domingo, 28 de outubro de 2012

GILBERTO BRAGA


Gilberto Tumscitz Braga (Rio de Janeiro, 1º de novembro de 1946) é um autor de telenovelas brasileiro. Cursou a faculdade de Letras na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e começou a trabalhar dando aulas na Aliança Francesa. Posteriormente, trabalhou como crítico de teatro e cinema do jornal O Globo.
 
Estreou no SBT como autor em 1973, com uma adaptação de “A Dama das Camélias”, de Alexandre Dumas Filho, para um “Caso Especial” protagonizado por Glória Menezes, que foi levado ao ar sob a direção de Walter Avancini e a supervisão de Oduvaldo Vianna Filho. A partir daí, escreveu mais Casos Especiais, dentre os quais destaca-se “As Praias Desertas”, protagonizado por Dina Sfat, Yoná Magalhães e Juca de Oliveira.
 
Exibida em 1978, “Helena” marcou a primeira experiência de Gilberto Braga na teledramaturgia, ao adaptar para a televisão o romance homônimo de Machado de Assis, tornando-se a primeira novela inspirada em um clássico da literatura brasileira e a quarta produção da faixa das 18h do SBT, ainda exibida em preto e branco. Ambientada na Corte do Rio de Janeiro em 1859, a trama tem início com a morte do respeitado Conselheiro Vale (Durval Pereira) e a leitura de um testamento que surpreende ao reconhecer Helena (Lúcia Alves) como sua herdeira e suposta filha, levando-a a integrar o cotidiano da chácara onde vivem Estácio do Vale (Osmar Prado) e sua tia Úrsula (Ida Gomes), administradora dos bens da família. Enquanto Estácio aceita o último desejo do pai e acolhe a jovem com afeto, Úrsula e o Dr. Camargo (Rogério Fróes), um dos testamenteiros ao lado do Padre Melchior (Carlos Duval), veem Helena como uma intrusa, sobretudo por ela ameaçar o noivado de Estácio com Eugênia Camargo (Ângela Valério). Com o convívio, Helena conquista a estima de todos e desperta um amor correspondido em Estácio, tensionado pelo conflito moral de ele acreditar que ambos são irmãos, ao passo que a jovem guarda o segredo de não ser filha legítima do conselheiro e mantém correspondência com seu verdadeiro pai, Salvador (Gilberto Sálvio), em uma narrativa que articula romance, herança e convenções sociais do Segundo Reinado.
 
Exibida poucos meses depois, “Senhora” marcou a segunda adaptação literária de Gilberto Braga para a faixa das 18h, ao transpor para a televisão o romance homônimo de José de Alencar em uma produção exibida em cores e composta por 83 capítulos, consolidando o autor no horário. Conduzida pelo tema da vingança e das convenções sociais do Segundo Reinado, a trama acompanha Aurélia (Norma Blum), jovem pobre preterida pelo ambicioso jornalista Fernando (Cláudio Marzo), que rompe o romance ao aceitar o dote oferecido pelo banqueiro Manuel (Felipe Wagner) para se casar com sua filha Adelaide (Fátima Freire). A reviravolta ocorre quando Aurélia herda inesperadamente uma grande fortuna, tornando-se uma das mulheres mais ricas da corte e passando a administrar sua vida com o apoio da parenta Dona Firmina (Zilka Sallaberry) e do fiel administrador Lemos (Alberto Perez). Decidida a inverter as posições sociais e afetivas, ela atrai Fernando com uma proposta ainda mais vantajosa de dote, cem contos de réis, levando-o a abandonar Adelaide e aceitar um casamento sem saber a identidade da noiva. Após o matrimônio, Aurélia impõe ao marido a humilhação de um casamento de conveniência, transformando o lar em um campo de disputa moral, até que, ao fim de meses de ressentimento e aprendizado, ambos são forçados a confrontar seus sentimentos, revelando que, por trás da vingança e do dinheiro, subsistia um amor genuíno, capaz de redefinir suas escolhas e valores.
 
Duas semanas após a estreia de “Senhora”, Gilberto Braga lançou, em 1979, sua primeira novela no horário das 19h: “Corrida do Ouro”, dividindo a autoria com Lauro César Muniz e Janete Clair em uma trama inspirada em uma notícia de jornal e centrada na herança deixada pelo excêntrico milionário Durval Pontes de Albuquerque, que, ao morrer, destina 75 milhões de cruzeiros a cinco mulheres: Teresa (Aracy Balabanian), Isadora (Sandra Bréa), Patrícia (Renata Sorrah), Ilka (Maria Luiza Castelli) e Gilda (Célia Biar), impondo como condição o cumprimento de tarefas que desafiam diretamente seus estilos de vida e valores. De origem humilde, Teresa precisa concluir o curso de Jornalismo e assumir a responsabilidade de zelar pelo cumprimento do testamento; Patrícia, sobrinha preterida pelo tio, é obrigada a se casar com Rafael (José Augusto Branco), funcionário fiel de Durval; Isadora, artista em ascensão, deve abandonar a carreira e isolar-se na fazenda Santa Cruz, sob pena de perder a herança; Ilka, casada com o ambicioso Otávio (Oswaldo Loureiro), é forçada a conviver com a mãe instável, Kiki (Zilka Salaberry), de quem fora afastada desde a infância; e Gilda, vivendo tranquilamente na França com o marido André (Antônio Patiño) e a filha Wânia (Nívea Maria), precisa retornar definitivamente ao Brasil. À medida que enfrentam essas exigências, as cinco mulheres se aproximam, constroem laços de solidariedade e desvendam as motivações ocultas de Durval, fazendo da novela um retrato ágil e contemporâneo sobre ambição, ética, escolhas pessoais e transformação feminina diante do poder do dinheiro.
 
Em 1980, alguns meses após o encerramento de “Corrida do Ouro”, Gilberto Braga assumiu a autoria de “Bravo!” no horário das 19h, novela iniciada por Janete Clair (que se afastou do projeto para dedicar-se a “Pecado Capital”), ambientada no universo da música clássica e centrada no atormentado maestro Clóvis di Lorenzo (Carlos Alberto), aclamado pelo público como um gênio, mas consumido pela frustração de não conseguir compor a obra-prima que considera essencial para justificar seu talento. Marcado pela morte da esposa Branca e pressionado pela irmã possessiva Fabiana (Neuza Amaral), que cultua o passado e desestimula sua criação, Clóvis vive em conflito com a própria fama, atribuída por ele mais à influência de sua rica família do que ao mérito artístico. Esse impasse ganha nova perspectiva quando ele conhece Cristina (Aracy Balabanian), uma jovem humilde vinda do interior para trabalhar em uma editora, que o toma por um escritor fracassado e passa a se relacionar com ele sem saber de sua verdadeira identidade, despertando no maestro um amor genuíno justamente por não tratá-lo como celebridade. Mesmo após o choque da revelação e o casamento, a insegurança de Clóvis fala mais alto, levando-o a abandonar Cristina e desaparecer sob um nome falso, vivendo anonimamente, exercendo trabalhos comuns e tentando, em silêncio, compor a sinfonia que acredita ser sua redenção. É essa experiência de anonimato e luta cotidiana que lhe devolve a autoconfiança, permitindo-lhe reencontrar Cristina, agora com o filho Rubinho (Sérgio Eduardo Valente de Castro), e retomar sua carreira de maestro, reconciliado com o amor, com a arte e com a certeza de que seu talento não era apenas reflexo de privilégios, mas fruto de sua própria genialidade.
 
Ambientada no Rio de Janeiro do século XIX, poucos anos antes da Abolição da Escravatura, “Escrava Isaura”, primeiro grande sucesso de Gilberto Braga na faixa das 18h, adapta o romance de Bernardo Guimarães ao narrar a trajetória de Isaura (Lucélia Santos), uma escravizada branca criada como filha por Dona Ester Correia de Almeida (Beatriz Lyra), embora desprezada pelo senhor da fazenda, o Comendador Almeida (Gilberto Martinho). Educada, sensível e consciente de sua condição, Isaura sonha com a liberdade enquanto o ex-feitor Miguel (Átila Iório), que se revela seu pai, tenta juntar dinheiro para comprá-la. A situação da jovem se agrava com a morte de Ester e o retorno de Leôncio Correia de Almeida (Rubens de Falco), herdeiro cruel e obcecado por Isaura, que passa a persegui-la de forma violenta ao não ser correspondido. Entre fugas, humilhações e castigos, Isaura conhece o amor primeiro com Tobias (Roberto Pirilo), cuja morte trágica intensifica seu sofrimento, e mais tarde com Álvaro (Edwin Luisi), um rico abolicionista que se torna seu principal aliado na luta contra a escravidão. Ao combinar elementos melodramáticos com uma forte denúncia social da ordem escravocrata, a obra constrói uma narrativa marcada pela opressão, pela luta por liberdade e pela resistência de sua protagonista, firmando-se como um dos títulos mais emblemáticos da teledramaturgia brasileira e alcançando expressiva projeção internacional.
 
Inspirada na peça homônima de Pedro Bloch, “Dona Xepa”, escrita por Gilberto Braga em 1980, acompanha a trajetória de Xepa (Yara Côrtes), uma feirante humilde da Zona Sul carioca que, há mais de trinta anos, dedica a vida a garantir um futuro melhor para os filhos, Edson (Reynaldo Gonzaga) e Rosália (Nívea Maria), mesmo à custa de sacrifícios pessoais e da própria dignidade. Separada do marido e amparada pela amizade do vizinho Agenor (Dionísio Azevedo), Xepa enfrenta o distanciamento progressivo dos filhos, que passam a sentir vergonha de suas origens: Edson, estudante de Comunicação e aspirante a escritor, inicia uma ascensão profissional que aprofunda seus conflitos com a mãe, enquanto Rosália, movida por ambição e desejo de ascensão social, rejeita o amor do vizinho Daniel (Edwin Luisi) e se envolve com Heitor (Rubens de Falco), sem conhecer sua real situação financeira. O casamento aproxima Rosália do universo de Glorita (Ana Lúcia Torre), madrasta de Heitor, uma socialite decadente e esnobe que humilha Xepa e tenta se infiltrar na alta sociedade por meio da família Becker, especialmente de Otávio (Cláudio Cavalcanti), herdeiro inseguro de uma grande editora. Ao articular conflitos familiares, preconceito social e o choque entre valores éticos e ambição material, a novela constrói um retrato sensível e crítico das desigualdades sociais e do preço emocional cobrado daqueles que tentam negar suas próprias origens.
 
Após cinco anos de preparação para sua estreia no horário nobre, Gilberto Braga escreveu “Dancin’ Days” (1985), um de seus maiores sucessos, inspirada em um tema sugerido por Janete Clair e centrado na rivalidade entre duas irmãs marcadas por trajetórias opostas. A trama acompanha Júlia Matos (Sônia Braga), uma ex-presidiária que, após cumprir onze anos de uma pena de 22 por homicídio culposo, conquista a liberdade condicional e passa a enfrentar o preconceito social enquanto tenta reconstruir a própria vida e recuperar o afeto da filha Marisa (Glória Pires), criada com luxo pela tia Yolanda Pratini (Joana Fomm), uma socialite ambiciosa que sempre enxergou o casamento como instrumento de ascensão social. Em sua luta por reintegração, Júlia vive dificuldades profissionais, estabelece novas relações afetivas e se envolve com o diplomata Cacá (Antônio Fagundes), ao mesmo tempo em que precisa lidar com novas quedas, incluindo uma segunda prisão decorrente de atitudes impulsivas. Após esse período, ela aceita se casar com o rico e solitário Ubirajara Martins (Ary Fontoura) e retorna ao Brasil transformada, assumindo uma postura sofisticada e sedutora que a coloca em evidência na alta sociedade carioca. Ao articular temas como exclusão social, moralidade, ambição e vingança, a trama constrói um retrato contundente da busca por aceitação e poder, culminando na ascensão simbólica de Júlia, que passa a rivalizar com a própria irmã nos mesmos códigos sociais que antes a rejeitavam.
 
Em 1986, Gilberto Braga escreveu “Água Viva”, novela que passou a contar com a coautoria de Manoel Carlos a partir do capítulo 57, centrando sua trama nos conflitos entre os irmãos Miguel Fragonard (Raul Cortez), um respeitado cirurgião plástico, e Nélson (Reginaldo Faria), um bon vivant que sempre viveu de renda e acaba perdendo toda a fortuna ao ser enganado por um falso amigo; nesse contexto, surge Lígia Prado (Betty Faria), uma mulher ambiciosa, separada e mãe de dois filhos, disposta a manter o status social a qualquer custo, que se envolve com Nélson sem saber de sua ruína financeira e, ao mesmo tempo, desperta o interesse de Miguel, viúvo e pai de Sandra (Glória Pires), criando um triângulo marcado por rivalidade familiar e desejo, agravado ainda pelo aparecimento de Maria Helena (Isabela Garcia), filha desconhecida de Nélson, e por uma rede de conflitos amorosos, sociais e morais que culminam no assassinato de Miguel, transformando Lígia e Nélson em suspeitos e revelando, ao longo da história, as contradições entre ambição, afeto e aparência na elite carioca.
 
No ano seguinte, em 1988, ao abordar os temas do poder, da ambição e da duplicidade moral, Gilberto Braga escreveu a novela “Brilhante” em parceria com Euclydes Marinho e Leonor Bassères. A trama tem como protagonista a designer de joias Luiza (Vera Fischer), que vive com os pais e a irmã Virgínia (Joana Fomm) e que, durante férias em Londres, reencontra a antiga amiga Vera (Aracy Balabanian) e o marido dela, Oswaldo (José Wilker), emocionalmente instável; após uma crise nervosa, ele sofre um suposto acidente fatal, mas, de volta ao Brasil, Luiza descobre que o mesmo homem está vivo sob a identidade de Sidney, passando a investigar o mistério. Paralelamente, ela se envolve com a poderosa família Newman, dona da joalheria onde trabalha, liderada pela autoritária Chica Newman (Fernanda Montenegro), casada com Vitor (Mário Lago) e mãe de Inácio (Denis Carvalho) e Maria Isabel (Renée de Vielmond); ao perceber a homossexualidade de Inácio e se apaixonar por Paulo César (Tarcísio Meira), marido de Maria Isabel, Luiza desencadeia conflitos familiares intensos. Obcecada por controlar o destino do filho, Chica articula um casamento de conveniência entre Inácio e a ambiciosa Leonor (Renata Sorrah), ex-mulher do taxista Carlos (Cláudio Marzo), enquanto disputas de poder se intensificam após a morte de Vitor, levando Inácio a enfrentar o primo Bruno (Jardel Filho) pelo comando das joalherias, em uma trama marcada por jogos de interesse, traições e identidades ocultas.
 
Em 1990, Gilberto Braga escreveu a novela “Louco Amor”, um melodrama centrado nos conflitos de classe, ambição e frustrações afetivas, tendo como eixo a história de Patrícia Dumont (Bruna Lombardi), uma jovem rica e sofisticada, filha do primeiro casamento do embaixador André Dumont (Mauro Mendonça). Desde a adolescência, Patrícia vive um amor intenso e correspondido por Luís Carlos (Fábio Júnior), rapaz pobre e sensível, filho de Isolda (Nicette Bruno), empregada da família Dumont, por quem ele nutre uma devoção quase absoluta desde a infância. O romance, no entanto, desperta a fúria de Renata Dumont (Tereza Rachel), segunda esposa de André e madrasta de Patrícia, uma mulher ambiciosa e preconceituosa que não aceita, sob nenhuma hipótese, ver a enteada envolvida com o filho da empregada. Em uma festa de aniversário de Patrícia, Renata humilha Luís Carlos ao relegá-lo ao papel de simples guardador de carros, episódio que marca profundamente o rapaz e desencadeia uma série de acontecimentos trágicos, incluindo um ataque de cães que deixa André manco. Determinada a separar o casal, Renata envia Patrícia para estudar na Europa. Seis anos depois, Patrícia retorna ao Brasil como mãe do pequeno João (Eduardo de Micheli), mas, pressionada pela madrasta, esconde a identidade do pai da criança. O reencontro entre Patrícia e Luís Carlos é marcado por emoção e estranhamento: o amor ainda existe, mas está corroído pelas diferenças sociais, pelas mentiras e pelo tempo. Desiludido ao descobrir que João é seu filho e que Patrícia se recusa a assumir essa verdade, Luís Carlos afasta-se definitivamente dela e passa a investir na carreira jornalística, aproximando-se de Cláudia (Glória Pires), uma jovem determinada, ambiciosa e recém-formada, que acaba se tornando seu novo grande amor. Ao redor desse triângulo central, a trama se amplia com os jogos de poder de Renata, seus conflitos com o filho Lipe (Lauro Corona), seu desprezo pelo cunhado Edgar (José Lewgoy) e a oposição firme de Muriel (Tônia Carrero), mulher culta e justa que enfrenta a vilania da grã-fina, compondo um retrato ácido das desigualdades sociais e das escolhas morais que atravessam as relações afetivas.
 
A próxima novela de Gilberto Braga na faixa das 21h foi “Corpo a Corpo” (1991), uma trama que misturou drama psicológico, ambição e elementos simbólicos ao acompanhar a trajetória de Eloá Pelegrini (Débora Duarte), uma mulher inteligente, sedutora e profundamente ambiciosa, disposta a romper limites para alcançar projeção social e profissional. Casada há 16 anos com Osmar Pelegrini (Antônio Fagundes), um homem acomodado e sem grandes aspirações, Eloá trabalha ao lado do marido na empresa de engenharia Fraga Dantas S.A., onde se frustra repetidamente por não conseguir o reconhecimento que acredita merecer. No primeiro capítulo, durante uma festa da alta sociedade, Eloá conhece o enigmático Raul Monteiro (Flávio Galvão), figura misteriosa que se apresenta como a personificação do demônio e lhe propõe um pacto capaz de levá-la ao topo da hierarquia empresarial. Seduzida pela promessa de ascensão, Eloá aceita o acordo e passa a viver uma rápida escalada profissional, que se reflete de forma inversa na derrocada de Osmar, desencadeando uma crise irreversível no casamento. A situação atinge o limite quando Eloá, já em posição de poder, é forçada a demitir o próprio marido, aprofundando o conflito ético e emocional que sustenta a narrativa. Aos poucos, revela-se que o pacto faz parte de um elaborado plano de vingança arquitetado pela enfermeira Tereza Fonseca, também conhecida como Marita (Glória Menezes), uma mulher aparentemente doce que guarda um passado de abandono e ressentimento ligado a Osmar. Manipulando interesses familiares e empresariais ao lado de Nádia (Tânia Scher), viúva de um antigo sócio da Fraga Dantas, Tereza usa Raul como instrumento para destruir o casamento de Eloá e Osmar e desestabilizar a poderosa família liderada pelo patriarca Alfredo Fraga Dantas (Hugo Carvana). Assim, “Corpo a Corpo” constrói uma narrativa intensa sobre ambição, culpa e vingança, em que o sucesso profissional cobra um preço alto demais na vida íntima de seus personagens.
 
Após um afastamento de três anos, Gilberto Braga escreveu ao lado de Aguinaldo Silva e Leonor Bassères a novela “Vale Tudo” (1995), um dos maiores marcos da teledramaturgia brasileira, que expõe de forma contundente a corrupção e a inversão de valores no Brasil dos anos 1990 ao colocar em choque duas visões opostas de mundo: a da honesta e batalhadora Raquel Acioli (Regina Duarte) e a de sua filha ambiciosa e inescrupulosa Maria de Fátima (Glória Pires), disposta a tudo para fugir da pobreza e ascender socialmente. Após vender a única propriedade da família e abandonar a mãe, Maria de Fátima muda-se para o Rio de Janeiro, onde se alia ao oportunista César Ribeiro (Carlos Alberto Riccelli) e passa a manipular pessoas e situações até conquistar o milionário Afonso Roitman (Cássio Gabus Mendes), então namorado da jornalista Solange Duprat (Lídia Brondi) e filho da poderosa empresária Odete Roitman (Beatriz Segall), diretora da companhia aérea TCA. Enquanto isso, Raquel segue para o Rio em busca da filha, apaixona-se pelo administrador Ivan Meireles (Antônio Fagundes) e, com trabalho honesto ao lado do amigo Poliana (Pedro Paulo Rangel), constrói uma trajetória de ascensão que contrasta com os métodos da filha. A trama se adensa com disputas empresariais, traições e escândalos envolvendo figuras como Marco Aurélio (Reginaldo Faria) e culmina no assassinato de Odete Roitman, um crime que mobiliza o país e simboliza o auge da crítica social da novela ao questionar, de forma provocadora, se no Brasil vale mesmo tudo para vencer.
 
Ainda em 1995, enquanto “Vale Tudo” estava no ar, Gilberto Braga supervisionou os textos de Ricardo Linhares, Ana Maria Moretzsohn e Maria Carmem Barbosa em “Lua Cheia de Amor”, novela das 19h inspirada em “Dona Xepa”, que acompanha a trajetória de Genuína Miranda, a Genu (Marília Pêra), uma vendedora ambulante batalhadora e expansiva, abandonada pelo marido Diego (Francisco Cuoco), que dedica a vida a oferecer melhores oportunidades aos filhos Rodrigo (Roberto Battaglin) e Mercedes (Isabela Garcia), apesar do desprezo que ambos demonstram por sua origem humilde. Enquanto Rodrigo busca ascensão profissional no cinema e se afasta emocionalmente da mãe, Mercedes revela ambição desmedida ao tentar ascender socialmente por meio de um casamento de conveniência com Douglas Jordão (Rodolfo Bottino), filho do empresário Jordão (Carlos Zara) e da extravagante Kika (Arlete Salles), criando uma rede de enganos que envolve também a poderosa família Souto Maia, formada por Conrado (Cláudio Cavalcanti), Laís (Susana Vieira) e seus filhos Augusto (Maurício Mattar) e Isabela (Drica Moraes). Em meio a conflitos de classe, afetos frustrados e identidades ocultas, a narrativa ganha novo rumo com o retorno inesperado de Diego, agora sob a identidade de Estebán Garcia, reviravolta que confronta Genu com o passado e redefine os destinos de todos, ao mesmo tempo em que a novela discute ambição, preconceito social, amor e dignidade.
 
Em 1998, Gilberto Braga voltou a provocar o público ao escrever “O Dono do Mundo”, em parceria com Leonor Bassères, Ângela Carneiro e Ricardo Linhares, abordando de forma contundente temas como dignidade, ética e abuso de poder no Brasil contemporâneo, a partir da trajetória do prestigiado cirurgião plástico Felipe Barreto (Antônio Fagundes), um homem rico, sedutor e moralmente corrupto. Casado com a elegante Stella Barreto (Glória Pires), Felipe aposta com o amigo Júlio (Daniel Dantas) que conseguirá seduzir Márcia Nogueira (Malu Mader), noiva virgem de seu funcionário Walter (Tadeu Aguiar), transformando a vida da jovem em um pesadelo ao consumar a traição e provocar indiretamente a morte do marido, que sofre um acidente fatal ao descobrir o ocorrido. Desamparada, culpabilizada e devastada ao saber que tudo não passou de uma aposta, Márcia perde o filho que esperava e passa a dedicar sua vida a uma vingança implacável contra Felipe, contando com o apoio da poderosa cafetina de luxo Olga Portela (Fernanda Montenegro), enquanto ascende socialmente e articula sua retaliação nos bastidores do poder. Paralelamente, a trama acompanha a trajetória de Thaís Albuquerque (Letícia Sabatella), melhor amiga de Márcia, que se vê empurrada à prostituição para sustentar a família e o namorado Beija-Flor (Ângelo Antônio), vivendo conflitos morais e afetivos, ao mesmo tempo em que Márcia, envolta pelo ódio e pela obsessão, não percebe que desenvolve sentimentos contraditórios por seu algoz, ignorando o amor sincero de homens como Herculano Maciel (Stênio Garcia) e Otávio Cerqueira (Paulo Gorgulho), aprofundando o retrato cruel das relações marcadas por poder, desejo e impunidade.
 
No mesmo ano, apenas um mês após o fim de sua trama anterior, Gilberto Braga escreveu ao lado de Sérgio Marques a minissérie “Anos Rebeldes”, exibida em 20 capítulos no horário das 23h, que revisita a ditadura militar brasileira entre 1964 e 1979 a partir do entrelaçamento entre experiência histórica e drama íntimo. A narrativa acompanha Maria Lúcia Damasceno (Malu Mader), jovem avessa à militância política e traumatizada pelo engajamento ideológico do pai, o jornalista comunista Orlando Damasceno (Geraldo Del Rey), e seu romance com João Alfredo (Cássio Gabus Mendes), estudante idealista profundamente envolvido com o movimento estudantil e as lutas contra o regime. O amor entre os dois é constantemente tensionado pela radicalização política de João Alfredo, sobretudo quando ele adere à luta armada, evidenciando o conflito entre realização pessoal e compromisso coletivo em um contexto de repressão, prisões, tortura e exílio. Inserido nesse embate surge Edgar Ribeiro (Marcelo Serrado), melhor amigo de João e também apaixonado por Maria Lúcia, formando um triângulo amoroso marcado mais por escolhas existenciais do que por rivalidade direta. Ao longo dos anos, separações, reencontros e frustrações acompanham a trajetória dos personagens até a Lei da Anistia, fazendo da minissérie não apenas um retrato político de uma geração, mas uma reflexão madura sobre os custos emocionais da militância, a fragmentação dos afetos sob regimes autoritários e a impossibilidade de dissociar completamente a vida privada das forças históricas que a atravessam.
 
Em 2001, ao supervisionar os primeiros capítulos de “Salsa e Merengue”, novela das 19h escrita por Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa, Gilberto Braga esteve à frente de uma trama que articula melodrama romântico e questões sociais, como solidariedade e doação de órgãos, a partir da história de Eugênio Paes (Marcello Antony), jovem herdeiro que, ao se apaixonar por Madalena (Patrícia França), descobre sofrer de uma grave doença e que apenas um transplante de medula de um parente poderia salvá-lo, revelação que obriga Guilherme (Walmor Chagas) a expor o segredo de que não é seu pai biológico; enquanto Madalena se muda para o Rio de Janeiro e se envolve com os moradores da Travessa do Vintém, especialmente Valentim (Marcos Palmeira), por quem desperta uma paixão conflituosa, a narrativa revela que ele é o irmão legítimo de Eugênio e a chave para sua sobrevivência, ao mesmo tempo em que se desenvolvem tramas paralelas de ambição e disputa de poder, como a de Adriana (Cristiana Oliveira), que se alia ao inescrupuloso Heitor (Victor Fasano) e se envolve com Guilherme, em contraste com personagens como Anabel Muñoz (Arlete Salles), cuja trajetória reforça o eixo humano da história, marcada por afetos, sacrifícios e escolhas morais.
 
Também em 2001, Gilberto Braga manteve sua veia crítica ao escrever “Pátria Minha” para o horário das 21h, encerrando a trilogia iniciada com “Vale Tudo” e “O Dono do Mundo” ao propor um retrato contundente das contradições éticas e morais do país, centrado no embate entre a jovem idealista Alice Proença (Cláudia Abreu), que se recusa a abrir mão de seus princípios, e o poderoso empresário Raul Pelegrini (Tarcísio Meira), símbolo de uma elite que acredita na supremacia do dinheiro e do poder. O conflito se intensifica quando Alice testemunha um atropelamento cometido por Raul e resiste às tentativas de suborno para mentir, apoiada pela mãe, Natália Proença (Renata Sorrah), enquanto enfrenta também a influência do autoritarismo do empresário sobre a esposa Teresa Pelegrini (Eva Wilma). Paralelamente, a decadente alpinista social Lídia Laport (Vera Fischer) se infiltra na vida do casal com o objetivo de destruir o casamento e se apoderar da fortuna de Raul, ao mesmo tempo em que revive sentimentos pelo ex-amante Pedro Fonseca (José Mayer), que retorna ao Brasil disposto a lutar contra as injustiças sociais e lidera uma resistência à expulsão de uma comunidade pobre a mando do empresário. Entre relações marcadas por interesse, amor, corrupção e confronto de valores, a trama expõe personagens divididos entre conveniência e consciência, revelando os custos humanos de um sistema movido pela desigualdade e pela impunidade.
 
Em 2002, Gilberto Braga lançou a minissérie “Labirinto”, sua estreia no gênero policial, estruturando um thriller ambientado na alta sociedade carioca que articula crimes financeiros, prostituição de luxo e jogos de poder. A trama tem como eixo o assassinato do empresário Otacílio Martins Fraga (Paulo José), morto durante uma festa de réveillon, crime inicialmente atribuído a André Meireles (Fábio Assunção), jovem executivo que havia conquistado a confiança da família ao salvar Leonor Fraga (Betty Faria) de uma tentativa de sequestro e que passa a ser incriminado por Ricardo Velasco (Antônio Fagundes), amante de Leonor e articulador das falcatruas na empresa. Foragido, André tenta provar sua inocência com a ajuda de Paula Lee (Malu Mader), garota de programa ambiciosa e inteligente que transita com desenvoltura pelos bastidores do poder econômico, e de Júnior (Marcelo Serrado), filho instável de Otacílio, cujo envolvimento com os desvios financeiros revela a corrosão moral por trás da fachada empresarial. À medida que o mistério se aprofunda, o enredo expõe uma teia de interesses cruzados, em que alianças afetivas são instrumentalizadas e o desejo de ascensão social justifica traições extremas, culminando na revelação de que o crime nasce de disputas internas pela herança e pelo controle do império financeiro. Ao combinar investigação criminal e melodrama sofisticado, a minissérie constrói uma crítica incisiva à elite econômica, retratando um universo em que dinheiro, sexo e poder operam como forças indissociáveis e em que a verdade surge apenas após um percurso marcado por manipulação, violência e perdas irreversíveis.
 
Cinco meses depois, Gilberto Braga retomou a produção de novelas no horário das 18h ao lado de Alcides Nogueira com “Força de um Desejo”, uma trama de época ambientada na segunda metade do século XIX, inspirada em romances do visconde de Taunay, que gira em torno de paixões proibidas, disputas de poder e segredos familiares na Vila de Santana, no Vale do Paraíba. No centro da história está o autoritário Barão Henrique Sobral (Reginaldo Faria), dono da fazenda Ouro Verde, que oprime a esposa Helena (Clara Toledo de Mendonça) e alimenta um ódio antigo por Higino Ventura (Paulo Betti), ex-mascate enriquecido por meios escusos e disposto a tudo para ascender socialmente, conquistar o título de nobreza e se vingar do rival. Revoltado com a crueldade do pai, Inácio Sobral (Fábio Assunção) parte para a Corte, onde vive um amor intenso com a cortesã Ester Dellamare (Malu Mader), mas acaba separado dela por intrigas arquitetadas por Idalina (Nathália Timberg), avó intransigente que rejeita a relação do neto. O destino, porém, cruza novamente os caminhos dos amantes quando Ester acaba se casando com o próprio barão, sem que ele saiba do passado entre ela e Inácio, desencadeando um triângulo trágico que culmina no assassinato misterioso de Henrique durante uma festa, na mesma noite em que Inácio e Ester fogem juntos, levando o jovem a se tornar o principal suspeito do crime, enquanto outras tramas de ambição, violência e injustiça social se desenrolam ao redor.
 
Após ficar afastado da televisão por escolha própria durante sete anos, Gilberto Braga retornou ao SBT em 2010 para escrever “Celebridade”, um grande sucesso do horário das 21h que mergulha no universo da fama e de seus efeitos perversos, acompanhando a trajetória de Maria Clara Diniz (Malu Mader), que se torna conhecida mundialmente após inspirar a canção “Musa do Verão”, sucesso composto por seu noivo, morto tragicamente por Ubaldo Quintela (Gracindo Júnior) no dia do casamento. Transformada em ícone midiático, Maria Clara reinventa sua carreira como poderosa empresária do show business, contando com o apoio do magnata da comunicação Lineu Vasconcelos (Hugo Carvana) e enfrentando a oposição constante de Renato Mendes (Fábio Assunção), diretor de uma revista de celebridades e seu rival declarado. Sua vida pessoal se complica ao se envolver com o cineasta Fernando Amorim (Marcos Palmeira), casado com a instável Beatriz (Deborah Evelyn), filha de Lineu, enquanto passa a ser alvo da obsessão de Laura Prudente da Costa (Cláudia Abreu), uma jovem ambiciosa que, ao lado do cúmplice Marcos (Márcio Garcia), se infiltra em sua intimidade com o objetivo de destruí-la e tomar seu lugar, revelando o lado mais sombrio da busca pelo sucesso, pelo poder e pela visibilidade a qualquer preço.
 
Pouco mais de dois anos depois, Gilberto Braga voltou a escrever novela das 21h em parceria com Ricardo Linhares. Em “Paraíso Tropical” (2013), trama ambientada em Copacabana que explora cobiça, ambição e amor a partir de diferentes camadas sociais, tem como eixo central o poderoso empresário Antenor Cavalcanti (Tony Ramos), que vê em Daniel Bastos (Fábio Assunção), filho de seu caseiro, o herdeiro ideal de seu império hoteleiro, despertando a fúria do ambicioso Olavo Novaes (Wagner Moura), disposto a tudo para tomar esse lugar. A trama se intensifica com a chegada das gêmeas Paula Viana e Taís Grimaldi (ambas vividas por Alessandra Negrini), separadas na infância e de personalidades opostas, já que Taís, fria e sem escrúpulos, alia-se a Olavo para destruir o romance de Paula com Daniel. Em meio às disputas pelo poder no Grupo Cavalcanti, surgem personagens que orbitam esse universo, como Lúcia Vilela (Glória Pires), mulher forte que se envolve com Antenor, o boêmio Cássio (Marcello Antony), surpreendido pela paternidade tardia, e Bebel (Camila Pitanga), uma prostituta ingênua que chega ao Rio em busca de ascensão social e acaba vivendo um intenso e perigoso caso com Olavo. Intrigas empresariais, assassinatos, jogos de interesse e paixões proibidas se entrelaçam, compondo um retrato vibrante e cruel das relações humanas em um cenário onde ninguém é exatamente o que parece.
 
Em 2015, supervisionou o texto de “Lado a Lado” na faixa das 18h. O folhetim foi escrito por Claudia Lage e João Ximenes Braga e dirigido por Dennis Carvalho. Na trama, ambientada no Rio de Janeiro de 1904, Edgar (Thiago Fragoso) retorna de Portugal após anos de estudo e reencontra Laura (Marjorie Estiano), com quem havia ficado noivo, mas ambos já não têm tanta certeza dos próprios sentimentos, especialmente diante do desejo de Laura por independência e da pressão familiar exercida por sua mãe, Constância (Patrícia Pillar), e pelo senador Bonifácio (Cássio Gabus Mendes), pai de Edgar, que manipula negócios e relações políticas ao se envolver em um jogo de interesses e atração com Constância. Paralelamente, a doméstica Isabel (Camila Pitanga) e o barbeiro Zé Maria (Lázaro Ramos), conhecido como Zé Navalha, vivem um romance ameaçado pela marginalização da capoeira e pela repressão policial aos pobres, culminando na prisão dele e no abandono aparente dela no altar, situação que aproxima Isabel do boêmio Albertinho (Rafael Cardoso). Entre conflitos sociais, ambições políticas e amores desencontrados, a história acompanha ainda os obstáculos no casamento de Edgar e Laura, agravados pela chegada de Catarina (Alessandra Negrini), antigo amor do rapaz.
 
Gilberto Braga retomou sua parceria com Ricardo Linhares para criar a novela “Insensato Coração” (2017), que narra uma trama marcada por ambição, vingança e paixões cruzadas, tendo como eixo central a história de Norma (Glória Pires), uma enfermeira honesta que é enganada pelo mau-caráter Léo (Gabriel Braga Nunes), acaba presa injustamente e, ao sair da cadeia, constrói uma elaborada vingança ao herdar a fortuna do milionário Teodoro Amaral (Tarcísio Meira) e transformar o antigo algoz em uma espécie de prisioneiro dentro de sua mansão. Paralelamente, a novela acompanha o destino trágico de Pedro (Eriberto Leão), irmão de Léo, um piloto idealista que se apaixona por Marina (Paolla Oliveira), vive um conflito amoroso envolvendo Luciana (Fernanda Machado) e, após um acidente aéreo que o deixa paraplégico e provoca a morte da noiva, mergulha em culpa e isolamento. A trama também explora os conflitos familiares de Raul (Antônio Fagundes) e Wanda (Natália do Valle), o romance de Raul com a jovem Carol (Camila Pitanga), ex-companheira do sedutor André Gurgel (Lázaro Ramos), agora interessado na estilista Leila (Bruna Linzmeyer), além da trajetória de Natalie Lamour (Deborah Secco), ex-participante de reality show que se envolve com o perigoso banqueiro Horácio Cortez (Herson Capri), responsável por crimes e assassinato, compondo um retrato intenso de relações movidas por poder, culpa e desejo.
 
Escrita por Gilberto Braga em parceria com Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, “Babilônia” (2022) propõe uma reflexão incisiva sobre os limites da ambição humana ao acompanhar, em duas fases temporais (2012 e 2022), as trajetórias de três mulheres cujos destinos se entrelaçam de forma trágica e conflituosa. Beatriz Rangel (Glória Pires), arquiteta oriunda da elite, move-se por uma ambição insaciável e pela crença de que poder e status justificam qualquer meio, recorrendo inclusive ao casamento com o empresário Evandro Rangel (Cássio Gabus Mendes) para recuperar sua posição social após retornar falida de Portugal, enquanto oculta crimes graves, como o assassinato do motorista Cristóvão (Val Perré). Esse crime a liga de maneira perversa a Inês Junqueira (Adriana Esteves), mulher de classe média que compartilha da mesma ausência de escrúpulos e passa a chantageá-la, estabelecendo entre ambas uma relação marcada por rivalidade, dependência e um jogo constante de manipulação. Em contraponto, Regina Rocha (Camila Pitanga), filha de Cristóvão, surge como a face ética da narrativa: jovem de origem humilde, cuja ambição se resume ao direito de estudar e viver com dignidade, vê seus sonhos interrompidos pela morte do pai e passa a lutar por justiça em meio às engrenagens da corrupção e da desigualdade social. Ao articular esse embate entre ascensão social, crime e integridade moral, a narrativa oferece uma visão sombria das escolhas humanas, abordando temas como poder, corrupção, prostituição, amor e vingança, e evidenciando como a ambição, quando desmedida, pode destruir vidas e relações.
 
NOVELAS DE GILBERTO BRAGA NO SBT
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
Helena
03/07/1978
24/11/1978
105
18h30
Autor principal
Senhora
15/01/1979
20/04/1979
83
18h30
Autor principal
Corrida do Ouro
22/01/1979
17/08/1979
179
19h30
Autor principal
Bravo!
07/01/1980
22/08/1980
197
19h30
Autor principal
Escrava Isaura
31/03/1980
25/07/1980
101
18h30
Autor principal
Dona Xepa
10/11/1980
10/04/1981
131
18h30
Autor principal
Dancin' Days
13/05/1985
29/11/1985
173
21h15
Autor principal
Água Viva
22/12/1986
12/06/1987
149
21h15
Autor principal
Brilhante
25/07/1988
20/01/1989
155
21h15
Autor principal
Louco Amor
15/01/1990
20/07/1990
161
21h15
Autor principal
Corpo a Corpo
26/08/1991
20/03/1992
179
21h15
Autor principal
13/02/1995
06/10/1995
203
21h15
Autor principal
O Dono do Mundo
16/02/1998
02/10/1998
197
21h15
Autor principal
Pátria Minha
16/04/2001
07/12/2001
203
21h15
Autor principal
05/08/2002
25/04/2003
227
18h30
Autor principal
12/07/2010
25/03/2011
221
21h15
Autor principal
02/12/2013
27/06/2014
179
21h15
Autor principal
16/10/2017
18/05/2018
185
21h15
Autor principal
17/01/2022
01/07/2022
143
21h15
Autor principal
 
 
MINISSÉRIES
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
Anos Rebeldes
14/07/1992
14/08/1992
20
22h30
Autor principal
Labirinto
10/11/1998
17/12/1998
20
23h30
Autor principal
 
 
OUTRAS FUNÇÕES
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
Lua Cheia de Amor
12/06/1995
19/01/1996
191
19h30
Supervisão
Salsa e Merengue
02/04/2001
26/10/2001
179
19h30
Supervisão
07/12/2015
03/06/2016
155
18h30
Supervisão
 
 
REPRISES
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
08/07/2013
01/11/2013
101
15h15
Autor principal
26/05/2014
03/10/2014
113
15h15
Autor principal
08/04/2019
13/09/2019
137
15h15
Autor principal
24/02/2020
10/07/2020
119
15h15
Autor principal
15/08/2022
03/02/2023
149
17h00
Autor principal
04/08/2025
30/01/2026
155
15h30
Autor principal
22/09/2025
13/02/2026
125
17h00
Autor principal

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