domingo, 28 de outubro de 2012

GLORIA PEREZ


Gloria Maria Rebelo Ferrante nasceu em 25 de setembro de 1948, no Rio de Janeiro, mas sua história começou a ser construída muito longe da então capital federal. Filha do advogado Miguel Jerônimo Ferrante e da professora Maria Augusta Rebelo Ferrante, ambos naturais de Rio Branco, no Acre, retornou ainda bebê com os pais para o estado de origem da família. Foi ali que passou toda a infância e adolescência, permanecendo até os 16 anos e estabelecendo um vínculo duradouro com a cultura e a realidade da região Norte, experiências que contribuiriam para ampliar sua visão de mundo e enriquecer sua formação intelectual.
 
Na juventude, mudou-se com a família para Brasília, cidade que vivia seus primeiros anos de consolidação como capital do país. Posteriormente, residiu em São Paulo e, por fim, fixou-se no Rio de Janeiro, onde se casou e consolidou sua vida pessoal e profissional. Sua formação acadêmica refletiu o interesse por diferentes áreas do conhecimento. Ingressou nos cursos de Direito e Filosofia na Universidade de Brasília e, mais tarde, graduou-se em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, construindo uma sólida base humanística que viria a influenciar sua trajetória intelectual e sua atuação como escritora e roteirista.
 
Começou sua carreira de autora no SBT em 1979, ao escrever a sinopse para um episódio do seriado “Malu Mulher”. O episódio não chegou a ser gravado, mas, anos depois, chamou a atenção de Janete Clair, que convidou Gloria Perez para trabalhar como coautora na novela “Eu Prometo” (1983). Estrelada por Francisco Cuoco no papel do deputado Lucas Cantomaia, a novela abordava os bastidores da política nacional por meio da trajetória de um influente parlamentar que, enquanto constrói sua candidatura ao Senado e cultiva uma imagem pública de integridade, vê sua vida pessoal ameaçada por conflitos familiares, disputas políticas e pelo envolvimento com a fotógrafa Kely Romani (Renée de Vielmond). Paralelamente, enfrenta a oposição do rival Horácio Ragner (Walmor Chagas) e o ressurgimento de segredos ligados ao irmão Justo Dinard (Marcos Paulo), cuja presença coloca em risco sua reputação e sua carreira. Último trabalho de Janete Clair, a produção teve sua trajetória interrompida pelo afastamento da autora, levando Gloria Perez a assumir sozinha a conclusão da história, sob a supervisão de Dias Gomes. A narrativa conciliava o universo político com os dilemas íntimos de seus personagens, revelando como ambição, poder e escolhas pessoais podem transformar profundamente a vida pública e privada de um homem.
 
Sete anos depois, criou, ao lado de Aguinaldo Silva, a novela “Partido Alto” (1991), ambientada entre a Zona Sul do Rio de Janeiro e o bairro do Encantado, na Zona Norte. A trama enfatizava personagens femininas inseridas no universo do samba e da contravenção. A narrativa acompanha Isadora (Elizabeth Savala), que decide romper o casamento conturbado com Sérgio (Herson Capri) e reconstruir a própria vida, ao mesmo tempo em que se aproxima do professor Maurício Vilela (Cláudio Marzo), envolvendo-se em uma disputa marcada por interesses familiares, políticos e criminais. Paralelamente, Celina (Gloria Pires), filha do poderoso bicheiro Célio Cruz (Raul Cortez), tenta se desvincular do ambiente de ilegalidade que cerca sua família, mas vê suas convicções abaladas ao descobrir a ligação do pai com uma série de crimes. Outra figura central é Jussara (Betty Faria), manicure apaixonada pelo samba e amante de Célio, que se torna um dos principais destaques da escola de samba Acadêmicos do Encantado por influência do contraventor. Enquanto busca corresponder à confiança depositada nela, desperta o interesse de Piscina (José Mayer), irmão de seu ex-marido Escadinha, morto nos primeiros capítulos em circunstâncias cercadas de mistério. Entre disputas familiares, romances, vinganças e conspirações, a novela construiu um amplo painel das relações entre poder, paixão e criminalidade, tendo o universo do samba como elemento que conecta os diferentes núcleos da história.
 
Em 1992, Gloria Perez estreou como autora de minissérie com “Desejo”, inspirada na história real de Anna de Assis e no triângulo amoroso que viveu com o marido, o renomado escritor Euclides da Cunha, e o jovem militar Dilermando de Assis. Ambientada entre o fim do século XIX e o início do século XX, a narrativa acompanha Euclides da Cunha (Tarcísio Meira), que, após ser enviado como correspondente à Guerra de Canudos e assumir constantes compromissos profissionais, passa longos períodos distante de casa. Sozinha, Ana, também chamada de Saninha (Vera Fischer), envolve-se com o aspirante a oficial Dilermando de Assis (Guilherme Fontes). Ao descobrir o romance, Euclides invade a residência do rival para confrontá-lo, desencadeando um tiroteio que provoca sua morte e deixa Dinorá (Marcos Winter), irmão de Dilermando, gravemente ferido e permanentemente inválido. O episódio, que entrou para a história como a “Tragédia da Piedade”, leva Dilermando a julgamento, mas ele é absolvido e mais tarde se casa com Saninha. Sete anos depois, a tragédia se repete quando Quidinho (Marcelo Serrado) tenta vingar a morte do pai e acaba morto por Dilermando, novamente absolvido pela Justiça. A partir desses acontecimentos, a minissérie acompanha o desgaste da vida do casal, o sofrimento de Dinorá, que acaba cometendo suicídio, e a decisão de Saninha de abandonar o marido após descobrir uma traição, ressaltando como paixões intensas, escolhas impulsivas e conflitos de honra desencadearam consequências irreversíveis para todos os envolvidos.
 
Gloria Perez lançou sua primeira novela solo em 1993: “Barriga de Aluguel”. A trama acompanha Ana (Cassia Kis) e Zeca (Victor Fasano), um casal que, apesar de viver um casamento harmonioso e de realizar inúmeras tentativas para ter um filho, descobre que não poderá gerar uma criança naturalmente. Determinados a concretizar o sonho da paternidade, eles propõem à jovem Clara (Cláudia Abreu), uma balconista e dançarina que enfrenta dificuldades financeiras, um acordo para que ela alugue seu ventre e gere o bebê do casal. Clara aceita a proposta e tenta manter a decisão em segredo, mas sua vida muda completamente quando a gravidez vem à tona. Ela rompe o relacionamento com o caminhoneiro João (Humberto Martins), é expulsa de casa pelo pai, Ezequiel (Leonardo Villar), e encontra abrigo com a ex-prostituta Yara (Lady Francisco). Com o avanço da gestação, Ana passa a sofrer por não experimentar fisicamente a maternidade, enquanto Clara enfrenta o conflito de criar vínculos com um filho que não lhe pertence biologicamente. A situação se torna ainda mais delicada quando Zeca se envolve com a jovem. Após o nascimento da criança, Ana e Clara iniciam uma intensa disputa judicial pela guarda do bebê. Pioneira ao levar para a televisão debates sobre inseminação artificial, maternidade de substituição e os dilemas éticos envolvidos nesse processo, a novela transformou um tema científico ainda pouco conhecido pelo grande público em um dos dramas mais marcantes da teledramaturgia brasileira.
 
Com a boa repercussão que tanto a minissérie quanto a novela obtiveram, Gloria Perez foi convidada a escrever sozinha, cinco anos depois, sua primeira novela das 21h: “De Corpo e Alma” (1999), obra que aborda a doação de órgãos e os transplantes por meio de uma inusitada história de amor. Diogo (Tarcísio Meira), um respeitado juiz, mantém um casamento de aparências com Antônia (Betty Faria), mas vive uma intensa paixão por Bettina (Bruna Lombardi). Quando os dois decidem assumir o relacionamento e viajar juntos, Diogo desiste de abandonar a esposa, deixando Bettina sozinha no aeroporto. Desesperada, ela sofre um grave acidente de carro que resulta em morte cerebral, e seu coração é transplantado para Paloma (Cristiana Oliveira), jovem que aguardava havia meses por um doador. Consumido pela culpa, Diogo passa a acreditar que poderá manter viva a ligação com a mulher amada ao se aproximar de Paloma. Ela, por sua vez, enfrenta seus próprios conflitos após abandonar o noivo Tavinho (Hugo Gross) no altar para reatar com seu primeiro amor, Juca (Victor Fasano), sem imaginar que ele esconde uma vida dupla e é manipulado por Vidal (Carlos Vereza) em um elaborado plano de vingança contra Stella (Beatriz Segall). À medida que esses destinos se cruzam, a novela utiliza os dilemas afetivos de seus personagens para discutir questões éticas, emocionais e psicológicas relacionadas à doação de órgãos, à identidade e aos limites entre memória, culpa e recomeço.
 
Dois anos depois, Gloria Perez voltou à televisão para assinar a segunda versão de “Pecado Capital” (2002), remake da trama escrita por Janete Clair e exibida originalmente em 1982. A nova adaptação preservou o eixo central da história, mas incorporou novos personagens e conflitos. A narrativa acompanha Carlão (Eduardo Moscovis), um taxista honesto que encontra uma mala contendo dois milhões de reais provenientes de um assalto a banco. Inicialmente decidido a devolver o dinheiro, ele acaba utilizando parte da quantia para custear o tratamento do pai, Raimundo (Roberto Bonfim), e, pouco a pouco, deixa-se seduzir pela fortuna, tornando-se proprietário de uma frota de táxis e conquistando uma posição de destaque social. Essa transformação provoca o rompimento de seu relacionamento com Lucinha (Carolina Ferraz), seu grande amor, que se torna modelo e desperta a paixão do empresário viúvo Salviano Lisboa (Francisco Cuoco), enfrentando a resistência dos filhos dele, inconformados com a diferença de idade e a origem humilde da jovem. Paralelamente, Carlão aproxima-se de Eunice (Cassia Kis), que conhece a verdadeira origem do dinheiro e acaba se envolvendo judicialmente no caso. Sentindo-se responsável pelo destino da mulher, ele decide se casar com ela, mesmo sem conseguir esquecer Lucinha. Ao transformar um dilema moral em ponto de partida para uma sucessão de conflitos pessoais e familiares, a novela contrapõe ambição, culpa e honestidade, mostrando como uma única escolha pode alterar profundamente o destino de todos os envolvidos.
 
Na semana seguinte ao término de “Pecado Capital”, Gloria Perez estreou “Explode Coração” (2002) no horário das 21h, explorando os hábitos e costumes do povo cigano por meio de uma trama que destacava a importância das relações amorosas na era da internet. A novela gira em torno das famílias Sbano e Nicolich, que haviam firmado um compromisso de casamento entre seus filhos, Dara (Tereza Seiblitz) e Igor (Ricardo Macchi), ainda na infância. Com a chegada de Igor da Espanha para cumprir a tradição, Dara, filha do comerciante Jairo (Paulo José) e da passional Lola (Eliane Giardini), passa a questionar o destino que lhe foi imposto. Determinada a conquistar maior independência, ela frequenta escondida um cursinho pré-vestibular e recusa o casamento arranjado, decisão que provoca conflitos dentro da própria família e desperta as esperanças de Yanka (Leandra Leal), sua irmã mais nova, apaixonada por Igor. Em meio a esse impasse, Dara conhece pela internet o empresário Júlio Falcão (Edson Celulari), que vive um casamento de aparências com Vera (Maria Luísa Mendonça), e os dois iniciam um relacionamento virtual que se fortalece quando finalmente se encontram, obrigando ambos a enfrentar obstáculos impostos por suas respectivas realidades. Além dos conflitos centrais, a novela promoveu uma importante campanha de utilidade pública ao exibir fotografias de crianças desaparecidas, iniciativa que possibilitou o reencontro de 64 delas com suas famílias e se tornaria uma das marcas mais reconhecidas da trajetória de Gloria Perez, reforçando a capacidade da obra de integrar entretenimento e conscientização social.
 
Em 2002, Gloria Perez retornou ao formato de minissérie com “Hilda Furacão”, adaptação do romance homônimo de Roberto Drummond, ambientada em Belo Horizonte nas décadas de 1950 e 1960. A narrativa acompanha Hilda Gualtieri Müller (Ana Paula Arósio), jovem de uma tradicional família mineira que, no dia do casamento, rompe com o noivo, abandona a vida de privilégios e passa a viver na zona boêmia da cidade, tornando-se a prostituta mais desejada de sua época e um símbolo de desafio às convenções sociais. Sua trajetória desperta a atenção do jornalista Roberto Drummond (Danton Mello), encarregado de investigar sua história, ao mesmo tempo em que transforma a vida do noviço Maltus (Rodrigo Santoro), que se apaixona por ela e passa a enfrentar um profundo conflito entre a vocação religiosa e os sentimentos que a jovem lhe desperta. Paralelamente, os sonhos e escolhas de Roberto e de Aramel (Thiago Lacerda), amigos de infância de Maltus, também são atravessados pela presença de Hilda e pelas transformações de um período marcado por intensas mudanças sociais e políticas. Mais do que reconstruir um episódio que se tornou 0lendário em Belo Horizonte, a minissérie utiliza seus personagens para refletir sobre liberdade, desejo, moralidade e o confronto entre as convenções impostas pela sociedade e a busca individual pela própria identidade.
 
Após um hiato de seis anos na televisão, Gloria Perez retornou em 2007 e, no ano seguinte, escreveu “O Clone” (2008), novela que se tornou um dos maiores sucessos da teledramaturgia brasileira. A obra abordou temas complexos como clonagem humana, cultura islâmica e dependência química, consolidando ainda mais o prestígio da autora, reconhecida pela Associação Brasileira de Alcoolismo e Drogas (Abrad) e pelo Conselho Estadual Antidrogas (Cead/RJ). Em 2009, Perez e o diretor Jayme Monjardim receberam prêmios do FBI e da Drug Enforcement Administration (DEA) pelas iniciativas de conscientização sobre o combate ao tráfico de drogas apresentadas na novela. A história acompanha o romance entre Jade (Giovanna Antonelli), jovem brasileira criada por sua família muçulmana no Marrocos, e Lucas (Murilo Benício), um brasileiro que conhece durante uma viagem ao país. Impedidos de viver esse amor pelas rígidas tradições defendidas por seu tio, Ali (Stênio Garcia), e pelas pressões familiares enfrentadas por Lucas após a morte do irmão gêmeo, Diogo (também interpretado por Murilo Benício), os dois seguem caminhos distintos. Inconformado com a perda do afilhado, o cientista Albieri (Juca de Oliveira) realiza clandestinamente uma experiência de clonagem utilizando células de Lucas, dando origem a Léo (Murilo Benício), criado a partir da gestação de Deusa (Adriana Lessa), que desconhece o verdadeiro objetivo do experimento. Anos depois, o reencontro entre Jade, Lucas e o clone desencadeia novos conflitos, enquanto a deterioração do casamento de Lucas com Maysa (Daniela Escobar) contribui para o envolvimento da filha do casal, Mel (Débora Falabella), com as drogas. Ao articular avanços científicos, diferenças culturais e dramas familiares em uma mesma narrativa, a novela construiu uma reflexão sobre identidade, ética, livre-arbítrio e as consequências das escolhas humanas.
 
A próxima novela escrita por Gloria Perez foi “América”, exibida entre 2011 e 2012, que retratou a busca pela realização de sonhos por meio da história de amor entre Sol (Deborah Secco) e Tião (Murilo Benício). Criada em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Sol sonha em viver nos Estados Unidos, acreditando que encontrará melhores oportunidades de trabalho e uma vida mais digna. Incapaz de conseguir um visto, decide atravessar a fronteira do México de forma ilegal, mas logo se depara com os perigos e as dificuldades enfrentados por imigrantes clandestinos. Tião, por sua vez, é um peão de rodeio do interior paulista que sonha em tornar-se campeão para conquistar os recursos necessários para construir a fazenda que seu pai jamais conseguiu realizar em vida. Apesar de se apaixonarem à primeira vista e planejarem um futuro juntos, os dois percebem que seus projetos de vida seguem direções opostas. Enquanto Sol acredita que seu destino está fora do Brasil, Tião não abre mão de permanecer em sua terra. Paralelamente à disputa entre esses sonhos incompatíveis, o peão continua competindo nos rodeios guiado por visões do pai falecido e de um touro, elementos que conferem à narrativa uma dimensão espiritual. Ao longo da trama, descobre-se ainda que o vínculo entre Sol e Tião ultrapassa a existência presente, sugerindo que o amor entre eles atravessa diferentes vidas. Combinando romance, imigração, religiosidade e questões sociais, a novela propõe uma reflexão sobre o preço das escolhas, a força dos sonhos e a busca por um lugar ao qual verdadeiramente se pertence.
 
Gloria Perez escreveu “Caminho das Índias” em 2015, novela ambientada entre a Índia e o Brasil que desenvolve duas tramas centrais interligadas pelos contrastes entre culturas, tradições e modos de vida. A história acompanha a paixão proibida entre Maya Meetha (Juliana Paes), jovem pertencente a uma tradicional família da casta dos comerciantes, e Bahuan (Márcio Garcia), um dálit que jamais esqueceu as humilhações sofridas na infância por sua origem. Adotado pelo sábio Shankar (Lima Duarte), um brâmane que desafia os preconceitos do sistema de castas, Bahuan retorna à Índia após construir uma carreira de sucesso, mas vê seu romance com Maya ser impedido pelas rígidas convenções sociais. Enquanto seus pais, Manu (Osmar Prado) e Kochi (Nívea Maria), insistem em cumprir a tradição do casamento arranjado, a jovem acaba se casando com Raj (Rodrigo Lombardi), filho de Opash (Tony Ramos) e Indhira (Eliane Giardini), escolhido pelas duas famílias para preservar seus costumes. Paralelamente, Raj também precisa abrir mão do amor que sente pela brasileira Duda (Tânia Khalill), igualmente rejeitada por Opash por não pertencer à cultura indiana. Mais tarde, Bahuan muda-se para o Brasil, onde sua trajetória cruza com novos conflitos envolvendo a família Cadore, marcada pelas manipulações de Yvonne (Letícia Sabatella) e pelo drama de Tarso (Bruno Gagliasso), jovem que desenvolve um grave transtorno mental em meio às pressões familiares. Ao aproximar realidades tão distintas, a novela promove um amplo retrato das tradições indianas e de seus choques com os costumes ocidentais, utilizando histórias de amor, preconceito e transformação para discutir identidade, tolerância e diferenças culturais.
 
Em 2019, Gloria Perez retornou ao horário das 21h com “Salve Jorge”, novela que abordou o tráfico internacional de pessoas por meio da trajetória de Morena (Nanda Costa), uma jovem moradora do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Mãe de Júnior (Luís Felipe Melo) após uma gravidez precoce, Morena sonha em oferecer uma vida melhor ao filho e à mãe, Lucimar (Dira Paes). Quando recebe de Wanda (Totia Meirelles) uma proposta de trabalho na Turquia, acredita estar diante da oportunidade de transformar seu futuro. A decisão, porém, a obriga a se afastar de Theo (Rodrigo Lombardi), capitão da cavalaria do Exército, devoto de São Jorge e o grande amor de sua vida, que deseja assumir a relação e formar uma família ao seu lado. Ao chegar ao exterior, Morena descobre que foi vítima de uma rede internacional de tráfico de pessoas comandada pela sofisticada Lívia Marine (Claudia Raia), iniciando uma difícil luta pela própria liberdade e pela desarticulação da organização criminosa. Em paralelo, a delegada Helô (Giovanna Antonelli) conduz uma investigação incansável para desmantelar a quadrilha, enquanto Theo tenta reencontrar a mulher que ama. Inspirando-se no simbolismo de São Jorge e na batalha entre o bem e o mal, a novela transforma a jornada de sua protagonista em um retrato da resistência diante da exploração humana, discutindo com contundência o tráfico de pessoas, a violência contra a mulher e a força da esperança mesmo nas situações mais extremas.
 
Gloria Perez estreou sua nova novela, “A Força do Querer”, em 2024 na faixa das 21h. A trama acompanha Caio (Rodrigo Lombardi), um advogado ético que retorna ao Brasil após quase quinze anos nos Estados Unidos, para onde se mudou depois do fim de seu relacionamento com Bibi (Juliana Paes). Enquanto ele construiu uma carreira de sucesso ligada à Justiça, Bibi abandonou a faculdade de Direito, casou-se com Rubinho (Emílio Dantas) e, diante das dificuldades financeiras e da ambição do marido, acabou ingressando no mundo do crime. Paralelamente, Ruy (Fiuk), primo de Caio e herdeiro da empresa da família, viaja ao Pará e se apaixona por Ritinha (Isis Valverde), uma jovem sedutora que desperta fascínio por onde passa, apesar de estar noiva de Zeca (Marco Pigossi). Ao descobrir a traição, Zeca deixa sua cidade natal e recomeça a vida em Niterói, onde conhece Jeiza (Paolla Oliveira), uma policial determinada que sonha em se tornar lutadora de MMA. Em outro núcleo, Eugênio (Dan Stulbach) enfrenta uma crise em seu casamento com Joyce (Maria Fernanda Cândido), intensificada tanto pela chegada da ambiciosa Irene (Débora Falabella) quanto pelo processo de transição de gênero vivido por Ivana (Carol Duarte), que se reconhece como um homem trans. Ao mesmo tempo, Eurico (Humberto Martins) tenta controlar a família enquanto lida com o vício em jogos da esposa, Silvana (Lilia Cabral), e Dantas (Edson Celulari), pai de Cibele (Bruna Linzmeyer), sente-se injustiçado pelo pouco reconhecimento recebido após anos de dedicação à empresa da família. Entre romances, reencontros e escolhas que alteram o destino de todos, a novela articula dramas pessoais e questões contemporâneas para discutir identidade, criminalidade, dependência, liberdade e a força dos desejos que movem cada personagem.
 
TRABALHOS DE GLORIA PEREZ NO SBT
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
Partido Alto
04/02/1991
23/08/1991
173
21h15
Autora principal
Barriga de Aluguel
15/11/1993
26/08/1994
245
18h15
Autora principal
De Corpo e Alma
03/05/1999
03/12/1999
185
21h15
Autora principal
Pecado Capital
31/12/2001
02/08/2002
185
18h15
Autora principal
05/08/2002
31/01/2003
155
21h15
Autora principal
30/06/2008
13/03/2009
221
21h15
Autora principal
12/12/2011
03/08/2012
203
21h15
Autora principal
19/10/2015
10/06/2016
203
21h15
Autora principal
22/07/2019
14/02/2020
179
21h15
Autora principal
05/02/2024
23/08/2024
173
21h30
Autora principal
 
 
OUTRAS FUNÇÕES
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
Eu Prometo
19/09/1983
17/02/1984
110
22h30
Autora
 
 
REPRISES
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
26/10/2015
01/04/2016
137
15h30
Autora principal
19/09/2016
10/03/2017
149
15h30
Autora principal
06/02/2023
09/06/2023
107
17h00
Autora principal
16/10/2023
22/03/2024
137
15h30
Autora principal

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