Walcyr
Rodrigues Carrasco (Bernardino de Campos, 1º de dezembro de 1951) é um
dramaturgo, escritor e jornalista brasileiro, reconhecido como um dos autores
mais populares e versáteis da teledramaturgia nacional. Ao longo de sua
trajetória, destacou-se pela capacidade de transitar entre diferentes formatos
narrativos: jornalismo, literatura infantojuvenil, teatro, minisséries e
telenovelas, construindo uma obra marcada por forte comunicação com o público,
domínio do melodrama e habilidade em abordar temas sociais em linguagem
acessível e emocionalmente envolvente.
Descendente
patrilinear de espanhóis, cursou inicialmente três anos de História antes de
optar pela formação em Jornalismo na Escola de Comunicações e Artes da
Universidade de São Paulo. Ainda no início da carreira, atuou como jornalista
em importantes veículos da imprensa brasileira, como O Estado de S. Paulo,
Folha de São Paulo e Diário Popular. Também trabalhou em revistas
de grande circulação nacional, entre elas IstoÉ (da Editora Três), Veja,
Contigo! (da qual foi diretor) e Recreio, todas da Editora Abril,
onde também produziu contos infantis, iniciando sua ligação com a literatura
voltada ao público jovem.
Em 1982, publicou seu
primeiro livro infantil, “Quando meu irmãozinho
nasceu”, pela Editora Paulinas, dando início a uma
produção literária que mais tarde incluiria obras como “Vida de droga” e “O Menino Narigudo”, frequentemente
adotadas como paradidáticos em escolas brasileiras por abordarem temas
sensíveis com linguagem direta e educativa. Paralelamente, iniciou sua carreira
teatral como dramaturgo com peças como “Batom”, que contribuiu para projetar a atriz Ana Paula
Arósio, e “Êxtase”, consolidando sua presença também nos palcos.
A estreia de Walcyr
Carrasco na televisão ocorreu como roteirista do seriado “Joana” (1984), na Rede Manchete,
marcando sua transição definitiva do jornalismo para a dramaturgia televisiva.
A trama acompanha a rotina de Joana Martins (Regina Duarte), uma jornalista investigativa que, enquanto atua na revista Ideia Nova
ao lado de colegas como Cacau (Marco Nanini), Joca (Gésio Amadeu) e Caetano (Renato
Borghi), enfrenta os desafios de sua vida pessoal ao lado
do atual marido Guilherme (Rodrigo Santhiago) e dos filhos Rafael (David Cardoso Jr.), Isabel (Andréa Militello) e Carolina (Érika Slama), frutos de seu
relacionamento anterior com Sérgio (Umberto Magnani). O autor articulou conflitos familiares e pautas sociais, políticas e
criminais, e evidenciou seu interesse por temas cotidianos e dilemas humanos
sob uma perspectiva crítica e realista.
Sua primeira
telenovela como autor titular foi “Cortina de Vidro” (1989), exibida pela Rede Manchete, marco que consolidou a entrada de Carrasco
no universo dos folhetins ao construir uma narrativa que contrapõe o ambiente
sofisticado de um grande complexo empresarial aos conflitos dos operários de
uma fábrica do ABC ameaçada de fechamento. Nesse cenário, ganha destaque Frederico Stuart Mill (Herson
Capri), milionário que assume uma identidade humilde para
se aproximar da bailarina Branca (Betty Gofman), mas acaba ligado à operária Ângela (Sandra Annenberg), que passa a cuidar dele após perder a memória em um incêndio. A obra
investe no contraste entre classes, no jogo de identidades e nas consequências
das escolhas pessoais, explorando tensões sociais e afetivas sem perder o foco
no melodrama característico do gênero.
Em 1991, Walcyr
Carrasco escreveu duas minisséries para Rede Manchete, explorando propostas
bastante distintas: em “O Guarani”, adaptação do romance de José de Alencar, a narrativa acompanha o indígena Peri (Leonardo Brício), fiel protetor de Ceci (Angélica), filha de D. Antônio de Mariz (Carlos Eduardo Dolabella), enquanto a família enfrenta ameaças internas, como as maquinações de Loredano (Luiz Armando Queiróz), e externas, com o
cerco indígena motivado por vingança, resultando em uma história marcada por
conflitos culturais, religiosos e coloniais que culminam em destruição e
sobrevivência na mata. Já em “Filhos do Sol”, o autor desloca o foco para o suspense contemporâneo ao seguir o
ufólogo Aírton (Raul Gazolla), que parte de São
Tomé das Letras rumo a Machu Picchu ao lado de Hiran (Cassiano Ricardo), investigando fenômenos extraterrestres ligados a uma pedra misteriosa
e a um túnel entre os dois locais, incorporando elementos de ficção científica
e misticismo para construir uma trama de mistério e especulação.
Foi com “Xica da Silva” (1996), também exibida
pela Manchete, que Walcyr Carrasco alcançou consagração nacional como
novelista, assinando o texto sob o pseudônimo Adamo
Angel enquanto ocupava a direção de teledramaturgia da
Record, estratégia que evitava conflitos contratuais e cuja autoria real só foi
revelada em 1997, ainda com a trama no ar. Ambientada no século 18, a narrativa
acompanha Xica (Taís Araújo), uma escravizada
que subverte sua condição ao conquistar o poderoso contratador João Fernandes (Victor Wagner), utilizando
inteligência e ousadia para ascender socialmente e desafiar a elite local, o
que desperta a fúria de Violante (Drica Moraes), representante de uma aristocracia racista e ressentida. Entre episódios
de violência, vingança, perseguições e reviravoltas que incluem acusações,
punições e separações forçadas, a obra constrói um retrato intenso da sociedade
colonial brasileira, marcada pela exploração, pela cobiça em torno dos
diamantes e por relações de poder profundamente desiguais, ao mesmo tempo em
que transforma sua protagonista em símbolo de enfrentamento e mobilidade social
dentro de um contexto historicamente opressor.
Cumprindo o acordo
com a Record, Carrasco escreveu, em 1998, a novela “Fascinação”. A trama acompanha Clara (Regiane Alves), jovem pobre que estuda graças a uma bolsa e se apaixona por Carlos Eduardo (Marcos Damigo) após um encontro
marcado por uma profecia de uma cigana, elemento que reforça o tom de destino
tão caro ao gênero. O romance, porém, é sabotado por Melânia (Glauce
Graieb), mãe do rapaz, cuja ambição e decadência
financeira a levam a manipular o futuro do filho ao aproximá-lo da rica Berenice (Samantha Monteiro), amiga de Clara
que, movida por insegurança, se deixa conduzir por esse arranjo. A relação
entre os protagonistas se intensifica, mas é atravessada por violência
simbólica e moral quando Clara engravida e é expulsa de casa, evidenciando a
rigidez social e o peso das convenções da época. Em paralelo, Melânia articula
um plano com Alexandre (Heitor Martinez Mello), que assume falsamente a paternidade da criança, levando Carlos Eduardo
a desacreditar na jovem e a romper com ela, movimento que reforça o tema da
manipulação como motor dramático.
Walcyr Carrasco foi contratado pelo SBT em
2002, após consolidar sua reputação como autor de grande apelo popular ao
escrever novelas de sucesso para diferentes emissoras, destacando-se pela
habilidade em transitar entre o melodrama clássico e narrativas contemporâneas,
sempre com forte comunicação com o público e domínio das estruturas
folhetinescas que impulsionam audiência.
Inspirada na peça A Megera Domada, “O
Cravo e a Rosa” marcou a estreia de Walcyr Carrasco no SBT em 2003,
evidenciando sua habilidade em adaptar conflitos clássicos para o contexto
brasileiro ao ambientar a narrativa na São Paulo dos anos 1920, onde Catarina
Batista (Adriana Esteves) se impõe como uma mulher à frente de seu
tempo ao rejeitar os papéis tradicionais femininos, atitude que a faz ser
conhecida como “a fera” e a coloca em choque com uma sociedade conservadora que
tenta enquadrá-la. Julião Petruchio (Eduardo Moscovis),
fazendeiro pragmático e machista, enxerga no casamento com Catarina uma solução
financeira para salvar suas terras, estabelecendo desde o início uma relação
baseada em interesse que rapidamente se transforma em um embate de
personalidades fortes. A convivência entre os dois é marcada por provocações
constantes e disputas de poder, revelando um jogo afetivo em que nenhum dos
dois admite seus sentimentos, enquanto a governanta Mimosa (Suely
Franco) tenta conter os excessos da jovem. Ao redor desse núcleo,
interesses familiares e ambições sociais ampliam o conflito, com Nicanor
Batista (Luís Melo) pressionando a filha a se casar para proteger
sua imagem pública e viabilizar sua carreira política, ao mesmo tempo em que Bianca
(Leandra Leal) vê seu próprio destino amoroso condicionado às escolhas
da irmã. A trama se expande com alianças e sabotagens que tensionam ainda mais
o romance, como a inveja de Lindinha (Vanessa Gerbelli), a
manipulação do jornalista Serafim (João Vitti) e a vingança
silenciosa de Joaquim (Carlos Vereza), cuja motivação pessoal
introduz uma camada de ressentimento que ultrapassa o conflito amoroso. Nesse
cenário, o relacionamento entre Catarina e Petruchio evolui entre
enfrentamentos e aproximações, funcionando como eixo de uma narrativa que
discute papéis de gênero, interesses econômicos e orgulho emocional, construindo
o confronto inicial em um percurso de transformação mútua sem abandonar o tom
crítico e bem-humorado característico da obra.
Três meses após o término de sua obra anterior,
Carrasco retornou ao horário das 18h com “A Padroeira” (2004),
reafirmando sua capacidade de dialogar com o público ao combinar romance,
aventura e elementos históricos inspirados no livro As Minas de Prata,
em uma narrativa ambientada no Brasil de 1717. A trama acompanha Cecília de
Sá (Deborah Secco), jovem portuguesa que chega ao país e é
sequestrada pelo ambicioso Molina (Luís Melo), sendo resgatada
por Valentim Coimbra (Luigi Baricelli), cujo heroísmo dá início a
um romance atravessado por imposições familiares e interesses políticos. Ao
descobrir que está prometida a Dom Fernão de Avelar (Maurício Mattar),
Cecília se vê presa a uma lógica patriarcal que transforma o casamento em
instrumento de poder, enquanto Valentim enfrenta o peso de um passado marcado
pela acusação injusta contra seu pai, o que o impulsiona a buscar o mapa das
minas como forma de restaurar sua honra. Esse mesmo objeto de desejo movimenta
outros núcleos da história, especialmente Molina, que se infiltra na vila
disfarçado de religioso, evidenciando a presença constante da fraude e da
ambição como forças desestabilizadoras. A relação entre os protagonistas se
torna ainda mais tensa com a interferência de Blanca de Sevilha (Patrícia
França), cuja aproximação de Valentim introduz um jogo emocional que amplia
o conflito amoroso. Paralelamente, a narrativa incorpora a dimensão espiritual
ao retratar os pescadores de Guaratinguetá e o surgimento da devoção à Nossa
Senhora Aparecida, elemento que contrapõe a ganância dos poderosos à fé
popular, estruturando uma história em que interesses materiais e crenças
coletivas se entrelaçam na condução dos destinos dos personagens.
Escrita por Walcyr Carrasco em 2006, “Chocolate
com Pimenta” estrutura seu melodrama na fictícia Ventura dos anos 1920,
onde a fábrica Bombom concentra poder econômico e social, servindo de pano de
fundo para uma narrativa de ascensão e revanche. A trama acompanha Ana
Francisca (Mariana Ximenes), jovem pobre que, após perder o pai,
passa a viver com parentes simples e trabalha como faxineira na fábrica
administrada de forma corrupta por Jezebel (Elizabeth Savala),
sem saber que o verdadeiro dono, Ludovico (Ary Fontoura), observa
tudo ao se disfarçar de operário e circular anonimamente pelo local. É nesse
contexto que ele conhece Ana e se comove com sua sinceridade, estabelecendo uma
relação de afeto que se torna decisiva quando a jovem, apaixonada por Danilo
(Murilo Benício), é cruelmente humilhada em público por Olga (Priscila
Fantin), com o apoio de Bárbara (Lília Cabral), evidenciando
o peso do preconceito social e da elite local. Grávida e desamparada, Ana vê
sua situação se transformar quando Ludovico revela quem realmente é e decide se
casar com ela, oferecendo proteção e levando-a para Buenos Aires, onde ela
passa por uma profunda mudança de vida antes de ficar viúva. Anos depois,
retorna a Ventura como uma mulher rica e influente, agora acionista majoritária
da fábrica, determinada a confrontar aqueles que a desprezaram, usando o
fechamento do negócio como forma de pressionar a cidade e expor sua dependência
econômica. O reencontro com Danilo reabre mágoas alimentadas por equívocos do
passado, sustentando um conflito em que orgulho e ressentimento impedem a
reconciliação imediata, enquanto a narrativa articula humor e crítica social ao
acompanhar a protagonista em sua tentativa de equilibrar vingança, justiça e os
sentimentos que ainda a ligam ao passado.
Em “Alma Gêmea” (2008), Walcyr Carrasco
constrói um melodrama centrado na ideia de amor que atravessa o tempo ao
combinar romance, espiritualidade e elementos de reencarnação em uma narrativa
ambientada entre a década de 1920 e anos posteriores. A história começa com Rafael
(Eduardo Moscovis), botânico dedicado à criação de rosas, e Luna
(Liliana Castro), bailarina por quem se apaixona e com quem forma uma
família, tendo sua felicidade interrompida quando ela é morta ao protegê-lo de
um assalto cometido por Guto (Alexandre Barilari), ligado à
invejosa Cristina (Flávia Alessandra), cuja ambição já se
manifesta desde o início. A tragédia estabelece o tom de perda que marca o
protagonista, incapaz de seguir adiante após a morte da esposa, enquanto,
paralelamente, nasce Serena (Priscila Fantin), criada em uma
aldeia indígena e desde cedo conectada a visões inexplicáveis envolvendo uma
rosa branca e um ambiente que não reconhece, sugerindo a continuidade
espiritual de Luna. Anos depois, Serena chega à cidade de Roseiral e passa a
trabalhar na casa de Rafael, provocando um reencontro carregado de
estranhamento e reconhecimento intuitivo, que evidencia a proposta da narrativa
de vincular memória afetiva e destino. Sua aproximação com Felipe (Sidney
Sampaio), filho de Luna, reforça esse elo ao despertar nela um sentimento
materno que não sabe explicar, enquanto Cristina e sua mãe Débora (Ana
Lúcia Torre) percebem na jovem uma ameaça concreta a seus planos de
ascensão financeira por meio do casamento com Rafael. Nesse contexto, a trama
articula conflito emocional e disputa por poder ao explorar como interesses
materiais, inveja e desejo de controle se contrapõem à ideia de um amor que
resiste à morte, conduzindo os personagens por um percurso em que passado e
presente se entrelaçam de forma constante.
Algumas semanas após o fim de “Alma Gêmea”,
Walcyr Carrasco foi escalado para assumir a reta final de “Esperança”
(2009), novela das 21h criada por Benedito Ruy Barbosa, em meio a uma
crise de produção e queda de audiência que culminou no afastamento do autor
original por problemas de saúde, o que exigiu uma intervenção direta para
reorganizar a narrativa e normalizar a entrega de capítulos. Ambientada no
início dos anos 1930, a trama acompanha o romance entre Toni (Reynaldo
Gianecchini) e Maria (Priscila Fantin), separados por
conflitos familiares e pelo processo de imigração para o Brasil, em um contexto
marcado por tensões sociais e econômicas. Ao assumir o folhetim, Carrasco
promoveu mudanças significativas, criando novos entrechos, ajustando perfis de
personagens e reequilibrando o ritmo dramático, o que evidencia sua capacidade
de adaptação a uma obra em andamento e de reestruturação narrativa sob pressão,
contribuindo para recuperar o interesse do público e evitar que a novela
consolidasse um desempenho ainda mais negativo no horário nobre.
Em 2010, Walcyr Carrasco assumiu a supervisão
do remake de “O Profeta” para a faixa das 18h, clássico de Ivani
Ribeiro originalmente exibido em 1977, acompanhando a adaptação de Duca
Rachid e Thelma Guedes para uma ambientação nos anos 1950 e
reforçando a condução dramática de uma história centrada no conflito entre
destino e livre-arbítrio. A trama acompanha Marcos (Thiago Fragoso),
um jovem com o dom de prever o futuro, habilidade que desde a infância o isola
e o coloca diante de experiências traumáticas, como a incapacidade de evitar a
morte do irmão Lucas (Henrique Ramiro), evento que o marca
profundamente e orienta suas escolhas. Em busca de recomeço, ele se muda para
São Paulo, onde conhece Sônia (Paolla Oliveira), por quem se
apaixona de imediato, apesar do envolvimento dela com seu primo Camilo (Malvino
Salvador), estabelecendo um triângulo que tensiona razão e sentimento. Ao
mesmo tempo, Marcos se envolve com Ruth (Carol Castro) e desperta
o afeto silencioso de Carola (Fernanda Souza), enquanto passa a
ser alvo de interesses oportunistas que enxergam em seu dom uma ferramenta de
lucro, o que introduz uma dimensão ética importante à narrativa.
Por conta dos grandes sucessos no horário das
18h, Carrasco foi promovido em 2010 para assumir um novo desafio às 19 horas,
faixa tradicionalmente mais leve, ágil e dependente de identificação imediata
com o público. A mudança exigia não apenas adaptação de tom, mas também uma
reformulação de linguagem, já que suas obras anteriores estavam ancoradas em
narrativas de época, menos frequentes nesse horário. Diante desse cenário, o
autor dedicou mais de um ano ao desenvolvimento de um folhetim contemporâneo
que equilibrasse humor, ritmo dinâmico e conflitos cotidianos.
Nesse contexto, estreou às 19h em 2011 com “Sete
Pecados”, cuja narrativa foi estruturada a partir do contraste entre os
sete pecados capitais e suas virtudes opostas, organizando os conflitos dos
personagens a partir desse jogo simbólico entre falhas morais e possibilidades
de redenção. No centro da história está Beatriz (Priscila Fantin),
uma jovem rica, mimada e impulsiva que vive em busca de prazer imediato e tem
sua rotina transformada ao conhecer o taxista Dante (Reynaldo
Gianecchini), homem simples, ético e generoso que a ajuda espontaneamente
em um momento difícil e desperta nela um sentimento que ela inicialmente tenta
negar por orgulho, decidindo conquistá-lo mesmo sabendo que ele é casado com Clarice
(Giovanna Antonelli) e pai de família. Determinada a mudar o destino do
homem por quem se apaixona, Beatriz aproxima-se do enigmático guru Barão
(Aílton Graça), ligado à misteriosa Ágatha (Cláudia Raia)
e a uma sociedade secreta que lhe impõe a condição de levar Dante a cometer os
sete pecados capitais para que ele abandone sua vida anterior e se entregue a
essa paixão, ao mesmo tempo em que a própria jovem passa por um processo
gradual de transformação pessoal. Paralelamente, descobre que Ágatha manipula
os acontecimentos com o objetivo de se apropriar da fortuna deixada por seu pai
desaparecido após um acidente aéreo, utilizando o envolvimento emocional de
Beatriz como instrumento de seus interesses, o que coloca a protagonista diante
de escolhas decisivas entre ambição e afeto e reforça a estrutura moral da
narrativa, construída como uma reflexão dramática sobre livre-arbítrio,
responsabilidade ética e possibilidade de mudança individual.
Um ano depois, Carrasco retornou ao horário das
19h com “Caras & Bocas” (2013), comédia romântica ambientada em São
Paulo que acompanha a história de Dafne (Flávia Alessandra) e Gabriel
(Malvino Salvador), apaixonados desde que se conheceram em um curso de
pintura quinze anos antes, quando ele era um jovem artista talentoso de origem
humilde e ela a neta rica do empresário Jacques (Ary Fontoura),
que desconfiava das intenções do rapaz e, com a ajuda da esposa Léa (Maria
Zilda Bethlem) e da ambiciosa enteada Judith (Deborah Evelyn),
armou para que Gabriel aceitasse uma bolsa de estudos em Londres sem saber que
Dafne estava grávida de Bianca (Isabelle Drummond), provocando um
desencontro definitivo entre os dois. Anos depois, Dafne tornou-se uma
galerista respeitada, mas emocionalmente fechada após acreditar ter sido
abandonada, enquanto Jacques, arrependido pelas consequências de sua
interferência e preocupado com o futuro da neta e da empresa da família, tenta
aproximá-la do advogado Vicente (Henri Castelli), ao mesmo tempo
em que Judith continua a tramar para assumir o controle da fortuna do padrasto.
Paralelamente, o aspirante a pintor Denis (Marcos Pasquim), primo
de Gabriel, tenta se firmar no mercado de arte com a ajuda involuntária do
chipanzé Xico, autor das telas que ele apresenta como suas, enganando
inclusive Simone (Ingrid Guimarães), sócia de Dafne na galeria,
que acredita estar diante de um grande talento artístico. A reaproximação
gradual entre Dafne e Gabriel reabre antigas feridas e reconfigura relações
familiares e afetivas interrompidas pelo passado, estruturando uma narrativa
que articula desencontros amorosos, ambição patrimonial e identidade artística
como motores dramáticos de uma história centrada nas consequências das escolhas
familiares e na possibilidade de reconstrução dos vínculos afetivos.
Em 2015, a tecnologia, os robôs e a busca por
fósseis de dinossauros serviram de pano de fundo para os encontros e
desencontros amorosos da comédia romântica “Morde & Assopra”,
exibida às 19h, que acompanhou a trajetória da paleontóloga Júlia (Adriana
Esteves), pesquisadora que, após perder sua tese em um terremoto no Japão,
conhece o inventor Ícaro (Mateus Solano), obcecado em
reconstruir, por meio da robótica, a imagem de sua esposa desaparecida Naomi
(Flávia Alessandra), e descobre por meio dele a existência de ossadas
pré-históricas na cidade fictícia de Preciosa, no interior de São Paulo,
oportunidade que a leva ao local em busca de uma descoberta científica inédita.
Ao chegar à cidade, Júlia entra em conflito com o fazendeiro Abner (Marcos
Pasquim), viúvo e pai de Tonica (Klara Castanho),
proprietário das terras onde estão os fósseis e inicialmente contrário às
escavações, mas gradualmente envolvido por uma relação afetiva marcada por
atritos e aproximações, enfrentando ainda a oposição de Celeste (Vanessa
Giácomo), irmã de sua falecida esposa e apaixonada por ele. Em meio às
pesquisas, a rotina de Preciosa é atravessada pelas interferências do prefeito Isaías
(Ary Fontoura) e da primeira-dama Minerva (Elizabeth Savala),
pelas manobras de Salomé (Jandira Martini), mãe de Celeste, e
pelas confusões provocadas por Dulce (Cássia Kiss), vendedora de
cocadas que acredita no falso prestígio profissional do filho Guilherme
(Klebber Toledo), enquanto o rapaz tenta sustentar sua farsa ao se
aproximar de Alice (Marina Ruy Barbosa), filha do prefeito,
compondo um conjunto de histórias paralelas que ampliam o retrato social da
cidade e sustentam uma narrativa construída sobre o contraste entre ciência e
tradição, progresso tecnológico e relações afetivas, explorando o choque entre
visões de mundo distintas como motor dramático da aproximação entre os protagonistas.
Dois anos depois, Walcyr Carrasco retornou às
novelas em um novo horário, às 22h30, faixa inaugurada para produções mais
curtas e releituras de obras já consagradas, e escreveu o remake de “Gabriela”
(2018), inspirado no romance de Jorge Amado, autor por quem sempre
demonstrou especial admiração, retomando uma história que já havia sido
adaptada anteriormente pela emissora em 1975 por Walter George Durst com
grande repercussão. Ambientada em 1925, durante uma severa seca no Nordeste, a
narrativa acompanha a chegada da retirante Gabriela (Juliana Paes)
a Ilhéus, na Bahia, cidade enriquecida pelas lavouras de cacau, onde passa a
trabalhar como cozinheira para o comerciante Nacib (Humberto Martins),
dono do bar Vesúvio, iniciando com ele uma relação afetiva marcada por tensões
e diferenças de comportamento. Enquanto a cidade se mobiliza para a tradicional
procissão de São Jorge dos Ilhéus como tentativa de unir ricos, pobres e
boêmios diante das dificuldades provocadas pela estiagem, intensifica-se o confronto
político entre o poderoso Coronel Ramiro Bastos (Antônio Fagundes),
representante da velha ordem dos coronéis do cacau, e o jovem exportador Mundinho
Falcão (Mateus Solano), defensor da modernização da região por meio
da construção de um novo porto, disputa que ganha dimensão pessoal com o
romance entre Mundinho e Jerusa (Luiza Valdetaro), neta do
coronel, e se reorganiza após a morte de Ramiro, quando a ascensão do rival
evidencia a permanência de estruturas tradicionais sob novas lideranças,
articulando relações amorosas e conflitos políticos para retratar as tensões
entre mudança social e herança coronelista no interior baiano.
Em 2019, Walcyr
Carrasco retornou ao horário das 18h após uma década dedicado a outras faixas
da emissora e apresentou “Êta Mundo Bom!”, centrada na trajetória de Candinho
(Sérgio Guizé), um matuto de espírito otimista que, separado da mãe logo
após o nascimento e criado pelo casal Cunegundes (Elizabeth Savala)
e Quinzinho (Ary Fontoura) em uma fazenda no interior de São
Paulo, acaba expulso de casa ao se apaixonar por Filomena (Débora Nascimento)
e parte para a capital em busca de sua mãe biológica, Anastácia (Eliane
Giardini), orientado pelo professor Pancrácio (Marco Nanini)
e acompanhado de seu inseparável burro Policarpo. Ao chegar à cidade grande,
Candinho descobre que Anastácia se tornou uma viúva rica que também procura
pelo filho desaparecido, mas enfrenta a oposição da ambiciosa Sandra (Flávia
Alessandra), sobrinha da milionária que teme perder sua posição de herdeira
e passa a sabotar o reencontro, enquanto o rapaz tenta sobreviver em meio às
dificuldades urbanas, constrói amizade com o menino Pirulito (JP
Rufino) e procura reconquistar Filomena, agora envolvida com Ernesto
(Eriberto Leão), que a enganou com promessas de casamento e a explora
financeiramente em um taxi dancing. A narrativa acompanha a jornada de
superação do protagonista diante de injustiças e desencontros familiares e
amorosos, articulando humor, ingenuidade e conflitos sociais para valorizar a
persistência, a esperança e a crença na bondade como forças transformadoras.
No mesmo ano, Carrasco
passou a ocupar uma posição de destaque ainda maior dentro da dramaturgia do
SBT ao ser solicitado simultaneamente para duas novas produções, movimento raro
e indicativo da confiança da emissora em seu desempenho naquele momento.
Impulsionada pelo expressivo êxito de “Êta Mundo Bom!” na faixa das 18h,
que registrou os melhores índices de audiência do horário em quase uma década e
recolocou o autor no centro da estratégia dramatúrgica do canal, a direção de
dramaturgia decidiu promovê-lo ao seleto grupo responsável pelas novelas das
21h, com estreia prevista já para o início de 2020, consolidando sua presença
também na principal vitrine de teledramaturgia da emissora. Apenas um mês após
esse anúncio, Carrasco foi novamente confirmado como autor da próxima produção
das 22h, faixa tradicionalmente reservada a projetos mais curtos e de perfil
específico, cuja obra já se encontrava integralmente escrita e acabou aprovada
para produção, evidenciando não apenas a produtividade do autor naquele
período, mas também o papel estratégico que passou a exercer na reorganização
das diferentes frentes narrativas do SBT.
Em janeiro de 2020, o
SBT promoveu a estreia de “Verdades Secretas” na faixa das 22h, rompendo
com a sequência de remakes e releituras adotada desde a retomada das produções
do horário em 2018 e apostando em uma narrativa contemporânea centrada no
triângulo formado por Carolina (Drica Moraes), sua filha Arlete
(Camila Queiroz) e o empresário Alex (Rodrigo Lombardi),
que se envolve simultaneamente com as duas. Vinda do interior de São Paulo para
tentar a carreira de modelo e ajudar nas dificuldades financeiras da família,
Arlete conhece o booker Visky (Rainer Cadete) e é
encaminhada para a agência comandada por Fanny Richard (Marieta Severo),
onde recebe o nome artístico Angel e passa a integrar o chamado book
rosa, circuito de prostituição de luxo apresentado como oportunidade
profissional, decisão que a aproxima de Alex e desencadeia uma relação intensa
e perigosa, marcada pelo fato de o empresário também se aproximar de Carolina
para manter o vínculo com a jovem. Ao mesmo tempo em que acompanha a ascensão
da protagonista no competitivo universo da moda e suas consequências pessoais,
a trama expõe as tensões familiares provocadas por escolhas difíceis e pela
vulnerabilidade social que impulsiona suas decisões, utilizando o glamour das
passarelas como contraponto para abordar exploração, desejo e poder nas
relações contemporâneas e revelar os mecanismos ocultos que atravessam o mercado
da beleza e do consumo.
Já em fevereiro de
2020, Walcyr Carrasco estreou na faixa das 21h com “Amor à Vida”, novela
contemporânea ambientada em São Paulo que acompanha os conflitos da família
Khoury a partir da rivalidade entre os irmãos Félix (Mateus Solano)
e Paloma (Paolla Oliveira), herdeiros do hospital San Magno e
filhos do médico César Khoury (Antônio Fagundes) com Pilar
(Susana Vieira). Enquanto César deposita na filha a continuidade de seu
legado profissional, Pilar protege o primogênito, cuja sensação de rejeição
alimenta uma inveja persistente e o leva a conspirar contra a irmã para assumir
o controle dos negócios da família. Incapaz de seguir a carreira médica, Félix
investe na administração do hospital e mantém um casamento de fachada com Edith
(Bárbara Paz), ao mesmo tempo em que oculta sua homossexualidade e
manipula situações a seu favor. Durante uma viagem, Paloma se envolve com Ninho
(Juliano Cazarré) e, meses depois, dá à luz com a ajuda de Márcia
(Elizabeth Savala), mas tem a filha recém-nascida sequestrada pelo
próprio irmão e abandonada em uma caçamba de lixo. A criança é encontrada por Bruno
(Malvino Salvador), que havia acabado de perder a esposa e o filho no
parto e decide adotá-la. Doze anos depois, Paloma reencontra Bruno no hospital
sem saber que Paulinha (Klara Castanho), criada por ele, é a
filha que lhe foi roubada. Quando descobre a verdade, a médica passa a lutar
para recuperar a menina, enfrentando o pai de criação da criança e as novas
intervenções de Félix, enquanto segredos antigos começam a emergir dentro da
família, estruturando uma narrativa centrada na disputa por herança,
pertencimento e reconhecimento afetivo, em que rivalidade fraterna e identidade
ocultada funcionam como forças determinantes do destino dos personagens.
Carrasco retornou ao horário das 21h em agosto
de 2024 com “O Outro Lado do Paraíso”, novela ambientada no Jalapão, no
Tocantins, que acompanha a trajetória de Clara (Bianca Bin),
jovem de origem simples criada pelo avô Josafá (Lima Duarte) e
amiga de longa data de Renato (Rafael Cardoso), cuja vida muda ao
se apaixonar por Gael (Sérgio Guizé), herdeiro de uma família
influente de Palmas. Após o casamento, Clara passa a conviver com a violência
do marido e com as manipulações de Sophia (Marieta Severo), sua
sogra, que descobre a existência de esmeraldas nas terras da família e decide
afastá-la para explorar a região. Com a ajuda do juiz Gustavo (Luís
Melo), do psiquiatra Samuel (Eriberto Leão) e do delegado Vinícius
(Flávio Tolezani), Sophia consegue internar Clara em uma clínica
psiquiátrica isolada. Dez anos depois, fortalecida pela experiência e herdeira
de uma fortuna deixada por uma interna da instituição, Clara retorna
determinada a recuperar sua vida e enfrentar os responsáveis por sua queda com
o apoio do advogado Patrick (Thiago Fragoso), enquanto descobre
que Renato se aliou à antiga inimiga. Paralelamente, Beth (Glória
Pires), sua mãe biológica, vive há anos sob a identidade de Duda
após ter sido afastada da família por uma armação de Natanael (Juca
de Oliveira), pai de seu marido Henrique (Emílio de Mello), e
encontra na filha a chance de provar sua inocência e reconstruir sua história,
compondo uma narrativa centrada em injustiça, identidade e reparação moral que
articula relações familiares rompidas e disputas por poder como motores da
trajetória de superação da protagonista.
Em 2026, Walcyr Carrasco voltou a escrever para
a faixa das 21h com “A Dona do Pedaço”, novela centrada na trajetória de
Maria da Paz (Juliana Paes), mulher de origem simples do interior
do Espírito Santo criada em uma família de justiceiros, mas que desde a
infância preferiu aprender a fazer bolos com a avó em vez de seguir a tradição
violenta do clã Ramirez. Ainda jovem, ela se apaixona por Amadeu
(Marcos Palmeira), integrante da família rival Matheus, e os dois
tentam selar a paz entre os grupos por meio do casamento, interrompido quando o
noivo é baleado no altar e dado como morto, obrigando Maria a fugir para São
Paulo, onde é acolhida por Marlene (Suely Franco) e reconstrói a
vida vendendo bolos até se tornar, anos depois, uma empresária bem-sucedida do
ramo de confeitarias. Já adulta, enfrenta o desprezo da filha Josiane (Agatha
Moreira), que se alia ao playboy Régis (Reynaldo Gianecchini)
para aplicar um golpe financeiro contra a própria mãe, enquanto busca
aproximação com a influenciadora Vivi Guedes (Paolla Oliveira),
sem saber que ela é sua prima desaparecida Virgínia, irmã de Fabiana (Nathalia
Dill), criada em convento e movida pelo desejo de recuperar o passado
perdido. Paralelamente, Vivi vive um conflito amoroso entre o policial Camilo
(Lee Taylor) e Chiclete (Sérgio Guizé), integrante da
família Matheus encarregado de matá-la, mas que acaba se apaixonando por ela,
ao mesmo tempo em que Amadeu, sobrevivente do atentado e agora casado com Gilda
(Heloísa Jorge), reencontra Maria e reacende o amor interrompido décadas
antes, compondo uma narrativa marcada por disputas familiares, ambição e
reencontros que exploram os efeitos do passado sobre identidades e vínculos
afetivos ao longo do tempo.
TRABALHOS DE WALCYR CARRASCO
NO SBT
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Novela
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Estreia
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Término
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Cap.
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Horário
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Função
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22/09/2003
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04/06/2004
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221
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18h15
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Autor principal
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A Padroeira
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13/09/2004
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20/05/2005
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215
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18h15
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Autor principal
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04/12/2006
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03/08/2007
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209
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18h15
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Autor principal
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15/09/2008
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05/06/2009
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227
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18h15
|
Autor principal
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12/12/2011
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10/08/2012
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209
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19h30
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Autor principal
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07/10/2013
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04/07/2014
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233
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19h30
|
Autor principal
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14/09/2015
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08/04/2016
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179
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19h30
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Autor principal
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|
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02/07/2018
|
12/10/2018
|
75
|
22h30
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Autor principal
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08/04/2019
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15/11/2019
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191
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18h15
|
Autor principal
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13/01/2020
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10/04/2020
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65
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22h30
|
Autor principal
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17/02/2020
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30/10/2020
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221
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21h15
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Autor principal
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26/08/2024
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14/03/2025
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173
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21h30
|
Autor principal
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23/03/2026
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Em exibição
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21h30
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Autor principal
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OUTRAS FUNÇÕES
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Novela
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Estreia
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Término
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Cap.
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Horário
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Função
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16/03/2009
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13/11/2009
|
209
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21h15
|
Autor
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11/01/2010
|
06/08/2010
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179
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18h15
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Supervisão
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REPRISES
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Novela
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Estreia
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Término
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Cap.
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Horário
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Função
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31/10/2011
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24/02/2012
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101
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15h15
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Autor principal
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09/07/2012
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16/11/2012
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113
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15h15
|
Autor principal
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|
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04/04/2016
|
16/09/2016
|
143
|
15h15
|
Autor principal
|
|
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22/01/2018
|
06/07/2018
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143
|
15h15
|
Autor principal
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13/07/2020
|
08/01/2021
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155
|
15h15
|
Autor principal
|
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23/01/2023
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09/06/2023
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119
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15h30
|
Autor principal
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20/11/2023
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10/05/2024
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149
|
17h00
|
Autor principal
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09/09/2024
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07/03/2025
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155
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15h30
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Autor principal
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