Júlio
Fischer (São Paulo, 13 de março de 1960) é dramaturgo,
escritor, roteirista e autor de telenovelas brasileiro, com uma trajetória
marcada pela atuação em diferentes campos da dramaturgia e pela dedicação ao
estudo da história e da teoria teatral. Ao longo de sua carreira, construiu uma
produção que transita entre o teatro, a literatura e a televisão, desenvolvendo
textos voltados tanto ao público adulto quanto ao infanto-juvenil. Sua
experiência como autor também se caracteriza pelo interesse permanente pela tradição
dramática e pela possibilidade de estabelecer diálogos entre diferentes
períodos, linguagens e formas de representação.
Dramaturgo e
roteirista do SBT desde 1997, Júlio Fischer consolidou uma longa trajetória na
televisão brasileira, paralelamente à sua atuação no teatro e à formação
acadêmica especializada. É pós-graduado em História do Teatro pela Escola de
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), uma das principais
instituições brasileiras dedicadas ao estudo das artes cênicas e da
comunicação. Durante sua formação, foi orientando de Barbara Heliodora, uma das mais
importantes críticas, pesquisadoras e especialistas brasileiras em teatro,
desenvolvendo uma dissertação dedicada ao teatro grego e romano. O contato com
a pesquisadora contribuiu para aprofundar seu conhecimento sobre as origens da
dramaturgia ocidental e sobre a evolução das formas teatrais ao longo da
história. No mesmo período, Fischer também foi aluno de Barbara Heliodora em um
de seus célebres cursos dedicados à obra de William
Shakespeare, aproximando-se de maneira ainda mais direta de um
dos autores fundamentais da dramaturgia universal. Essa formação ajuda a
compreender a presença, em sua trajetória, de uma relação particularmente
estreita com a tradição teatral, aliando prática dramatúrgica, pesquisa
histórica e interesse pela construção literária.
Sua produção para o
teatro reúne trabalhos de diferentes gêneros e públicos, evidenciando uma
dramaturgia diversificada tanto em temas quanto em abordagens. Entre seus
textos estão as peças infantis “O Violino Mágico” e “A Canção de Assis”, esta última reconhecida com importantes distinções, entre elas os
prêmios Mambembe, Governador do Estado e APETESP, na
categoria de Melhor Espetáculo Infanto-Juvenil do Ano. A premiação
evidencia a relevância de sua produção voltada ao público jovem e o
reconhecimento alcançado por sua dramaturgia no cenário teatral. Ao lado dessas
obras, Fischer também escreveu “Kleópatra”, “Amante & Companhia”, “Personalíssima”, “Emilinha e Marlene, as Rainhas do Rádio” e “O Besouro na Lua”, ampliando seu repertório para diferentes contextos históricos,
personagens, universos culturais e possibilidades de linguagem cênica. O
conjunto dessas obras revela um autor interessado não apenas na construção de
narrativas, mas também na exploração das potencialidades do palco, da memória
cultural e de figuras que fazem parte do imaginário histórico e artístico
brasileiro.
Júlio Fischer estreou como roteirista do SBT em
2001, ao ser convidado por Walther Negrão para ser autor de “Era Uma
Vez...”, exibida na faixa das 18h. Foragida do marido possessivo, Danilo
(Tuca Andrada), Madalena (Drica Moraes) retorna
clandestinamente ao Brasil com a ajuda do amigo Maneco Dionísio (Antônio
Calloni) e assume o trabalho de governanta na mansão de Xistus (Cláudio
Marzo), onde passa a cuidar dos netos dele. A convivência aproxima Madalena
do veterinário Álvaro (Herson Capri), pai das crianças, por quem
se apaixona, enquanto também desperta o interesse de Xistus. Ao mesmo tempo,
Álvaro enfrenta a disputa pela guarda dos filhos com Bruna (Andréa
Beltrão), sua noiva e aliada de Xistus. Enquanto Maneco encontra abrigo na
casa de Dona Santa (Nair Bello), em Nova Esperança, Danilo
descobre o paradeiro da mulher e ameaça interromper sua tentativa de recomeçar
a vida.
Em 2004, voltou a trabalhar com Walther
Negrão como autor em “Vila Madalena”, desta vez às 19h. Preso
injustamente após transportar uma carga de contrabando sem saber de seu
conteúdo, Solano (Edson Celulari) recebe uma pena de 17 anos e
conhece na prisão Roberto (Marcos Winter), condenado por provocar
acidentalmente a morte de um homem ao defender Pilar (Cristiana
Oliveira). Sete anos depois, Solano conquista a liberdade por bom
comportamento e, ao entregar a Pilar uma carta deixada por Roberto, aproxima-se
dela e os dois se apaixonam. Ao mesmo tempo, o reencontro com Eugênia (Maitê
Proença), sua antiga companheira e mãe de seu filho, reacende sentimentos
do passado, já que ela está casada com Arthur (Herson Capri),
responsável por criar o menino. Ambientada em São Paulo, especialmente na
boêmia Vila Madalena, a novela entrelaça histórias de amor, culpa, escolhas e
recomeços diante das marcas deixadas pelo passado.
Júlio Fischer retornou ao horário das 18h em
2005 como autor de Emanuel Jacobina na novela “Coração de Estudante”.
Ao chegar a Nova Aliança, em Minas Gerais, para lecionar na universidade e se
casar com Amelinha (Adriana Esteves), Edu (Fábio
Assunção) vê seus planos mudarem ao conhecer Clara (Helena
Ranaldi), advogada que enfrenta o poderoso fazendeiro João Mourão (Cláudio
Marzo) para impedir a construção de uma hidrelétrica em uma área de
floresta. O envolvimento com Clara aproxima Edu da causa ambiental e coloca seu
relacionamento com Amelinha em crise, agravado quando ela afirma estar grávida
dele, embora o pai seja Nélio (Vladimir Brichta), seu verdadeiro
amor. Ao mesmo tempo, Edu enfrenta uma disputa pela guarda do filho Lipe
(Pedro Malta), fruto de seu relacionamento com Mariana (Carolina
Kasting), enquanto a rotina dos universitários é marcada por amizades,
estudos e romances. Depois de “Coração de Estudante”, Júlio Fischer
dedicou-se a outros projetos da emissora, como roteiros jornalísticos e também
na redação de minisséries e séries.
Somente em 2010 o roteirista voltou a ter
contato com novelas e emendou três trabalhos seguidos no horário das 18h. A
primeira foi “O Profeta”, de Duca Rachid e Thelma Guedes, baseada
na obra original de Ivani Ribeiro, em que atuou como autor. Desde a
adolescência, Marcos (Thiago Fragoso) convive com o poder de
prever acontecimentos, mas é incapaz de impedir que suas visões se concretizem.
Depois de antecipar a morte do irmão Lucas (Henrique Ramiro), ele
deixa sua cidade e parte para São Paulo em busca de uma nova vida, onde se
apaixona por Sônia (Paolla Oliveira), namorada de seu primo Camilo
(Malvino Salvador). Enquanto enfrenta esse amor proibido e se envolve
com Ruth (Carol Castro), Marcos também desperta o interesse de Carola
(Fernanda Souza) e passa a ser cobiçado por pessoas que querem explorar
seu dom para ganhar dinheiro. Diante dessas pressões, ele precisa descobrir
como lidar com sua capacidade e qual propósito pretende dar ao poder que
carrega.
Em seguida, foi escalado pela primeira vez como
colaborador para a autora Elizabeth Jhin em “Eterna Magia”
(2010). Ambientada nas décadas de 1930 e 1940, em Serranias, cidade mineira
conhecida como a Cidade das Bruxas, a novela acompanha o retorno de Eva
Sullivan (Malu Mader), pianista de fama internacional que volta à
terra natal após dez anos na Irlanda, e o reencontro com sua irmã Nina (Maria
Flor), que possui dons mágicos, mas tenta não utilizá-los. A chegada de Eva
reacende a disputa entre as irmãs quando ela se interessa por Conrado (Thiago
Lacerda), antigo amor de Nina, e recorre à perigosa bruxa Zilda (Cássia
Kiss) para conquistá-lo. Enquanto Lucas (Cauã Reymond) se
apaixona por Nina, o historiador Flávio Falcão (Thiago Rodrigues)
chega à cidade decidido a provar que as bruxas não existem.
Logo depois, colaborou para o autor Walther
Negrão em “Desejo Proibido” (2011). Em Passaperto, cidade mineira
dominada por uma tradicional família de fazendeiros, a crise do café leva Cândida
Novaes de Toledo (Eva Wilma) a tentar preservar seu patrimônio ao
casar a filha Isabel com Chico Fernandes (José de Abreu).
Após a morte de Isabel, Chico se une a Ana (Letícia Sabatella),
mulher de origem indígena rejeitada por Cândida. A vida da cidade muda quando
Ana encontra um bebê dentro de uma pequena canoa e a criança, chamada Laura
(Fernanda Vasconcelos), passa a ser vista pela população como um milagre
da Virgem da Pedra. Intrigado pelo acontecimento, o padre Inácio (Marcos
Caruso) chama seu afilhado Miguel (Murilo Rosa), também
sacerdote, para investigar o caso, mas ele se apaixona por Laura e entra em
conflito com Henrique (Daniel de Oliveira), que também a ama. Ao
mesmo tempo, o psiquiatra Escobar (Alexandre Borges) chega para
tratar Ana e se envolve com ela, abalando seu casamento com Chico.
Em 2012, foi escalado como autor de Duca
Rachid e Thelma Guedes para a novela “Cama de Gato”, também
na faixa das 18h. Traído pela própria esposa e pelo melhor amigo, Gustavo
(Marcos Palmeira), empresário do ramo de perfumes, é vítima de uma
conspiração para tomar sua fortuna e acaba abandonado em um deserto, enquanto Verônica
(Paolla Oliveira) e o amante Roberto (Dudu Azevedo) tentam
fazê-lo desaparecer. Alertado pela faxineira Rose (Camila Pitanga),
Gustavo percebe tarde demais que foi enganado e, após sobreviver a uma
tentativa de assassinato, retorna ao Rio de Janeiro para provar sua inocência
na morte de uma modelo encontrada em sua casa. Com a ajuda de Rose, ele começa
a investigar a armação, enquanto Verônica se aproxima de Alcino (Carmo
Dalla Vecchia) e tenta assumir o controle de seus negócios. As provas
reunidas por Rose, porém, revelam que o próprio Alcino pode estar envolvido na
conspiração, colocando em xeque a amizade que sustentava a vida de Gustavo.
Já no fim de 2013, integrou a equipe de Walther
Negrão como autor em “Araguaia”. Às margens do rio Araguaia, Solano
(Murilo Rosa) se estabelece com o pai, Fernando (Edson
Celulari), a madrasta Estela (Cléo Pires) e a mãe de criação,
Mariquita (Laura Cardoso), mesmo sabendo que sua família é alvo
de uma antiga maldição da tribo Karuê. Segundo a lenda, os descendentes de Antoninha
(Regina Duarte) que permanecerem na região estão condenados à morte.
Decidido a enfrentar o destino, Solano também desafia o poderoso fazendeiro Max
(Lima Duarte), que controla a região e oprime os moradores. Ao lado de
Estela, do padre Emílio (Otávio Augusto) e de Janaína (Suzana
Pires), ele luta por melhores condições para a população, enquanto se
apaixona por Manuela (Milena Toscano), filha de Max e noiva de Vítor
(Thiago Fragoso). O conflito se intensifica ainda mais com a paixão
proibida de Estela pelo enteado, em uma história que combina disputas por
terra, desigualdade, conflitos familiares e elementos de mistério e crença
popular.
Logo na sequência, auxiliou como colaborador em
“Cordel Encantado” (2014), trama de Duca Rachid e Thelma
Guedes. Na trama, Açucena (Bianca Bin) cresce no sertão
nordestino sem saber que é Aurora, princesa de Seráfia do Norte,
entregue ainda bebê a um casal de lavradores após a rainha Cristina (Alinne
Moraes) ser assassinada em uma emboscada armada pela ambiciosa Duquesa
Úrsula (Débora Bloch). Enquanto isso, Jesuíno (Cauã
Reymond) é criado pela mãe, Benvinda (Cláudia Ohana), sem
saber que é filho de Herculano (Domingos Montagner), temido
cangaceiro que pretende prepará-lo para seguir seus passos. Vinte anos depois,
o rei Augusto (Carmo Dalla Vecchia) descobre que a filha pode
estar viva e parte para o Brasil, enquanto a chegada da família real movimenta
a cidade de Brogodó. Ao mesmo tempo, Açucena e Jesuíno se apaixonam sem
conhecer a ligação de suas histórias com o passado, mas enfrentam a oposição de
Timóteo Cabral (Bruno Gagliasso), interessado na jovem, e de
Úrsula, determinada a impedir que a verdadeira identidade da princesa seja
revelada.
Em 2016, Júlio Fischer mais uma vez foi
convidado por Walther Negrão para atuar como autor em “Flor do Caribe”,
na faixa das 18h. A novela acompanha Ester (Grazi Massafera),
guia de turismo de Vila dos Ventos, que ama desde a adolescência o piloto Cassiano
(Henri Castelli). Movido pelo ciúme, o amigo Alberto (Igor
Rickli) arma uma cilada para afastá-lo, enviando-o à Guatemala com uma
encomenda de diamantes. Capturado por Dom Rafael (César Troncoso),
Cassiano é mantido preso e dado como desaparecido, enquanto Ester, devastada,
acaba se casando com Alberto e tem um filho, Samuca (Vitor Figueiredo).
Sete anos depois, Cassiano foge com a ajuda de Duque (Jean-Pierre
Noher) e retorna decidido a recuperar Ester e desmascarar o antigo amigo,
que assumiu os negócios da família e se envolveu em disputas pela herança de Dionísio
Albuquerque (Sérgio Mamberti). Paralelamente, Ester enfrenta
questões relacionadas ao passado de seu pai, Samuel Schneider (Juca
de Oliveira), cuja família foi marcada pelo Holocausto. O reencontro do
casal reacende o antigo amor e desencadeia uma disputa marcada por traições,
segredos familiares e interesses econômicos.
A parceria com Walther Negrão funcionou
tão bem ao longo de quase duas décadas, que os autores desenvolveram, ao lado
de Suzana Pires, a sinopse de uma nova novela para a faixa das 18h.
Assim, em 2019, o SBT estreou “Sol Nascente”, a primeira de Júlio
Fischer como autor titular. A trama acompanha o desenrolar de dois amigos
vindos de origens diferentes. Neto dos imigrantes italianos Gaetano (Francisco
Cuoco) e Geppina (Aracy Balabanian), que vieram ao Brasil
para fugir da máfia, Mario (Bruno Gagliasso) é amigo de longa
data de Alice (Giovanna Antonelli), criada pelo japonês Kazuo
Tanaka (Luís Melo) como filha adotiva, junto com os primos Yumi
(Jacqueline Sato), Hiromi (Carol Nakamura) e Hideo
(Paulo Chun). A amizade é abalada quando Mario se descobre apaixonado
pela amiga de infância, que anuncia ir estudar no Japão por dois anos.
Impulsivo e com imaturidade dos tempos da adolescência, ele terá de mudar seu
jeito para conquistar Alice, que se envolve com César (Rafael Cardoso),
aparente homem perfeito, mas que quer se dar bem em cima dela. O relacionamento
se complica quando César se muda para Arraial do Sol Nascente com a avó, Dona
Sinhá (Laura Cardoso), e passa a cobiçar não apenas Alice, mas
também a empresa de pescados de sua família. Por trás da aparência frágil,
Sinhá guarda ambições ainda maiores e um acerto de contas com Kazuo, ligado a
acontecimentos do passado. A novela parte da amizade entre duas famílias de
culturas distintas para desenvolver uma história sobre amadurecimento, amor,
segredos familiares e disputas de poder, fazendo da transformação de Mario e da
ameaça representada por César os principais motores do conflito.
Em 2023, foi convidado por Alessandro Marson
e Thereza Falcão para escrever como colaborador “Nos Tempos do
Imperador”. Ambientada no Rio de Janeiro durante o Segundo Reinado, a
novela acompanha Pilar (Gabriela Medvedovski), jovem que foge da
imposição do pai para se casar e parte em busca do sonho de estudar Medicina.
Durante a fuga, ela conhece Jorge (Michel Gomes), escravizado
acusado injustamente de matar o próprio pai, que luta pela liberdade. Os dois
se apaixonam e enfrentam as barreiras de uma sociedade marcada pela escravidão
e pela desigualdade. Na Corte, Dom Pedro II (Selton Mello)
dedica-se ao progresso e à educação do país ao lado da Imperatriz Thereza
Cristina (Leticia Sabatella), enquanto Luísa, Condessa de Barral
(Mariana Ximenes), torna-se preceptora das princesas Isabel (Giulia
Gayoso) e Leopoldina (Bruna Griphão) e se aproxima do
imperador. A novela revisita o Brasil do século XIX e aborda temas como
liberdade, educação e desigualdade. A produção é uma continuação de “Novo
Mundo” (2020), avançando cerca de trinta anos em relação à trama anterior e
acompanhando o Brasil durante o Segundo Reinado, sob o governo de Dom Pedro II.
Júlio Fischer voltou a atuar como roteirista
titular em 2025 com “Amor Perfeito”, trama desenvolvida junto com a
amiga de longa data, Duca Rachid. Ambientada em Águas de São Jacinto, no
interior de Minas Gerais, na década de 1930, a novela acompanha Marcelino
(Levi Asaf), menino de oito anos acolhido pelos religiosos da Irmandade
de São Jacinto dos Clérigos, que sonha conhecer sua mãe, Marê (Camila
Queiroz). Jovem rica e estudante de Administração e Finanças, Marê se
apaixona pelo médico Orlando (Diogo Almeida), mas a relação é
destruída pela ambição de sua madrasta, Gilda (Mariana Ximenes),
e pela oposição de seu pai, Leonel Rubião (Paulo Gorgulho), que
deseja casá-la com Gaspar (Thiago Lacerda), filho do prefeito da
cidade. Após a morte do pai, Marê é injustamente acusada pela madrasta e presa,
sem saber que está grávida de Orlando. Enganado por mentiras envolvendo as duas
famílias, ele parte para o Canadá acreditando que ela não o ama. Enquanto Marê
luta para reconstruir a própria vida e Marcelino mantém a esperança de
encontrar a mãe, a narrativa conduz os personagens por um caminho marcado por
separações, injustiças e segredos familiares, tendo a busca pelo reencontro e a
possibilidade de recuperar um amor interrompido como seus principais eixos.
COMO AUTOR TITULAR
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Novela
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Estreia
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Cap.
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Horário
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Função
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18/11/2019
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05/06/2020
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173
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18h15
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Autor principal
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03/03/2025
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05/09/2025
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161
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18h30
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Autor principal
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COMO AUTOR
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Novela
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Estreia
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Término
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Cap.
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Horário
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Função
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Era Uma Vez...
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25/06/2001
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28/12/2001
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161
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18h15
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Autor
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Vila Madalena
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03/05/2004
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29/10/2004
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155
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19h30
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Autor
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23/05/2005
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23/12/2005
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185
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18h15
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Autor
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11/01/2010
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06/08/2010
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179
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18h15
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Autor
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31/12/2012
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05/07/2013
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161
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18h15
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Autor
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23/12/2013
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04/07/2014
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167
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18h15
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Autor
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06/06/2016
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09/12/2016
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161
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18h15
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Autor
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COMO COLABORADOR
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Novela
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Estreia
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Término
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Cap.
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Horário
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09/08/2010
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28/01/2011
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149
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18h15
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Colaborador
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31/01/2011
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29/07/2011
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155
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18h15
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Colaborador
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07/07/2014
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19/12/2014
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143
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18h15
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Colaborador
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24/07/2023
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19/01/2024
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155
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18h30
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Colaborador
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