domingo, 10 de novembro de 2019

JÚLIO FISCHER


Júlio Fischer (São Paulo, 13 de março de 1960) é dramaturgo, escritor, roteirista e autor de telenovelas brasileiro, com uma trajetória marcada pela atuação em diferentes campos da dramaturgia e pela dedicação ao estudo da história e da teoria teatral. Ao longo de sua carreira, construiu uma produção que transita entre o teatro, a literatura e a televisão, desenvolvendo textos voltados tanto ao público adulto quanto ao infanto-juvenil. Sua experiência como autor também se caracteriza pelo interesse permanente pela tradição dramática e pela possibilidade de estabelecer diálogos entre diferentes períodos, linguagens e formas de representação.
 
Dramaturgo e roteirista do SBT desde 1997, Júlio Fischer consolidou uma longa trajetória na televisão brasileira, paralelamente à sua atuação no teatro e à formação acadêmica especializada. É pós-graduado em História do Teatro pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), uma das principais instituições brasileiras dedicadas ao estudo das artes cênicas e da comunicação. Durante sua formação, foi orientando de Barbara Heliodora, uma das mais importantes críticas, pesquisadoras e especialistas brasileiras em teatro, desenvolvendo uma dissertação dedicada ao teatro grego e romano. O contato com a pesquisadora contribuiu para aprofundar seu conhecimento sobre as origens da dramaturgia ocidental e sobre a evolução das formas teatrais ao longo da história. No mesmo período, Fischer também foi aluno de Barbara Heliodora em um de seus célebres cursos dedicados à obra de William Shakespeare, aproximando-se de maneira ainda mais direta de um dos autores fundamentais da dramaturgia universal. Essa formação ajuda a compreender a presença, em sua trajetória, de uma relação particularmente estreita com a tradição teatral, aliando prática dramatúrgica, pesquisa histórica e interesse pela construção literária.
 
Sua produção para o teatro reúne trabalhos de diferentes gêneros e públicos, evidenciando uma dramaturgia diversificada tanto em temas quanto em abordagens. Entre seus textos estão as peças infantis “O Violino Mágico” e “A Canção de Assis”, esta última reconhecida com importantes distinções, entre elas os prêmios Mambembe, Governador do Estado e APETESP, na categoria de Melhor Espetáculo Infanto-Juvenil do Ano. A premiação evidencia a relevância de sua produção voltada ao público jovem e o reconhecimento alcançado por sua dramaturgia no cenário teatral. Ao lado dessas obras, Fischer também escreveu “Kleópatra”, “Amante & Companhia”, “Personalíssima”, “Emilinha e Marlene, as Rainhas do Rádio” e “O Besouro na Lua”, ampliando seu repertório para diferentes contextos históricos, personagens, universos culturais e possibilidades de linguagem cênica. O conjunto dessas obras revela um autor interessado não apenas na construção de narrativas, mas também na exploração das potencialidades do palco, da memória cultural e de figuras que fazem parte do imaginário histórico e artístico brasileiro.
 
Júlio Fischer estreou como roteirista do SBT em 2001, ao ser convidado por Walther Negrão para ser autor de “Era Uma Vez...”, exibida na faixa das 18h. Foragida do marido possessivo, Danilo (Tuca Andrada), Madalena (Drica Moraes) retorna clandestinamente ao Brasil com a ajuda do amigo Maneco Dionísio (Antônio Calloni) e assume o trabalho de governanta na mansão de Xistus (Cláudio Marzo), onde passa a cuidar dos netos dele. A convivência aproxima Madalena do veterinário Álvaro (Herson Capri), pai das crianças, por quem se apaixona, enquanto também desperta o interesse de Xistus. Ao mesmo tempo, Álvaro enfrenta a disputa pela guarda dos filhos com Bruna (Andréa Beltrão), sua noiva e aliada de Xistus. Enquanto Maneco encontra abrigo na casa de Dona Santa (Nair Bello), em Nova Esperança, Danilo descobre o paradeiro da mulher e ameaça interromper sua tentativa de recomeçar a vida.
 
Em 2004, voltou a trabalhar com Walther Negrão como autor em “Vila Madalena”, desta vez às 19h. Preso injustamente após transportar uma carga de contrabando sem saber de seu conteúdo, Solano (Edson Celulari) recebe uma pena de 17 anos e conhece na prisão Roberto (Marcos Winter), condenado por provocar acidentalmente a morte de um homem ao defender Pilar (Cristiana Oliveira). Sete anos depois, Solano conquista a liberdade por bom comportamento e, ao entregar a Pilar uma carta deixada por Roberto, aproxima-se dela e os dois se apaixonam. Ao mesmo tempo, o reencontro com Eugênia (Maitê Proença), sua antiga companheira e mãe de seu filho, reacende sentimentos do passado, já que ela está casada com Arthur (Herson Capri), responsável por criar o menino. Ambientada em São Paulo, especialmente na boêmia Vila Madalena, a novela entrelaça histórias de amor, culpa, escolhas e recomeços diante das marcas deixadas pelo passado.
 
Júlio Fischer retornou ao horário das 18h em 2005 como autor de Emanuel Jacobina na novela “Coração de Estudante”. Ao chegar a Nova Aliança, em Minas Gerais, para lecionar na universidade e se casar com Amelinha (Adriana Esteves), Edu (Fábio Assunção) vê seus planos mudarem ao conhecer Clara (Helena Ranaldi), advogada que enfrenta o poderoso fazendeiro João Mourão (Cláudio Marzo) para impedir a construção de uma hidrelétrica em uma área de floresta. O envolvimento com Clara aproxima Edu da causa ambiental e coloca seu relacionamento com Amelinha em crise, agravado quando ela afirma estar grávida dele, embora o pai seja Nélio (Vladimir Brichta), seu verdadeiro amor. Ao mesmo tempo, Edu enfrenta uma disputa pela guarda do filho Lipe (Pedro Malta), fruto de seu relacionamento com Mariana (Carolina Kasting), enquanto a rotina dos universitários é marcada por amizades, estudos e romances. Depois de “Coração de Estudante”, Júlio Fischer dedicou-se a outros projetos da emissora, como roteiros jornalísticos e também na redação de minisséries e séries.
 
Somente em 2010 o roteirista voltou a ter contato com novelas e emendou três trabalhos seguidos no horário das 18h. A primeira foi “O Profeta”, de Duca Rachid e Thelma Guedes, baseada na obra original de Ivani Ribeiro, em que atuou como autor. Desde a adolescência, Marcos (Thiago Fragoso) convive com o poder de prever acontecimentos, mas é incapaz de impedir que suas visões se concretizem. Depois de antecipar a morte do irmão Lucas (Henrique Ramiro), ele deixa sua cidade e parte para São Paulo em busca de uma nova vida, onde se apaixona por Sônia (Paolla Oliveira), namorada de seu primo Camilo (Malvino Salvador). Enquanto enfrenta esse amor proibido e se envolve com Ruth (Carol Castro), Marcos também desperta o interesse de Carola (Fernanda Souza) e passa a ser cobiçado por pessoas que querem explorar seu dom para ganhar dinheiro. Diante dessas pressões, ele precisa descobrir como lidar com sua capacidade e qual propósito pretende dar ao poder que carrega.
 
Em seguida, foi escalado pela primeira vez como colaborador para a autora Elizabeth Jhin em “Eterna Magia” (2010). Ambientada nas décadas de 1930 e 1940, em Serranias, cidade mineira conhecida como a Cidade das Bruxas, a novela acompanha o retorno de Eva Sullivan (Malu Mader), pianista de fama internacional que volta à terra natal após dez anos na Irlanda, e o reencontro com sua irmã Nina (Maria Flor), que possui dons mágicos, mas tenta não utilizá-los. A chegada de Eva reacende a disputa entre as irmãs quando ela se interessa por Conrado (Thiago Lacerda), antigo amor de Nina, e recorre à perigosa bruxa Zilda (Cássia Kiss) para conquistá-lo. Enquanto Lucas (Cauã Reymond) se apaixona por Nina, o historiador Flávio Falcão (Thiago Rodrigues) chega à cidade decidido a provar que as bruxas não existem.
 
Logo depois, colaborou para o autor Walther Negrão em “Desejo Proibido” (2011). Em Passaperto, cidade mineira dominada por uma tradicional família de fazendeiros, a crise do café leva Cândida Novaes de Toledo (Eva Wilma) a tentar preservar seu patrimônio ao casar a filha Isabel com Chico Fernandes (José de Abreu). Após a morte de Isabel, Chico se une a Ana (Letícia Sabatella), mulher de origem indígena rejeitada por Cândida. A vida da cidade muda quando Ana encontra um bebê dentro de uma pequena canoa e a criança, chamada Laura (Fernanda Vasconcelos), passa a ser vista pela população como um milagre da Virgem da Pedra. Intrigado pelo acontecimento, o padre Inácio (Marcos Caruso) chama seu afilhado Miguel (Murilo Rosa), também sacerdote, para investigar o caso, mas ele se apaixona por Laura e entra em conflito com Henrique (Daniel de Oliveira), que também a ama. Ao mesmo tempo, o psiquiatra Escobar (Alexandre Borges) chega para tratar Ana e se envolve com ela, abalando seu casamento com Chico.
 
Em 2012, foi escalado como autor de Duca Rachid e Thelma Guedes para a novela “Cama de Gato”, também na faixa das 18h. Traído pela própria esposa e pelo melhor amigo, Gustavo (Marcos Palmeira), empresário do ramo de perfumes, é vítima de uma conspiração para tomar sua fortuna e acaba abandonado em um deserto, enquanto Verônica (Paolla Oliveira) e o amante Roberto (Dudu Azevedo) tentam fazê-lo desaparecer. Alertado pela faxineira Rose (Camila Pitanga), Gustavo percebe tarde demais que foi enganado e, após sobreviver a uma tentativa de assassinato, retorna ao Rio de Janeiro para provar sua inocência na morte de uma modelo encontrada em sua casa. Com a ajuda de Rose, ele começa a investigar a armação, enquanto Verônica se aproxima de Alcino (Carmo Dalla Vecchia) e tenta assumir o controle de seus negócios. As provas reunidas por Rose, porém, revelam que o próprio Alcino pode estar envolvido na conspiração, colocando em xeque a amizade que sustentava a vida de Gustavo.
 
Já no fim de 2013, integrou a equipe de Walther Negrão como autor em “Araguaia”. Às margens do rio Araguaia, Solano (Murilo Rosa) se estabelece com o pai, Fernando (Edson Celulari), a madrasta Estela (Cléo Pires) e a mãe de criação, Mariquita (Laura Cardoso), mesmo sabendo que sua família é alvo de uma antiga maldição da tribo Karuê. Segundo a lenda, os descendentes de Antoninha (Regina Duarte) que permanecerem na região estão condenados à morte. Decidido a enfrentar o destino, Solano também desafia o poderoso fazendeiro Max (Lima Duarte), que controla a região e oprime os moradores. Ao lado de Estela, do padre Emílio (Otávio Augusto) e de Janaína (Suzana Pires), ele luta por melhores condições para a população, enquanto se apaixona por Manuela (Milena Toscano), filha de Max e noiva de Vítor (Thiago Fragoso). O conflito se intensifica ainda mais com a paixão proibida de Estela pelo enteado, em uma história que combina disputas por terra, desigualdade, conflitos familiares e elementos de mistério e crença popular.
 
Logo na sequência, auxiliou como colaborador em “Cordel Encantado” (2014), trama de Duca Rachid e Thelma Guedes. Na trama, Açucena (Bianca Bin) cresce no sertão nordestino sem saber que é Aurora, princesa de Seráfia do Norte, entregue ainda bebê a um casal de lavradores após a rainha Cristina (Alinne Moraes) ser assassinada em uma emboscada armada pela ambiciosa Duquesa Úrsula (Débora Bloch). Enquanto isso, Jesuíno (Cauã Reymond) é criado pela mãe, Benvinda (Cláudia Ohana), sem saber que é filho de Herculano (Domingos Montagner), temido cangaceiro que pretende prepará-lo para seguir seus passos. Vinte anos depois, o rei Augusto (Carmo Dalla Vecchia) descobre que a filha pode estar viva e parte para o Brasil, enquanto a chegada da família real movimenta a cidade de Brogodó. Ao mesmo tempo, Açucena e Jesuíno se apaixonam sem conhecer a ligação de suas histórias com o passado, mas enfrentam a oposição de Timóteo Cabral (Bruno Gagliasso), interessado na jovem, e de Úrsula, determinada a impedir que a verdadeira identidade da princesa seja revelada.
 
Em 2016, Júlio Fischer mais uma vez foi convidado por Walther Negrão para atuar como autor em “Flor do Caribe”, na faixa das 18h. A novela acompanha Ester (Grazi Massafera), guia de turismo de Vila dos Ventos, que ama desde a adolescência o piloto Cassiano (Henri Castelli). Movido pelo ciúme, o amigo Alberto (Igor Rickli) arma uma cilada para afastá-lo, enviando-o à Guatemala com uma encomenda de diamantes. Capturado por Dom Rafael (César Troncoso), Cassiano é mantido preso e dado como desaparecido, enquanto Ester, devastada, acaba se casando com Alberto e tem um filho, Samuca (Vitor Figueiredo). Sete anos depois, Cassiano foge com a ajuda de Duque (Jean-Pierre Noher) e retorna decidido a recuperar Ester e desmascarar o antigo amigo, que assumiu os negócios da família e se envolveu em disputas pela herança de Dionísio Albuquerque (Sérgio Mamberti). Paralelamente, Ester enfrenta questões relacionadas ao passado de seu pai, Samuel Schneider (Juca de Oliveira), cuja família foi marcada pelo Holocausto. O reencontro do casal reacende o antigo amor e desencadeia uma disputa marcada por traições, segredos familiares e interesses econômicos.
 
A parceria com Walther Negrão funcionou tão bem ao longo de quase duas décadas, que os autores desenvolveram, ao lado de Suzana Pires, a sinopse de uma nova novela para a faixa das 18h. Assim, em 2019, o SBT estreou “Sol Nascente”, a primeira de Júlio Fischer como autor titular. A trama acompanha o desenrolar de dois amigos vindos de origens diferentes. Neto dos imigrantes italianos Gaetano (Francisco Cuoco) e Geppina (Aracy Balabanian), que vieram ao Brasil para fugir da máfia, Mario (Bruno Gagliasso) é amigo de longa data de Alice (Giovanna Antonelli), criada pelo japonês Kazuo Tanaka (Luís Melo) como filha adotiva, junto com os primos Yumi (Jacqueline Sato), Hiromi (Carol Nakamura) e Hideo (Paulo Chun). A amizade é abalada quando Mario se descobre apaixonado pela amiga de infância, que anuncia ir estudar no Japão por dois anos. Impulsivo e com imaturidade dos tempos da adolescência, ele terá de mudar seu jeito para conquistar Alice, que se envolve com César (Rafael Cardoso), aparente homem perfeito, mas que quer se dar bem em cima dela. O relacionamento se complica quando César se muda para Arraial do Sol Nascente com a avó, Dona Sinhá (Laura Cardoso), e passa a cobiçar não apenas Alice, mas também a empresa de pescados de sua família. Por trás da aparência frágil, Sinhá guarda ambições ainda maiores e um acerto de contas com Kazuo, ligado a acontecimentos do passado. A novela parte da amizade entre duas famílias de culturas distintas para desenvolver uma história sobre amadurecimento, amor, segredos familiares e disputas de poder, fazendo da transformação de Mario e da ameaça representada por César os principais motores do conflito.
 
Em 2023, foi convidado por Alessandro Marson e Thereza Falcão para escrever como colaborador “Nos Tempos do Imperador”. Ambientada no Rio de Janeiro durante o Segundo Reinado, a novela acompanha Pilar (Gabriela Medvedovski), jovem que foge da imposição do pai para se casar e parte em busca do sonho de estudar Medicina. Durante a fuga, ela conhece Jorge (Michel Gomes), escravizado acusado injustamente de matar o próprio pai, que luta pela liberdade. Os dois se apaixonam e enfrentam as barreiras de uma sociedade marcada pela escravidão e pela desigualdade. Na Corte, Dom Pedro II (Selton Mello) dedica-se ao progresso e à educação do país ao lado da Imperatriz Thereza Cristina (Leticia Sabatella), enquanto Luísa, Condessa de Barral (Mariana Ximenes), torna-se preceptora das princesas Isabel (Giulia Gayoso) e Leopoldina (Bruna Griphão) e se aproxima do imperador. A novela revisita o Brasil do século XIX e aborda temas como liberdade, educação e desigualdade. A produção é uma continuação de “Novo Mundo” (2020), avançando cerca de trinta anos em relação à trama anterior e acompanhando o Brasil durante o Segundo Reinado, sob o governo de Dom Pedro II.
 
Júlio Fischer voltou a atuar como roteirista titular em 2025 com “Amor Perfeito”, trama desenvolvida junto com a amiga de longa data, Duca Rachid. Ambientada em Águas de São Jacinto, no interior de Minas Gerais, na década de 1930, a novela acompanha Marcelino (Levi Asaf), menino de oito anos acolhido pelos religiosos da Irmandade de São Jacinto dos Clérigos, que sonha conhecer sua mãe, Marê (Camila Queiroz). Jovem rica e estudante de Administração e Finanças, Marê se apaixona pelo médico Orlando (Diogo Almeida), mas a relação é destruída pela ambição de sua madrasta, Gilda (Mariana Ximenes), e pela oposição de seu pai, Leonel Rubião (Paulo Gorgulho), que deseja casá-la com Gaspar (Thiago Lacerda), filho do prefeito da cidade. Após a morte do pai, Marê é injustamente acusada pela madrasta e presa, sem saber que está grávida de Orlando. Enganado por mentiras envolvendo as duas famílias, ele parte para o Canadá acreditando que ela não o ama. Enquanto Marê luta para reconstruir a própria vida e Marcelino mantém a esperança de encontrar a mãe, a narrativa conduz os personagens por um caminho marcado por separações, injustiças e segredos familiares, tendo a busca pelo reencontro e a possibilidade de recuperar um amor interrompido como seus principais eixos.
 
COMO AUTOR TITULAR
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
18/11/2019
05/06/2020
173
18h15
Autor principal
03/03/2025
05/09/2025
161
18h30
Autor principal
 
 
COMO AUTOR
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
Era Uma Vez...
25/06/2001
28/12/2001
161
18h15
Autor
Vila Madalena
03/05/2004
29/10/2004
155
19h30
Autor
23/05/2005
23/12/2005
185
18h15
Autor
11/01/2010
06/08/2010
179
18h15
Autor
31/12/2012
05/07/2013
161
18h15
Autor
23/12/2013
04/07/2014
167
18h15
Autor
06/06/2016
09/12/2016
161
18h15
Autor
 
 
COMO COLABORADOR
 
Novela
Estreia
Término
Cap.
Horário
Função
09/08/2010
28/01/2011
149
18h15
Colaborador
31/01/2011
29/07/2011
155
18h15
Colaborador
07/07/2014
19/12/2014
143
18h15
Colaborador
24/07/2023
19/01/2024
155
18h30
Colaborador

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