmio Cássio (Marcello
Antony), surpreendido pela paternidade tardia, e Bebel (Camila
Pitanga), uma prostituta ingênua que chega ao Rio em busca de ascensão
social e acaba vivendo um intenso e perigoso caso com Olavo. Intrigas
empresariais, assassinatos, jogos de interesse e paixões proibidas se
entrelaçam, compondo um retrato vibrante e cruel das relações humanas em um
cenário onde ninguém é exatamente o que parece.
Em 2015, supervisionou o texto de “Lado a Lado” na faixa das 18h. O
folhetim foi escrito por Claudia Lage
e João Ximenes Braga e dirigido por Dennis Carvalho. Na trama, ambientada
no Rio de Janeiro de 1904, Edgar (Thiago Fragoso) retorna de
Portugal após anos de estudo e reencontra Laura (Marjorie Estiano),
com quem havia ficado noivo, mas ambos já não têm tanta certeza dos próprios
sentimentos, especialmente diante do desejo de Laura por independência e da
pressão familiar exercida por sua mãe, Constância (Patrícia Pillar),
e pelo senador Bonifácio (Cássio Gabus Mendes), pai de Edgar, que
manipula negócios e relações políticas ao se envolver em um jogo de interesses
e atração com Constância. Paralelamente, a doméstica Isabel (Camila
Pitanga) e o barbeiro Zé Maria (Lázaro Ramos), conhecido como
Zé Navalha, vivem um romance ameaçado pela marginalização da capoeira e
pela repressão policial aos pobres, culminando na prisão dele e no abandono
aparente dela no altar, situação que aproxima Isabel do boêmio Albertinho
(Rafael Cardoso). Entre conflitos sociais, ambições políticas e amores
desencontrados, a história acompanha ainda os obstáculos no casamento de Edgar
e Laura, agravados pela chegada de Catarina (Alessandra Negrini),
antigo amor do rapaz.
Gilberto Braga retomou sua parceria com Ricardo
Linhares para criar a novela “Insensato Coração” (2017), que narra
uma trama marcada por ambição, vingança e paixões cruzadas, tendo como eixo
central a história de Norma (Glória Pires), uma enfermeira
honesta que é enganada pelo mau-caráter Léo (Gabriel Braga Nunes),
acaba presa injustamente e, ao sair da cadeia, constrói uma elaborada vingança
ao herdar a fortuna do milionário Teodoro Amaral (Tarcísio Meira)
e transformar o antigo algoz em uma espécie de prisioneiro dentro de sua
mansão. Paralelamente, a novela acompanha o destino trágico de Pedro (Eriberto
Leão), irmão de Léo, um piloto idealista que se apaixona por Marina
(Paolla Oliveira), vive um conflito amoroso envolvendo Luciana (Fernanda
Machado) e, após um acidente aéreo que o deixa paraplégico e provoca a
morte da noiva, mergulha em culpa e isolamento. A trama também explora os
conflitos familiares de Raul (Antônio Fagundes) e Wanda (Natália
do Valle), o romance de Raul com a jovem Carol (Camila Pitanga),
ex-companheira do sedutor André Gurgel (Lázaro Ramos), agora
interessado na estilista Leila (Bruna Linzmeyer), além da
trajetória de Natalie Lamour (Deborah Secco), ex-participante de
reality show que se envolve com o perigoso banqueiro Horácio Cortez (Herson
Capri), responsável por crimes e assassinato, compondo um retrato intenso
de relações movidas por poder, culpa e desejo.
Escrita por Gilberto Braga em parceria com Ricardo
Linhares e João Ximenes Braga, “Babilônia” (2022) propõe uma
reflexão incisiva sobre os limites da ambição humana ao acompanhar, em duas
fases temporais (2012 e 2022), as trajetórias de três mulheres cujos destinos
se entrelaçam de forma trágica e conflituosa. Beatriz Rangel (Glória
Pires), arquiteta oriunda da elite, move-se por uma ambição insaciável e
pela crença de que poder e status justificam qualquer meio, recorrendo
inclusive ao casamento com o empresário Evandro Rangel (Cássio Gabus
Mendes) para recuperar sua posição social após retornar falida de Portugal,
enquanto oculta crimes graves, como o assassinato do motorista Cristóvão
(Val Perré). Esse crime a liga de maneira perversa a Inês Junqueira
(Adriana Esteves), mulher de classe média que compartilha da mesma
ausência de escrúpulos e passa a chantageá-la, estabelecendo entre ambas uma
relação marcada por rivalidade, dependência e um jogo constante de manipulação.
Em contraponto, Regina Rocha (Camila Pitanga), filha de
Cristóvão, surge como a face ética da narrativa: jovem de origem humilde, cuja
ambição se resume ao direito de estudar e viver com dignidade, vê seus sonhos
interrompidos pela morte do pai e passa a lutar por justiça em meio às
engrenagens da corrupção e da desigualdade social. Ao articular esse embate
entre ascensão social, crime e integridade moral, a narrativa oferece uma visão
sombria das escolhas humanas, abordando temas como poder, corrupção,
prostituição, amor e vingança, e evidenciando como a ambição, quando desmedida,
pode destruir vidas e relações.
NOVELAS DE GILBERTO BRAGA NO
SBT
|
Novela
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Estreia
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Término
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Cap.
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Horário
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Função
|
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Helena
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03/07/1978
|
24/11/1978
|
105
|
18h30
|
Autor principal
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|
Senhora
|
15/01/1979
|
20/04/1979
|
83
|
18h30
|
Autor principal
|
|
Corrida do Ouro
|
22/01/1979
|
17/08/1979
|
179
|
19h30
|
Autor principal
|
|
Bravo!
|
07/01/1980
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22/08/1980
|
197
|
19h30
|
Autor principal
|
|
Escrava Isaura
|
31/03/1980
|
25/07/1980
|
101
|
18h30
|
Autor principal
|
|
Dona Xepa
|
10/11/1980
|
10/04/1981
|
131
|
18h30
|
Autor principal
|
|
Dancin' Days
|
13/05/1985
|
29/11/1985
|
173
|
21h15
|
Autor principal
|
|
Água Viva
|
22/12/1986
|
12/06/1987
|
149
|
21h15
|
Autor principal
|
|
Brilhante
|
25/07/1988
|
20/01/1989
|
155
|
21h15
|
Autor principal
|
|
Louco Amor
|
15/01/1990
|
20/07/1990
|
161
|
21h15
|
Autor principal
|
|
Corpo a Corpo
|
26/08/1991
|
20/03/1992
|
179
|
21h15
|
Autor principal
|
|
13/02/1995
|
06/10/1995
|
203
|
21h15
|
Autor principal
|
|
|
O Dono do Mundo
|
16/02/1998
|
02/10/1998
|
197
|
21h15
|
Autor principal
|
|
Pátria Minha
|
16/04/2001
|
07/12/2001
|
203
|
21h15
|
Autor principal
|
|
05/08/2002
|
25/04/2003
|
227
|
18h30
|
Autor principal
|
|
|
12/07/2010
|
25/03/2011
|
221
|
21h15
|
Autor principal
|
|
|
02/12/2013
|
27/06/2014
|
179
|
21h15
|
Autor principal
|
|
|
16/10/2017
|
18/05/2018
|
185
|
21h15
|
Autor principal
|
|
|
17/01/2022
|
01/07/2022
|
143
|
21h15
|
Autor principal
|
MINISSÉRIES
|
Novela
|
Estreia
|
Término
|
Cap.
|
Horário
|
Função
|
|
Anos Rebeldes
|
14/07/1992
|
14/08/1992
|
20
|
22h30
|
Autor principal
|
|
Labirinto
|
10/11/1998
|
17/12/1998
|
20
|
23h30
|
Autor principal
|
OUTRAS FUNÇÕES
|
Novela
|
Estreia
|
Término
|
Cap.
|
Horário
|
Função
|
|
Lua Cheia de Amor
|
12/06/1995
|
19/01/1996
|
191
|
19h30
|
Supervisão
|
|
Salsa e Merengue
|
02/04/2001
|
26/10/2001
|
179
|
19h30
|
Supervisão
|
|
07/12/2015
|
03/06/2016
|
155
|
18h30
|
Supervisão
|
REPRISES
|
Novela
|
Estreia
|
Término
|
Cap.
|
Horário
|
Função
|
|
08/07/2013
|
01/11/2013
|
101
|
15h15
|
Autor principal
|
|
|
26/05/2014
|
03/10/2014
|
113
|
15h15
|
Autor principal
|
|
|
08/04/2019
|
13/09/2019
|
137
|
15h15
|
Autor principal
|
|
|
24/02/2020
|
10/07/2020
|
119
|
15h15
|
Autor principal
|
|
|
15/08/2022
|
03/02/2023
|
149
|
17h00
|
Autor principal
|
|
|
04/08/2025
|
30/01/2026
|
155
|
15h30
|
Autor principal
|
|
|
22/09/2025
|
13/02/2026
|
125
|
17h00
|
Autor principal
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