Maria
Adelaide Almeida Santos do Amaral nasceu em 1º de
julho de 1942, na cidade do Porto, em Portugal. Aos 12 anos, em 1954, mudou-se
com a família para o Brasil e passou a viver em São Paulo, cidade que se
tornaria fundamental em sua trajetória pessoal e profissional. A chegada ao
país foi acompanhada por uma realidade de dificuldades econômicas que a levou a
trabalhar ainda muito jovem. Para contribuir com as despesas familiares, atuou
em uma fábrica de roupas e, posteriormente, exerceu diferentes atividades
profissionais, entre elas as de escriturária e bancária. Essas experiências em
diferentes ambientes de trabalho proporcionaram à futura escritora um contato
direto com pessoas de diferentes origens e condições sociais, contribuindo para
a formação de um olhar atento às relações humanas e às situações cotidianas.
Antes de se dedicar integralmente à literatura e à dramaturgia, também buscou
espaço no jornalismo, área que se aproximava de seu crescente interesse pela
escrita e pela observação da realidade. Em 1970, ingressou na Editora Abril,
onde trabalhou como redatora até 1986. O período na editora foi importante para
sua formação profissional, permitindo-lhe desenvolver ainda mais o domínio da
linguagem escrita e ampliar seu contato com diferentes temas, estilos e formas
de comunicação.
Sua estreia como
dramaturga ocorreu em meados da década de 1970, com “Resistência”, peça inspirada no
episódio de demissão de funcionários de uma empresa em São Paulo. Desde esse
primeiro trabalho, Maria Adelaide Amaral demonstrava interesse por situações concretas
da vida social e profissional, transformando acontecimentos aparentemente
cotidianos em matéria dramática. A peça evidencia uma preocupação com os
conflitos provocados pelas relações de trabalho e pelas mudanças que interferem
diretamente na vida dos indivíduos, característica que se tornaria recorrente
em sua produção. Em 1976, escreveu “Bodas de Papel”, obra que representou um importante momento de afirmação de sua
carreira teatral. A peça recebeu amplo reconhecimento da crítica e foi
contemplada com diversos prêmios, entre eles o Molière, o Ziembinski,
o Governador do Estado e o da Associação Paulista de Críticos de Arte,
na categoria de melhor autor nacional. O reconhecimento obtido por “Bodas de Papel” consolidou Maria
Adelaide Amaral como uma dramaturga de destaque e demonstrou sua capacidade de
construir textos em que os conflitos pessoais se relacionam com questões mais
amplas da sociedade.
Em 1978, Maria
Adelaide Amaral concluiu o curso de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero,
formalizando uma formação que dialogava diretamente com sua experiência
profissional e com sua vocação para a escrita. Paralelamente ao trabalho
jornalístico e à produção literária, continuou desenvolvendo uma expressiva
carreira no teatro, tornando-se autora de mais de 14 obras. Entre seus
trabalhos destacam-se “Chiquinha Gonzaga”, “De Braços Abertos” e “Querida Mamãe”, peças que receberam reconhecimento e importantes premiações, incluindo
o Prêmio Molière de melhor autor nacional. Sua dramaturgia caracteriza-se pela
atenção às relações afetivas, familiares e sociais, frequentemente colocando em
primeiro plano personagens atravessados por conflitos, desejos, frustrações e
transformações. Ao explorar essas experiências individuais, a autora também
constrói um retrato de seu tempo, observando as mudanças de comportamento e os
diferentes modos de relacionamento presentes na sociedade.
Em meados da década
de 1980, Maria Adelaide Amaral ampliou sua atuação para a literatura com a
publicação de seu primeiro romance, “Luísa:
Quase uma História de Amor”. A obra marcou sua estreia como
romancista e reafirmou seu interesse pela construção de personagens complexos e
pela exploração das relações humanas. O livro alcançou reconhecimento da
crítica e recebeu o Prêmio Jabuti de 1986, uma das mais importantes
distinções da literatura brasileira. A conquista representou um momento
significativo em sua trajetória, demonstrando que sua capacidade de criação não
estava restrita ao palco e que sua escrita também encontrava força e expressividade
na narrativa literária. A partir dessa estreia, Maria Adelaide Amaral passou a
transitar com maior amplitude entre diferentes formas de criação, mantendo,
contudo, uma característica central de sua produção: o interesse pela
experiência humana e pela maneira como indivíduos e relações são transformados
pelo tempo e pelas circunstâncias.
Após “Luísa: Quase uma História de Amor”, a autora continuou desenvolvendo sua produção literária e publicou
obras como “Aos Meus Amigos”, “Dercy de Cabo a Rabo”, “O Bruxo” e “Coração Solitário”, este último voltado ao público infantojuvenil. A diversidade desses
trabalhos evidencia sua versatilidade como escritora e sua capacidade de
explorar diferentes personagens, temas e registros narrativos. Ao longo dessa
primeira etapa de sua carreira, marcada pelo jornalismo, pelo teatro e pela
literatura, Maria Adelaide Amaral construiu uma obra profundamente ligada à
observação da realidade e às relações entre os indivíduos. Sua experiência
profissional, desde os trabalhos exercidos ainda jovem até sua atuação na Editora
Abril, somada à formação jornalística e à experiência como dramaturga,
contribuiu para a construção de uma autora cuja escrita encontra nas
experiências humanas, nos conflitos cotidianos e nas transformações sociais uma
fonte permanente de inspiração.
Começou a escrever para a televisão no SBT, em
1986, como colaboradora de Lauro César Muniz na novela “Os Gigantes”,
com direção de Jardel Mello. Na trama, a jornalista Paloma Gurgel
(Dina Sfat) retorna à sua cidade natal, Pilar, para acompanhar o irmão
gêmeo Fred (Pádua Moreira), que entra em coma após uma cirurgia
cerebral. Antes da operação, ele pede que Paloma interrompa seu tratamento caso
sua recuperação se torne impossível. Diante do agravamento de seu estado, ela
desliga um dos aparelhos que o mantêm vivo e passa a responder por eutanásia,
provocando uma batalha judicial com a cunhada Veridiana (Susana
Vieira), que perde o marido e o filho que esperava. O caso também interfere
na vida amorosa dos envolvidos: Paloma reencontra os antigos amigos Fernando
Lucas (Tarcísio Meira) e Chico Rubião (Francisco Cuoco),
ambos apaixonados por ela, enquanto Fernando vive uma crise no casamento com Vânia
(Joana Fomm) e Chico rompe o noivado com Helena (Vera
Fischer). A repercussão do caso aumenta com a chegada do repórter Polaco
(Lauro Corona), que vai a Pilar investigar a denúncia acompanhado da
veterinária Renata (Lídia Brondi), cuja aproximação com Fernando
acrescenta novos conflitos. A decisão de Paloma transforma uma questão familiar
em um intenso debate moral e judicial sobre eutanásia, compaixão e direito à
vida, afetando também os relacionamentos daqueles envolvidos no caso.
Apenas dez anos depois Maria Adelaide Amaral
retornou aos roteiros para TV, ao ser convidada por Marcílio Moraes para
escrever junto com ele os capítulos de “Sonho Meu” (1996), na faixa das
18h. A novela acompanha Cláudia Lins (Patrícia França), que se
muda para Curitiba para escapar do marido violento, Geraldo (José de
Abreu), e reconstruir a própria vida. Depois de perder a guarda da filha, Maria
Carolina (Carolina Pavanelli), a menina é deixada em um orfanato e
encontra proteção no artesão Roman Mazurgski, o Tio Zé (Elias
Gleizer), que se afeiçoa a ela sem saber que sofre de uma grave doença.
Enquanto tenta recuperar a filha e garantir seu tratamento, Cláudia se envolve
com os irmãos Lucas (Leonardo Vieira) e Jorge (Fábio
Assunção). O amor de Lucas por ela desperta o ciúme de Jorge, que passa a
agir para separá-los. Para garantir os cuidados de Maria Carolina, Cláudia
oficializa a união com Lucas ainda casada com Geraldo e acaba acusada de
bigamia, além de continuar sendo perseguida pelo ex-marido. Ao mesmo tempo,
Jorge descobre que não é um legítimo Candeias de Sá, mas foi colocado no lugar
do neto morto da família, revelação que o aproxima de sua mãe biológica, Mariana
(Débora Duarte). Entre a luta pela filha, as disputas amorosas e os
segredos que envolvem a família Candeias de Sá, a novela desenvolve conflitos
de identidade, pertencimento, ciúme e ambição.
Maria Adelaide Amaral se dedicou a dois
projetos ao mesmo tempo quando, três meses após a estreia de “Sonho Meu”,
também passou a escrever ao lado de Sílvio de Abreu a novela “Deus
nos Acuda” (1997), exibida às 19h. Celestina (Dercy Gonçalves),
o anjo responsável pelo Brasil, recebe de Deus a missão de transformar, sem
interferir no livre-arbítrio, um cidadão brasileiro em alguém mais honesto,
digno e trabalhador. Para cumprir a tarefa, ela escolhe Maria Escandalosa
(Cláudia Raia), uma jovem trambiqueira que vive na pensão de Dona
Armênia (Aracy Balabanian) e é filha de Tomás (Jorge Dória).
Depois de salvá-la de uma explosão, Celestina passa a acompanhar sua vida na
Terra, sem que Maria saiba que está sendo vigiada. A jovem se envolve com o
milionário Ricardo (Edson Celulari), filho de Otto Bismark
(Francisco Cuoco), um homem acusado de matar as próprias esposas. A
suspeita leva Baby Bueno (Glória Menezes), cunhada de Otto, a
retornar ao Brasil para investigar as acusações contra ele, mas ela encontra a
oposição de Elvira (Marieta Severo), secretária do milionário e
secretamente apaixonada por ele. Com sua premissa fantástica e seu núcleo
marcado por trapaças, relações amorosas e conflitos familiares, a novela desenvolve
uma narrativa que coloca a missão de Celestina em choque com as escolhas e
contradições de seus personagens, especialmente com a tentativa de transformar
Maria sem violar sua liberdade de decidir o próprio destino.
Quatro meses depois, foi convidada por Cassiano
Gabus Mendes para escrever “Meu Bem, Meu Mal” (1997) às 21h. O rico
empresário Dom Lázaro Venturini (Lima Duarte), sócio majoritário
da Venturini Designers, é obrigado a conviver com Ricardo (José
Mayer), filho de sua falecida mulher com outro homem e dono de trinta por
cento das ações da empresa. A relação entre os dois é marcada pela hostilidade,
mas Ricardo mantém um romance secreto com Isadora (Silvia Pfeifer),
viúva de Cláudio (Herson Capri), filho de Dom Lázaro. A situação
ganha novos conflitos quando Patrícia (Adriana Esteves), filha de
Felipe (Armando Bógus), decide se aproximar de Ricardo para
vingar a ruína do pai, embora acabe apaixonada por ele. Isadora também se torna
alvo de Mimi Toledo (Ísis de Oliveira), antiga paixão de Cláudio,
e de Berenice (Nívea Maria), que pretende vingá-la pela
humilhação sofrida por sua filha Fernanda (Lídia Brondi). Para
atingir Isadora, Berenice recorre a Doca (Cássio Gabus Mendes),
um homem pobre que assume a identidade do falso milionário Eduardo
Costabrava e se infiltra na alta sociedade para seduzir Vitória
Venturini (Lizandra Souto), filha de Isadora. A partir dessas
relações, o folhetim constrói seus conflitos sobre heranças, ressentimentos,
vinganças e segredos familiares, fazendo com que interesses econômicos e
sentimentos amorosos se misturem continuamente.
No mesmo ano, decidiu embarcar novamente com Cassiano
Gabus Mendes em “O Mapa da Mina” (1997), às 19h, apenas dois meses
após a estreia da última novela. A história parte do roubo de dez milhões de
dólares em diamantes no Uruguai, após o qual Ivo Simeoni (Paulo José)
esconde as pedras preciosas em São Paulo e tatua um mapa do esconderijo nas
costas de uma menina para não esquecer o local. Anos depois, pouco antes de morrer,
Ivo revela o segredo ao filho Rodrigo (Cássio Gabus Mendes), que
segue a pista e descobre que a jovem é Elisa (Carla Marins), uma
noviça prestes a fazer os votos perpétuos. Quando ela deixa o convento, os dois
se aproximam, mas passam a ser perseguidos por diferentes interessados nas
pedras, incluindo Rodolfo (Mauro Mendonça), antigo comparsa de
Ivo e agora um industrial falido, e o policial Raul (Tato Gabus
Mendes). A disputa também envolve Wanda (Malu Mader), uma
mulher ardilosa que se apaixona por Rodrigo e precisa decidir a quem entregará
os diamantes caso consiga encontrá-los, ao mesmo tempo em que enfrenta a
influência de seus irmãos, Toni (Luís Gustavo) e Joe (Pedro
Paulo Rangel), dois mafiosos atrapalhados. A busca pelas pedras movimenta
uma sucessão de interesses, alianças e disputas amorosas, fazendo do segredo
escondido no corpo de Elisa o ponto de convergência de personagens movidos pela
ambição, pela paixão e pelo desejo de colocar as mãos na fortuna desaparecida.
Em 1999, Maria Adelaide Amaral desenvolveu a
sinopse de uma minissérie adaptando o livro “A Muralha”, romance
histórico ufanista escrito por Dinah Silveira de Queiroz, lançado em
1954 em comemoração aos 400 anos da cidade de São Paulo. Sua trama celebra a
coragem e a valentia de bandeirantes que desbravaram as fronteiras do país. A
minissérie, de mesmo nome, estreou em janeiro de 2000, e foi escrita com o
auxílio de João Emanuel Carneiro e Vincent Villari. Ambientada
cerca de cem anos após a chegada de Pedro Álvares Cabral, a história se
passa em meio ao conflito entre os bandeirantes paulistas, que avançam sobre
novas terras e riquezas, e os indígenas e religiosos que resistem à sua
expansão. Em Lagoa Serena, o bandeirante Dom Braz Olinto (Mauro
Mendonça) vive com a família, entre eles Isabel (Alessandra
Negrini), sua sobrinha criada junto aos indígenas e companheira nas
expedições. Apaixonada pelo primo Tiago (Leonardo Brício), ela vê
sua relação ameaçada pela chegada de Beatriz (Leandra Leal), que
veio de Portugal para se casar com ele. Enquanto Rosália (Regiane
Alves) desafia a família ao fugir com o aventureiro Bento Coutinho (Caco
Ciocler), outro conflito se forma quando Don’Ana (Letícia
Sabatella), judia refugiada da perseguição religiosa, é obrigada a se casar
com o cruel Dom Jerônimo Taveira (Tarcísio Meira). A disputa por
um veio de ouro e o assassinato do indígena Apingorá (André Gonçalves)
ainda provocam uma violenta reação contra os Olinto, fazendo da luta por
território, riqueza e sobrevivência o centro dos conflitos da minissérie.
Como autora principal, seu primeiro trabalho em
novelas foi o remake de “Anjo Mau” (2000), exibido no horário das
18h e baseado na novela homônima escrita por Cassiano Gabus Mendes e transmitida
pelo SBT em 1980. A história tem como protagonista Nice (Gloria Pires),
babá ambiciosa e dissimulada que, apesar de ser vista pelos demais personagens
como uma jovem humilde e ingênua, utiliza informações e intrigas para alcançar
a ascensão social. Filha adotiva de Augusto (Cláudio Corrêa e Castro)
e Alzira (Regina Dourado), ela se apaixona por Rodrigo (Kadu
Moliterno), irmão de sua patroa Stela (Maria Padilha), e arma
para afastá-lo da noiva Paula (Alessandra Negrini), que o trai
com Ricardo (Leonardo Brício). A disputa pelo rapaz ainda envolve
Lígia (Lavínia Vlasak), enquanto Nice enfrenta conflitos
familiares relacionados ao passado de Alzira. A novela também desenvolve
histórias sobre preconceito racial, como a de Cida (Léa Garcia),
cuja filha Tereza (Luiza Brunet) esconde sua origem e vê o filho Bruno
(Emílio Orciollo Netto) se envolver com Vivian (Taís Araújo),
filha de criação de Cida. Em outro núcleo, as irmãs Clotilde (Beatriz
Segall) e Elisinha (Ariclé Perez) tentam manter as aparências
diante da decadência financeira da família, enquanto a costureira Goretti
(Lília Cabral) cria sozinha a filha Simone (Samara Felippo)
e reencontra Tadeu (Daniel Dantas), seu antigo companheiro e pai
da menina. Ao colocar a trajetória de Nice em meio a diferentes conflitos
familiares e sociais, a novela aborda ambição, preconceito, desigualdade e
hipocrisia, mostrando como o desejo de ascensão pode ser alimentado pelas
próprias estruturas de poder e pelas aparências da sociedade.
Em janeiro de 2001, o SBT lançou a segunda
minissérie de Maria Adelaide Amaral, escrita e produzida no anterior: “Os
Maias”, também escrita com João Emanuel Carneiro e Vincent
Villari. Ambientada em Lisboa e tendo o tradicional Ramalhete como
principal cenário, a história acompanha a trajetória de uma família marcada por
amores frustrados, conflitos e tragédias. Pedro da Maia (Leonardo
Vieira), filho de Afonso (Walmor Chagas), desafia a vontade
do pai ao se casar com Maria Monforte (Simone Spoladore), mas o
casamento desmorona quando ela foge com outro homem, levando a filha e deixando
o pequeno Carlos Eduardo aos cuidados do pai. Após o suicídio de Pedro,
Afonso cria o neto e o envia para estudar Medicina em Coimbra. Já adulto, Carlos
(Fábio Assunção) retorna a Lisboa e se apaixona por Maria Eduarda
(Ana Paula Arósio), uma mulher recém-chegada à cidade e envolta em
mistérios sobre sua origem. O romance ganha a oposição de Afonso, que teme que
o neto repita o destino trágico do pai. Paralelamente, João da Ega (Selton
Mello) torna-se seu grande amigo, enquanto Teodorico Raposo (Matheus
Nachtergaele), conhecido por sua devoção religiosa, leva uma vida dupla
para tentar garantir a herança da tia Titi (Myrian Muniz).
Conforme os segredos do passado vêm à tona, o amor de Carlos e Maria Eduarda
passa a ameaçar a própria estrutura familiar, fazendo da minissérie um drama
marcado por paixões proibidas, aparências sociais e tragédias que parecem
atravessar gerações.
No final de 2001, voltou a escrever ao lado de Sílvio
de Abreu para a novela “A Próxima Vítima”. No centro da história
está Ana Carvalho (Susana Vieira), dona de uma pizzaria na Mooca
e amante há vinte anos de Marcelo Rossi (José Wilker), com quem
tem três filhos. Casado por interesse com a rica Francesca Ferreto (Tereza
Rachel), Marcelo também mantém um caso com Isabela (Cláudia Ohana),
sobrinha de sua mulher e noiva de Diego (Marcos Frota). A
descoberta desse triângulo ganha contornos trágicos quando Francesca é
assassinada antes de conseguir flagrar o marido com a amante. Paralelamente, a
estudante Irene (Vivianne Pasmanter) começa a investigar as
mortes do pai, Hélio (Francisco Cuoco), e da tia Júlia (Glória
Menezes). Os crimes parecem não ter relação, mas todas as vítimas recebem
uma lista de horóscopo chinês antes de morrer. Enquanto o detetive Olavo (Paulo
Betti) tenta desvendar a sequência de assassinatos, Irene percebe que
existe uma ligação entre eles e passa a procurar não apenas o responsável pelos
crimes, mas também quem será a próxima vítima. A investigação ainda se cruza
com os conflitos da família Ferreto, marcada por disputas de poder,
ressentimentos e segredos antigos. No fim, descobre-se que os assassinatos
remontam à morte de Gigio di Angelis (Carlos Eduardo Dolabella),
primeiro marido de Francesca, assassinado em 1968. Com diferentes relações
pessoais convergindo para uma mesma cadeia de crimes, o folhetim transforma a
investigação sobre o assassino em um retrato de famílias corroídas por
interesses, traições e acontecimentos do passado que continuam produzindo
consequências no presente.
Em 2003, Maria Adelaide Amaral e Walther
Negrão levaram para a televisão “A Casa das Sete Mulheres”,
minissérie baseada no romance homônimo de Letícia Wierzchowski.
Ambientada durante a Revolução Farroupilha, iniciada em 1835, a história se
passa em meio à guerra entre os revolucionários rio-grandenses e o Império
Brasileiro. Com a partida de Bento Gonçalves (Werner Schünemann)
para o campo de batalha, sua família se refugia na Estância da Barra, onde Caetana
(Eliane Giardini), sua mulher, permanece com os filhos e outras mulheres
da família, entre elas Dona Maria (Nívea Maria) e suas três
filhas, Rosário (Mariana Ximenes), Manuela (Camila
Morgado) e Mariana (Samara Felippo). Longe dos combates, elas
enfrentam a espera, o medo e as dificuldades provocadas pelo conflito, enquanto
tentam manter vivos os vínculos com os homens que partiram para lutar. Manuela
vive ainda o conflito entre seus sentimentos e a longa espera por Giuseppe
Garibaldi (Thiago Lacerda), enquanto Rosário se envolve com o Capitão
Estevão (Thiago Fragoso). A própria guerra também aproxima Garibaldi
de Anita (Giovanna Antonelli), que abandona o casamento e decide
acompanhá-lo em busca de uma vida de aventuras. Quando ataques e ameaças chegam
à estância, o refúgio deixa de ser sinônimo de segurança e coloca aquelas
mulheres diante dos perigos que seus homens enfrentam no campo de batalha.
Vista a partir de suas experiências, a Revolução Farroupilha ganha uma dimensão
íntima, marcada não apenas pelas disputas políticas e militares, mas também
pelas privações, pelos afetos, pelas perdas e pela resistência de mulheres que
precisam sustentar suas próprias vidas enquanto aguardam o desfecho de uma
guerra que parece não ter fim.
Em 2004, Maria Adelaide Amaral e Alcides
Nogueira, junto de Lúcio Manfredi, realizaram “Um Só Coração”,
minissérie ambientada em São Paulo a partir da década de 1920. Em meio à
transformação social e cultural da cidade, Yolanda Penteado (Ana
Paula Arósio), uma jovem da elite cafeeira, apaixona-se por Martim (Erik
Marmo), estudante de Medicina e simpatizante do movimento anarquista. A
oposição de sua mãe, Guiomar (Cássia Kis), que deseja casá-la com
o primo Fernão (Herson Capri), acaba afastando o casal. Mais
tarde, depois de romper um casamento marcado pela traição, Yolanda conhece Ciccillo
(Edson Celulari), com quem estabelece uma relação de admiração e
parceria, especialmente no campo das artes. Paralelamente, a decadência da
família Sousa Borba após a crise de 1929 conduz Maria Luísa (Letícia
Sabatella) a um romance com o pintor anarquista Madiano Mattei (Ângelo
Antônio), enquanto o conservador Coronel Totonho (Tarcísio Meira)
tenta controlar os destinos dos filhos. A história ainda se entrelaça com nomes
fundamentais da cultura brasileira, como Oswald de Andrade (José
Rubens Chachá), Mário de Andrade (Pascoal da Conceição), Tarsila
do Amaral (Eliane Giardini), Anita Malfatti (Betty Gofman)
e Pagu (Míriam Freeland), acompanhando a efervescência artística
que culminou na Semana de Arte Moderna de 1922. Assim, a minissérie
articula romances, conflitos familiares e transformações políticas e culturais
para retratar uma São Paulo em plena mudança, na qual as trajetórias pessoais
de seus personagens se encontram com momentos decisivos da história brasileira.
A trajetória de Juscelino Kubitschek
ganhou uma versão dramatizada em “JK” (2006), minissérie de Maria
Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, escrita em parceria com Geraldo
Carneiro. Filho de uma professora e de um caixeiro-viajante, Juscelino
(Wagner Moura) cresceu em Diamantina enfrentando dificuldades
financeiras depois da morte precoce do pai, João César (Fábio
Assunção), vítima de tuberculose. Já em Belo Horizonte, o jovem estudante
de Medicina conhece Sarah Lemos (Débora Falabella), moça de
família tradicional por quem se apaixona, e os dois se casam depois que ele
conclui uma especialização em Urologia em Paris. Médico dedicado, Juscelino
atende pacientes ricos em seu consultório, mas mantém o compromisso com os mais
pobres na Santa Casa. Sua carreira ganha novo impulso quando é nomeado chefe do
Serviço de Urologia do Hospital Militar, com a patente de capitão-médico. É
justamente nesse momento que decide entrar para a política, contrariando os
planos de Sarah, que sempre temeu se tornar mulher de político. Na segunda
fase, Juscelino (José Wilker) já aparece consolidado na vida
pública, acompanhado por Sarah (Marília Pêra), enquanto sua
trajetória se cruza com figuras e acontecimentos decisivos da política
brasileira. Partindo de uma infância marcada pela dificuldade financeira até
sua ascensão ao centro do poder, a minissérie transforma a trajetória pessoal
de Juscelino em um retrato de sua formação política e do projeto de país que
viria a defender.
Vinte anos depois de construírem uma amizade
marcada por vínculos quase familiares, um grupo de amigos volta a se reunir em
“Queridos Amigos” (2008), minissérie de Maria Adelaide Amaral baseada em
seu romance “Aos Meus Amigos”. Ambientada em novembro de 1989, em um
Brasil atravessado pela inflação e pela instabilidade econômica, a história
acompanha Léo (Dan Stulbach), Flora (Aída Leiner), Lena (Débora Bloch), Ivan
(Luiz Carlos Vasconcelos), Bia (Denise Fraga), Pedro
(Bruno Garcia), Benny (Guilherme Weber), Vânia (Drica
Moraes), Tito (Matheus Nachtergaele), Raquel (Maria
Luísa Mendonça), Pingo (Joelson Medeiros), Rui (Tarcísio
Filho) e Lúcia (Malu Galli), que se conheceram nos anos 1970,
durante a ditadura militar, e construíram uma amizade intensa antes de se
afastarem por causa de relacionamentos, divergências políticas e
ressentimentos. O último encontro havia ocorrido no réveillon de 1980, e, quase
uma década depois, Léo, enfrentando uma doença e a possibilidade da morte,
decide reunir novamente os antigos amigos. O reencontro faz com que eles
confrontem as mudanças ocorridas em suas vidas, as frustrações acumuladas e os
ideais que compartilhavam na juventude, enquanto antigas paixões e afetos
voltam à tona. A minissérie usa essa reunião para refletir sobre a passagem do
tempo, a força dos vínculos construídos no passado e a dificuldade de preservar
sonhos e convicções diante das transformações pessoais e sociais.
Somente doze anos depois, a autora decidiu
retornar às novelas com o remake de “Ti Ti Ti” (2015) para o horário das
19h. A trama misturou núcleos da primeira versão, exibida em 1990, com duas
tramas de “Plumas e Paetês”, de 1985, ambas novelas de Cassiano Gabus
Mendes. De um lado, Ari (Murilo Benício) é um malandro que
sonha enriquecer e encontra nos figurinos criados por Titia (Regina
Braga), uma mulher desmemoriada que vive nas ruas, a oportunidade de
assumir a identidade do espanhol Victor Valentim e ingressar no mundo da
moda. Do outro, André Spina (Alexandre Borges) constrói uma
carreira como o estilista Jacques Leclair e se torna seu principal
rival. Os dois passam a disputar espaço, prestígio e reconhecimento no mercado
da moda, em uma guerra de egos que também envolve seus filhos. Luti (Humberto
Carrão), filho de Ari, e Walquíria (Juliana Paiva), filha de
André, se apaixonam e precisam lidar com a rivalidade dos pais. Jaqueline
(Cláudia Raia), por sua vez, torna-se assessora de Jacques e se apaixona
por ele, mas encontra uma concorrente em Clotilde (Juliana Alves).
Paralelamente, Marcela (Ísis Valverde) deixa Belo Horizonte
grávida após ser acusada pelo namorado Renato (Guilherme Winter)
de tentar aplicar um golpe. Em São Paulo, um acidente faz com que ela seja
acolhida pela família de Osmar (Gustavo Leão), enquanto Edgar
(Caio Castro), irmão do rapaz, inicialmente desconfia de suas intenções
e depois se apaixona por ela. A disputa pelo domínio da moda e os conflitos
sentimentais dos personagens dão à trama um movimento marcado por rivalidades,
ambição, romances e diferentes formas de reinvenção pessoal.
Em 2017, formou parceria com Vincent Villari,
seu colaborador em obras anteriores, para escrever sua primeira novela original
na faixa das 19h. O desejo de se manter em evidência, de conquistar fama a
qualquer custo, sem mérito e com o mínimo esforço, foi o tema central de “Sangue
Bom”, trama que reuniu seis jovens ligados por diferentes relações
amorosas: Bento (Marco Pigossi), florista por quem Giane (Isabelle
Drummond) é apaixonada, mas que está interessado na it-girl Amora
(Sophie Charlotte), noiva de Maurício (Jayme Matarazzo),
por quem Malu (Fernanda Vasconcellos) nutre uma paixão. Já Fabinho
(Humberto Carrão), marcado pela ambição e pelo egoísmo, retorna à
capital depois de uma infância difícil em busca de seus pais biológicos e dos
amigos que deixou para trás. A ligação entre os seis remonta à infância, quando
Amora, Bento e Fabinho viveram juntos no lar de Gilson (Daniel Dantas)
e Salma (Louise Cardoso), antes de seguirem caminhos diferentes.
Adotada pela atriz Bárbara Ellen (Giulia Gam), Amora cresceu
cercada pela fama e tornou-se apresentadora de TV e referência no mundo das
tendências. Bento, por sua vez, construiu uma cooperativa de flores e manteve a
vida distante do universo de celebridades que fascina Amora. A aproximação
entre Malu e Bento muda o rumo dessas relações. Ao tentar ajudá-lo a
reconquistar Amora, ela acaba se apaixonando por ele e passa a disputar seu
amor com a própria irmã de criação. A partir desses encontros e desencontros, a
narrativa contrapõe a busca incessante por reconhecimento à necessidade de
afeto e pertencimento, colocando em choque aqueles que vivem para serem
admirados e os que procuram encontrar valor nas relações que estabelecem.
TRABALHOS DE MARIA ADELAIDE
AMARAL NO SBT
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Novela
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Estreia
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Término
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Cap.
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Horário
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Função
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04/12/2000
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22/06/2001
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173
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18h15
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Autora principal
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|
12/01/2015
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11/09/2015
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209
|
19h30
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Autora principal
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23/10/2017
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27/04/2018
|
161
|
19h30
|
Autora principal
|
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07/08/2023
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02/02/2024
|
155
|
21h30
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Autora principal
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OUTRAS FUNÇÕES
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Novela
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Estreia
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Término
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Cap.
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Horário
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Função
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Os Gigantes
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30/06/1986
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19/12/1986
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149
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21h15
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Colaboradora
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Sonho Meu
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23/12/1996
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08/08/1997
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197
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18h15
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Autora
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Deus nos Acuda
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10/03/1997
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03/10/1997
|
179
|
19h30
|
Autora
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28/07/1997
|
13/02/1998
|
173
|
21h15
|
Autora
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O Mapa da Mina
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06/10/1997
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13/03/1998
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137
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19h30
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Autora
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A Próxima Vítima
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10/12/2001
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02/08/2002
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203
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21h15
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Autora
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MINISSÉRIES
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Novela
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Estreia
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Término
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Cap.
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Horário
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Função
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A Muralha
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04/01/2000
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31/03/2000
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52
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23h00
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Autora principal
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Os Mais
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09/01/2001
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23/03/2001
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44
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23h00
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Autora principal
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A Casa das Sete Mulheres
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07/01/2003
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04/04/2003
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52
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23h00
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Autora principal
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Um Só Coração
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06/01/2004
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09/04/2004
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56
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23h00
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Autora principal
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JK
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03/01/2006
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24/03/2006
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48
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23h00
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Autora principal
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Queridos Amigos
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19/02/2008
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28/03/2008
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24
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23h00
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Autora principal
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REPRISES

gostaria de saber se foi escrito o 3 livro de o estudane pois tenho os dois primeiro egostaria muito de ler o terceiro
ResponderExcluirfoi na epoca da minha adlescencia mas fico a parte final muito interessante agro dei pra minha neta e como fico maria adelaide do amaral a hisoria terminou no 3 livro
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