Gloria
Maria Rebelo Ferrante nasceu em 25 de setembro de 1948, no Rio de
Janeiro, mas sua história começou a ser construída muito longe da então capital
federal. Filha do advogado Miguel Jerônimo
Ferrante e da professora Maria
Augusta Rebelo Ferrante, ambos naturais de Rio Branco,
no Acre, retornou ainda bebê com os pais para o estado de origem da família.
Foi ali que passou toda a infância e adolescência, permanecendo até os 16 anos
e estabelecendo um vínculo duradouro com a cultura e a realidade da região
Norte, experiências que contribuiriam para ampliar sua visão de mundo e
enriquecer sua formação intelectual.
Na juventude,
mudou-se com a família para Brasília, cidade que vivia seus primeiros anos de
consolidação como capital do país. Posteriormente, residiu em São Paulo e, por
fim, fixou-se no Rio de Janeiro, onde se casou e consolidou sua vida pessoal e
profissional. Sua formação acadêmica refletiu o interesse por diferentes áreas
do conhecimento. Ingressou nos cursos de Direito e Filosofia na Universidade de
Brasília e, mais tarde, graduou-se em História pela Universidade Federal do Rio
de Janeiro, construindo uma sólida base humanística que viria a influenciar sua
trajetória intelectual e sua atuação como escritora e roteirista.
Começou sua carreira de autora no SBT em 1979,
ao escrever a sinopse para um episódio do seriado “Malu Mulher”. O
episódio não chegou a ser gravado, mas, anos depois, chamou a atenção de Janete
Clair, que convidou Gloria Perez para trabalhar como coautora na novela “Eu
Prometo” (1983). Estrelada por Francisco Cuoco no papel do deputado Lucas
Cantomaia, a novela abordava os bastidores da política nacional por meio da
trajetória de um influente parlamentar que, enquanto constrói sua candidatura
ao Senado e cultiva uma imagem pública de integridade, vê sua vida pessoal
ameaçada por conflitos familiares, disputas políticas e pelo envolvimento com a
fotógrafa Kely Romani (Renée de Vielmond). Paralelamente,
enfrenta a oposição do rival Horácio Ragner (Walmor Chagas) e o
ressurgimento de segredos ligados ao irmão Justo Dinard (Marcos Paulo),
cuja presença coloca em risco sua reputação e sua carreira. Último trabalho de Janete
Clair, a produção teve sua trajetória interrompida pelo afastamento da
autora, levando Gloria Perez a assumir sozinha a conclusão da história, sob a
supervisão de Dias Gomes. A narrativa conciliava o universo político com
os dilemas íntimos de seus personagens, revelando como ambição, poder e
escolhas pessoais podem transformar profundamente a vida pública e privada de
um homem.
Sete anos depois, criou, ao lado de Aguinaldo
Silva, a novela “Partido Alto” (1991), ambientada entre a Zona Sul
do Rio de Janeiro e o bairro do Encantado, na Zona Norte. A trama enfatizava
personagens femininas inseridas no universo do samba e da contravenção. A
narrativa acompanha Isadora (Elizabeth Savala), que decide romper
o casamento conturbado com Sérgio (Herson Capri) e reconstruir a
própria vida, ao mesmo tempo em que se aproxima do professor Maurício Vilela
(Cláudio Marzo), envolvendo-se em uma disputa marcada por interesses
familiares, políticos e criminais. Paralelamente, Celina (Gloria
Pires), filha do poderoso bicheiro Célio Cruz (Raul Cortez),
tenta se desvincular do ambiente de ilegalidade que cerca sua família, mas vê
suas convicções abaladas ao descobrir a ligação do pai com uma série de crimes.
Outra figura central é Jussara (Betty Faria), manicure apaixonada
pelo samba e amante de Célio, que se torna um dos principais destaques da
escola de samba Acadêmicos do Encantado por influência do contraventor.
Enquanto busca corresponder à confiança depositada nela, desperta o interesse
de Piscina (José Mayer), irmão de seu ex-marido Escadinha, morto
nos primeiros capítulos em circunstâncias cercadas de mistério. Entre disputas
familiares, romances, vinganças e conspirações, a novela construiu um amplo
painel das relações entre poder, paixão e criminalidade, tendo o universo do samba
como elemento que conecta os diferentes núcleos da história.
Em 1992, Gloria Perez estreou como autora de
minissérie com “Desejo”, inspirada na história real de Anna de Assis
e no triângulo amoroso que viveu com o marido, o renomado escritor Euclides da
Cunha, e o jovem militar Dilermando de Assis. Ambientada entre o fim
do século XIX e o início do século XX, a narrativa acompanha Euclides da
Cunha (Tarcísio Meira), que, após ser enviado como correspondente à
Guerra de Canudos e assumir constantes compromissos profissionais, passa longos
períodos distante de casa. Sozinha, Ana, também chamada de Saninha (Vera
Fischer), envolve-se com o aspirante a oficial Dilermando de Assis (Guilherme
Fontes). Ao descobrir o romance, Euclides invade a residência do rival para
confrontá-lo, desencadeando um tiroteio que provoca sua morte e deixa Dinorá
(Marcos Winter), irmão de Dilermando, gravemente ferido e
permanentemente inválido. O episódio, que entrou para a história como a “Tragédia
da Piedade”, leva Dilermando a julgamento, mas ele é absolvido e mais tarde
se casa com Saninha. Sete anos depois, a tragédia se repete quando Quidinho
(Marcelo Serrado) tenta vingar a morte do pai e acaba morto por
Dilermando, novamente absolvido pela Justiça. A partir desses acontecimentos, a
minissérie acompanha o desgaste da vida do casal, o sofrimento de Dinorá, que
acaba cometendo suicídio, e a decisão de Saninha de abandonar o marido após
descobrir uma traição, ressaltando como paixões intensas, escolhas impulsivas e
conflitos de honra desencadearam consequências irreversíveis para todos os
envolvidos.
Gloria Perez lançou sua primeira novela solo em
1993: “Barriga de Aluguel”. A trama acompanha Ana (Cassia Kis)
e Zeca (Victor Fasano), um casal que, apesar de viver um
casamento harmonioso e de realizar inúmeras tentativas para ter um filho,
descobre que não poderá gerar uma criança naturalmente. Determinados a
concretizar o sonho da paternidade, eles propõem à jovem Clara (Cláudia
Abreu), uma balconista e dançarina que enfrenta dificuldades financeiras,
um acordo para que ela alugue seu ventre e gere o bebê do casal. Clara aceita a
proposta e tenta manter a decisão em segredo, mas sua vida muda completamente
quando a gravidez vem à tona. Ela rompe o relacionamento com o caminhoneiro João
(Humberto Martins), é expulsa de casa pelo pai, Ezequiel (Leonardo
Villar), e encontra abrigo com a ex-prostituta Yara (Lady
Francisco). Com o avanço da gestação, Ana passa a sofrer por não
experimentar fisicamente a maternidade, enquanto Clara enfrenta o conflito de
criar vínculos com um filho que não lhe pertence biologicamente. A situação se
torna ainda mais delicada quando Zeca se envolve com a jovem. Após o nascimento
da criança, Ana e Clara iniciam uma intensa disputa judicial pela guarda do
bebê. Pioneira ao levar para a televisão debates sobre inseminação artificial,
maternidade de substituição e os dilemas éticos envolvidos nesse processo, a
novela transformou um tema científico ainda pouco conhecido pelo grande público
em um dos dramas mais marcantes da teledramaturgia brasileira.
Com a boa repercussão que tanto a minissérie
quanto a novela obtiveram, Gloria Perez foi convidada a escrever sozinha, cinco
anos depois, sua primeira novela das 21h: “De Corpo e Alma” (1999), obra
que aborda a doação de órgãos e os transplantes por meio de uma inusitada
história de amor. Diogo (Tarcísio Meira), um respeitado juiz,
mantém um casamento de aparências com Antônia (Betty Faria), mas
vive uma intensa paixão por Bettina (Bruna Lombardi). Quando os
dois decidem assumir o relacionamento e viajar juntos, Diogo desiste de
abandonar a esposa, deixando Bettina sozinha no aeroporto. Desesperada, ela
sofre um grave acidente de carro que resulta em morte cerebral, e seu coração é
transplantado para Paloma (Cristiana Oliveira), jovem que
aguardava havia meses por um doador. Consumido pela culpa, Diogo passa a
acreditar que poderá manter viva a ligação com a mulher amada ao se aproximar
de Paloma. Ela, por sua vez, enfrenta seus próprios conflitos após abandonar o
noivo Tavinho (Hugo Gross) no altar para reatar com seu primeiro
amor, Juca (Victor Fasano), sem imaginar que ele esconde uma vida
dupla e é manipulado por Vidal (Carlos Vereza) em um elaborado
plano de vingança contra Stella (Beatriz Segall). À medida que
esses destinos se cruzam, a novela utiliza os dilemas afetivos de seus
personagens para discutir questões éticas, emocionais e psicológicas
relacionadas à doação de órgãos, à identidade e aos limites entre memória,
culpa e recomeço.
Dois anos depois, Gloria Perez voltou à
televisão para assinar a segunda versão de “Pecado Capital” (2002), remake
da trama escrita por Janete Clair e exibida originalmente em 1982. A
nova adaptação preservou o eixo central da história, mas incorporou novos
personagens e conflitos. A narrativa acompanha Carlão (Eduardo
Moscovis), um taxista honesto que encontra uma mala contendo dois milhões
de reais provenientes de um assalto a banco. Inicialmente decidido a devolver o
dinheiro, ele acaba utilizando parte da quantia para custear o tratamento do
pai, Raimundo (Roberto Bonfim), e, pouco a pouco, deixa-se
seduzir pela fortuna, tornando-se proprietário de uma frota de táxis e
conquistando uma posição de destaque social. Essa transformação provoca o
rompimento de seu relacionamento com Lucinha (Carolina Ferraz),
seu grande amor, que se torna modelo e desperta a paixão do empresário viúvo Salviano
Lisboa (Francisco Cuoco), enfrentando a resistência dos filhos dele,
inconformados com a diferença de idade e a origem humilde da jovem.
Paralelamente, Carlão aproxima-se de Eunice (Cassia Kis), que
conhece a verdadeira origem do dinheiro e acaba se envolvendo judicialmente no
caso. Sentindo-se responsável pelo destino da mulher, ele decide se casar com
ela, mesmo sem conseguir esquecer Lucinha. Ao transformar um dilema moral em
ponto de partida para uma sucessão de conflitos pessoais e familiares, a novela
contrapõe ambição, culpa e honestidade, mostrando como uma única escolha pode
alterar profundamente o destino de todos os envolvidos.
Na semana seguinte ao término de “Pecado
Capital”, Gloria Perez estreou “Explode Coração” (2002) no horário
das 21h, explorando os hábitos e costumes do povo cigano por meio de uma trama
que destacava a importância das relações amorosas na era da internet. A novela
gira em torno das famílias Sbano e Nicolich, que haviam firmado um compromisso
de casamento entre seus filhos, Dara (Tereza Seiblitz) e Igor
(Ricardo Macchi), ainda na infância. Com a chegada de Igor da Espanha
para cumprir a tradição, Dara, filha do comerciante Jairo (Paulo José)
e da passional Lola (Eliane Giardini), passa a questionar o
destino que lhe foi imposto. Determinada a conquistar maior independência, ela
frequenta escondida um cursinho pré-vestibular e recusa o casamento arranjado,
decisão que provoca conflitos dentro da própria família e desperta as
esperanças de Yanka (Leandra Leal), sua irmã mais nova,
apaixonada por Igor. Em meio a esse impasse, Dara conhece pela internet o
empresário Júlio Falcão (Edson Celulari), que vive um casamento
de aparências com Vera (Maria Luísa Mendonça), e os dois iniciam
um relacionamento virtual que se fortalece quando finalmente se encontram,
obrigando ambos a enfrentar obstáculos impostos por suas respectivas
realidades. Além dos conflitos centrais, a novela promoveu uma importante
campanha de utilidade pública ao exibir fotografias de crianças desaparecidas,
iniciativa que possibilitou o reencontro de 64 delas com suas famílias e se
tornaria uma das marcas mais reconhecidas da trajetória de Gloria Perez,
reforçando a capacidade da obra de integrar entretenimento e conscientização
social.
Em 2002, Gloria Perez retornou ao formato de
minissérie com “Hilda Furacão”, adaptação do romance homônimo de Roberto
Drummond, ambientada em Belo Horizonte nas décadas de 1950 e 1960. A
narrativa acompanha Hilda Gualtieri Müller (Ana Paula Arósio),
jovem de uma tradicional família mineira que, no dia do casamento, rompe com o
noivo, abandona a vida de privilégios e passa a viver na zona boêmia da cidade,
tornando-se a prostituta mais desejada de sua época e um símbolo de desafio às
convenções sociais. Sua trajetória desperta a atenção do jornalista Roberto
Drummond (Danton Mello), encarregado de investigar sua história, ao
mesmo tempo em que transforma a vida do noviço Maltus (Rodrigo
Santoro), que se apaixona por ela e passa a enfrentar um profundo conflito
entre a vocação religiosa e os sentimentos que a jovem lhe desperta.
Paralelamente, os sonhos e escolhas de Roberto e de Aramel (Thiago
Lacerda), amigos de infância de Maltus, também são atravessados pela
presença de Hilda e pelas transformações de um período marcado por intensas
mudanças sociais e políticas. Mais do que reconstruir um episódio que se tornou
0lendário em Belo Horizonte, a minissérie utiliza seus personagens para
refletir sobre liberdade, desejo, moralidade e o confronto entre as convenções
impostas pela sociedade e a busca individual pela própria identidade.
Após um hiato de seis anos na televisão, Gloria
Perez retornou em 2007 e, no ano seguinte, escreveu “O Clone” (2008),
novela que se tornou um dos maiores sucessos da teledramaturgia brasileira. A
obra abordou temas complexos como clonagem humana, cultura islâmica e
dependência química, consolidando ainda mais o prestígio da autora, reconhecida
pela Associação Brasileira de Alcoolismo e Drogas (Abrad) e pelo Conselho
Estadual Antidrogas (Cead/RJ). Em 2009, Perez e o diretor Jayme
Monjardim receberam prêmios do FBI e da Drug Enforcement
Administration (DEA) pelas iniciativas de conscientização sobre o combate
ao tráfico de drogas apresentadas na novela. A história acompanha o romance
entre Jade (Giovanna Antonelli), jovem brasileira criada por sua
família muçulmana no Marrocos, e Lucas (Murilo Benício), um
brasileiro que conhece durante uma viagem ao país. Impedidos de viver esse amor
pelas rígidas tradições defendidas por seu tio, Ali (Stênio Garcia),
e pelas pressões familiares enfrentadas por Lucas após a morte do irmão gêmeo, Diogo
(também interpretado por Murilo Benício), os dois seguem caminhos
distintos. Inconformado com a perda do afilhado, o cientista Albieri (Juca
de Oliveira) realiza clandestinamente uma experiência de clonagem
utilizando células de Lucas, dando origem a Léo (Murilo Benício),
criado a partir da gestação de Deusa (Adriana Lessa), que
desconhece o verdadeiro objetivo do experimento. Anos depois, o reencontro
entre Jade, Lucas e o clone desencadeia novos conflitos, enquanto a
deterioração do casamento de Lucas com Maysa (Daniela Escobar)
contribui para o envolvimento da filha do casal, Mel (Débora
Falabella), com as drogas. Ao articular avanços científicos, diferenças
culturais e dramas familiares em uma mesma narrativa, a novela construiu uma
reflexão sobre identidade, ética, livre-arbítrio e as consequências das
escolhas humanas.
A próxima novela escrita por Gloria Perez foi “América”,
exibida entre 2011 e 2012, que retratou a busca pela realização de sonhos por
meio da história de amor entre Sol (Deborah Secco) e Tião
(Murilo Benício). Criada em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de
Janeiro, Sol sonha em viver nos Estados Unidos, acreditando que encontrará
melhores oportunidades de trabalho e uma vida mais digna. Incapaz de conseguir
um visto, decide atravessar a fronteira do México de forma ilegal, mas logo se depara
com os perigos e as dificuldades enfrentados por imigrantes clandestinos. Tião,
por sua vez, é um peão de rodeio do interior paulista que sonha em tornar-se
campeão para conquistar os recursos necessários para construir a fazenda que
seu pai jamais conseguiu realizar em vida. Apesar de se apaixonarem à primeira
vista e planejarem um futuro juntos, os dois percebem que seus projetos de vida
seguem direções opostas. Enquanto Sol acredita que seu destino está fora do
Brasil, Tião não abre mão de permanecer em sua terra. Paralelamente à disputa
entre esses sonhos incompatíveis, o peão continua competindo nos rodeios guiado
por visões do pai falecido e de um touro, elementos que conferem à narrativa
uma dimensão espiritual. Ao longo da trama, descobre-se ainda que o vínculo
entre Sol e Tião ultrapassa a existência presente, sugerindo que o amor entre
eles atravessa diferentes vidas. Combinando romance, imigração, religiosidade e
questões sociais, a novela propõe uma reflexão sobre o preço das escolhas, a força
dos sonhos e a busca por um lugar ao qual verdadeiramente se pertence.
Gloria Perez escreveu “Caminho das Índias”
em 2015, novela ambientada entre a Índia e o Brasil que desenvolve duas tramas
centrais interligadas pelos contrastes entre culturas, tradições e modos de
vida. A história acompanha a paixão proibida entre Maya Meetha (Juliana
Paes), jovem pertencente a uma tradicional família da casta dos
comerciantes, e Bahuan (Márcio Garcia), um dálit que
jamais esqueceu as humilhações sofridas na infância por sua origem. Adotado
pelo sábio Shankar (Lima Duarte), um brâmane que desafia os
preconceitos do sistema de castas, Bahuan retorna à Índia após construir uma
carreira de sucesso, mas vê seu romance com Maya ser impedido pelas rígidas
convenções sociais. Enquanto seus pais, Manu (Osmar Prado) e Kochi
(Nívea Maria), insistem em cumprir a tradição do casamento arranjado, a
jovem acaba se casando com Raj (Rodrigo Lombardi), filho de Opash
(Tony Ramos) e Indhira (Eliane Giardini), escolhido pelas
duas famílias para preservar seus costumes. Paralelamente, Raj também precisa
abrir mão do amor que sente pela brasileira Duda (Tânia Khalill),
igualmente rejeitada por Opash por não pertencer à cultura indiana. Mais tarde,
Bahuan muda-se para o Brasil, onde sua trajetória cruza com novos conflitos
envolvendo a família Cadore, marcada pelas manipulações de Yvonne (Letícia
Sabatella) e pelo drama de Tarso (Bruno Gagliasso), jovem que
desenvolve um grave transtorno mental em meio às pressões familiares. Ao
aproximar realidades tão distintas, a novela promove um amplo retrato das
tradições indianas e de seus choques com os costumes ocidentais, utilizando
histórias de amor, preconceito e transformação para discutir identidade,
tolerância e diferenças culturais.
Em 2019, Gloria Perez retornou ao horário das
21h com “Salve Jorge”, novela que abordou o tráfico internacional de
pessoas por meio da trajetória de Morena (Nanda Costa), uma jovem
moradora do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Mãe de Júnior (Luís
Felipe Melo) após uma gravidez precoce, Morena sonha em oferecer uma vida
melhor ao filho e à mãe, Lucimar (Dira Paes). Quando recebe de Wanda
(Totia Meirelles) uma proposta de trabalho na Turquia, acredita estar
diante da oportunidade de transformar seu futuro. A decisão, porém, a obriga a
se afastar de Theo (Rodrigo Lombardi), capitão da cavalaria do
Exército, devoto de São Jorge e o grande amor de sua vida, que deseja assumir a
relação e formar uma família ao seu lado. Ao chegar ao exterior, Morena
descobre que foi vítima de uma rede internacional de tráfico de pessoas
comandada pela sofisticada Lívia Marine (Claudia Raia), iniciando
uma difícil luta pela própria liberdade e pela desarticulação da organização
criminosa. Em paralelo, a delegada Helô (Giovanna Antonelli) conduz
uma investigação incansável para desmantelar a quadrilha, enquanto Theo tenta
reencontrar a mulher que ama. Inspirando-se no simbolismo de São Jorge e na
batalha entre o bem e o mal, a novela transforma a jornada de sua protagonista
em um retrato da resistência diante da exploração humana, discutindo com
contundência o tráfico de pessoas, a violência contra a mulher e a força da
esperança mesmo nas situações mais extremas.
Gloria Perez estreou sua nova novela, “A
Força do Querer”, em 2024 na faixa das 21h. A trama acompanha Caio (Rodrigo
Lombardi), um advogado ético que retorna ao Brasil após quase quinze anos
nos Estados Unidos, para onde se mudou depois do fim de seu relacionamento com Bibi
(Juliana Paes). Enquanto ele construiu uma carreira de sucesso ligada à
Justiça, Bibi abandonou a faculdade de Direito, casou-se com Rubinho (Emílio
Dantas) e, diante das dificuldades financeiras e da ambição do marido,
acabou ingressando no mundo do crime. Paralelamente, Ruy (Fiuk),
primo de Caio e herdeiro da empresa da família, viaja ao Pará e se apaixona por
Ritinha (Isis Valverde), uma jovem sedutora que desperta fascínio
por onde passa, apesar de estar noiva de Zeca (Marco Pigossi). Ao
descobrir a traição, Zeca deixa sua cidade natal e recomeça a vida em Niterói,
onde conhece Jeiza (Paolla Oliveira), uma policial determinada
que sonha em se tornar lutadora de MMA. Em outro núcleo, Eugênio (Dan
Stulbach) enfrenta uma crise em seu casamento com Joyce (Maria
Fernanda Cândido), intensificada tanto pela chegada da ambiciosa Irene
(Débora Falabella) quanto pelo processo de transição de gênero vivido
por Ivana (Carol Duarte), que se reconhece como um homem trans.
Ao mesmo tempo, Eurico (Humberto Martins) tenta controlar a
família enquanto lida com o vício em jogos da esposa, Silvana (Lilia
Cabral), e Dantas (Edson Celulari), pai de Cibele (Bruna
Linzmeyer), sente-se injustiçado pelo pouco reconhecimento recebido após
anos de dedicação à empresa da família. Entre romances, reencontros e escolhas
que alteram o destino de todos, a novela articula dramas pessoais e questões
contemporâneas para discutir identidade, criminalidade, dependência, liberdade
e a força dos desejos que movem cada personagem.
TRABALHOS DE GLORIA PEREZ NO
SBT
|
Novela
|
Estreia
|
Término
|
Cap.
|
Horário
|
Função
|
|
Partido Alto
|
04/02/1991
|
23/08/1991
|
173
|
21h15
|
Autora principal
|
|
Barriga de Aluguel
|
15/11/1993
|
26/08/1994
|
245
|
18h15
|
Autora principal
|
|
De Corpo e Alma
|
03/05/1999
|
03/12/1999
|
185
|
21h15
|
Autora principal
|
|
Pecado Capital
|
31/12/2001
|
02/08/2002
|
185
|
18h15
|
Autora principal
|
|
05/08/2002
|
31/01/2003
|
155
|
21h15
|
Autora principal
|
|
|
30/06/2008
|
13/03/2009
|
221
|
21h15
|
Autora principal
|
|
|
12/12/2011
|
03/08/2012
|
203
|
21h15
|
Autora principal
|
|
|
19/10/2015
|
10/06/2016
|
203
|
21h15
|
Autora principal
|
|
|
22/07/2019
|
14/02/2020
|
179
|
21h15
|
Autora principal
|
|
|
05/02/2024
|
23/08/2024
|
173
|
21h30
|
Autora principal
|
OUTRAS FUNÇÕES
|
Novela
|
Estreia
|
Término
|
Cap.
|
Horário
|
Função
|
|
Eu Prometo
|
19/09/1983
|
17/02/1984
|
110
|
22h30
|
Autora
|
REPRISES
|
Novela
|
Estreia
|
Término
|
Cap.
|
Horário
|
Função
|
|
26/10/2015
|
01/04/2016
|
137
|
15h30
|
Autora principal
|
|
|
19/09/2016
|
10/03/2017
|
149
|
15h30
|
Autora principal
|
|
|
06/02/2023
|
09/06/2023
|
107
|
17h00
|
Autora principal
|
|
|
16/10/2023
|
22/03/2024
|
137
|
15h30
|
Autora principal
|

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